História Linterna - Sitteo - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~scoupsofjuyce

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Matteo, Simón
Tags Ámbar Smith, Jam Roller, Lumbar, Matteo Balsano, Romance, Scoupsofmilk, Simón Álvarez, Sitteo, Sou Luna, Surpreziam
Visualizações 179
Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Já tinha essa fic em mente à um bom tempo, mas só criei coragem para publicá-lá agora. Culpem/agredeçam a minha prima por se irritar por eu shippar sitteo [tô falando de você mesmo, Rebeca❤] Shippo mesmo, e se reclamar ainda faço fanfic... Ops, já fiz haha

Sobre os outros casais, resolvi não mexer neles pq eu só shippo sitteo e não me incômodo de deixá-los como estão, mas se vocês quiserem opinar alguns eu posso até encaixá-los na história. Principalmente se forem casais com as pessoas que ficaram sem par já que os delas são namoradinhos aka Luna e Ambar (por favor, desencalhem elas e que jisoos abençoe vocês)

O primeira cap cita um incêndio, porém não foi a Ámbar, foi só acidente (nada de relevante para a história)

A história será narrada pelo Simón, mas talvez eu faça alguns "especiais" com o Matteo narrando.

Por favor, não esperem algo extraordinário pq o que eu tenho em mente é algo simples, mas não se preocupem, darei o meu melhor pois sei que vocês com certeza já leram algo melhor que isso aqui.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Procure uma lanterna e encontre outra coisa


Suspiro ao limpar o balcão. Já estava quase na hora de fechar o Jam & Roller e eu não poderia ficar mais aliviado. O dia havia sido corrido, diversos clientes e eles pareciam estar se multiplicando. Apesar de ter que trabalhar pesado, fico feliz pelas coisas estarem indo bem depois do incêndio.


Luna está sentada em um dos bancos do balcão — um pouco afastada de mim já que estou no fim dele. Ela tagarela sobre os ensaios que vem fazendo com Ámbar e Nina. Eu a ouço, somente. Parte porque estou me esforçando para terminar o trabalho e ir para casa descansar, e outra por não saber o que dizer. Não há ninguém além de nós dois e Tamara, por isso ela nem mesmo tenta ser discreta ou comportada enquanto fala. Como sempre, Luna é uma explosão de alegria.


Há uma mancha amarelada — que, por acaso, me incômoda absurdamente — no balcão com tamanho semelhante à de uma uva, e eu ponho força para tentar removê-la dalí, sem sucesso. Valente mexe no celular, por isso eu nem a aviso quando vou até o armário de limpeza do estabelecimento para pegar algum produto útil. Enquanto volto para o balcão, ouço o toque irritante do celular de Luna, felizmente ele logo é silenciado. 


Chego na bancada ao mesmo tempo em que Matteo aprece lá. Vestindo um casaco college, calça jeans escura e um gorro vermelho, quase não o reconheci pois não são peças comuns de seu guarda-roupa. Penso em dizer a ele que já iríamos fechar, mas sei que ele irá falar com Luna então somente dou de ombros e volto ao que estava fazendo. Não nos cumprimentamos, apesar de termos entrado em um acordo de paz à pedido de minha melhor amiga. Só não nos atacamos mais como antes. Nem sempre dá pra evitar, afinal Matteo Balsano é um garoto chato e egocêntrico.


"Luna, preciso conversar com você!" Ouço Matteo dizer.


Dou um risinho debochado e a única coisa que consigo pensar é no quanto esse cara realmente é persistente. 


Quando me declarei para Luna, ela foi sincera comigo e eu entendi que não poderia haver nada entre nós — mesmo que nossa convivência fosse uma das melhores. Fiquei triste, isso é verdade, porém nada tão sério que colocasse fim à nossa amizade. 


Já Matteo, era diferente. Luna e ele sempre se estranharam, desde que ela se mudou pra cá. Ela sempre o afastou e na primeira vez em que soube da paixão dele por si, tratou de destruir suas esperanças. Nem mesmo isso fora capaz de fazê-lo desistir, o que, aparentemente, era uma dádiva já que agora, Valente caía de amores por ele.


Ele e Luna nunca se acertavam — algo parecia sempre estar impedindo-os de fazer isso —, porém mesmo assim ele ainda tinha esperanças de ficar ao lado dela para que, mesmo que por alguns instantes, eles acertassem suas diferenças de uma vez por todas. Algo não bem analisado por ele, afinal já eram quase meia noite e Luna já deveria estar em casa. Ou seja, zero porcento de chances para que eles conversassem sobre algo tão sério quanto um relacionamento — porque, com certeza, é sobre isso que ele quer falar.


"Agora eu não posso, Matteo." Luna se desculpa e aproximá-se de mim. "Pega minha mochila aí atrás, por favor" Eu rapidamente faço o que ela pede e recebo um beijo de despedida na bochecha. "Meus pais me pediram para ir pra casa. Sinto muito!" Se despede de Matteo e nos deixa à sóis.


