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História Lithium - X-MEN AU! - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi ♥

Esse capítulo vai ser beeem curtinho, mas os próximos (se tiver, né?) serão maiores. Esse junto com o primeiro são apenas introduções dos personagens que vão conduzir a história. Pretendo fazer um capítulo Mike, outro Ben.

Não sei se vocês notaram, mas finalmente temos uma capa para a fanfic. Ficou bem simpleszinha, mas eu gostei bastante e acho que combina com o clima da história ♥ E, como prometido, finalmente temos a playlist! O link vai estar nas notas finais junto com o link do jornal, que mostra a apresentação dos poderes de cada personagem. Ainda não tem todos, mas logo logo vão estar. Se vocês puderem dar uma conferida eu iria ficar bem feliz!

É isso. Espero que vocês gostem ♥

Boa leitura!

Capítulo 2 - Destino


Lithium

Capítulo dois

“Destino”

A cada poste que passava, uma luz amarelada iluminava o rosto de Ben Hanscom, já tinha desistido de dormir dentro do ônibus. Após olhar no relógio e ver que eram três e meia da manhã, Ben olhou em volta e viu uns quatro passageiros dormindo com os rostos colocados no vidro ou com os olhos tapados. A grande parte dos passageiros tinha descido no primeiro ponto, em Ludlow.

Estava vindo de Chamberlain, uma cidadezinha no leste do Maine, que era apenas umas cinco horas de viagem até o seu destino. Ben tinha pegado o primeiro ônibus dez horas da noite, contrariando a vontade de Arlene Hanscom, sua mãe, que só faltava implorar para que o garoto não fosse. “Aquela cidade é um completo caos, meu filho! Pra que você vai se enfiar por aqueles cantos? Se você quer um emprego, nós podemos arranjar algo por aqui!” dizia ela enquanto ele arrumava suas malas. Se ela já fazia um drama com ele dizendo que iria arrumar um emprego, ficava tentando imaginar a reação dela se contasse a verdade.

Ben puxou a mochila para o seu colo, buscando um de seus cadernos de anotações. De lá, ele puxou uma carta endereçada a ele sem remetente. Desde criança, quando sua mãe lhe presenteou com um dos livros da Agatha Christie, Ben sempre teve um fascínio por mistérios e enigmas. Gostava de colocar seu cérebro para funcionar, ir atrás do misterioso, do desconhecido.

E aquela carta que segurava em suas mãos era um deles.

Encontre a Tartaruga entre o Barrens e ela te ajudará com a sua adaptação.”

Se a carta tivesse chegado errado em qualquer outra casa de Chamberlain, ninguém entenderia aquela mensagem e provavelmente ela seria perdida em um lixo qualquer. Porém, não na casa dos Hanscom.

Ao tocar a carta com a ponta dos dedos, Ben viu sua mão lentamente mudar para a mesma cor da folha do papel e com a mesma textura dele. Não precisava ser um gênio para saber do que “adaptação” se tratava quando ela estava bem diante de seus olhos. O mistério mesmo foi saber quem tinha lhe enviado a carta e como essa pessoa sabia sobre o poder que ele possuía. Afinal, as únicas pessoas que sabiam daquilo eram ele e sua mãe. Mais ninguém.  

Apesar de ser cuidadoso sempre, Ben sabia que poderia ter baixado um pouco a guarda em algum momento e aquela carta significar uma grande armadilha, mas tinha algo dentro dele que falava que não. Ben não era muito um homem de intuição e nem acreditava em sensações mágicas capazes de ditar o que você deve ou não fazer.

Mas aquilo era diferente. Ele soube momentos antes de pegar aquela carta que algo estaria por vir; sentiu um formigamento nas mãos que nada tinha a ver com seu poder e uma excitação correndo por todo o seu corpo, do tipo que você apenas sente quando está esperando algo bom na sua vida e ela finalmente chega.

Também não era uma sensação que ele tivesse presenciado antes – a vida dos Hanscoms não era lá a mais fácil – e justamente por isso que ele sabia de que não poderia ignorar aquela sensação como qualquer outra coisa em sua vida.

Parecia loucura. Sua mãe diria que era loucura. Ele mesmo sentia-se louco naquele ônibus. Mas lá estava ele indo atrás da loucura, “seguindo a tartaruga” seja lá o que significasse. Muitas cidades vieram a sua cabeça enquanto ele investigava o que aquilo queria dizer, muitas delas ele até mesmo já tinha passado durante a viagem.

Ludlow, Haven, Little Tall Island, Jerusalem’s Lost, Castel Rock

O ônibus foi lentamente parando na área indicada pelo terminal. O motorista olhou Ben pelo retrovisor, como se dissesse “é aqui que você disse que ficava, não é?” Hanscom tinha essa mania de tentar fazer amizade com todo motorista de ônibus que entrasse, quando esses só queriam um bom copo de café quente. De qualquer forma, Ben sorriu para ele, pegando suas coisas rapidamente e descendo enquanto o motor do ônibus ainda roncava.

- Boa sorte, garoto – disse o motorista. Ben virou-se para olhá-lo com um pouco de estranheza e acenou com a cabeça, respondendo um “você também”, apesar de isso não fazer sentido nenhum. Veja, ele apenas tinha mencionado para onde iria e que o motorista o avisasse quando chegasse. Nada sobre o que estava indo fazer ali ou de ele precisar sorte em algo. Com certeza naquele ônibus tinham passado pessoas que precisavam de mais sorte que ele, mesmo assim o motorista só tinha dito aquilo a ele.

E eram por coisas assim que ele soube que estava no caminho certo, porque, por mais que coisas estranhas acontecessem nas outras cidades, nada era mais essencialmente bizarro do que aquela.

Derry.


Notas Finais




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