História Lithium - Eu não quero me curar - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camren
Visualizações 226
Palavras 3.163
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Sangue de alguém


Fanfic / Fanfiction Lithium - Eu não quero me curar - Capítulo 13 - Sangue de alguém

LAUREN POV:


Cheguei em casa sentindo ainda minha cabeça doer e me sentia terrivelmente culpada por ter permitido que aquilo acontecesse com a família de Camila, e principalmente por não ter sido atenta e ter permitido que ela escapasse do hospital. Agora ela estava em risco, e as pessoas com quem ela cruzasse também.

Mas o que mais fazia meu coração doer era imaginar o desespero que ela sentiria ao voltar ao normal e não saber onde está, se ela for para algum lugar desconhecido.

- LAUREN QUE MERDA FOI ESSA???? - me assustei ao ver Lucy vindo na minha direção, de pijama, furiosa.

- Fale baixo, por favor, estou explodindo de dor de cabeça.

- NÃO VEM COM ESSA NÃO, QUEM ERA AQUELA VAGABUNDA??

Senti meu sangue ferver mas respirei fundo.

- Ela não é uma vagabunda. É minha paciente.

- Ai.Meu.Deus. Você está tendo um caso com sua paciente????? Lauren eu não acredito nisso, eu não acredito!!!! - disse, batendo o pé.

- Você está disposta a ouvir uma explicação sobre o que aconteceu ou apenas quer fazer escândalo e reclamar?

- Então explique.

- Ela tem um transtorno grave de personalidade, Lucy. E o lado problemático pegou meu celular e falou com você.

- E pode me explicar como seu celular foi parar nas mãos dela????

- Ela me golpeou com um abajur. Agora se me dá licença, eu preciso tomar um banho.

- ... isso é muito estranho...essa conversa de que você pertence a ela...ela está obsecada por você, Lauren! Você não pode ficar perto dessa vadia nunca mais!!!

- Não fale assim dela, você não a conhece!!!! - disse, me sentindo extremamente ofendida com as palavras dela sobre a Camila.

Ela ergueu uma sobrancelha e me encarou, cruzando os braços.

- Você está defendendo ela??????

Respirei fundo. Céus, como ela conseguia ser irritante! E nem se quer se preocupou comigo!!!

- Ela é minha paciente, apenas isso, e você não tem o direito de falar nada dela.

- EU TENHO TODO O DIREITO, LAUREN JAUREGUI! VOCÊ ESTÁ APAIXONADA POR ESSA VACA, SÓ PODE!

Mais um xingamento, junto com minha dor de cabeça. Foi o suficiente para eu me descontrolar.

- NÃO É SÓ POR QUE VOCÊ É UMA PROMÍSCUA QUE TODAS AS MULHERES QUE CHEGAM PERTO DE MIM SÃO TAMBÉM!

Eu mal havia terminado minha frase e já me arrependi amargamente. Ela ficou paralisada com minhas palavras, mas Lucy definitivamente não era o tipo de mulher que chorava ou se entristecia. Infelizmente. Pois suas atitudes quando estava insatisfeita sempre foram extremamente inconsequentes.

- Lauren Jauregui, você vai se arrepender profundamente por ter dito isso pra mim. - e eu sabia que sim - ficou claro que você está se envolvendo emocionalmente com essa paciente, e se você não tomar uma decisão, eu mesma tomarei.

Respirei fundo e antes que pudesse argumentar, ela subiu até o quarto.

Passei as mãos no cabelo, inconformada.

- Que porra...

Fiquei um tempo na cozinha, apoiada no balcão, tentando entender tudo o que havia acontecido. Não levou nem 10 minutos e Lucy desceu, trocada.

- Onde você vai?

- Embora, Lauren. Embora.

- Lucy, espera...

Me aproximei tocando sua cintura, mas ela recuou para trás com as mãos para cima.

- Não. Não me toque. Eu vou embora, Jauregui. Agora não consigo nem olhar na sua cara.

