História Little Help - Guiquel - Capítulo 3


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Categorias As Aventuras de Poliana
Tags As Aventuras De Poliana, Guiquel
Visualizações 469
Palavras 2.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


PUTAQUEPARIU
VOCÊS VIRAM O BEIJO? AAAAAAAAAAAAAAAA

Capítulo 3 - Mais que amigos, FRIENDS


Fanfic / Fanfiction Little Help - Guiquel - Capítulo 3 - Mais que amigos, FRIENDS

Guilherme estava impressionado com a atitude de Raquel, mas mesmo assim correspondeu o beijo com toda vontade do mundo. Já Raquel se sentia culpada por ter traído a confiança de sua melhor amiga justo no primeiro dia, mas não suportava mais essa distância que os separava. Não só por isso. Mas também por querer mais dele, e isso lhe corroía por dentro. Entretanto, Raquel não queria parar, só queria beijá-lo mais e mais. 


Os lábios macios de Guilherme deixaram Raquel fora de órbita, assim como os movimentos realizados por ela faziam Guilherme ir e voltar do céu inúmeras vezes em apenas alguns segundos. 


E a cada segundo, a cada movimento, a cada investida, Raquel só tinha ainda mais certeza de estar completamente apaixonada por ele. Os batimentos de seu coração não a enganavam. 


Guilherme levou uma mão para a cintura de Raquel e a trouxe para mais perto, já a loira segurou na nuca do rapaz. Os lábios dos dois se encaixavam perfeitamente, dando uma sintonia maravilhosa ao beijo. 


Quando ambos se cansaram, se separaram lentamente, suas respirações estavam aceleradas e seus corações davam cambalhotas acompanhadas do frio na barriga. 


Os dois ficaram com as testas coladas até que abriram os olhos e se encararam com intensidade. A respiração de Raquel batia no rosto de Guilherme e o mesmo só sentia vontade de repetir o beijo. 


- Desculpa, eu... - sussurra Raquel nervosa com o ocorrido. 


- Relaxa. - Gui afundou seu rosto entre o ombro e o pescoço de Raquel e inalou seu cheiro doce, Raquel se arrepiou com o contato do outro. - Eu sei que você gostou. - o coração de Raquel falhou uma batida ao ouvir isso. - Eu também gostei. - a loira acariciou a nuca do garoto, que fechava os olhos aproveitando o carinho dado por ela e sentindo mais do perfume da mesma. 


(...)


As horas se passaram e logo já era noite no Guarujá. Todos haviam aproveitado o Espaço Ciências e visto coisas inusitadas. ("-Vai direto ao ponto e fala de Guiquel, caramba!") Tá bom! Eu falo da Raquel e do Gui, não precisam me torturar. 


Os dois não trocaram nenhuma palavra depois do beijo, estavam envergonhados e sem reação sobre isso. 


Cupido já tinha um plano em mente para os dois, e óbvio que daria certo. Era o que ela achava. 


Eram exatamente 8:00h da noite quando Cupido aparece na janela do quarto dos dois, mas claro que tomou cuidado para não ser vista por eles. Nesse momento ela viu que Raquel tomava banho enquanto Guilherme mexia no celular sentado na cama. 


- Gui! - Raquel o chama do banheiro. 


- Oi! - responde ele tirando os olhos do celular. 


- A torneira quebrou e tá jorrando água, me ajuda a ajeitar, pooor favor! - pede em desespero, fazendo o garoto rir, depois guarda o celular no bolso da calça de dormir. 


- Tô indo te salvar, bela donzela. - ele brinca abrindo a porta do banheiro, vendo Raquel com o cabelo molhado e com uma calça de moletom e blusa de alça simples. 


- Besta, vem logo! - ela o puxa para dentro e ele vê a torneira jorrando água sem parar. 


- O que você fez com a torneira, doida? - pergunta tentando tampar a torneira com as mãos, fazendo a água sair pelo canto da mão com força, batendo no rosto de Raquel. 


- Sei lá, eu fui ligar pra escovar os dentes e quando fui desligar, a torneira não fechava. - explicou Raquel limpando o rosto. 


Sem que eles percebessem, Cupido entra pela janela e fecha a porta do banheiro devagarzinho para eles não perceberem, depois a tranca por fora, deixando o casal trancado no banheiro. 


