História Listen Your Heart - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Drama, Mariana Nolasco, Romance
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Palavras 2.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - "Fui pega"


Fanfic / Fanfiction Listen Your Heart - Capítulo 2 - "Fui pega"

O táxi parou em frente ao prédio, eu saí de dentro do carro e segui em direção ao elevador . Mesmo depois de tanto tempo eu ainda lembrava o andar e o número do apartamento. Cheguei em frente a porta e toquei a campainha. Ninguém atendeu. O arrependimento me bateu na mesma hora, é claro que ele não estaria ali. Ele foi pra casa dos pais. Não sei o que passou pela minha cabeça quando dei o endereço de Pedro para o taxista. Já tinha decidido voltar pra casa, quando o elevador abriu. E lá estava ele, uma pouco mais alto do que a dois anos quando   viajou, mas ainda parecia o mesmo. Moreno, magro dos braço fortes com algumas veias aparentes. Ele abriu um sorriso pra mim e eu retribui.

- Mari? O que ta fazendo aqui? - disse surpreso.

- Não sei, só achei que precisava ver você.

- Ah...deixa só eu achar a chave e a gente entra  - ele mechia nos bolsos com um pouco de nervosismo.

- Na verdade, eu realmente não sei o que vim fazer aqui - eu disse indo em direção ao elevador - é melhor...

- Mariana - ele me interrompe - acho que já adiamos essa conversa por dois anos. Vamos, entra.

Ele abre a porta e a segura com uma das mãos dando passagem pra mim. Eu observo o interior do apartamento e estranho algumas mudanças. Pedro nota minha cara de confusão e explica.

- Minha mãe vinha aqui pra deixar o apartamento limpo enquanto eu estava viajando, e acho que ela aproveitou pra de redecorar ele também. - Ele larga as bolsas que segurava em um canto e se vira pra mim.

Eu tenho tanta coisa pra dizer, tanto pra perguntar, mas o que saí da minha boca é a coisa mais estúpida que eu poderia dizer.

- Aproveitou muito a viagem?

- Sim - ele diz parecendo desapontado com o assunto da conversa  - Foi incrível. Tudo era incrível os lugares, as pessoas, a comida, os ca...

- Porque você voltou? - eu estava errada, essa era a coisa mais estúpida que eu poderia dizer.

- Porque veio até aqui? - ele responde me encarando sério.

- Eu perguntei primeiro

- Muito maduro - diz revirando os olhos

- Responde, Pedro.

- É o casamento do meu irmão, eu não tinha uma desculpa boa o suficiente pra não vir. Sua vez.
 
- Eu não sei o que vim fazer aqui.

- O que você esperava?

- Como?

- O que você esperava? Que eu tivesse vindo pra te pedir pra não casar? Que eu te pedisse pra ficar comigo e não com ele?

- Não, claro que não! - meus olhos se enchem de lágrimas, mas não de tristeza e sim de raiva. Como ele tinha coragem de dizer todas aquelas coisa depois de me deixar?

Ele passa a mão pelos cabelos e senta em uma cadeira que está próxima.

- Acho melhor voce ir embora. Eu to cansado. Foi uma péssima idéia conversar.

Eu saío pela porta sem nem responder. Chamo pelo elevador, quando estou dentro dele meu celular começa a tocar. Era o Rafael.

ligação on:

- Oi Rafa

- Mari, onde você tá? Eu tentei te ligar de novo, mas você não atendia. O que aconteceu? Fiquei preocupado.

- Desculpa, eu lembrei que tinha marcado de ir na casa da Luisa pegar uns brincos pro casamento - inventei.

- Ah...

- O que foi?

- O meu pai, ele... Eu to no hospital agora, acha que pode vir pra cá?

- Ah meu Deus! O que aconteceu?

- O meu pai infartou

- Eu to indo pra aí

- Obrigada

Pego um taxi até o hospital, a cidade é pequena, então só existe um. Chegando lá paro na recepção pra pedir informação, mas antes de falar com a atendente ouço alguém chamar meu nome, me viro e vejo Rafa sentado na sala de espera. Ele levanta e caminha em minha direção.

- Oi - ele me abraça e eu retribuo.

- Oi, como você tá?

- Bem. Eles não estão dando muitas informações.

-Tenho certeza que ele vai ficar bem.

- É

- E a sua mãe?

