História Litaliana - Capítulo 11


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Categorias Justin Bieber
Personagens Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Amor, Armas, Drama, Possessivo, Revelaçoes, Romance
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Palavras 2.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Capítulo XI


Fanfic / Fanfiction Litaliana - Capítulo 11 - Capítulo XI

Andréia Gambino

26 de novembro de 2017, 5 p.m. 

Keanus ainda estava vivo, e conseguiu chegar à minha mansão mas não descobriu nada acerca desta armadilha. Tinha passado poucos dias do acontecimento e hoje eu teria um evento formal e eu sei que ainda  não recuperei totalmente do rabo. 

- Experimenta este! – um vestido preto é jogado na minha cara.

- Obrigada Mona, quanta delicadeza – digo e apanho o vestido no chão. 

Hoje seria a gala de beneficência do ano, para ajudar os bombeiros dos Estados Unidos da América, sendo o tema deste jantar e gala o Great Gatsby. Todos os grandes empresários estariam no mesmo espaço para mostrar quem tem mais dinheiro e claro, quem tem uma maior alma caridosa.

Sintam a ironia. 

Eu estava numa boutique, os designers seriam Tony Burke e Philip Armstrong de Londres. Eles preparam-me vários vestidos e eu escolheria qual eu gostaria de levar, assim podia ir a este evento com qualquer um que mais ninguém teria igual. 

- Esse corpo, meu deus – Gioconda solta um gritinho de felicidade – Tu vais levar esse! 

- Não – digo firmemente – Isto parece um fato de banho! – afirmo indignada  e estou pronta para arrancá-lo do meu corpo. 

O vestido era preto e cheio de brilhantes. A única coisa tapada que tinha era um pseudo fato de banho que  porque o resto, da cauda e até nas mangas, era um tecido invisível. Eu gosto de me exibir mas não tanto, não tenho vergonha do meu corpo mas mas não sinto a necessidade de o mostrar para o mundo. 

- Ele cobre metade do rabo! Este evento é único, tu vais arrasar! – Gioconda revira os olhos enquanto me interrompe. 

- Querida, hoje vamos partir corações. Além disso o Bieber deve lá estar... – Mona lança o mistério e olho-a de modo cansado. 

Eu não vivo para ele, porque tudo à minha volta tem que o nomear? Que porra. 

- Podemos não falar dele? Por favor – peço a elas enquanto me olho ao espelho. 

- Não podemos negar que vocês tiveram uma relação – Mona refere olhando para mim, parece que até está a olhar para a minha alma – Uma relação super conturbada e completamente doida, e nem sei como aconteceu sinceramente mas ele amava-te! E tu também! E vocês nem têm coração, olha as probabilidades! 

- Tu sabes o que ele fez.

- Nós nem sabemos! Não temos a certeza! Eles nunca se explicaram, não ouvimos os dois lados! – esbrava e aproxima-se de mim – Ele nunca teve a chance de se explicar.

- Ele não se explicou porque para além das provas todas estarem contra eles, ele culpou-me pela morte do pai, o Jeremy! – esbravo contrariada encarando-a – As provas não mentem!

- Mas não matámos ninguém, e olha que quisemos bastante! Eu acho que ao fim destes anos todos e agora que estás no poder, acho que devias ouvir os dois lados. Para pensares melhor, e só depois poder vingar a nossa família – Mona fala e senta-se no sofá com visível raiva.

- Porque estás contra mim e contra as minhas decisões? Porque tanto o defendes? – grito e uma raiva aparece. 

- Porque sabes o que me aconteceu! Porque não deixo que termines o quão raro aparece neste mundo! Por toda esta postura e barreira de uma pessoa sem alma, o que me move é o amor!  Nós temos uma vida de merda, somos armas, nascemos para isso! Eu amava-o, ele era tudo de bom que tinha e foi-se! Nós não fomos feitas para amar e aconteceu, algo tão raro! É tão bom ser amada, é tão bom! E tu mereces, pelo menos alguém que sinta a tua falta quando partires! – vejo os olhos da Mona a humedecerem e um pequeno beiço nos cantos da boca enquanto grita. 

- Tu sofreste! Isso não é de todo o que eu quero voltar a ter! Por isso não digas que vale a pena esse tal amor! – grito de volta e o meu peito aperta.

