História Little Cat - Capítulo 3


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Diane, Dreyfus, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gelda, Gilthunder, Gowther, Griamor, Guila, Gustav, Hauser, Helbram, Hendriksen, Jericho, King, Margaret, Meliodas, Merlin, Sariel, Simon, Twigo, Veronica, Vivian, Zaratras, Zeldris
Tags Drama, Hibridos, Melizabeth, Nanatsu No Taizai, Novela, Romance
Visualizações 125
Palavras 1.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Um anjo felino.


Fanfic / Fanfiction Little Cat - Capítulo 3 - Um anjo felino.

Elaine estava boquiaberta, hipnotizada pela linda criatura a sua frente, encarando aquele ser tão raro e diferente para ela, uma híbrida? Nunca imaginou ver uma de perto!

_ Isso é sério? _ a loira questionou, perplexa.

_ Sim, a encontrei faz pouco tempo. _ Meliodas explicou.

A prateada mantinha as orelhinhas felpudas baixas, tal como a cauda branca, que se movimentava freneticamente, indicando nervosismo.

_ Ela é tão fofa! _ Elaine deu um gritinho agudo, correndo até a felina e a abraçando.

_ S-Solta a Elizabeth, solta! _ pediu a gata.

Elaine piscou surpresa, desviando seu olhar para Meliodas em seguida.

_ Ela só fala na terceira pessoa?

_ É, parece que sim...

_ S-Solta a Elizabeth, p-por favor... _ a híbrida choramingou novamente.

Elaine estava agarrada a ela, apertando fortemente o seu corpo, mas percebeu o desconforto da outra e a soltou.

_ Desculpe. _ sorriu sem graça. _ Às vezes perco o juízo.

_ Enfim! _ Meliodas chamou a atenção das duas. _ Elaine, Elizabeth precisará de auxílio no banho, pode acompanhá-la?

_ Oh, claro, sem problemas.

A felina encarava o loiro com certa curiosidade, era algo novo para ela, não parecia representar ameaça, mas ainda tinha uma postura bastante intimidadora, o que chamou sua atenção.

Os olhos dela se fixaram nas orbes verdes, quase se perdendo naquela imensidão esmeraldina, completamente encantada com o brilho daquele olhar.

Meliodas era forte e aparentava ser bastante confiante, a intimidava, mas de certo modo, a gatinha se sentia um pouco mais segura ao seu lado, como se fosse um protetor.

Quando o viu pela primeira vez sentiu muito medo, mas agora apenas lhe restava curiosidade e gratidão, uma sensação de gula por conhecimento.

_ Vamos...? _ Elaine a chamou.

Deu uma última olhada de esguelha para o loiro, que sorriu de uma maneira maliciosa, causando calafrios na prateada, que corou em resposta, seguindo a menor pelo apartamento.

Subiram as escadas, atravessaram o corredor e entraram no banheiro, enquanto Elizabeth observava cada pequeno canto daquele lugar: grande, espaçoso, bonito e extremamente luxuoso.

Elaine acionou o registro d'água, permitindo que o líquido quente escorregasse pelo mármore frio da banheira, aos poucos a enchendo.

_ Tire suas roupas. _ Elaine pediu, virando-se para o outro lado, não querendo ver a garota nua.

_ Porque se virou? _ questionou a felina.

_ Para não vê-la nua, óbvio.

_ Qual o problema disso?

_ Não é descente.

A expressão de Elizabeth era de surpresa, "não é descente", onde já havia escutado isso antes?

De qualquer forma, onde vivia jamais teve essa "frescura", não era difícil encontrar garotas semi-nuas pelos corredores, então já estava acostumada com isso.

Fazendo o que lhe foi pedido, Elizabeth se despiu da jaqueta do loiro – única coisa que a cobria –, retirando as roupas íntimas em seguida, antes de mergulhar na banheira.

Elaine adicionou sabonete líquido na água, fazendo um pouco de espuma.

Elizabeth ficou encantada com as bolhas, passando a estoura-lás com os dedos.

_ Assim... _ Elaine segurou a mão da gata, a chacoalhando de baixo da água, progetando mais espuma.

A loira assoprou, fazendo bolhas flutuarem pelo ar, naquele instante os olhos de Elizabeth brilhavam em esperança quando repetiu o ato, segurando a espuma em mãos e assoprando, fazendo pequenas bolhas de sabão.

_ Incrível! _ ela riu.