Respirei fundo. Eu já conhecia esse jeito dela, esse drama, pra tentar me fazer controlar meus comportamentos, mas eu estava tão cansada de tanto que já havia sofrido por ela e, sinceramente, tão preocupada com Camila, que eu preferia que ela fosse embora agora que já sabia que nada havia acontecido com ela.

- Ok.

Virei de costas e ao chegar na beira da escada, ouvi seus resmungos.

- Ok?!?!?!?!

- Ok. Você quer me falar mais alguma coisa? - perguntei, mas só tive como resposta uma respiração pesada e a porta da minha casa batendo.

Subi as escadas finalmente e tomei um longo banho.

"Dessa vez a outra personalidade veio sem que Camila desmaiasse ou algo do tipo... o que eu perdi? Eu preciso descobrir o que desperta esse lado na Camila... ela estava vendo vídeo, de repente... argh, geralmente eu sou tão prática! Não sei por quê com a Camila estou me comportando dessa forma, já deveria ter solucionado esse caso."

Saí do banho, coloquei uma calça confortável de moletom e uma regata branca, amarrei meu cabelo e fui até a sala tentar me distrair, mas nenhum filme era suficiente para tirar Camila da minha mente.

Tentei jantar, mas não sentia nem um pouco de fome. Cochilava e acordava algumas vezes, assustada, com minha mente me pregando peças sobre o telefone tocando e eu achando que era alguém me dando alguma notícia sobre Camila.


Depois de algumas horas e eu pude ver que já era madrugada pelo horário marcado na televisão, a campainha da minha casa tocou e eu fui abrir a porta.

"Que inferno, certeza que é Lucy bêbada querendo vir tirar satisfações e..."

- CAMILA?????

De repente, ela entrou abruptamente na minha casa, me empurrando e batendo a porta atrás de mim, ofegante, com suas mãos e roupas sujas de algo que parecia ser sangue.

- Camila, você... onde você...

- Agora não, doutora. Eu preciso de um banho. - disse, subindo as escadas mas eu a segurei pelo braço.

- DE QUEM É ESSE SANGUE?

Ela me olhou com um sorriso macabro no rosto.

- De um carneirinho. - disse, rindo, e eu sabia que ela não estava sendo literal.

- Como assim????

- Você faz muitas perguntas. Eu podia aproveitar meu bom humor e foder você pra ver se você relaxa um pouco. - ela se aproximou encarando meu corpo.

- JÁ CHEGA! VOCÊ TEM QUE PARAR COM ISSO AGORA, ENTENDEU?! CHEGA DE JOGUINHOS, EU VOU INTERNAR VOCÊ! - segurei ela com muita força pelos braços, de repente ela fechou os olhos e desmaiou.

- CAMILA??? VAMOS, ME RESPONDA!!! - tentei balançá-la, ainda apertando firme seus braços, mas ela estava realmente desmaiada e vulnerável. - Meu Deus do céu!

A peguei no colo e levei até o sofá, a deitando cuidadosamente. Aproveitei para dar uma boa olhada nas partes onde havia sangue nela, procurando por ferimentos, mas não havia nenhum, o que deixava claro que era sangue de outra pessoa.

- Ah, Camila, o que foi que você fez??

"Eu preciso limpá-la antes que ela acordasse, pois ficaria extremamente assustada de se ver toda ensanguentada desse jeito."

Fui até a cozinha e peguei uma bacia com água,duas toalhas limpas no armário da lavanderia e um kit de primeiros socorros. Quando voltei, ela ainda estava inconsciente.

"Ela não pode ficar com essa blusa toda cheia de sangue."

Fui até o quarto, peguei uma camisa minha e voltei até ela. Cuidadosamente, tirei a blusa que ela estava e pude perceber entre seus seios, meu celular. Corei um pouco, mas respeitosamente o tirei de lá e o coloquei em cima da mesa.

- Vamos lá... eu vou limpar você.

