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História Little Lie - Em edição - Capítulo 15


Escrita por: CherylBombshel

Capítulo 15 - Capítulo Doze


Fanfic / Fanfiction Little Lie - Em edição - Capítulo 15 - Capítulo Doze

13ª Semana

Comparação: Ameixa;

Peso aproximado: 27 g;

Tamanho: 8 cm;

Dias de gravidez: 91 dias

 

Algumas semanas se passaram e Jonathan ficava mais em seu apartamento com Rebekah do que no dormitório da universidade. Nessa altura, a barriga de Bekah já estava aparecendo. Ela já havia feito o simulado da escola e estava aguardando o resultado. 

Rebekah aproveitou que acordou mais disposta e resolveu arrumar toda a casa. Depois de tudo limpo, ligou para Angelita e pediu ajuda para fazer panquecas.

Sua mãe ainda estava na cidade, o que Bekah estranhou bastante, já que suas estadias nunca duraram tanto tempo. Sendo assim, só conseguia falar com Angelita pelo telefone. 

Mesmo depois de tanto tempo, Bekah ainda tentava ligar para Joey, mas em vão, pois o telefone continuava indisponível. 

Depois que Bekah ajeitou tudo, ela tomou um banho relaxante e colocou uma roupa confortável, se jogando no sofá logo em seguida. Resolveu assistir um filme de romance e logo sentiu seus olhos marejarem. Os hormônios estavam deixando ela maluca, imagina quem precisava aturar ela todos os dias. Os enjôos passaram, finalmente. Bekah conseguia comer tudo sem passar mal. 

Pegou um pote de sorvete e voltou para o sofá, enquanto comia, assistia o filme. Algumas horas depois, Jonathan finalmente havia chegado. Ele tomou um banho e parou ao lado do sofá onde Bekah estava sentada.

— Estou pensando em pedir comida, o que acha? — Ele sugeriu.

— Eu tentei fazer algo. Talvez não tenha ficado muito bom, mas pelo menos tentei.

— Está tudo bem? — Jonathan questionou.

— Claramente! Por que não estaria? 

— Você parece chateada… — Estranhou o comportamento da amiga. 

— Chateada? Eu não estou chateada. Talvez eu esteja um pouco. Falando nisso, parece que o resultado das provas que fiz vão sair amanhã e eu nem sei se fui bem porque não fazia ideia do que estava fazendo. E eu quase não tenho o que vestir porque tudo aperta a barriga. — A garota despejava as palavras em cima dele e Jonathan tentava entender tudo que a amiga falava. — E agora todo mundo está vendo a gravidez e as pessoas me olham estranho, como se fosse uma aberração e… — Bekah colocou as mãos sobre o rosto e abaixou a cabeça, sentindo as lágrimas escorrerem. 

— Ei, vem cá. — Ele se aproximou dela e a abraçou. Passados alguns minutos, Bekah finalmente havia se acalmado. — Está melhor agora? 

— Sim, estou. São esses malditos hormônios. — Ela sorriu de lado. 

— Então, como você está, de verdade, em relação a isso tudo? — Jonathan perguntou, depois que Bekah se acalmou. — Quer dizer, sua mãe praticamente te proibiu de ir na sua casa… Acho que nunca conversamos de verdade sobre isso. — Ele demonstrava preocupação pela a amiga. 

— Estou muito confusa. — Respondeu cabisbaixa. — Eu realmente não queria um filho agora. Minha vida deu um giro de trezentos e sessenta graus. Não queria, de verdade. Mas, depois de escutar o coraçãozinho batendo, sabia que seria incapaz de fazer qualquer coisa. Não vou negar, me deu muita vontade. Mas, depois de ouvir aquelas coisas da minha mãe, coisas que eu sei que não sou. Decidi mostrar a ela que eu sou melhor que isso, sabe. 

— Você não merecia escutar metade do que ouviu, isso eu tenho certeza. Sem contar que Lilian não é lá um exemplo de mãe. Eu sei que não está sendo fácil. Mas, nunca se esqueça de que você tem a mim. — Ele falou, encarando a amiga. — E também tem o Ray, a Cher. Um dia, sua mãe vai cair na real e vê que está errada. Você é uma garota forte e vai passar por isso de cabeça erguida. Você pode contar comigo sempre! Qualquer coisa que precisar, eu sempre estarei do seu lado. Nós somos uma família agora. — Sorriu para ela com sinceridade.

— Obrigada, Johnny! De verdade. Pelo menos alguém me apoia. — Murmurou triste.

— Eu sempre irei te apoiar, Bekah. Nós três te apoiamos. — Ele abraçou a amiga. — E, se você quiser, comemos a comida que fez. Eu não sabia, então por isso sugeri comprar algo.

— Deve estar ruim, com certeza. Preciso aprender muito ainda. Angelita não consegue vir mais aqui. Lilian não sai mais da casa, parece que quando eu não moro mais lá, ela resolve mudar. 

— Você sabe que Lilian sempre foi estranha. Graças a Deus, você sempre teve Charles e Angelita do seu lado.

— Se não fosse por eles, eu não estaria mais aqui. 

— Quando eu era criança, sempre achei que eles fossem seus pais. Até que eu cresci e entendi bem as coisas.

— Eu considero eles meus pais mesmo. Eu tenho pouquíssimas lembranças do meu pai, e Charlie sempre esteve lá por mim. Todos os dias agradeço por ter eles em minha vida. E eles me apoiaram tanto. Qualquer decisão que eu tomasse, eles estariam ali, do meu lado. 

— Bom, parece que você está cercada de pessoas maravilhosas.

— Claro, além deles eu tenho o melhor amigo do mundo inteirinho! 