- Ela está tentando ligar pro Pedro. Ele foi colocar as malas no apartamento.

- Ah

A mãe do Rafa aparece na sala, ela sorri quando me vê e me abraça.

- Oi, querida - ela diz saindo do abraço e segurando minha mão - Eu consegui falar com o seu irmão, ele está vindo - diz se virando para o filho.

Rafa acena com a cabeça - Os médicos disseram alguma coisa?
 
- Não 

O
- Não. É melhor você ir pra casa.

O táxi parou em frente ao prédio, eu saí de dentro do carro e segui em direção ao elevador . Mesmo depois de tanto tempo eu ainda lembrava o andar e o número do apartamento. Cheguei em frente a porta e toquei a campainha. Ninguém atendeu. O arrependimento me bateu na mesma hora, é claro que ele não estaria ali. Ele foi pra casa dos pais. Não sei o que passou pela minha cabeça quando dei o endereço de Pedro para o taxista. Já tinha decidido voltar pra casa, quando o elevador abriu. E lá estava ele, uma pouco mais alto do que a dois anos quando   viajou, mas ainda parecia o mesmo. Moreno, magro dos braço fortes com algumas veias aparentes. Ele abriu um sorriso pra mim e eu retribui.

- Mari? O que ta fazendo aqui? - disse surpreso.

- Não sei, só achei que precisava ver você.

- Ah...deixa só eu achar a chave e a gente entra  - ele mechia nos bolsos com um pouco de nervosismo.

- Na verdade, eu realmente não sei o que vim fazer aqui - eu disse indo em direção ao elevador - é melhor...

- Mariana - ele me interrompe - acho que já adiamos essa conversa por dois anos. Vamos, entra.

Ele abre a porta e a segura com uma das mãos dando passagem pra mim. Eu observo o interior do apartamento e estranho algumas mudanças. Pedro nota minha cara de confusão e explica.

- Minha mãe vinha aqui pra deixar o apartamento limpo enquanto eu estava viajando, e acho que ela aproveitou pra de redecorar ele também. - Ele larga as bolsas que segurava em um canto e se vira pra mim.

Eu tenho tanta coisa pra dizer, tanto pra perguntar, mas o que saí da minha boca é a coisa mais estúpida que eu poderia dizer.

- Aproveitou muito a viagem?

- Sim - ele diz parecendo desapontado com o assunto da conversa  - Foi incrível. Tudo era incrível os lugares, as pessoas, a comida, os ca...

- Porque você voltou? - eu estava errada, essa era a coisa mais estúpida que eu poderia dizer.

- Porque veio até aqui? - ele responde me encarando sério.

- Eu perguntei primeiro

- Muito maduro - diz revirando os olhos

- Responde, Pedro.

- É o casamento do meu irmão, eu não tinha uma desculpa boa o suficiente pra não vir. Sua vez.
 
- Eu não sei o que vim fazer aqui.

- O que você esperava?

- Como?

- O que você esperava? Que eu tivesse vindo pra te pedir pra não casar? Que eu te pedisse pra ficar comigo e não com ele?

- Não, claro que não! - meus olhos se enchem de lágrimas, mas não de tristeza e sim de raiva. Como ele tinha coragem de dizer todas aquelas coisa depois de me deixar?

Ele passa a mão pelos cabelos e senta em uma cadeira que está próxima.

- Acho melhor voce ir embora. Eu to cansado. Além do mais, você vai casar com ele, não tem o que mais conversar.

Eu saío pela porta sem nem responder. Chamo pelo elevador, quando estou dentro dele meu celular começa a tocar. Era o Rafael.

ligação on:

- Oi Rafa

- Mari, onde você tá? Eu tentei te ligar de novo, mas você não atendia. O que aconteceu? Sua mãe tá preocupada.

- Desculpa, eu lembrei que tinha marcado de ir na casa da Luisa pegar uns brincos pro casamento - inventei.

- Ah...

- O que foi?

- O meu pai, ele... Eu to no hospital agora, acha que pode vir pra cá?

- Ah meu Deus! O que aconteceu?

- O meu pai infartou

- Eu to indo pra aí

- Obrigada

Pego um taxi até o hospital, a cidade é pequena, então só existe um. Chegando lá paro na recepção pra pedir informação, mas antes de falar com a atendente ouço alguém chamar meu nome, me viro e vejo Rafa sentado na sala de espera. Ele levanta e caminha em minha direção.