Tirei cuidadosamente o curativo manchado de sangue da sua mão. Fiquei alguns minutos passando a toalha úmida por sua pele, tirando todo o sangue que restava nela. Depois, a sequei e a vesti com minha camisa, e por fim, realizei outro curativo em sua mão.

Sentei no tapete, encostada no sofá. Ao mesmo tempo que estava extremamente aliviada por agora saber onde ela está e poder cuidar dela, eu precisava tomar uma decisão. De quem era aquele sangue? O que ela fez? Se eu levá-la de volta pro hospital, vão cortar o direito dela de receber visitas e ela vai ficar no quarto de segurança máxima, e isso só vai dificultar tudo! Devo avisar os pais dela?? Mas se eu avisar, pode ser que dê algo errado e eu não consiga mais ajudá-la!

Senti meus olhos encherem de lágrimas e por um momento. Eu precisava de tempo. Corri até o telefone e liguei para Dinah. Aproveitei a sorte de ela ter entrado em uma cirurgia de emergência e não ter tido tempo de ligar para os pais da Camila, e pedi para que ela não avisasse sobre o desaparecimento de Camila. Ela desconfiou um pouco do meu pedido, mas o acatou.

Quando voltei, Camila estava deitada torta no sofá e parecia desconfortável, então a peguei no colo novamente de forma cuidadosa e a levei até meu quarto. Deitei ela na minha cama, tirei seu tênis e suas meias cuidadosamente e a cobri, depois me sentei ao seu lado, a observando.

- Eu não consigo nem ficar brava com você... eu sei que você jamais faria essas coisas, Camz... - acabei sorrindo ao me perceber dando apelidos pra ela e me lembrei de seu doce sorriso me chamando de Laur, então tirei cuidadosamente uma mecha de seu cabelo que caiu em seu rosto e a coloquei atrás da sua orelha - eu sinto muito, Camz... espero que me perdoe por ter permitido que tudo isso acontecesse...

Fiquei a observando por mais algum tempo e meu coração estava definitivamente mais aliviado por saber que ela estava aqui, comigo.

- Eu prometi que cuidaria de você, então vou esperar você acordar pra decidirmos juntas o que faremos. Até lá... descanse...apenas descanse.

- Lauren... - ouvi ela sussurrar e me assustei.

- Camila? Está acordada?

Porém não tive resposta. Ela estava dormindo, mas ouví-la sussurrar meu nome enquanto descansava fez meu coração amolecer e ousei fazer um leve carinho com meu polegar em sua bochecha.

- Eu estou aqui com você.



CAMILA POV:



Acordei sentindo muita dor no meu corpo, como se tivesse exercitado absolutamente todos os músculos do meu corpo e sentia cada um deles doer. Olhei ao redor e dei um pulo da cama ao perceber que estava em um quarto que não era o do hospital.

- Onde...onde eu estou??

Olhei para mim mesma e estava com uma camisa que não era minha, mas ainda estava com meu tênis e meu shorts de moletom. Levantei da cama com dificuldade por conta das dores no corpo e comecei a explorar aquele belíssimo e enorme quarto, a procura de respostas.

- Onde é que eu vim parar?

Fui até a janela para ver se conhecia a rua, mas não. Cheirei a camisa que eu estava e imediatamente o cheiro me foi familiar: Lauren. Mas será??

- O quê aconteceu? Como eu vim parar aqui?? - me perguntei, com as mãos no meu rosto.

- Bom dia.

Dei um pulo para trás de susto e imediatamente vi Lauren com roupas casuais, e mesmo vestida de forma tão descontraía e confortável, ela estava linda. E segurava uma bandeja com um prato que tinha panquecas, um copo de suco e algumas frutas ao redor.

- Lauren!!! Eu... me desculpa...eu não sei o que estou fazendo aqui...

Ela me respondeu apenas com um olhar sereno e colocou a bandeja em cima do criado-mudo.

- Eu sei, mas não se preocupe quanto a isso. Você está se sentindo bem? - ela perguntou, se aproximando de mim.