Elaine estava fascinada com aquele ser pequenino, a forma inocente como Elizabeth interagia, se parecia muito com uma criança.

_ Ah! _ a loira gritou, quando um pouco de água foi jogado em seu rosto, enquanto Elizabeth gargalhava. _ Oh, então é guerra que você quer? Tudo bem...

Elaine ligou o pequeno chuveirinho, lançando a água na felina, e logo as duas começaram uma guerra de água, inundando o banheiro.

Elaine lavou os cabelos da híbrida com xampu e condicionador – tomando muito cuidado com as orelhinhas –, assim pôde perceber os olhos heterocrómaticos, após erguer a franja.

_ Seus olhos são belíssimos. _ falou.

_ O-Obrigada... _ a híbrida agradeceu, tímida, enquanto abaixava as orelhinhas.

_ Eu esqueci de pegar a toalha... _ Elaine suspiro, cansada. _ Fique bem aqui, volto já...



Elaine saiu do banheiro, indo em direção a sala, onde o loiro procurava algo de interessante para assistir na Netflix.

_ Era para dar banho na Elizabeth, não em você. _ ele provocou, referindo-se às roupas enxarcadas dela.

_ Podemos dizer que ela adora uma guerrinha de água. _ deu de ombros. _ Onde tem toalhas?

_ Lá no meu quarto, dentro do armário. _ instruiu.

_ Certo. _ ela concordou, indo em direção ao quarto do loiro. _ Só espero não encontrar camisinhas lá dentro...

Meliodas riu com a preocupação dela.

Se passaram cinco minutos, e Meliodas bocejava exausto, reclamando mentalmente da demora para pegar aquela toalha.

Era estranho pensar que tinha uma híbrida dentro de casa, uma criatura tão rara e misteriosa, metade gato, metade humano...

Ela era muito bonita, isso não poderia ser negado, possuidora de um corpo magnífico e um rosto angelical, um verdadeiro anjo de cabelos prateados.

Meliodas não sabia muito sobre híbridos, mas já tinha escutado falar sobre eles em algum lugar: criaturas metade humanos e metade animais, geralmente muito belos e sensíveis.

Eram frágeis, não possuíam muita força física, mas também eram incríveis.

Ficou pensando, o que faria com a gata?

Não poderia simplesmente joga-lá no mundo, mas também não poderia conviver diariamente com ela, suas férias terminariam em poucas semanas e precisaria voltar para a faculdade, não teria como cuidar de uma criatura tão frágil.

Além disso, era costume do loiro trazer mulheres para deitar-se com ele quase todos os dias, não pegaria bem para a sua reputação se Elizabeth visse aquilo.

Suspirou, afundando-se no sofá, enquanto almejava por um conselho.

_ Elaine?

Ouviu alguns passos e a voz doce de Elizabeth, mas quando se virou para encara-lá, teve uma maravilhosa surpresa.

"Oh, céus, uma deusa grega!"

Elizabeth estava parada na sua frente, com os cabelos e o corpo enxarcados e cobertos por espuma, completamente nua.

O loiro abriu a boca impressionado, examinando cada pequeno detalhe daquele corpo escultural: coxas grossas, cintura fina, bunda consideravelmente grande e seios enormes.

_ Oh, Meliodas viu a Elaine? _ a gata perguntou, tombando a cabeça de lado sem se importar com a própria nudez.

Ela falava com naturalidade, como se aquilo fosse a "coisa mais normal do mundo", não parecia nenhum pouco incomodada pelo fato de estar despida de roupas.

_ Elizabeth! _ Elaine gritou, correndo até a felina com uma toalha na mão, e uma camisa masculina na outra. _ Eu disse para esperar no banheiro!

_ Mas a Elaine demorou... _ Elizabeth abaixou as orelhinhas felpudas, sem entender.

_ Dane-se! Você está nua! _ desesperada, Elaine a empurrou de volta para o banheiro._ E quanto a você! _ se virou para Meliodas. _ Nem pense que algo assim irá se repetir, pervertido!

A loira desapareceu dentro do banheiro com a prateada, deixando Meliodas sozinho com os seus sorrisos maliciosos, enquanto se lembrava do belo corpo que tinha tido o prazer de apreciar.

(...)

Alguns minutos depois, Elizabeth saiu do banheiro com os cabelos prateados já secos e perfumados, vestindo apenas uma camisa masculina azul, que lhe servia como uma espécie de vestido curto.

