História Little Blue Airplane - Capítulo 4


Escrita por: e hyuwaaly

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jonghyun Kim, KiBum "Key" Kim
Tags Jongkey, Shinee, Shortfic
Visualizações 9
Palavras 2.714
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aaaah o último cap :')

Inicialmente a fanfic ia ser só esse cap, mas eu decidi postar os três primeiros como um "extra" para vocês entenderem melhor a fanfic. Enfim, espero que gostem <3

Capítulo 4 - 2920


Kibum suspirou impacientemente. Estava cansado de ouvir sua mãe reclamando em seu ouvido, ela não iria deixa-lo em paz nunca? Pensou, revirando os olhos outra vez.

- Como assim expulso Kibum? Você está para fazer seu último ano e foi expulso? Sabe o quão difícil vai ser arrumar uma vaga numa escola boa para você? - a mulher não parava de falar, era a segunda vez que Isso acontecia.

O garoto de repente perdeu totalmente seu interesse nos estudos, suas notas caíram demais, e o garoto parecia nem se importar. Com 13 anos havia sido expulso de sua escola, os professores não aguentavam mais o caos que o garoto causava na escola. Desta vez, Kibum se superou ao pichar no muro da escola algo extremamente ofensivo digamos, e ter a cara de pau para assinar sua obra.

A Sra. Kim estava seriamente preocupada com o estado de seu filho. Kibum sempre fora uma criança tão sorridente e dedicada aos estudos, sempre tirava notas altas e era o exemplo. Mas aos poucos o garoto foi mudando, se tornando uma pessoa totalmente diferente, que nem ele mesmo reconhecia.

Ele simplesmente parou de ligar para tudo. Parou de ligar para os estudos, para as broncas de sua mãe, para tudo. Era como se tivesse perdido o rumo de sua vida de repente, sua mente estava uma bagunça.

Sua mãe insistia em tentar fazer o garoto se interessar nos estudos novamente, mas era um fracasso.

Cansada, a Sra. Kim deu um suspiro deixou o quarto do garoto dizendo o quanto estava decepcionada.

- Que novidade, alguém decepcionado comigo. Pff. - o garoto chutou a porta do quarto, que fechou rapidamente fazendo um estrondo alto.

Kibum parou enfrente ao espelho enorme que havia na parede de seu quarto, e percebeu que não tinha mudado tanto fisicamente. Há oito anos atrás era tão fofo com sua altura considerada baixa para um menino de sua idade. Tinha lindos cabelos curtos castanhos-escuro que constantemente eram hidratados e cuidados. Tinha um rosto tão macio, uma pele tão bem cuidada e delicada como algodão. E por fim, o pequenino Bummie era dono de um sorriso tão radiante que hoje era inexistente.

Atualmente o cabelo do garoto estava tingido de um vermelho carmesim mais parecido com rosa, que continuava extremamente bem cuidado e hidratado. Seu rosto continuava macio e bem cuidado, claro que havia alguma espinha aqui e ali, que eram escondidas com um pouco de maquiagem. Ao contrário do que pensava há 9 anos atrás, Kibum ficou muito alto, cercando os 1,77 em seus 17 anos. Sua pele continuava macia e delicada, mas a parte mais preciosa de seu rosto não estava mais ali. Seu sorriso radiante.

Quando havia se tornado tão infeliz? Ele nem se lembrava mais.

Apesar de ter se tornado alguém totalmente diferente por dentro, tinha um cuidado muito grande com seu corpo. Passava todo tipo de creme no rosto para deixá-lo bem cuidado e fazia o mesmo com a pele. Lavava seu cabelo três vezes na semana para deixa-lo brilhante e hidratado, além de arruma-lo todos os dias, mesmo que passe o dia todo enfiado dentro de seu quarto. Além disso, Kibum se vestia extremamente bem, tinha uma grande noção de moda, e era muito estiloso.

Apesar de parecer perfeitamente bem fisicamente, se sentia horrível por dentro. Perder seu único amigo aos nove anos não foi o que o tornou assim. Seus pais se divorciaram pouco tempo depois, o pai do garoto sumiu do mapa e Kibum acabou ficando com sua mãe. A mulher teve que arrumar um emprego, já que apenas cuidava da casa e o pai de Kibum sustentava os dois. Porém esse emprego tomava todo o tempo da mulher, e Kibum se sentia extremamente sozinho. Ele começou com brincadeiras levemente irritantes para suprir o vazio que tinha no coração, ele só tentava chamar a atenção de alguém. Mas suas "brincadeiras" foram ficando cada vez mais sem graça num ponto que foi expulso, depois de levar diversas convocações para casa.