- Oi - ele me abraça e eu retribuo.

- Oi, como você tá?

- Bem. Eles não estão dando muitas informações.

-Tenho certeza que ele vai ficar bem.

- É

- E a sua mãe?

- Ela está tentando ligar pro Pedro. Ele foi colocar as malas no apartamento.

- Ah

A mãe do Rafa aparece na sala, ela sorri quando me vê e me abraça.

- Oi, querida - ela diz saindo do abraço e segurando minha mão - Eu comsegui falar com o seu irmão, ele está vindo - diz se virando para o filho.

Rafa acena com a cabeça - Os médicos disseram alguma coisa?
 
- Não. - Ela acaricia o rosto do filho - É melhor você ir pra casa. Não tem porquê ficar todo mundo aqui, eu e seu irmão passamos a noite.


- Eu quero ficar.

- Rafa vamos - Eu digo, um pouco porque ele parece exausto e também porque não quero ter que encontra Pedro novamente. - Não tem nada que você possa fazer agora. Amanhã a gente volta.

Ele olha pra nós duas e se da por vencido. Depois de dar um beijo na mãe, Rafa pega minha mão e nós caminhamos até o carro que estava no estacionamento do hospital. O caminho até a casa dele é silencioso. Eu o sigo pra dentro da grande casa. A família deles não era exatamente rica, mas eles tinha uma condição financeira excelente que ficava clara com o tamanho da casa.

- Eu ainda não pensei direito, mas acho que vamos ter que adiar o casamento. Sinto muito. - É a primeira coisa que ele me diz quando entramos dentro da casa.

- Claro, tudo bem.

- Obrigada.

- Você está bem?

- Sim, é só que eu nunca tinha visto meu pai assim.

- Deve ter sido horrível.

- Não consigo acreditar que isso aconteceu, ele estava tão feliz com a chegada do Pedro. - Rafa senta no sofá e eu sento ao seu lado. - Eu sempre soube que o Pedro era o favorito dos meu pais, mas isso nunca ficou tão claro quanto hoje.

- Seus pais te amam tanto quando amam o seu irmão.

- Eu sei. Não estou reclamando nem nada. Pedro também é meu favorito - Ele diz rindo - Todo mundo sempre preferiu o Pedro, e eu nunca nem tentei competir, ele é incrível mesmo.

- Você também é incrível.

- Acho que você é primeira pessoa que prefere eu ao invés do meu irmão - Ele brinca e olha pra mim e eu o acompanho com uma sorriso sem graça, não consigo dizer nada. Não tenho coragem de mentir quando ele está assim tão frágil na minha frente, então o beijo. E o que era pra ser apenas um beijo carinhoso vai se tornando mais quente, ele pede passagem com a língua e eu cedo. Rafa põe as mãos na minha cintura  e me puxa para o seu colo, eu ponho minha pernas de cada lado do sofá. Ele me beija com mais intensidade, suas mãos passeiam por dentro da minha blusa alisando minha pele nua, ele tira minha blusa e logo depois a dele. Nós levantamos do sofá, caminhamos pela escada em direção os quarto do Rafa.



Acordo pela manhã, e pela primeira vez na vida  não estou sozinha na cama. Rafa está ao meu lado, ainda dormindo. Eu nunca tinha transado antes, e nunca tinha imaginado que aconteceria com ele. Quando Pedro foi embora, Rafa se aproximou de mim, nós ficamos amigos e logo depois começamos a namorar, ele obviamente não sabia que eu tinha me relacionado com o seu irmão, pra todo mundo nós éramos apenas inseparável melhores amigos.  Rafa sempre foi muito carinhoso comigo, apesar disso eu nunca me apaixonei por ele. Eu gostava dele, mas comparado ao que eu sentia por Pedro, não era nada.

Eu olhei pra ele deitado. Parecia uma criança, inocente e pura. Seus cabelos estavam bagunçados e seu braço abraçava protetoramente minha cintura. Involuntariamente passei a mão por seu rosto, até chegar em sua boca, que se abre em um pequeno sorriso de lado.

- Oi, linda.

Fui pega.


Notas Finais


Eu me empolguei e esse capítulo saiu bem maior que o primeiro. Vou tentar estabelecer um tamanho pra não ficar muito grande, tá ok? Então tá.


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