— Faço o meu melhor! — Ele se gabou.

— Bom, já que estamos falando sobre várias coisas sérias, você já falou algo com seus pais? 

— Sobre o que? — Jonathan questionou.

— Sei lá, sobre eu estar morando aqui talvez? Sobre você querer assumir um bebê?

— Ah, isso… — Jonathan desviou o olhar. — Ainda não, estava pensando em chamar eles para vir aqui e eu contar. Mas não sei se seria uma boa ideia.

— Bom, talvez seja. — Bekah retrucou. — Nós estaríamos juntos e eles não matariam ninguém. 

— Tenho minhas dúvidas sobre isso… — Jonathan riu de lado. 

— Vamos marcar um jantar amanhã. Assim nós chamamos e contamos tudo. Eu vou estar aqui, garanto que não vão te matar. 

— Você acha que seria uma boa ideia? — Jonathan perguntou pensativo.

— Claro! Enquanto você liga para eles, eu ligo para Angelita. Afinal, não sei cozinhar bem. 

[..]

Rebekah estava nervosa. Não sabia qual seria a reação dos pais de Jonathan. Angelita havia preparado um belo jantar, e, enquanto Jonathan buscava os pais, Bekah arrumava tudo. 

Depois de tomar o banho, optou por um vestido solto que não marcava tanto a barriga, assim eles não tomariam um susto logo de cara.

Algum tempo depois, Jonathan chegou. Bekah assistia televisão e assim que entraram, ela se levantou rapidamente e foi até eles. 

— Boa noite, senhor e senhora Jenkins. Como estão? — Bekah sorriu para eles.

— Quanta formalidade, Bekah. Sabe que pode me chamar pelo nome. — Natasha sorriu para ela.

— O cheiro está maravilhoso! — Jonathan elogiou assim que fechou a porta. 

— Está mesmo. — Garry confirmou. 

— Vocês querem jantar agora? — Bekah perguntou.

— Por mim pode ser. Estou cheio de fome. 

— Novidade nenhuma, Johnny. — Bekah comentou divertidamente.

O jantar fluiu normalmente e aos poucos Bekah perdeu o nervosismo. Eles conversaram e riram, fazendo Bekah relaxar um pouco e esquecer os problemas.

— Bom, vamos ao que interessa. A parte chata da noite. Jonathan me contou… o que aconteceu… — Natasha disse, sem jeito, olhando para o prato vazio na sua frente. Ela suspirou, seus lábios se encresparam quando voltou a falar. — Devo dizer que estou decepcionada com a irresponsabilidade dos dois, mas está feito, não tem como voltar atrás.

— Confesso que fiquei bastante frustrado com tudo isso, mas, vocês certamente tiveram a capacidade de nos contar a verdade. — Garry completou.

— Ele também nos contou sobre sua mãe. Nós sentimos muito, de verdade. Saiba que ajudaremos no que vocês precisarem. Mesmo achando uma tremenda imprudência se vocês dois. Principalmente do Jonathan, sempre se mostrou tão responsável…

— Na verdade… — Bekah começou a falar, não poderia deixar o amigo levar uma bronca por algo que não havia feito. 

— Na verdade, chamamos vocês aqui justamente para contar tudo. — Bekah encarou ele, confusa. 

— Johnny… — Ela chamou baixinho.

— Nós realmente sentimos muito, mas resolvemos assumir isso e encarar de forma madura. A Bekah está ficando aqui no apartamento enquanto não consigo um emprego.

— Quanto a isso, você pode ficar o tempo que quiser, Rebekah. Aliás, o apartamento é seu, Jonathan. Você pode fazer o que quiser com ele. — Natasha falou.

— E em relação ao emprego, você sabe que cedo ou tarde a empresa será sua. Você sempre terá uma vaga lá. 

— Eu só quero deixar claro que assim que o bebê nascer, eu vou procurar um emprego e vou ajudar nas despesas. Eu só não procurei ainda porque estava estudando para o simulado da escola. E agora a barriga está aparecendo, o que significa que ninguém me dará um emprego. — Bekah se justificou.

— Não se preocupe com isso agora, Rebekah. Você precisa descansar nesse momento. — Natasha falou.

— Eu falei isso com ela. Não é necessário procurar um emprego nessa condição. — Jonathan concordou com a mãe. 

— Bom, deixando as broncas de lado, já pensaram nos nomes? Já foi ao médico? Está tudo em dia?

— Sim, eu já fiz exames, ultrassom. Está tudo certo com o bebê. 

— Os nomes pensamos em Kayla ou Colin. — Jonathan sorriu para os seus pais. 

A conversa correu tranquila. Algum tempo depois eles foram embora, deixando várias recomendações para os dois.

— Pensei que a bronca seria maior. — Bekah comentou, enquanto terminava de lavar as louças.

— Eu já tinha falado com eles pelo caminho, e eles já tinham me dado uma bronca. A que você ouviu foi a segunda. — Jonathan sorriu de lado.

— Eu ainda não concordo com isso, Johnny. O que eles irão pensar quando descobrirem a verdade? — Ela encarou o Jonathan.

— Eu não vou falar nada, então não tem como eles saberem de nada. Agora anda logo com essa louça porque precisamos dormir. Amanhã tenho um seminário para apresentar.

— Vamos conversar com calma sobre isso. Não estou cem por cento a favor dessa loucura.


Notas Finais


Bem vindos ao submundo!!
Capitulo betado por: @isnandssb from http://psycho-edits.blogspot.com/
Trailer da fanfic: https://youtu.be/n78hxeKLgr0 por @KrystellWright
Xoxô, Shel!


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