História Little Cat - Capítulo 3


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Belial, Diane, Dreyfus, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Friesia, Gelda, Gilthunder, Golgius, Gowther, Griamor, Guila, Gustav, Hauser, Helbram, Hendriksen, Jericho, King, King Liones, Margaret, Meliodas, Mera, Merlin, Oslo, Sariel, Simon, Taizoo, Twigo, Uriel, Veronica, Vivian, Zaratras, Zeal, Zeldris
Tags Melizabeth, Nanatsu No Taizai, Romance, Universo A/b/o
Visualizações 390
Palavras 1.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Lágrimas de uma criança corrompida.


Fanfic / Fanfiction Little Cat - Capítulo 3 - Lágrimas de uma criança corrompida.

As ruas estavam alagadas por causa da chuva, terra se transformava em lama, manchando o chão com sua sujeira.

As gotas de água caíam com força, como uma imensa cachoeira, molhando tudo pela frente.

Trovões, raios e relâmpagos, e o vento soprava forte, com tanta força que seria capaz de derrubar uma árvore.

Danafor sempre fora uma cidade pequena e simples do interior, muito distante de Lionessy, um local totalmente esquecido, com pouquíssimos habitantes.

Naquele sítio, a situação estava precária, os animais haviam sido mortos pela falta de nutrientes e o frio devastador, não sobrara nada além de ervas daninhas e resto do que um dia foi um estábulo.

No meio da tempestade, um homem corria desesperadamente, com suas botas de borracha cobertas de lama e a roupa ensopada.

Ele estava ofegante, era alto, tinha muitas rugas, cabelos e barba brancos, olhos em uma tonalidade azul acinzentados e pele bronzeada.

Suas vestimentas não passavam de botas, uma calça marrom surrada e uma camisa velha – que antes era branca, mas estava amarelada por culpa da sujeira.

Seus olhos estavam marejados, as lágrimas de pavor se misturavam com as gotas de chuva, e escorriam pelo seu rosto.

Em seu colo, a criança estava enrolada em uma capa preta, assustada e trêmula pelo frio.

_ P-Papai, o que está acontecendo? _ perguntava a menininha, amedrontada.

Mas seu pai não respondeu, apenas continuou correndo, ele tinha a intenção de se esconder nas ruínas do estábulo, mas o som extridente de um tiro o fez parar, gritando de dor e caindo no chão.

A garotinha foi jogada na lama, e sem compreender, ela se levantou indo até o pai, que gemia de dor.

_ Papai! _ ela o chamou, temendo que o mesmo tivesse se ferido gravemente.

_ Elizabeth... CORRE! _ ele ordenou, com a voz fraca.

_ Mas-

Ela não teve tempo de opinar, pois foi agarrada pela cintura e erguida.

A capa preta voou com o vento gélido, revelando a híbrida felina, com seus cabelos prateados e as orelhinhas e cauda de gato, que tremia de medo e frio.

_ Finalmente te encontrei, putinha. _ a voz da pessoa estranha a atormentou.

Ele era alto, muito mais alto que seu pai, mais forte e jovem também.

Não conseguiu ver seu rosto por culpa da escuridão daquela madrugada, mas sabia que ele sorria maldosamente.

_ NÃO MACHUQUE MINHA FILHA! _ gritou o pobre homem caído.

_ Cale-se, Bartra. _ a pessoa misteriosa apontou-lhe um revólver. _ Seu idiota.

_ NÃO! _ a menina berrou, quando mais um tiro soou, e seu pai deu o último suspiro.

Sangue manchava o seu olhar, muito sangue, era assustador.

Chorando e soluçando, a pequena híbrida se pôs a correr, não sabia para onde iria, mas precisava de um lugar seguro se esconder.

_ Ah, você não irá a lugar nenhum! _ o homem falou calmamente.

Seus cabelos prateados foram agarrados, e então ela foi lançada para o chão, chocando dolorosamente as suas costas contra as pedras.

Sangrando, ela gritou, recebendo um tapa estalado no rosto angelical, que agora havia ganhado uma marca vermelha na bochecha.

Estava tonta, não conseguia se manter em alerta, sendo assim, foi agarrada e levada em direção ao carro.

Foi jogada de qualquer forma no banco de trás, e então aquela pessoa maldita começou a retirar seu vestidinho rosa claro, até chegar a calcinha branca.