- Eu...eu estou bem e eu acho que já vou emb... - antes que pudesse terminar de responder, fui tentar andar na direção dela mas senti uma fraqueza no tornozelo e imediatamente perdi o equilíbrio, mas Lauren me segurou em um movimento firme e preciso, envolvendo seu braço forte ao redor da minha cintura e pressionando seu corpo contra o meu para me manter de pé, com minhas mãos automaticamente apoiadas em seus ombros e pude sentir o calor que emanava de sua pele em minhas mãos.

- Cuidado! Está tudo bem?? - perguntou, preocupada, mas qualquer possibilidade de resposta desapareceu das minhas cordas vocais, pois a pressão dos nossos corpos juntos, seu braço ao redor da minha cintura me segurando de forma tão firme e seu rosto tão perto do meu fez com que eu me sentisse tonta, balbuciando coisas sem nexo e impossíveis de serem ouvidas e entendidas.

Sua proximidade me fez reparar também em um curativo que estava em sua testa.

- Camila?

Voltei ao normal e percebi o quanto estava parecendo uma louca naquela situação.

- Eu... acho que... tropecei. - sorri sem graça.

- Tome cuidado, não quero que se machuque... - ela disse, descolando seu corpo do meu e tirando seu braço da minha cintura, o que me fez resmungar mentalmente por sentir o abandono do seu toque. - Vem, eu trouxe café da manhã. - sorriu simpática enquanto me guiava até sua cama segurando minha mão para garantir que eu não caísse de novo.

Olhei para sua cama e sentei, desconfortável e tímida enquanto ela colocava os travesseiros de pé para que pudesse encostar neles meio sentada, então ela ficou esperando que eu me ajeitasse mas permaneci imóvel.

- Algo errado?

- Não, é só que... Lauren, é sua cama e eu... bem... não é falta de respeito eu, sua mera paciente, estar aqui?

Eu sabia que a pergunta havia sido esquisita, mas precisava ser sincera sobre meus pensamentos e minhas dúvidas, afinal, eu não queria que ela fizesse nada por "obrigação" ou qualquer coisa do tipo.

- Camila, não precisa se preocupar. Eu me preocupo com você e sei que não teria lugar mais confortável que minha cama nesta casa. - Então ela quer que eu tenha o melhor tratamento? - E você não é uma mera paciente. - ela sorriu e meu coração deu um pulo.

Logo ela pegou novamente a bandeja e fez um sinal com o olhar para que eu me acomodasse melhor, então assim o fiz e encostei nos travesseiros, com as pernas esticadas.

- Aqui está. - ela colocou a bandeja no meu colo - espero que goste de panquecas.

- Eu amo. Obrigada, Laur. - disse, pegando o garfo e a faca e colocando um pedaço de panqueca na boca. - Está uma delícia! - sorri.

- Fico feliz por isso!

Ela forçou um sorriso e se sentou ao meu lado, na cama, esperando pacientemente que eu terminasse de comer. Ela mantia uma feição serena, mas sentia uma pontada de preocupação em seu olhar, o que me fez comer mais rápido que o normal pra poder me disponibilizar a conversar com ela.

- Prontinho... obrigada, estava uma delícia! - me inclinei para me levantar mas ela não permitiu, fazendo um sinal com a mão para que eu ficasse parada.

- Pode deixar isso comigo. Por favor, não se levante. - ela prontamente pegou a bandeja do meu colo. - Eu vou levar isso até a cozinha e já volto, tudo bem?

- Tudo bem, obrigada.

Ela se retirou e abracei meus próprios joelhos, olhando cada canto daquele quarto. Eu queria conhecer tudo sobre Lauren, então praticamente tirava fotos mentais daquele quarto para me recordar depois, já que não sabia quando teria outra oportunidade.

- Voltei. - disse, aparecendo na porta e sentando na cama ao meu lado novamente e eu sorri para ela. - Então...

- O quê aconteceu com você? - perguntei e ela pareceu não entender minha pergunta, então indiquei com o olhar o curativo em sua testa.

