História Lista do que (não) fazer na faculdade - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Chani, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Kentin, Kim, Leigh, Lysandre, Melody, Morgan, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Violette
Tags Amizade, Amor Doce, Drama, Romance
Visualizações 17
Palavras 3.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá <3
Espero que gostem do capítulo novo.

Capítulo 3 - Up All Night


Alexy e Armin estavam empolgados para a festa que aconteceria no sábado. Ao que tudo indicava a festa seria feita no próprio campus e toda a universidade estaria presente, e conhecendo os amigos como conhecia, Amélia estava certa de que ambos a carregariam a força para a tal festa.

Além dos amigos, Amélia ainda compartilhava o quarto com uma garota que fazia todos os tipos de planos para a festa no fim de semana. Amélia estava de saco cheio.

- É a primeira festa que vai na sua vida? - Amélia perguntou, o tom provocativo e o sorriso no rosto escondidos pelo livro que lia.

- Se acha engraçada? - Amélia olhava para Ana com o canto dos olhos enquanto a outra garota a fuzilava. - É a minha primeira festa universitária, gênia. Ken disse que são as melhores.

- Mas se ele é um ano mais velho que você, ele não deveria estar indo para o segundo ano de faculdade?

- Ele vai pro terceiro, eu fiquei um ano em casa. Eu sou mais velha que você, mereço respeito. - Amélia riu e Anabel arqueou a sobrancelha.

- Desculpa, mas olhando para nós duas, você está longe de parecer a mais velha. - O travesseiro voou na direção de Amélia, mas a mesma reagiu rápido e o agarrou, jogando de volta para sua dona.

Então alguém bateu na porta. Anabel não fez menção de se levantar, então Amélia se levantou contrariada. Não estava de pijama dessa vez, apesar de estar com muita vontade, usava shorts e regata. Ainda era quarta-feira e as aulas só começariam na próxima semana, então a vontade de Mel era de usar pijama o dia todo, todos os dias. Abriu a porta e deu de cara com Kentin e um garoto que não conhecia. O garoto tinha os cabelos curtos e num castanho bem mais escuro, tinha olhos azuis intensos e também era muito bonito. Amélia pensou que era quase uma tortura ser rodeada por tantos garotos bonitos.

- Oi, boa tarde, Amélia. - Kentin tinha um sorriso no rosto que Amélia retribuiu dando passagem aos garotos.

- Boa tarde, garotos. - Amélia se sentou na beira da cama e guardou o livro que lia.

- O que manda, primo? - Anabel sequer tirava os olhos do celular. Digitava freneticamente, então se espreguiçou e olhou para o primo em busca de uma resposta.

- Estava pensando em mostrar alguns lugares da cidade para o Morgan. Inclusive, Morgan essas são: minha prima, Anabel e a colega de quarto, Amélia. Meninas esse é meu colega de quarto e meu calouro. - Morgan sorria timidamente enquanto cumprimentava as garotas com a cabeça.

- Legal. - Anabel pegou o celular outra vez, mas Kentin a impediu.

- Não acha que vim até aqui só pra contar isso, acha? - Anabel revirou os olhos e Kentin suspirou cansado. Amélia não entendia o porquê de Anabel ser tão hostil com o primo, já sabia que a garota não era tão ruim assim. - Eu vim para convidar as duas a virem com a gente, vamos almoçar em alguma lanchonete e depois dar uma volta por ai. O que acham?

Amélia concordou de imediato. Mesmo que tivesse morado a vida toda na cidade, a parte onde se localizava a faculdade não era de seu conhecimento, seria bom conhecer o lugar melhor. Anabel não parecia gostar da ideia, mas quando desviou o olhar para Amélia a mesma parecia pedir para que Ana fosse junto e dizendo que tudo daria certo. Ana suspirou revirando os olhos e então concordou.

- Esperamos vocês na entrada do campus.