Porém, a coisa piorou quando entrou na sua segunda escola. Ninguém se interessou em conversar com o garoto, e Kibum ficou extremamente decepcionado. Então, ele foi de ruim para pior, fazendo coisas cada vez piores, até ser expulso novamente.

O garoto se jogou na sua cama pensando em tudo que havia acontecido de ruim, depois que seu amigo havia ido embora. Era como se ele fosse as coisas boas em sua vida e quando foi embora, só sobrou desgraça para o pequeno Bummie. Desviou o olhar para sua prateleira e olhou o aviãozinho azul de papel ali. Sem perceber, lágrimas molhavam todo o seu rosto.

 Sentia muito a falta de Jonghyun.

-- Little airplane --

A contragosto Kibum estava a caminho de sua nova escola. Por que sua mãe continuava se importando? Ele era só mais um caso perdido, sem futuro nenhum.

A escola ficava a uns 10 minutos de sua casa andando, então dispensou a carona que sua mãe ofereceu e foi a pé mesmo. Ele não tinha esperança nenhuma de arrumar um alguém, ele simplesmente não sentia mais nada.

Ele dava um grande "dane-se" para tudo.

Parou ao perceber que estava em frente a sua nova escola, que era definitivamente enorme. Ficou um tempo analisando a escola antes de entrar, prestando atenção em cada detalhe. Tinha um grande portão preto que se encontrava aberto no momento. A escola era rodeada de plantas e flores de todos os tipos, o que Kibum achou estranho.

Ao perceber que estava no meio da rua, finalmente entrou na escola, observando tudo ao seu redor atentamente, como se não quisesse se perder mais tarde.

Decidiu procurar a secretaria e perguntar logo onde ficaria sua sala, para não se atrasar mais tarde. No seu caminho em busca da secretaria, sentiu vários olhares em si, provavelmente as pessoas estavam se perguntando quem era aquele ser nunca visto ali com um cabelo extremamente chamativo.

Ignorou os olhares sobre si e continuou sua busca, e depois de um tempo errando o caminho finalmente achou.

- Ahm... Com licença... - Kibum se dirigiu a mulher que se encontrava de costas na secretaria.

A mulher se virou, e Kibum foi capaz de ler o nome escrito em seu crachá. Sunmi. Ela parecia ser bem nova, o garoto pensou.

- Posso ajudar? - Ela perguntou com um sorriso simpático no rosto, deixando-a ainda mais jovem.

- Eu me matriculei recentemente, e gostaria de saber minha sala. - esperou a mulher responder, mas não recebeu nada além de um olhar de quem espera algo, por parte de Sunmi. - Ah, claro. Meu nome é Kim Kibum. Eu estou atualmente no terceiro ano. - acrescentou ao perceber que não havia se identificado.

- Oh, claro! Só um momento. - a mulher foi até um computador que havia na sala e respondeu Kibum depois de achar a sala do garoto. - Você está na sala 9, a que fica no meio do corredor da direita.

O menino agradeceu a mulher e foi em busca da sala, no local em que Sunmi indicou. Apesar de faltar um tempo para as aulas começarem, o rapaz aproveitaria que sua sala provavelmente estaria vazia para ficar lá, relaxando na companhia de seus fones de ouvido.

Não demorou muito para achar sua sala, e ao entrar se deparou com a mesma vazia, assim como esperava. A sala era grande, o lado esquerdo é tomado totalmente por uma janela, em quanto a frente da sala era tomada por uma lousa branca, feita para ser escrita com canetões. Um pouco acima da lousa havia uma televisão LCD, tamanho médio. No lado direito da sala havia um ventilador e os horários das aulas, e no fundo havia outro ventilador, totalizando dois.

Kibum se sentou no lado da janela, na penúltima cadeira do fundo. Colocou seus fones e deixou tocando no aleatório, fechando os olhos para apreciar a música melhor.

Involuntariamente, seus pensamentos foram para sua infância, nas suas felizes memórias com Jonghyun.

Se lembrou de oito anos atrás, quando Jonghyun lhe deu o pequeno aviãozinho azul, a única coisa que dava esperanças ao mais novo de que Jonghyun iria voltar. Lembrou das brincadeiras que faziam, dizendo que iriam se casar um dia, que Jonghyun iria ser um ótimo pai e Kibum iria ser uma ótima "mãe".

