História Little do you know - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Blindspot
Personagens Jane Doe, Kurt Weller
Tags Blindspot, Jeller
Visualizações 18
Palavras 1.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só quem chegou trazendo oneshot fofíssima especial de Valentine’s day. Lógico que “atrasada” porque se não for assim não sou eu, não é mesmo?

Espero que gostem. Comentem, é importante e muito bom saber se/do que vocês mais gostaram na história. ❤

Capítulo 1 - Oneshot - Valentine's Day


Ao contrário do que eu pensava, não ficou mais fácil ou se tornou normal acordar sozinha na cama. Na verdade, não houve um dia nesses últimos 2 meses sem que eu sentisse a falta dele ocupando o lado direito da cama e mais parte do meu lado quando se espreguiçava e aproveitava para me abraçar e me puxar para seus braços quentes. Na verdade, desde a primeira vez em que dormi em seus braços eu soube que eu nunca mais saberia viver sem eles. Ao meu lado, o relógio marca 5:48 a.m. Sabendo que eu não iria mais conseguir dormir nem mesmo os 10 minutos que faltavam para o despertador tocar, saio da cama para tomar um banho e me trocar para o trabalho.

    A primeira coisa que vejo assim que chego na cozinha é o copo de café com meu nome no balcão. Colado na frente dele um papel escrito na caligrafia de Kurt diz que ele foi para o FBI mais cedo. Na parte de trás do copo, escrito à mão também na caligrafia de Kurt, sorrio ao ler “Happy Valentine’s day! ❤”.

    Desde que eu havia voltado a morar com Kurt, nossa convivência só havia melhorado apesar de ainda estarmos dormindo em quartos separados. Kurt estava respeitando meu tempo e convivemos muito bem com presença um do outro. Na verdade, é a presença um do outro que nos dá força e esperança para o nosso futuro, pois sabíamos que o amor que há entre nós é forte apesar dos fantasmas das lembranças que ainda pairavam entre nós.

Tomo um gole do café e vou para o FBI.

* * *

Chego na porta do vestiário sabendo que Kurt está lá e inexplicavelmente, ao estender a mão para abrir a porta, sinto minhas mãos tremerem ao tocar na fechadura. Respiro fundo soltando o ar devagar e entro, erguendo a mão algumas vezes ensaiando antes de bater na lateral dos armários, até que finalmente sinto o nós dos meus dedos baterem contra o metal frio.

— Kurt?

— Oi. — Kurt se vira em minha direção no mesmo instante.

— Kurt, eu… — rio levemente sem saber exatamente como continuar e Kurt sorri quebrando a tensão do ambiente, pelo menos até ver o copo de café que está em minhas mãos.

— Você odiou. — diz ele olhando para o copo e depois para mim fazendo uma expressão de apreensão. — Jane, desculpa por isso, eu não quis soar rude ou parecer que estou querendo quebrar o seu tempo, eu só…

— Kurt… — abro a boca para interrompê-lo mas ele continua.

— Eu sei que os fantasmas de tudo o que aconteceu ainda estão entre nós, eu sei porque às vezes depois do jantar você mal fica na sala e logo vai para o quarto, como se quisesse escapar da realidade, e eu sei o quanto você estava machucada porque eu estava também e tantas vezes me peguei fingindo dormir me afogando em todos os meus erros e toda noite, a única coisa que me fazia dormir era saber que você estava no quarto ao lado e que havia dado mais um chance a nós.

Kurt para por um momento, sorrindo e deixando claro a felicidade que sentia por eu ter voltado para a nossa casa e eu não consigo não sorrir também.

— Desculpa se forcei a barra mas eu só estou tentando melhorar as coisas pouco a pouco, porque… — Kurt para de falar por alguns instantes mas seus olhos não se desviam dos meus por um segundo sequer, e eu vejo a urgência com que ele abre seu coração e deixa sair tudo o que estava explodindo em seu peito em todas as noites em que quase iniciamos uma conversa. Em praticamente todas elas eu terminava por fugir do assunto por não estar pronta para falar sobre sentimentos, sobre nós. O que eu sentia por Kurt nunca havia mudado, nem mesmo nos dias em que eu pensei que nós estivéssemos condenados. E fitando seus olhos verdes eu vejo o amor refletido nele.