Amélia se levantou e começou a mexer em seu guarda-roupa procurando algo que gostaria de usar naquele dia. Estava uma tarde fresca, Amélia gostava do clima assim. Virou para olhar Anabel e o travesseiro acertou em cheio sua cara, Amélia o pegou e lançou um olhar furioso para Anabel.

- Você quer me foder mesmo, não quer? - Ana perguntou, levantou contrariada e abriu o guarda-roupa com força, pegando qualquer roupa e jogando sob a cama.

- Porque odeia tanto o Kentin? - Amélia caminhou até a cama de Ana e colocou o travesseiro no lugar, analisando cada expressão que ela pudesse ter.

- Eu não odeio meu primo. - Amélia parecia confusa. - Ele só é um desgraçado intrometido. Se ele parasse um pouco de cuidar da minha vida, seriamos melhores amigos.

Apesar do tom habitual de deboche na voz de Anabel, Amélia notou que a garota parecia, realmente, irritada. Não se aprofundaria no assunto no momento, parecia pessoal demais e mesmo que dividissem o quarto e se dessem bem, não eram amigas de fato. Amélia trocou de roupa e esperou até que a colega fizesse o mesmo, Ana prendeu os cabelos longos e rebeldes em um rabo de cavalo e penteou a franja com a mão.

Caminharam em silêncio até a entrada do campus.

- Vou levar vocês na minha lanchonete favorita, espero que gostem. - Amélia admirava o entusiasmo de Kentin, sabia que no lugar dele já teria enlouquecido. Um garoto que não dizia uma palavra sequer e uma garota que preferia estar em qualquer outro lugar ao invés dali.

Pensou que o melhor era conversar com ele.

- Já vai ganhar uns créditos a mais por achar uma lanchonete boa nessa cidade. Vou até colocar na minha lista de lanchonetes de qualidade que encontrei na cidade, no momento tem um total de zero. - Amélia ficou aliviada ao ver o garoto rir e notou que Anabel e Morgan também trocavam algumas palavras uns passos atrás.

- Ta brincando? Essa é simplesmente ótima. Eu e os meus amigos comemos lá sempre que podemos. - Kentin tinha um sorriso sincero no rosto, o tipo de sorriso que pessoas como Armin distribuem a todos o tempo todo. Amélia gostava de pessoas assim.

- Não sei se acredito em você, sabe? Experiência própria. - Kentin ria, mostrando todos os seus dentes perfeitos e brancos, Amélia ria junto.

Assim que chegaram, Kentin pediu uma mesa para quatro pessoas do lado de fora da lanchonete. Era coberto e fresco, Amélia o agradeceu mentalmente. Kentin estava sentado de frente para Mel e Anabel sentara ao seu lado, enquanto os garotos olhavam os cardápios, Ana tampou seus rostos com o seu e cochichou para Amélia.

- Parece que o Morgan esta muito afim do Ken. - Amélia se virou surpresa para Ana que sorria genuinamente, um sorriso que ela esboçava pouquíssimas vezes.

- Kentin é gay? - Mel cochichou de volta.

- Não sei? Talvez seja bi, não faço ideia.

- E como sabe em tão pouco tempo que Morgan ta afim dele? - As duas se olhavam e falavam quase sem soltar qualquer som das bocas.

- Primeiro o jeito dele perto do Ken, segundo: ele me perguntou se você era namorada dele. - Ana abriu um sorriso zombeteiro que fez Amélia revirar os olhos. - Mas ele não disse num tom provocativo, era o tom de confirmação. Ele ta afim do Ken.

As duas se entreolharam com um sorriso e tiraram o cardápio da frente, ignoraram o olhar curioso dos garotos e começaram a procurar o que queriam comer.

Kentin tinha razão, aquela lanchonete era incrível e mesmo que Amélia estivesse exagerando um pouco no que disse, as lanchonetes não tinham um nível tão bom como aquela. Kentin parecia olha-la, esperando uma resposta após terminar de comer.

- Tudo bem, agora minha lista tem um total de uma lanchonete boa na cidade. - Kentin achou graça. Continuaram comendo em silêncio.