Riu fraco com o último pensamento, era gigantesca a saudade que sentia de Jonghyun.

O garoto fora afastado de seus pensamentos ao ouvir o barulho de vozes cada vez mais alto e claro. Deduziu que as aulas iriam começar e tirou seus fones, guardando-os junto com seu aparelho.

Ao pouco as pessoas foram entrando, e quando aparentemente todos adentraram a sala de aula, Kibum estranhou que ninguém fora reclamar com o garoto por provavelmente ter sentado no lugar de alguém. Talvez ali não sentasse ninguém, ou talvez as pessoas estejam apenas sendo gentil com ele, por ser novato. Descartou a última opção, por que alguém seria gentil com alguém que nunca viram na vida?

Logo um homem entrou na sala, que Kibum julgou ser o professor, pelo rosto mais adulto, o avental branco com alguns canetões no bolso e um crachá ligado num cordão, pendurado ao seu pescoço. Ele não parecia ter mais de 30 anos, para falar a verdade.

Aparentemente o homem nem notara sua presença ali, pois o mesmo apenas colocou suas coisas na mesa e começou a anotar um roteiro de aula na lousa.

Ao se virar e bater o olho no fundo da sala, o professor pareceu finalmente notar Kibum ali.

- Oh, temos um aluno novo? - o homem disse e no mesmo instante todos se viraram para olhar o tal aluno novo. - Poderia se apresentar? Aí do seu lugar mesmo. - completou.

Kibum agradeceu mentalmente por não ter que sair do seu lugar e ir na frente de toda classe, não estava nem um pouco a fim de levantar.

- Kibum. Kim Kibum. - Falou num tom alto o suficiente para todos na sala puderem escutar.

- Seja bem vindo, Kibum. Meu nome é Leeteuk, professor de filosofia. Depois você pode pegar o horário das aulas no papel próximo a porta. - O professor disse gentilmente.

Kibum assentiu com a cabeça e curvou os lábios num pequeno sorriso se agradecimento. Se agachou para pegar seu material na sua bolsa que se encontrava no chão, quando sentiu alguém cutucar suas costas.

- Bummie?

Kibum se virou quase imediatamente ao ouvir seu apelido, que apenas uma pessoa usava.

- ...Dino?

Kibum congelou. Não podia ser o Jonghyun, ele estava tão diferente. Mas ele era o único que chamava Kibum de bummie, quem mais poderia ser?

O coração de Kibum batia rápido, enquanto o menino se tremia inteiro. Foi como se todos ao seu redor não existissem quando o menino deu um sorriso tão lindo que fez o coração de Kibum falhar uma batida.

- Bummie, sou eu, Jonghyun. - o mais velho disse com um sorriso radiante e brilho nos olhos.

Antes que Kibum pudesse responder, Jonghyun que ainda estava com sua bolsa nas costas, sem pensar, pegou a bolsa de Kibum e com a outra mão agarrou o pulso do mais novo, e correu para fora da sala puxando o menino junto a si, deixando na sala um professor e alunos um tanto quanto confusos.

Mas nada importava naquele momento. Jonghyun só queria abraçar tanto o mais novo, pedir mil desculpas por ter sumido, por ter abandonado seu querido Bummie.

Os dois correram até estar em uma praça que ficava perto da escola dos dois. Pois é, no seu primeiro dia, Kibum estava matando aula. Mas quem se importa? Ele estava com seu querido Dino novamente, e ninguém estragaria aquele momento.

Após normalizarem suas respirações ofegantes, ficaram se encarando por um tempo até Kibum quebrar o silêncio.

- Por quê Jjong? Por que você foi embora? - o mais novo disse, sentindo as lágrimas se formarem em seus olhos.

- Me desculpa Bummie. Por favor me desculpa. - O mais velho puxou Kibum para um abraço e enterrou seu rosto no pescoço do mais novo. Jonghyun chorava silenciosamente, diferente de Kibum, que soluçava e fungava repetidamente.

- Ya, seu idiota... Eu senti tanto a sua falta. - Kibum apertava fortemente a blusa de Jonghyun, como se descontasse tudo o que sentia no momento na peça de roupa.

Depois de um tempo abraçados, os dois se sentaram no banco mais próximo para que pudessem conversar melhor e com calma.