- Eu não consigo fechar... Temos que chamar alguém pra consertar isso. - o rapaz diz tentando tampar a torneira, falhando bruscamente.


- Eu vou na recepção, fica aí, então! - ela avisa e tenta abrir a porta, mas não abria. - Gui, você trancou a porta? - pergunta Raquel girando a maçaneta várias vezes. 


- Eu não, por quê? 


- Eu não acredito! - Guilherme estranha a reação de Raquel, mas permanece tentando parar a água. 


- O que? - ele pergunta e Raquel o encara com um sorriso irônico. 


- Alguém nos trancou, Guilherme. - a loira passa as mãos pelo rosto. 


- Tem certeza, Raquel? - o menino pergunta. 


- Tenho, venha ver! - Gui solta a torneira e vai até a porta, tentando abri-la, mas assim como Raquel, ele falha. - Se isso for uma brincadeira, Guilherme...


- Brincadeira? - ele pergunta incrédulo e com um pingo de indignação. 


- Deixa pra lá. - Raquel começa a suar. - Ah, que calor! - reclama a menina e pega a água que caía da torneira para tentar aliviar o calor. 


- Tenta tampar a torneira e eu vou tentando abrir a porta, ok? - o garoto fala e Raquel assente, indo tampar a torneira. 


Guilherme não conseguiu abrir a porta, Raquel já começou a ficar nervosa por estar num lugar tão pequeno com Gui, e também por ter um certo "problema".


  - Rápido, Gui! Eu tenho pânico de lugares pequenos e fechados! - exclamou a loira com a respiração ofegante e seu coração batendo rápido. 


  - Calma, calma... Eu vou mandar uma mensagem pra a diretora Ruth, aguenta aí! - ele diz e pega o celular, começando a digitar a mensagem.


Raquel continua nervosa e começa a ficar com a boca seca, depois sua pele enbranqueceu, assustando Guilherme. 


  - Raquel?! - ele deixa o celular em cima do balcão da pia do banheiro e segura nos ombros de Raquel. 


  - Eu... - Gui a segura com cuidado e a coloca sentada no vaso sanitário. O rapaz abre uma pequena janela que tinha no banheiro para entrar um ar. 


  - Vai ficar tudo bem. - o moreno tenta confortá-la e a menina apenas concorda com a cabeça, ainda com medo e nervoso. 


Tempo depois a porta se abre revelando um segurança do hotel e a diretora Ruth. Raquel corre para fora do banheiro e respira fundo várias vezes, relaxando aos poucos o medo anterior. 


  - O que houve aqui? - a diretora perguntou para Guilherme, que saiu do banheiro. 


  - A torneira do banheiro quebrou e Raquel me chamou para tentar ajeitar, mas acabou que a porta se fechou e ficamos trancados no banheiro. - se explica. 


  - Irei chamar agora alguém para concertar a torneira. - o segurança se pronuncia e Ruth e Gui assentem. - Com licença. 


  - Obrigada. - Ruth agradece e o segurança sai. - Mais cuidado da próxima vez, ok? 


  - Pode deixar. - o menino responde e Ruth sai do quarto.


  - Boa noite para os dois. - a diretora fala do lado de fora.


  - Boa noite! - Raquel e Gui respondem em uníssono. 


Raquel estava deitada na cama, ainda se acalmando do susto anterior. Gui se senta ao lado dela e encara seu rosto. 


  - Quer um copo d'água? - indaga Guilherme, preocupado. 


  - Não precisa, eu... Estou melhor. - Raquel responde respirando fundo em demonstração de alívio. 


  - Ah, tudo bem então... Eu vou tomar meu banho. - ele fala e vai se virando, mas Raquel o chama. - O que foi?


Raquel abriu a boca pra falar, mas não emitiu nenhuma palavra. Gui permanecia a encarando esperando que ela falasse algo. 


  - Deixa pra lá... Eu ia falar uma coisa meio louca. - os dois riem. 


  - Que coisa? - pergunta com uma sobrancelha arqueada e um sorrisinho que fez Raquel ir às nuvens. 


  - Sabia que a curiosidade matou o gato? - Guilherme riu, aí que Raquel percebeu o quão gostosa era a risada dele. 


  - Obrigado, obrigado, eu sei que sou um gato, não precisava ter dito. - pisca de forma galanteadora e, dessa vez, foi Raquel que riu.