_ Encontrei essa camisa no seu quarto. _ Elaine disse. _ Entreguei para a Ellie vestir.

_ Ellie? _ a prateada questionou surpresa.

_ Sim, apelido para "Elizabeth", eu acho fofo, combina com você.

A albina corou, desviando seu olhar para o homem loiro sentado no sofá.

Meliodas a observava fixamente, os olhos esmeraldinos percorriam por toda a extensão do corpo da prateada, sempre parando nos seios fartos, cobertos pelo tecido fino da camisa.

_ Você está com fome? _ ele perguntou, após sair do seu momento de "transe".

_ A Elizabeth está faminta! _ a gatinha respondeu, enquanto suas orelhinhas felpudas se movimentavam.

_ Por favor, me diga que você não irá se aventurar na cozinha novamente... _ Elaine suspirou. _ Tive dores de estômago da última vez.

_ Relaxe, pedirei uma pizza.

O loiro pegou o iPhone em mãos, desbloqueando a tela e digitando o número da pizzaria.

_ Qual sabores vocês querem...?

_ Peperone com queijo! _ Elaine gritou.

_ E você? _ olhou para Elizabeth.

A felina corou intensamente, enquanto as orelhinhas felpudas se abaixavam e a cauda se movimentava freneticamente.

Ora, Elizabeth nunca tinha sido questionada sobre "o que quer", apenas seguia ordens e não reclamava, aquilo era novo para ela.

_ A Elizabeth n-não sabe... _ murmurou. _ A Elizabeth nunca comeu pizza.

Meliodas piscou surpreso, vendo Elaine fazer o mesmo...

_ Você precisa experimentar. _ ele balbuciou. _ Tem uma pizzaria que fica aberta vinte e quatro horas por dia, vou pedir uma de Peperone com queijo e outra de chocolate com morango. 

Ele fez a ligação, e exatos trinta minutos depois, alguém tocou a campainha do apartamento, fazendo com que o loiro fosse atender a porta, voltando segundos depois com a comida em mãos.

Ele se sentou no sofá novamente, abrindo a caixa e retirando um pedaço do alimento dali.

Timidamente, Elizabeth engatinhou no sofá, até estar bem perto do loiro, sentando-se ao lado dele.

_ Abra a boca. _ ele ordenou, com um sorriso no rosto.

Ela obedeceu, e ele levou o pedaço de pizza até a boca dela, que mastigou maravilhada com o sabor, engolindo rapidamente.

_ O que achou?

_ Muito gostoso! _ ela disse, alegre.

Meliodas se atreveu a tocar nas orelhas felpudas da gatinha, que gelou na mesma hora, com as bochechas rubras.

Ele acariciou aquele local, o afago era suave e agradável, Elizabeth se sentiu constrangida, não queria mostrar que estava gostando, mas entregou o jogo ao fechar os olhos e ronronar.

_ Que fofura... _ Elaine sussurrou, fazendo um coraçãozinho com as mãos.

Elizabeth manteve-se de olhos fechados, aproveitando o carinho, não estava acostumada a aquele tipo de contato corporal, mas era incrivelmente delicioso.

Meliodas era um homem muito bonito e chamava sua atenção, ela se sentiu curiosa sobre ele.

O resto da noite se passou assim: Elizabeth cochilando no sofá, enquanto Meliodas e Elaine quase babavam em cima daquele anjinho tão meigo.

_ Eu preciso ir agora. _ Elaine sussurrou para não acordar a híbrida.  _ Meu irmão deve estar preocupado.

_ Tudo bem, pode ir.

Elaine pegou a sua bolsa com cuidado para não fazer barulho, retirando-se dali o mais rápido possível.

Assim que a loira foi embora, Meliodas acariciou novamente as orelhinhas felpudas, vendo a híbrida abrir os lindos olhos.

_ Desculpe por ter te acordado. _ ele sussurrou.

_ Não, está tudo bem... _ ela sussurrou de volta, esfregando os olhos e escondendo um bocejo. _ A Elizabeth está com soninho...

Meliodas a pegou em seus braços, a carregando para seu quarto e a colocando com cuidado na cama, como uma bonequinha de porcelana.

Deitou-se ao lado dela em seguida, surpreendendo-se quando a híbrida o agarrou, ficando abraçada a ele.

Ela dormiu em seguida, com a respiração calma e uma aparência angelical.

Era tão pura, inocente, bela...

Um anjo.





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