- Eu não vou responder mais nada, tu sabes o quanto é bom – Mona desiste e desvia o olhar – Não vale a pena, estás cega de vingança e nada que eu possa dizer pode te influenciar. 

Não respondo. Dou-lhe costas e sento-me no outro banco longe do dela. 

Ela tem razão. Mas a família dele matou-os e eu não consigo ver nada para além disso, é tão claro como a água. 

Às vezes só quero correr e atirar-me para os seus braços que tanto me acalmavam. Poder sentir a sua respiração contra a minha enquanto o seu coração batia mais depressa, e cheirar o seu perfume de marca. Porque mesmo eu sendo uma merda e ele uma pior, conseguia achá-lo como a pessoa mais fascinante que já alguma vez tinha conhecido. 

Eu queria chorar no entanto não tenho quase lágrimas, prometi que não iria chorar mais por ele mas às vezes o sentimento  é tão forte que não me aguento. 

Olho para as minhas mãos, também sinto falta daquele anel. Ele afastava as mulheres por mim, porque só me amava. E agora ele transa com várias ao dia. E isso também magoa mas eu já não sou nada dele. 

Sempre que o vejo com alguma mulher uma raiva aparece, como se ele não tivesse respeito por mim e pelo que tivemos. Mas somos mafiosos, respeito e compaixão nem existe. Retiro-me dos pensamentos e troco de roupa. 

- Vamos levar este – entrego o vestido para a empregada que se retira para o balcão. 

Pagamos milhares de dólares e vamos para casa sem conversar. 

Entro na minha mansão com o vestido e entrego logo à empregada para o pendurar. Vou calmamente em direção ao meu quarto e retiro toda a roupa que estava vestida no meu corpo, faço um coque no meu cabelo e visto um robe. 

Chego à casa de banho e vejo que o meu banho já estava pronto, retiro uns sais perfumados e coloco na banheira, coloco também umas pétalas e toco levemente na água. 

Retiro o robe, sem me encarar ao espelho, e entro na banheira, deitando-me. Os meus olhos começam a humedecer e sinto que já não vale a pena andar a fugir dos meus sentimentos. As lágrimas correm com rapidez na minha cara enquanto afundo na minha banheira. A minha maquilhagem borra-se toda e choro. 

Sinto novamente uma raiva por estar a ser tão fraca que começo a pontapear a banheira como se melhorasse o meu estado de espírito. Fico cansada e soluço, colocando as mãos à cabeça derrotada. 

Como é que eu ainda gosto dele? 

Continuo a chorar até passar. Quando paro, saio da banheira e olho ao espelho. Eu estava uma miséria. 

Limpo a cara e todos os borrões de maquilhagem existentes nela e coloco o robe, indo para o closet

Decido que vou ouvir a versão do Justin e depois decido se me vingo ou não, acho que seria o mais sensato a fazer. 

Margo já me aguardava com o secador na mão, sento-me e deixo-a no meu silêncio fazer a sua magia. O meu cabelo estava encaracolado e virado para um lado. Estava simples, como eu gosto. 

Visto o vestido e com tantos brilhantes do vestido, não era necessário qualquer adereço, e calço os meus sapatos pretos também com brilhantes. Coloco na minha bolsa tudo o necessário e ouço a buzina, mesmo a horas. 

Respiro fundo e vou em direção à um Rolls Royce antigo.  Quando entro vejo Mona e Gioconda nos bancos de trás e sento-me ao lado delas.

- Então, tu sabes que eu vou-te empurrar para cima dele não sabes? – Mona avisa enquanto coloca o batom vermelho nos seus lábios. 

Estava tudo normalizado, como se nada tivesse passado e nunca tivéssemos discutido naquela loja. É algo normal. 

- Eu sei – dou de ombros e sorrio fraco. 

- Espero que o jantar seja bom, estou cheia de fome – Gioconda refere enquanto inala a erva no baseado – Tomem, a noite vai ser longa e precisamos de estar calmas. 

Pego no baseado e fumo, soltando lentamente a fumaça. 

Hoje, estava a sentir borboletas na minha barriga. 

Queria parar esta sensação mas é impossível. 

- Hoje Humberto deu-me milhões para gastar. Vai ser interessante – Gioconda diz enquanto olha pela janela – Espero que haja daquelas viagens para leiloar, preciso de férias. 

- E se houver leilões de pessoas? Eu vou leiloar num homem que seja gato, preciso de sexo urgentemente – Mona afirma enquanto lhe passo o baseado.