"Perdeu alguma coisa?" pergunta irritado e eu reviro os olhos. Não havia percebido que o estava encarando.


Matteo ocupa o lugar de Luna, as luzes piscam e eu as observo por reflexo. Nada acontece por isso volto ao trabalho. A fiação devia estar com algum problema, faço uma nota mental de alertar Tamara sobre isso. 


"Poderia me servir um suco?" Matteo pede e eu o encaro cético. 


Primeiramente, penso que é algum tipo de brincadeira, provocação por eu ser praticamente obrigado a fazer isso pra ele, porém não há nada nele que demonstre isso. Dou de ombros. 


"Sinto muito, estamos fechando" respondo falsamente.


"Tudo bem, Simón, eu faço isso pra ele" Tamara aparece de repente, se oferecendo à realizar o pedido de Matteo. Antes que eu proteste, ela continua. "Você já está liberado, pode deixar que eu tranco tudo."


Seguro o pano e o produto químico que estava usando par limpar a bancada e em seguida tudo escurece. Meu coração dispara com o susto. As luzes que antes piscavam, agora apagaram-se por completo, deixando todos no escuro. Verifico a rua e não nenhuma iluminação sem ser a da lua. Um alívio percorre meu corpo, não havia sido só no Roller, isso significa que não estávamos com problemas. Seria inadmissível passar por algo do tipo quando estávamos nos reerguendo depois de um infeliz acidente.


Procuro meu celular no bolso da calça que estou usando e ligo a lanterna dele. Aponto a luz para todos os lados. Consigo ver Matteo de pé, procurando algo nos bolsos — provavelmente seu celular. Desvio para outra direção e encontro Tamara apoiando as mãos na parede, e qualquer outra coisa que houvesse no caminho para não tombar com elas, enquanto anda. Ela espreme os olhos por conta da claridade, por isso desvio a luz.


"Tem algo para iluminar?" pergunto. "A bateria do meu celular está baixa .


"A bateria do meu também" Ouço Matteo lamentar.


"Meu celular e as chaves das portas estão em minha bolsa, mas..." Ela faz uma pausa e nos mantemos em silêncio, a única coisa que ouvimos é o som da escuridão. Espero que Tamara ponha-se a pegar sua bolsa e decida fechar o estabelecimento, mas ela está quieta de mais. Ou ela estava dando um tempo para que a luz voltasse ou estava tentando lembra de algo. "Vamos ter que procurá-la. Não consigo lembrar onde a coloquei."


Ilumino todo nosso caminho desde o balcão até as mesas e não encontramos absolutamente nada. Voltamos a todos os lugares que já havíamos procurado, na esperança de não termos à visto em um deles por conta do breu, porém ela não estava lá. Pergunto à Tamara se há alguma possibilidade dela não ter trazido, porém ela nega e reforça dizendo ter posto as chaves dentro dela.


"A bateria está quase toda esgotada." alerto.


"Preciso encontrar a minha bolsa, não posso deixar tudo aberto" Respiro fundo, totalmente frustrado. O cansaço está quase me dominando por completo.


Eu só gostaria de estar em casa, deitado confortavelmente em minha cama. Havia trabalhado sozinho desde o início da tarde, Pedro estava folgando e Nico pediu licença para coisas pessoais. O Roller estava lotado, Tamara e eu tivemos de dar conta de tudo sozinhos. Eu não reclamaria tanto, afinal estou ganhado à mais, porém ainda teria de acordar cedo na manhã seguinte, por conta da escola, e ainda teria de começar a fazer um trabalho manuscrito para entregar no mesmo dia. 


"Há uma lanterna na sala de auxílio." Eu havia esquecido disso.


"Espera aqui, eu irei buscá-la" Não espero uma resposta, simplesmente a deixo sozinha. Quanto mais rápido eu pegasse a lanterna, mais rápido encontraríamos a bolsa e eu chegaria logo em casa.


A porta está escancarada, alguém chegou ali antes —  provavelmente antes da energia falhar. Sinto um pouco de receio sobre entrar ou não — Sabe-se lá Deus se estou realmente sozinho —, por isso ilumino toda sala para verificar. Ninguém. Somente eu e meu medo estúpido. Mesmo assim, nada me impede de caminhar à passos cuidadosos. Sinto que não estou sozinho. Talvez eu tenha síndrome de perseguição.


O lugar não é pequeno e, se já não houvesse gravado a posição de todos os objetos, não iria sair dali tão cedo. Eu só tinha de encontrar um banco alto que eu mesmo havia posto alí — não tinha espaço, então Tamara me pediu que o guardasse pois um dia seria útil —, uma lanterna vermelha estava sob ele na última vez que havia verificado.


O banco está lá no fundo da sala, consigo enxergar a lanterna, não claramente, porém o suficiente para saber que está lá. Caminho apressadamente, ilumino o solo para não tropeçar em algumas barras de metal que jaziam lá. A primeira coisa que faço ao chegar em meu destino, é segurar firmemente o objeto, porém, ao puxá-lo, sinto algo o prendendo com força. Meu coração bate tão forte que acho que qualquer um conseguiria ouvi-lo.