  - Você é um convencido, não um gato. - a loira dá de ombros, mas mentiu, Guilherme era um pedaço de mau caminho, Jesus! 


  - Ah, é? - pergunta com ironia. - Então, se eu não sou um gato, por que você me beijou hoje? - se aproxima de Raquel. Guilherme queria muito repetir o beijo, mas não iria dar um passo se Raquel não permitisse. 


  - Eu... Eu... - fica sem palavras e bufa, fazendo Gui rir. - Por que eu gosto de você. 


É claro que gostava, isso era óbvio, mas duas pessoas impediriam essa relação. Guilherme suspirou e olhou no fundo dos olhos de Raquel. 


  - Você já sabe o que eu sinto, não é? - se Raquel sabia? Uh, até demais! 


  - Gui... A gente não pode ficar de jeito nenhum. - o moreno revira os olhos com a afirmação, essa história ele já tinha ouvido inúmeras vezes, estava cansado de só pensarem na felicidade dos outros e não na deles. Raquel queria muito ficar com ele, mas sua amizade com Mirela viria sempre em primeiro lugar. 


  - Raquel, pensa um pouco em você. Se você pensar só nos outros, nunca vai ser feliz. - Quel se levanta e cruza os braços. 


  - Imagina se fosse com você? Se você gostasse de alguém e seu melhor amigo ficasse com aquela pessoa, você ficaria feliz? Me responde! - a loira indaga e o moreno respira fundo. 


  - Eu não iria gostar, admito, mas teria maturidade suficiente pra deixar a pessoa que eu gosto fazer sua escolha, independente de ser eu ou o meu amigo. - ele fala e no fundo, Raquel achou que ele tinha razão, mas Mirela não tinha essa maturidade. 


  - Você só pensa em si mesmo, Guilherme! Não pensa no que os outros vão sentir! - nesse momento Guilherme sentiu raiva. 


  - Tá me chamando de egocêntrico? - ele pergunta indignado e Raquel concorda com a cabeça. - Olha só, Raquel, sem querer ser chato, mas eu quero abrir teus olhos. Pra você, importa muito o que a sua amiga vai sentir, mas e pra ela? Ela se importa com o que você vai sentir se ela algum dia ficar comigo? Não, Raquel, desculpa mas é a verdade. Se estamos falando de pessoas egocêntricas, a sua amiga vem em primeiro lugar. - Raquel fica vermelha de raiva. 


  - Ela se importa sim! - não, ela não se importava. - Mirela só quer um namorado perfeito pra ela, e você seria perfeito pra ela, não pra mim. - seus olhos começam a marejar. - Tudo o que eu quero é manter essa amizade de anos com ela, eu não quero perder isso por nada nem ninguém. Nós não podemos, Guilherme, entende isso, por favor... - Raquel põe suas mãos no rosto e começa a chorar. Guilherme começou a sentir idiota por terem discutido e por consequência, ter feito Raquel chorar. 


  - Me desculpa, Raquel, eu não queria te ver assim. Mas tudo o que eu falei é verdade. Mas se você não me quer, tudo bem, eu respeito isso. Não podemos ficar juntos. 


  - Guilherme, isso é muito louco! - afirma e enxuga as lágrimas, encarando Guilherme que tinha um olhar triste. 


  - Não, isso foi uma escolha sua. - ele se vira, mas Raquel o puxa para perto de si. 


  - Eu... quero que você repita. E diga o olhando nos meus olhos. Que você não quer nada comigo. - Guilherme se sentia hipnotizado por ela. Ela era bipolar demais. Isso era um dilema que os dois tinham que resolver. 


  - Raquel, eu te quero muito. Mas você não quer, e isso é tudo culpa da Mirela. Você me machuca muito quando fala disso comigo, me destrói, porque eu me importo muito contigo. Me deixa, por favor. Você decidiu isso. - se solta dela. - Somos amigos agora. 


  - Amigos? Não, Gui... Eu... Nós... - tenta falar, mas gaguejava. 


  - Isso é uma afirmação, Raquel. Não quero me machucar mais com você. A culpa é da Mirela, a culpa é sua por defendê-la, e a culpa é minha por me importar tanto com você. - antes de se virar, ele a olha mais uma vez. - Amigos


Notas Finais


Só digo duas coisas pro Gui:
Para bens


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