— Você sabe que eu te amo e vou amar sempre, como se nada nunca tivesse nos separado, e vou amar ainda mais porque nosso amor foi forte o suficiente para superar todos os obstáculos...

— Kurt. —  digo colocando a mão nos lábios dele para que ele pare de falar. Meu gesto o pega de surpresa e funciona, pois ele para de falar no mesmo instante, e eu rio levemente de sua reação.

— Você veio falar alguma coisa e eu te interrompi, desculpa. Acho que eu precisava falar. — diz ele colocando as mãos nos bolsos e olhando para baixo.

— Tudo bem. — digo sem conseguir conter o sorriso. — Eu vim dizer que você pegou o café errado.

Assim que eu termino a frase, Kurt faz uma careta apertando os olhos como se desejasse se enfiar em um buraco e eu não consigo não rir da expressão dele.

— Meu deus, desculpa, Jane, eu... — murmura Kurt abrindo o café que ele havia colocado em seu armário e tomando um gole, constatando que realmente não era o seu café e sim o meu.

— Tudo bem. De novo. — respondo colocando a mão no bolso da minha calça. — E na verdade eu também vim dizer que… — faço uma pausa respirando fundo antes de continuar, dando a Kurt a oportunidade de soltar o ar que ele estava prendendo. — Estou pronta.

Sem entender, Kurt pisca tentando raciocinar se entendeu certo, e eu continuo.

— Eu estive presa pela dor e pelo vazio aqui dentro e eu não conseguia sair e me desligar desse sentimento e por mais que eu quisesse te perdoar eu ainda não conseguia esquecer, mas eu… Eu estou pronta para te perdoar. Pronta para nós.

E ao dizer isso, tiro a mão do bolso trazendo a minha aliança, a do nosso casamento que eu havia guardado desde que parara de usar. Eu seguro a aliança entre os dedos apenas por alguns instantes e a coloco no dedo anelar esquerdo, onde ela se encaixa perfeitamente e parece completar minha mão como se ela sempre houvesse sido uma parte de mim.

Os olhos de Kurt brilham acompanhando o meu movimento e assim que eu a coloco, Kurt estende sua mão e toma a minha, deixando um beijo em cima da nossa aliança.

— Na verdade eu… —  Kurt tira do bolso uma caixinha simples e a abre, revelando um aliança parecida com a do nosso casamento, porém a nova era pouca coisa mais grossa e em sua trama havia um fio brilhante. —  Eu estava esperando para te dar isso.

—  Você planejou isso…? —  questiono segurando o sorriso que tomava conta do meu rosto.

— Se eu tivesse planejando talvez não tivesse dado tão certo. — responde ele com um sorriso tão amplo quanto o meu, enquanto segura o anel entre seus dedos. —  Eu carrego ela desde que comprei. Estava esperando respeitando o seu tempo e esperando pelo momento certo e para perguntar...

E antes mesmo de terminar a frase, Kurt segura minha mão direita e olhando nos meus olhos diz quase as mesmas palavras que disse em Veneza.

— Jane, você aceita se casar comigo, de novo?

Meu coração falha uma batida como se tudo houvesse acontecido em câmera lenta, e com os olhos marejados, deixando escapar algumas lágrimas de felicidade e um sorriso radiante nos lábios, eu respondo:

— Sim, Kurt, eu aceito.

Kurt coloca o anel em meu dedo e me puxa para seus braço, me  dando um beijo e me fazendo questionar como eu havia conseguido ficar sem ele, sem seus beijos e seus seus braços me envolvendo me trazendo para o aconchego de seu abraço e seu coração.

Happy Valentine’s day. — repetimos juntos quando interrompemos o beijo e nos separamos apenas o suficiente para olhar um para o outro.

 


Notas Finais


talvez eu esteja apenas muito carente de jeller então eu tinha que compartilhar essa imagem de algo assim acontecendo na série, alo @ martin gero!

Espero que tenham gostado, comentem, adoro saber o que acharam! ❥


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