Aponto para o banco e lá está uma mão, impedindo que eu saia de lá. Aponto o celular para uma altura considerável e lá está ele, espremendo os olhos cor de mel por causa da claridade. Não havia visto Matteo vindo para cá e nem o havia percebido alí. Ele é uma pessoa e tinha algo para clarear seu caminho também. Em um lugar totalmente apagado, é absurdamente impossível não perceber qualquer feixe de luz, como eu não tinha o visto? 


"O que você está fazendo aqui?" é o que pergunto, apesar de ainda estar confuso — e até mesmo impressionado — com a sua habilidade de se mover como um ninja.


"Procurando a lanterna, gênio" ele responde como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.


"A Tamara pediu para eu vir, e esse lugar é exclusivo para funcionários"


"Tanto faz, eu só queria ajudar e olha, eu encontrei a lanterna."


"Fui eu quem a encontrou" Tento, sem sucesso, fazer com que ele solte o objeto.


"Sem essa! Eu cheguei aqui primeiro e eu encontrei primeiro" Reviro os olhos. Matteo sempre competindo por coisas estúpidas. Não sinto a mínima vontade de ceder a lanterna somente para vê-lo irritado.


"Eu quero muito ir pra casa" 


"Ótimo, eu também quero. Solte a lanterna, você já tem algo para iluminar o seu caminho" Se refere ao meu celular.


"Porque você sempre tem que conseguir o que quer?" explodo.


"Talvez porque eu as mereça, já que luto por elas" Sinto que ele não se refere somente ao objeto que temos em mãos, mas também à Luna.


Sinto meu sangue ferver. Ele já sentia que havia conquistado a Luna e me menosprezava por ter abrido mão de ter algo com ela em nome de nossa amizade. Não sei o que exatamente, mas algo nele me tira do sério. Talvez seja a confiança em excesso que ele tem em si mesmo.


Travo meu maxilar, reforço o aperto na lanterna e a movo para mais perto de meu peito. Matteo também continua firme, em nenhum momento demostra que irá ceder. Ponho o celular no banco entre nós dois. A luz transmitida pelo celular e nos ilumina de baixo para cima. O rosto dele não está tão visível, porém consigo ver olhar desafiador que ele, orgulhosamente, manda para mim junto com seu sorrisinho debochado.


Não sei há quanto tempo estávamos parados alí. Não sei se um de nós estava se aproximando ou foi só uma ilusão de ótica, mas estávamos próximos. Até de mais. Só pode ser uma provocação para que eu ceda — uma aproximação assim, com outro garoto, faria qualquer rapaz se afastar com nojo —, e isso me faz querer continuar firme. Queria fazer ele perder algo para mim só para vê-lo sentir-se estúpido.


Apesar da baixa iluminação, consigo perceber que ele não está olhando em meus olhos e meu rosto esquenta ao imaginar que eles estão focados em meus lábios. Tento afastar esses pensamentos absurdos, porém eles não me abandonam de maneira alguma e eu sinto raiva de mim mesmo por isso.


O que está fazendo, Matteo?, penso.


A maneira como estávamos me deixa nervoso, não de raiva, e sim de ansiedade. O que viria à seguir? Até onde Matteo estava disposto à ir por uma simples lanterna? Porque eu não conseguia me mover para impedi-lo e não tinha absolutamente nada a ver com a minha ideia de irritá-lo. O cheiro e calor emanados dele estavam me deixando muito confortável e uma guerra começou a ser travada dentro de mim. Por mais que minha consciência gritasse 'não', algo implorava para que eu quebrasse o espaço entre nós dois.


Minha respiração fica descompassada, a dele está batendo contra meu rosto. Matteo está inclinado e nossos narizes estão roçando um no outro delicadamente. Abandono minha sanidade e fecho meus olhos, estando então pronto para o que viesse. Risos debochados, tapas e até mesmo um beijo. Eu só não queria ceder, não queria vê-lo ganhar mais uma vez? Não sei se era isso e no momento não queria descobrir ou não me importava.


Ficamos parados no tempo e as luzes voltam de repente nos expondo, nos fazendo encarar um ao outro, nos fazendo voltar para a realidade. Na realidade, iríamos nos beijar e não poderia estar mais envergonhado.


"Pode ficar com ela" Matteo empurra a lanterna para mim.


Eu observo o que nos trouxe aonde estamos para não ter que encarar Matteo pois sei que estou mais vermelho que um pimentão. Percebo que estou tremendo ao mesmo tempo em que Matteo sai apressado dla.


Assim como ele, meus pensamentos sãos me abandonaram, somente a confusão me faz companhia.





Notas Finais


Essa fic seria uma 1s com um beijo, mas eu pensei melhor, cortei o beijo e transformei em long. Só por curiosidade: vocês prefeririam uma one ou long?

Por falar em one shot: Tenho uma sitteo aqui no spirit, caso queiram ler ;)


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