Amélia e Anabel observavam os dois garotos com cautela. Procurando cada vestígio ou ação que desse a certeza de que um estava afim do outro, mas no fim Amélia só conseguiu confirmar o que Ana a disse: Morgan estava afim de Kentin. Mas Ken não dera nenhum sinal de reciprocidade, talvez não gostasse de garotos ou talvez fosse muito bom pra disfarçar, ou talvez não gostasse daquele garoto em especial. Não saberia.

Amélia notou, também, que Morgan era apenas tímido, mas era um garoto muito divertido e comunicativo depois de um tempo de conversa.

No caminho da volta foi conversando com a colega, enquanto os garotos andavam a frente. Passaram em um parque e alguns restaurantes, lanchonetes e lojas que Kentin gostava e prometera leva-los em um outro dia. Se separaram na entrada dos dormitórios e Amélia se jogou na cama pegando seu celular e conferindo as mensagens. Notou que agora havia um outro grupo, com todas os amigos que estavam na universidade. Criado por Alexy, notou que até mesmo Castiel estava no grupo e para sua surpresa Lysandre também estava.

"Essa festa ta prometendo muito" Alexy dizia com entusiasmo, alguns emojis remetentes a festas.

"Vai ser ótima, eu estou muito empolgada" Rosa respondeu.

"É a primeira festa da vida de vocês?" Amélia riu da resposta de Castiel, era a mesma que usara com Anabel. Eram parecidos, afinal.

"Não seja estraga prazeres!" Rosa respondeu com um emoji revirando os olhos.

"Eu acho que não vou!" Amélia respondeu rápido e jogou o celular sob a escrivaninha.

(...)

- Você vai, sim! - Anabel estava de braços cruzados na frente da cama de Amélia, a mesma estava deitada com seu pijama de corações. - Que tipo de jovem é você, caralho?

- O fato de não querer ir nessa festa hoje, não significa que não vou à festa nenhuma. - Ana parecia irritada, tinha metade do cabelo alisado com a prancha e estava com a roupa que iria para a festa. Os gêmeos e Rosalya mesmo depois de insistirem bastante não conseguiram convencer Mel, Anabel não o faria.

- Você é uma chata. - Anabel ameaçou voltar à frente do espelho, mas continuou parada, com as mãos na cintura. - Você vai, sim.

- Caramba, Ana, você ta falando igualzinha ao Kentin. - Provocou com um sorriso no rosto. Anabel revirou os olhos.

- Vai se foder. Vai, você é gata aposto que vai ter alguém querendo enfiar a língua na sua boca.

Amélia riu e mostrou e mostrou o dedo para Ana. A verdade era que Amélia estava com um pouco de medo e esse foi o motivo dos gêmeos não terem insistido tanto em sua ida. A última festa que fora não terminara do melhor jeito, então não queria que aquilo se repetisse, ainda mais sabendo que os dois estariam na festa. Não estava pronta para aquilo outra vez.

Então resolveu contar tudo para Anabel, na esperança de que a garota a entendesse. E também, cada vez que dizia aquilo em voz alta era como se a ferida sarasse um pouco mais.

- Fala sério, Mel. - Anabel relaxara e andava em direção ao espelho, onde continuou a alisar o cabelo. - É mais um motivo para querer enfiar a língua na boca de algum gostoso daqui. Se eu fosse você usava sua melhor roupa e pegava o primeiro cara que desse mole.

- A gente é bem diferente, Ana. Eu não beijei ninguém depois do termino.

- Só consigo enxergar mais e mais motivos pra você ir.

Ana levantou outra vez e foi até seu guarda-roupa, pegou um cropped de gola alta e sem manga, preto e depois foi até as coisas de Amélia onde pegou uma calça jeans de cintura alta com rasgos na perna. Fuçou as gavetas até achar uma meia arrastão e colocou tudo sob o corpo da colega. Amélia a olhou com a sobrancelha arqueada, mas Ana deu de ombros e voltou a se arrumar, abriu a gaveta da própria escrivaninha e tirou uma maleta com maquiagens.