- Eu ainda te vou inscrever Andréia, talvez o Bieber faça as suas apostas para te levar a jantar – Mona solta um sorriso sapeca enquanto fuma novamente e Gioconda solta uma gargalhada. 

Estas as duas só me querem mal, só pode. 

- Seria muito interessante! – Gioconda junta-se a Mona na minha destruição. 

- Além disso não podias reclamar, é para a caridade – Mona solta enquanto me sorri maliciosamente. 

Retiro urgentemente o baseado da sua mão e fumo duas vezes seguidas para me bater forte. Eu estou em más mãos. 

- Sem comentários. Eu mato-vos – solto enquanto abro um bocado mais a janela. Estava a ficar calor.

- Nós também te amamos Andréia, que querida que estás hoje – Gioconda solta cinicamente e a limusine pára. 

Hoje Francesco não viria porque tinha “negócios” para fazer, como ele disse. 

Um empregado abre a porta e os flashes acertam nos meus olhos, paparazzis disparavam as suas câmeras fortemente enquanto nós saíamos da limusine. Uma senhora alta e loira e bem vestida aproxima-se de nós enquanto pega no seu microfone e ajeita o cabelo com um sorriso gigante. 

Credo. 

- Muito Boa noite, eu chamo-me Hillary McCain e estamos aqui com as senhoras Gambino, este evento é um dos mais importantes deste ano! Como se sente Senhora Andréia, ao ser uma das convidadas VIP’s deste ano?

O microfone é colocado à frente da minha boca e a mulher olha para mim esperançosa. O homem da câmera foca a lente na minha direção e abro um sorriso falso, porém aos seus olhos verdadeiro. 

- Muito boa noite Hillary, é uma honra estar aqui presente nesta gala tão importante para os nossos bombeiros que necessitam do nosso apoio mais que tudo. Farei de tudo a que está ao meu alcance para os ajudar!

- A senhora é tão caridosa! 

- Por favor, trate-me por Andréia, até parece que sou velha!

- Claro! Obrigada pela sua atenção! Agora está a entrar...

Continuo a sorrir com Gioconda e Mona enquanto passo a passadeira vermelha até à entrada de umas escadas. Subimos e somos cumprimentadas por diversos empregados, que nos acompanham a uma porta preta e dourada com “Great Gatsby” em letras douradas. 

A porta abre-se e olho admirada, estava tudo decorado como no filme. 

Mona entra e pega no champanhe que está a ser distribuído pelos empregados e somos encaminhadas para uma das inúmeras mesas espalhadas pelo salão. O salão tinha até uma fonte. Cada mesa estava decorada com flores e arranjos amarelos, os candeeiros eram enormes e cheios de brilho e cada peça da mesa era constituída por diversos detalhes feitos à mão. 

- Eles esmeraram-se este ano – Gioconda afirma enquanto se senta – Estou impressionada.

Eu assinto com a cabeça enquanto as pessoas iam entrando no salão. 

Muitas delas olhavam para nós, para nós as três era normal sentir a inveja dos outros. 

Acerca das pessoas, muitas já as conhecia das empresas milionárias espalhadas por Nova Iorque, políticos e socialites também compareciam. A meu ver ainda só faltava uma família da Máfia.

Ficamos numa mesa com mais três membros da família, mas era como se estivéssemos só nós as três. 

- Ele ainda não chegou, devias acalmar esses olhos de falcão – sinto a mão de Mona no meu ombro e olho para a frente como se tivesse sido apanhado em flagrante. 

- Olhem para a porta – Gioconda diz e o meu olhar direcciona-se para a porta instantaneamente. 

- Aquele Ryan é um gato, nossa senhora me ajude a controlar as hormonas – Mona encosta-se na cadeira enquanto abana um leque contra a sua cara. 

Tenho que admitir que Bieber sabe seduzir e vestir-se bem. O terno salientava o seu corpo, e o gel dava um toque de delicadeza no seu cabelo. 

Desviei os olhos quando o seu olhar encontrou o meu. 

Ele trouxe uma acompanhante. Será que está comprometido? Eu vou matá-lo. 


Notas Finais


Boa noite! Obrigada pelos 8 favoritos e pelos dois comentários de uma leitora muito fofinha! Espero que gostem e até ao próximo capítulo,
Ana


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