E do automóvel, gritos de uma criança indefesa foram ouvidos.

"Não faça isso, dói muito!"

Tarde demais: deflorada aos cinco anos de idade.

(...)

Abriu os olhos: estava em um lugar estranho, no mínimo suspeito.

A gatinha ergueu as orelhinhas felpudas, atenta, buscando algum som estranho.

Olhou ao redor: era um quartinho pequeno e aparentemente não muito confortável.

As paredes eram pintadas de uma tinta amarela, mas já estava descascando.

O piso era de madeira, e estava muito sujo.

A cama em que acordou era pequena e o colchão era duro, não tinha lençol ou travesseiro, apenas um cobertor muito fedorento.

Havia uma janela trancada com vista para a rua: mato, mato e mais mato, como se estivesse no meio de uma floresta.

No cômodo havia um armário e um criado-mudo de madeira de carvalho, nada mais.

Por algum motivo, a pequenina sentia muita dor em suas partes íntimas, e suas pernas estavam trêmulas.

Olhou para o próprio corpo, vendo arranhões já cicatrizados, além de diversos hematomas.

Outro fato estranho, era que vestia apenas a sua calcinha e uma camisa masculina vermelha.

"Hm? A Elizabeth não se lembra de ter se trocado..."

O que havia acontecido? Estava muito confusa, não se recordava de nada.

A porta se abriu, revelando uma mulher alta, magra, de cabelos ruivos e olhos castanhos.

Ela parecia bastante abatida, com olheiras e lábios secos.

_ Finalmente! _ ela resmungou, adentrando o cômodo. _ Você acordou, hein, "mini vadia"?

Elizabeth piscou surpresa com o apelido, o que significa "vadia"? Nunca tinha escutado aquela palavra na vida.

A mulher ruiva tinha uma bandeja em suas mãos, qual deixou em cima da cama:

Pão – parecia meio velho – e uma xícara com café frio.

_ Coma. 

_ A Elizabeth precisa comer isso? _ questionou a menina, com uma voz fofa e meiga. _ Mas a Elizabeth não gosta de cafezinho, é amargo... Não tem outra comidinha?

_ CALA A BOCA, SUA MINI PROSTITUTA! _ a ruiva deixou um tapa nas orelhinhas felinas, fazendo aquela gatinha gemer com a dor. _ COME LOGO ESSA MERDA ANTES QUE EU ENFIE ESSA BANDEJA NA SUA GOELA, PORRA!

Movida pelo susto, a jovem felina abaixou as orelhinhas, pegando o pedaço de pão e o devorando em questão de minutos, junto ao café.

Terminando a refeição, ela olhou de esguelha para a ruiva, vendo-a acender um cigarro.

_ O que vai fazer, moça? 

_ Fumar. _ respondeu simplista.

A menininha não sabia o que significava "fumar", era algo bom? Ou ruim?

_ O que é isso? 

A ruiva sorriu maliciosamente.

_ Um doce.

_ A Elizabeth pode provar?

A criança ficou satisfeita quando a ruiva lhe "presenteou" com um cigarro, o acendendo em seguida.

Pôs na boca, aspirando.

Minutos depois, Elizabeth tossia sem parar, era como respirar fumaça, não era uma sensação agradável.

_ P-Porque minha cabecinha está doendo? _ perguntou.

A ruiva gargalhou alto.

_ Porque você acaba de provar um cigarro de craque.

Uma tontura sem fim a envolveu, fazendo a gatinha cair de joelhos no chão, completamente chapada.

A ruiva apagou o cigarro, o jogando em um canto qualquer, enquanto empurrava Elizabeth para a cama.

_ Agora fique quieta, mini prostituta. _ ordenou.

Começou a desabotoar os botões da camisa masculina, a arrancando do corpo infantil, magro e angelical.

Passou as mãos por toda a extensão daquele corpinho inocente, fazendo a prateada se desesperar.

_ N-NÃO FAÇA ISSO!

Então, a ruiva tomou os lábios da menina em um beijo voraz.

A sensação não era boa, pelo contrário, era nojento! Tinha gosto de cigarro, além de muita baba e mal hálito.

_ Isso parece muito bom, hein?

A voz era do homem escorado na porta, ele sorria maliciosamente, se aproximando das duas.