- Bem... Lembra quando... Eu disse que gostava de você? - Jonghyun disse corando levemente. Kibum sorriu ao lembrar do dia em que o menor tinha se declarado a ele, apesar de oito anos terem se passado. O maior assentiu com a cabeça. - Bem... Eu contei aos meus pais. Eles disseram que eu não deveria gostar de outro garoto, que era errado. Então eles acharam que a melhor forma de "curar minha doença" era me afastando de você. Eles queriam que eu saísse daquela escola o mais rápido possível, sem nem me despedir. Eu queria Bummie, eu realmente... Aish. - Jonghyun suspirou.

Kibum ouviu tudo calado, e quando percebeu que Jonghyun não iria conseguir terminar, apenas sorriu e levou a destra até a nuca do menor. - Shhh. - falou Kibum, logo em seguida puxando Jonghyun pela nuca e selando os lábios num selinho demorado.

Seria impossível descrever o que os dois sentiram com um simples selar. Uma mistura de sentimentos, saudade, tristeza, felicidade. Mas os dois tinham certeza de algo: os dois queriam que esse momento nunca acabasse.

Assim que se separaram, o menor encostou sua testa na do outro, fechando os olhos para aproveitar melhor o momento. - Eu te amo Bummie. Eu senti muito a sua falta. - falou sorrindo, somente por poder estar com o mais novo.

- Eu te amo Dino.

-- Little Airplane --

Agora Jonghyun guiava Kibum pela sua casa, com as mãos tapando a visão do mais alto. Apesar de ser Kibum de estar com os olhos tampados, Jonghyun se atrapalhava mais que o outro, esbarrando em alguns móveis e até deixando algumas coisas caírem no chão.

- Ok Jonghyun, para onde você está me levando? - perguntou Kibum com um sorriso no rosto, o qual não dava a muitos anos .

- Só mais um pouco... Aqui! - falou Jonghyun, esbarrando em Kibum de leve ao mais alto parar de repente, gerando risadas.

Ao abrir os olhos, se deparou com um quarto repleto de aviõezinhos de papel azul. Havia vários, muitos no pendurados no teto, outros espalhado pela cômoda, alguns pelo chão e até alguns como decoração. Kibum estava sem palavras, aquilo tudo era tão especial, algo só deles, algo tão pessoal. O garoto notou que em todos os aviões tinham alguma coisa escrita, mas que estavam ilegíveis por conta das dobraduras do avião.

- Você gostou? São 2920 ao total. - Jonghyun falou, com um sorriso enorme no rosto. - Quando eu mudei de escola, eu não queria de jeito nenhum parar de falar com você. Então toda noite eu escrevia uma mensagem para você em um papel azul, e fazia um aviãozinho. Eu os lançava pela janela, e sempre que eu acordava, o aviãozinho que eu joguei na noite passada estava no chão do meu quarto, em frente a janela. Eu pensava que você tinha lido e enviado de volta como um sinal de que tinha recebido.... - Riu sozinho do quanto era inocente por acreditar nisso.

O mais novo continuava sem saber o que falar. Jonghyun esteve todos os dias pensando em si, no dia em que iriam se reencontrar, querendo o seu bem. Logo sentiu as lágrimas se formando em seus olhos e um nó em sua garganta.

- Jong.... 2920 dias são.....

- Isso, oito anos. - Isso foi o bastante para mais uma vez naquele dia, Kibum desabar em lágrimas.

- Hey, você tá chorando? - Jonghyun riu de nervoso, dando um forte abraço no garoto. - Não era a intenção... Kibummie, não chora!

O mais velho tentou de todas as formas consolar o outro, mas parecia que os olhos do mais novo eram como torneiras derramando água sem parar. E bem, agora não só Kibum estava chorando como Jonghyun também.

-- Little Airplane --

Kibum passou o resto da tarde no abraço de seu namorado, desdobrando um por um os aviõezinhos, enquanto Jonghyun lia para si o as mensagens escritas no papel dos aviões.

A partir daquele dia, sempre ao acordar Kibum se deparava com um aviãozinho de papel azul no chão do seu quarto em frente a janela, com uma mensagem. E ele sorria ao pensar que seria assim pelos próximos 2920 dias e pelo resto da sua vida.

FIM


Notas Finais


Sinceramente, eu não sei se ficou bom mas espero que vocês gostem ^^

Obrigada por ler <3


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