História Linterna - Sitteo - Capítulo 2


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Categorias Sou Luna
Personagens Matteo, Simón
Tags Ámbar Smith, Jam Roller, Lumbar, Matteo Balsano, Romance, Simón Álvarez, Sitteo, Sou Luna
Visualizações 53
Palavras 1.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Voltar a ser como éramos antes




Na manhã seguinte, custei à acordar facilmente. Nico disse que tentou me acordar durante meia hora. Eu estava realmente cansado, afinal, ainda tinha de fazer o trabalho que deveria ser entregue na manhã seguinte. Não havia tido tempo para pensar em nada, nem mesmo no que havia acontecido entre Matteo e eu. Estava totalmente tranquilo, nem sequer lembrava da existência de Balsano. 


Pedro estava trabalhando comigo, o que era bom, o lugar já estava começando a encher e logo ficaria lotado, assim como nos dias anteriores. Eu estou totalmente indisposto e a única coisa que desejo — e estive desejando durante a manhã inteira — é estar em minha cama. Bem, isso até Matteo entrar no Roller. Depois disso eu passei a desejar sumir, não importa como, eu só queria desaparecer.


Não havia visto ele no colégio e, se ele compareceu, esteve na surdina o tempo inteiro. Estudamos na mesma sala, o quão difícil seria notar uma pessoa, em um espaço médio, quando sua melhor amiga não para de falar sobre ele?


Principalmente agora. Matteo parece ter tido o guarda-roupa substituído pelo de uma pessoa extravagante. Não que ele esteja brega — o casaco folgado vermelho vibrante, caiu bem nele —, ele só está mais colorido que o habitual. O que é mais estranho levando em consideração que ontem ele estava "apagado" com seu conjunto preto. 


Ele caminha em minha direção — ou em direção ao balcão, o lugar onde me encontro —, ele não olha para frente um vez sequer. Deve estar tentando me evitar. Ou não, se fosse o caso, acho que ele não seria tolo o bastante para estar em meu local de trabalho. Entrego o pedido de um garoto que chegou alí à alguns minutos antes e Matteo se acomoda em um dos bancos. Fico tentando me decidir se devo atendê-lo ou deixar que Pedro faça isso.


"Poderia me servir um suco de laranja, por favor?" Ele pede ao único garçom presente alí, eu. 


Toda a noite anterior passa como um filme em minha cabeça. Quase posso sentir os olhos dele sob meus lábios e o calor reconfortante de seu corpo próximo ao meu. Sinto um incômodo na barriga, como se algo estivesse se movimentando alí, me deixando nervoso e fazendo minhas mãos soarem bastante. Porém, Matteo não está perto, está no outro lado do balcão, ele nem sequer está olhando pra mim. Sinto vergonha de meus pensamentos e meu rosto esquenta. Imagina se pudessem ler minha mente.


Me ponho a realizer meu trabalho e preparo o suco de Matteo enquanto penso no que dizer à ele. Porque eu acho que deveria dizer algo, porém não faço a mínima ideia do quê. Só sei que quero muito conversar para mostrar que está tudo bem, que o quê aconteceu na noite anterior foi somente algo do momento e sem importância alguma. Até porque eu gosto de garotas (?).


Ponho o copo no balcão e, ao invés de me afastar, continuo em frente à ele, com os braços apoiados. Matteo olha para mim pela primeira vez no dia e desvio por me sentir um pouco incomodado — ou intimidado. Seus olhos estavam me deixando confuso, quase esqueci o que deveria lhe dizer.


"Quero conversar sobre o que aconteceu ontem" sussurro.


Uma garota havia sentado no banco próximo à Matteo — enquanto estive ausente — e o estava observando atentamente. Ela poderia nos escutar e eu não desejava isso.


"Não aconteceu nada ontem" Matteo soa ríspido.


Algo dentro de mim vascila um pouco, talvez por não estar esperando por isso. Pensei que ele talvez quisesse deixar as coisas claras, se explicar, afinal, ele foi quem estava se aproximando. Não me lembro de ter dado passo algum depois de ter feito o caminho até a maldita lanterna. 


Penso por alguns instantes e percebo que ele tem razão, não aconteceu nada. Poderia, porém não aconteceu. Só estávamos um pouco próximos de mais. Eu deveria estar aliviado, mas não sei porque não consigo esquecer. Talvez, somente não quero que Matteo me entenda mal.


Dou de ombros. Se ele não queria mexer nas coisas, para que eu iria insistir? Melhor ignorar e voltar a ser como éramos antes: duas pessoas que não se dão bem. Mas, algo ainda sim me incomoda, faz meu coração palpitar e me deixar ansioso para qualquer coisa que Matteo faça ou diga em relação a mim. 


"Tem razão" Dou um sorriso franco e expresso alívio. 


Minha voz sai um pouco alta. A garota passa a me observar também, parecendo confusa e curiosa — talvez desejando poder ouvir o nosso pequeno segredo ou apenas impressionada por Matteo Balsano e Simón Álvarez estarem cochichando sem tentarem matar um ao outro. Eu a ignoro e me afasto dali indo atender uma das mesas.


Toda minha indisposição se faz presente e, mais que antes, desejo estar em casa. De repente estou mais que cansado fisicamente e todas as pessoas ao meu redor — principalmente Matteo — me dão ranço e agora sinto um mal humor incômodo. Não queria estar assim, mas não consigo evitar. Mesmo zangado, me obrigo a por um sorriso nos lábios — mesmo que simples —, não gostaria que Matteo pensasse que ele me abalou, porque ele não fez.


"Simón" Matteo me chama, quando volto para meu posto, e meu coração palpita.


A garota que estava sentada alí à poucos minutos, já havia saído. Me sinto nervoso ao pensar que, agora que estamos um tanto isolados de ouvidos curiosos, ele quer reagir. Eu só queria que ele falasse sobre, somente para que eu me sentisse um pouco aliviado de não ser o único pensando no quase beijo.


Ele tinha de se impôr, mostrar que eu não estava fazendo algo incomum porque eu não sei se é normal, quase beijar alguém do mesmo sexo, e depois não parar se pensar sobre tudo. Eu estava começando a viajar nos pensamentos e eles estavam quase me levando à locais indesejados. Só quero que isso passe e se torne um passado secreto e vergonhoso.


"Não conte à ninguém sobre..." Ele faz movimentos desordenados com as mãos. Sei que está falando sobre nós. Esse nós é estranho, assim como seus movimentos, por isso ele não precisa dizer mais nada para eu o entenda.


"Não aconteceu nada" refriso o que ele disse antes como aquele assunto realmente é, sem importância, e volto ao trabalho.


Espero que ele perceba que aquilo, para mim, também não tinha a mínima importância; Que não havia mexido comigo e que não havia nem mesmo dado o ar da graça em meus pensamentos.


Mas, se não tem importância alguma, porque eu estou tão afetado? Porque me sinto decepcionado?




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