- Levanta ou vamos nos atrasar.

Amélia levantou suspirando, havia sido vencida. Pegou a roupa e a colocou lentamente, nos pés uma bota curta, preta. Passou pouca maquiagem, emprestada de Ana, somente rímel e um blush. Passou a chapinha nos fios rebeldes e prendeu a franja pra cima com um grampo preto.

- Eu enfiaria minha língua na sua boca se eu gostasse de garotas. - Amélia riu. Anabel estava muito bonita também, imaginou que tinham muitos garotos interessados nela por ai.

Pegou o celular, enquanto esperava Ana terminar a maquiagem e notou que os amigos haviam usado o celular pela ultima vez há 40 minutos. Imaginou que estivessem lá em baixo em algum lugar, na festa. Abriu a janela. Uma brisa entrou no quarto, mas a noite estava quente e bastante aconchegante, notou alguns grupos de alunos na parte de baixo. Bebendo; conversando; beijando. Não tinha certeza se estava mesmo com vontade de ir, mas sabia que Anabel não conhecia ninguém na faculdade além do primo e tinha certeza que a companhia dele não a agradaria.

Ficou passando pelo feed do instagram, até que Anabel ficou pronta. Ela parecia pronta para entrar em uma boate chique e não em uma festa que só precisava descer uns lances de escada para chegar, mas Amélia não comentou nada. Também estava arrumada demais para a ocasião.

Os corredores dos dormitórios estavam em um silêncio total, sabia que todos os alunos já estavam na festa e a cada passo queria dar meia volta e se jogar na cama. A música era audível do quarto das garotas, mas assim que saíram dos dormitórios o som parecia cada vez mais insuportável, Amélia pensava em como as pessoas conseguiam curtir um lugar tão barulhento.

Estava lotado de gente. Tentou não sair de perto de Anabel, ela parecia saber o que fazer e pra onde ir, Amélia estava perdida. Não havia visto ninguém conhecido ainda, mas já estava com um copo de vodka na mão.

- Por que ta' fazendo essa cara? - Anabel encarava Amélia, que estava sem entender. - Não vai me dizer que é do tipo puritana que não bebe álcool. Amélia, você é virgem?

Amélia gargalhou. Deu um gole na bebida e mostrou o dedo pra Ana. Mesmo que soubesse que a colega estava certa, Amélia nunca tinha ido além dos beijos com nenhum garoto e também não havia beijado muitos na sua vida. Mas não se achava puritana.

Começaram a andar pelo campus até um garoto em um grupo começar a flertar com Anabel. Ana pareceu notar as investidas e a contribuir, Amélia observava tudo enquanto bebericava a vodka. O garoto se aproximou poucos segundos depois e cochichou algo no ouvido de Anabel que retribuiu com um grande sorriso.

- Se quiser companhia, meus amigos estão dispostos. - O garoto disse apontando para os amigos que tinham sorrisos maliciosos no rosto, Amélia quis vomitar.

- Não, estou bem! - Respondeu com um sorriso e começou a andar assim que Ana foi levada pelo garoto para algum lugar onde se pegariam.

Foi mais rápido do que Amélia imaginava. Então começou a caminhar até algum canto onde pudesse esperar por Ana. Então viu seu grupo de amigos, mas não queria ir até eles, Castiel estava junto e Debrah também. Até Nathaniel e Ambre estavam ali. Não parecia um lugar muito acolhedor, ficou observando de longe esperando que não a vissem.

Alexy, Rosa e Lysandre conversavam entre si, enquanto Nath bebia e conversava com Kim e Iris, Armin parecia flertar com Ambre - o que por mais que parecesse absurdo, Amélia não se surpreendeu - e Castiel conversava com Debrah. Mas foi quando a mão de Castiel puxou Debrah pra perto pela cintura e beijou seu pescoço enquanto riam que Amélia não aguentou.