_ Vem nos foder, chefinho! _ a ruiva gritou, não muito sóbria.

Ambos começaram a se agarrar, Elizabeth ficou assustada, principalmente quando ficaram nus, e o homem começou a se empurrar dentro da ruiva, que parecia estar gostando.

_ E-Eles são assustadores! _ ela sussurrou para si mesma.

De repente, a ruiva veio novamente para cima dela, desta vez, acompanhada do homem esquisito.

_ NÃO! POR FAVOR! ISSO DÓI! ISSO... ISSO MACHUCA!

As memórias da noite anterior vieram a tona: seu pai morto, o sangue, o tapa no rosto e... 

O estupro.



Meliodas acordou com o trovão, abrindo os belíssimos olhos verdes.

Olhou para o lado, e mesmo com a escuridão do quarto, pôde enxergar perfeitamente a prateada dormindo.

Ela estava muito perto dele, abraçada a ele.

Oh, como ela era bonita!

Tinha a face de um anjo, com traços suaves e delicados.

Seu corpo era simplesmente perfeito, não parecia existir nenhum tipo de defeito, lindo...

A pele era alva e macia, os cabelos eram belos e perfumados, e aqueles lábios rosadinhos, tão sedutores...

Ele tocou delicadamente os lábios dela, desejando toma-lôs em um beijo, ou ao menos um selar puro.

Queria tomar aquele corpinho imaculado.

Sinceramente? Queria muito saber o que havia se passado com ela, afinal, a híbrida não explicou nada, por mais que ele tivesse feito a mesma pergunta dezenas, centenas, milhares, milhões de vezes seguidas.

_ Porque você está tão fechada, gatinha?

Ele ouviu ela murmurar algo enquanto dormia.

_ Está sonhando, Ellie? _ sorriu.

Mas a expressão dela se tornou triste, talvez amedrontada.

_ Ou... Seria um pesadelo? _ a abraçou mais forte, deixando um beijo em sua testa. _ Tudo bem, estou aqui, gatinha.

Ela tremia, suava e parecia assustada, até finalmente abrir os exóticos olhos heterocrómaticos, num grito apavorado.

Ela se levantou rapidamente, chorando em puro desespero.

_ Elizabeth! _ Meliodas se assustou, tentando se aproximar da híbrida.

_ N-NÃO MACHUQUE-ME! NÃO! POR FAVOR! _ ela gritava.

_ Ei, calma... _ ele se levantou da cama, em direção a ela.

Conforme ele se aproximava, ela se afastava andando para trás, até encostar as costas na parede, se vendo encurralada pelo louro.

_ Não- _ ela foi interrompida.

_ Shii! _ ele pediu silêncio, colocando seu indicador em frente aos lábios dela.

Então, Meliodas a puxou para os seus braços, em um abraço apertado.

Elizabeth negou, se debatendo e tentando se afastar, até mostrou as garras afiadas para tentar fazê-lo solta-la, mas não teve coragem se arranha-lo.

Meliodas começou a acariciar as orelhinhas dela, até que a mesma se acalmou, restando apenas seu choro baixinho, enquanto se agarrava a ele.

_ Pronto, não precisa mais chorar... _ Meliodas sussurrava. _ Estou aqui...

Por fim, Elizabeth se entregou, deixando ser embalada no colo do louro, que a acariciava com carinho.

_ Com o que você sonhou?

_ P-Por favor, n-não faça a Elizabeth relembrar daquilo...

_ Calma, foi apenas um sonho.

Não, não foi apenas um sonho: foi uma lembrança.

Elizabeth não entendia, porque ele estava sendo tão bom com ela?

Meliodas não sabia, mas tinha acabado se abrir uma porta para a paixão.





Notas Finais


Posso dizer que nosso romance começa por aqui: a partir do momento em que Meliodas a consolou, abraçando a gatinha e lhe mostrando que nem todas as pessoas do mundo são ruins.
Elizabeth é uma gatinha traumatizada, triste e magoada, foram poucas as pessoas que lhe abraçaram, e Meliodas fez questão de surpreende-lá com seu carinho.
Posso dizer que ela está encantada com a forma como ele a tratou: sem maldade, sem machuca-lá.
Basicamente, a partir de agora, ela o vê como seu salvador.


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