- Ahh, isso aqui? - apontou para o curativo - Não foi nada... foi só um pequeno deslize.

- Deslize?

- É, mas deixa isso pra lá. Acho que a maior questão agora é como você veio parar aqui, certo?

- Sim... - me encolhi um pouco, abraçando meus joelhos, com medo do que possa ter acontecido.

- Acho que antes de qualquer coisa... por quê não me conta do que se lembra?

Fechei os olhos e tentei forçar a memória.

- Eu... lembro que estávamos no quarto do hospital e... eu pedi pra ver um vídeo que minha mãe tinha te mostrado... e... acho que só isso. - a olhei.

- Você lembra o que tinha no vídeo?

- Lembro que era eu e um... - meu estômago embrulhou - colega... da faculdade participando de um campeonato de dança, nós éramos a dupla escolhida para as finais...

Ela me observava atentamente.

- Esse colega... Você lembra o nome dele?

Meu estômago embrulhou mais ainda e eu não sabia o motivo.

- Austin... Austin Mahone.

Ela ficou pensativa por um tempo.

- Vocês tinham uma boa relação? - seu olhar ficou um pouco mais escuro. Será que ela estava com ciúmes?

- Bom... por um tempo tivemos, éramos amigos, mas depois eu não sei o que aconteceu... nos afastamos. - apertei um pouco mais meus joelhos contra o meu peito, sentindo um desconforto imenso que me fez fechar os olhos.

- Você está bem?

- Eu estou...só... senti algo estranho.

- Algo estranho? O quê está sentindo? - ela perguntou, se aproximando um pouco.

De repente, senti uma vontade imensa de chorar. Tentei respirar fundo e me controlar, mas não consegui e desabei. Soltei meus joelhos, que permaneceram dobrados na cama, encostei nos travesseiros e tampei meu rosto com as duas mãos. E desabei em lágrimas.

- Camila, o que foi???? - ela colocou sua mão por cima de um dos meus joelhos e eu não conseguia respondê-la. Meu coração estava apertado, eu sentia meu estômago dar voltas e não conseguia parar de chorar.

- Camz... - ela disse, colocando a mão por cima do meu ombro.

Quando ela me chamou assim, senti ainda mais vontade de chorar. Um sentimento incontrolável de abandono, medo, raiva, desespero e insegurança tomou posse do meu coração, e eu, em um impulso, me levantei e fui em direção à porta, chorando loucamente.

- CAMILA, ESPERA!

Lauren me alcançou antes mesmo que eu pudesse sair do quarto e me segurou pela mão.

- O quê foi?? O quê está sentindo?? Por favor fala comigo!

Ela estava ali, bem na minha frente, segurando minha mão e me olhando, preocupada. Aquelas sensações estavam gritando dentro de mim, mas no momento que vi o subir e descer de seu peito, ofegante, senti que precisava imediatamente do seu calor, então dei um passo para frente e a abracei, apoiando meu rosto de lado por cima de onde seu coração bate e continuei chorando desesperadamente.

Não demorou muito para que ela logo me envolvesse em seus braços. E ela me abraçava forte, não de modo que me sufocasse, mas de modo que me acolhesse completamente. Então suas mãos acariciavam sutilmente minhas costas, enquanto ela repetia com o tom de voz bem baixo que tudo ficaria bem.

Eu fui me acalmando, parando de chorar aos poucos, mas não tinha coragem de sair do abraço de Lauren por dois motivos: Um, era incrivelmente bom o seu abraço e Dois, eu não queria olhar nos olhos dela, pois não fazia ideia o que havia acontecido comigo.

- Camz... Você quer conversar sobre isso? - ela perguntou, acariciando meus braços.

Gesticulei que não com a cabeça.

Ela suspirou e ao invés de reclamar como achei que faria, ela voltou a me abraçar.

- Tudo bem... vai ficar tudo bem.

Fechei os olhos e apertei meu rosto ainda mais em seu corpo.

"O que está acontecendo comigo?"


Notas Finais


Comentem o que acham que vai acontecer :3


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