Saiu dali o mais rápido que pode. Andando em passos largos para o outro lado do campus, lugar onde estava sendo distribuído as bebidas. Não tirava a cena da cabeça, Castiel havia lhe pedido desculpas é dito ter feito sem pensar, mas continuava fazendo e por mais que Amélia tentasse colocar na cabeça que ele não estava fazendo nada de errado, ainda doía. Droga, Amélia estava cansada de sofrer por aquilo. Até quando? Não estava mais no ensino médio, poderia experimentar outra coisas, viver outras coisas, mas ficava presa a um passado que jamais voltaria.

Sem notar para onde estava indo, bateu com a cara nas costas de alguém e deu dois passos pra trás um pouco atordoada.

- Me desculpa, eu... - Era Kentin. Tinha um olhar preocupado no rosto. - Oi.

- Amélia! Tudo bem? - Amélia não conseguia disfarçar. Só queria encher o copo outra vez e ficar sozinha, mas Kentin parecia preocupado de verdade. - Vem cá.

Kentin puxou Amélia até um canto mais isolado, com alguns bancos e sentou Amélia em um deles. Talvez pensasse que Amélia estava passando mal por conta do álcool, era compreensível a preocupação.

- Eu to bem, obrigada, Kentin. Pode ir, se quiser.

- Você não parece bem. O que aconteceu? Ana não está com você? - Amélia achava fofo o jeito do garoto, parecia um irmão mais velho superprotetor. Achava graça.

- Ela foi pra algum lugar com algum garoto. - Kentin suspirou e se sentou ao lado de Amélia. - Já disse, pode ir se quiser.

- Não quero! - Amélia o olhou surpresa. - Vai me contar o que aconteceu?

Amélia olhou o copo quase vazio e girou o líquido dentro do copo, não sabia se queria contar, mas também não sabia se queria esconder. Estava frustrada e de saco cheio de tudo aquilo, queria arrancar tudo do peito de uma vez. Não poderia manter-se apaixonada por Castiel pra sempre.

Então contou tudo. Deixou as lágrimas rolarem. Deixou os sentimentos vazarem de sua boca. Suspirou no final e virou o resto do líquido na boca, estava quente e amargo, mas não se importou.

- Você precisa ocupar a mente com outras coisas. - Kentin dizia cuidadoso, olhava as próprias mãos. - Tem alguma coisa que faça que tire ele da sua cabeça?

- Na verdade sempre que faço algo que me tire da rotina, eu deixo de pensar sobre isso. - Amélia colocou o copo ao seu lado e os pés sob o banco para que pudesse abraçar os joelhos. - Mas eu não sou do tipo de pessoa que costuma sair da rotina.

- Então comece a sair. - Kentin virou-se para Amélia e a ela fez o mesmo, com a cabeça ainda sob os joelhos. - Faça coisas que nunca fez, que tem vontade de fazer. Você acabou de entrar na faculdade, pegue isso como uma grande oportunidade.

- Você parece um pai falando. - Amélia riu. - Não tenho certeza se consigo fazer isso.

Kentin suspirou e pareceu pensar por um momento. Seu rosto se iluminou e um grande sorriso se formou em seu rosto.

- Faça uma lista! - Amélia arqueou a sobrancelha. - Uma lista de coisas que tem vontade de fazer enquanto está na faculdade. Faça e eu te ajudo a cumprir as coisas que estão nela, seria nosso trato. O que acha?

Kentin estendeu a mão. Amélia estava surpresa, por um lado parecia uma ótima ideia, por outro parecia loucura. Quando mais nova havia feito uma lista do que fazer antes de morrer, junto a sua prima, mas logo achou idiotice e jogou fora. Agora mais velha, parecia mais idiotice ainda.

Ou talvez uma oportunidade, como Kentin havia dito.

Não pensou duas vezes e segurou a mão de Kentin para firmar um acordo que mudaria sua vida completamente.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado <33
até semana que vem.


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