História Little lion man - Capítulo 1


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Categorias The Flash
Personagens Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Personagens Originais
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Palavras 2.466
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


•Hey, hey, I'm back! E lá vamos nós de novo.
•Primeiramente eu queria dizer que essa estória não é um romance como eu acabei acostumando vocês, esta estória é totalmente dedicada a minha QUEEN máxima, Caitlin Snow, tudo é sobre ela e para ela. Então eu não sei se vamos ter SnowBarry inicialmente. (Desculpa, mas alguns vão ficar chupando o dedo)
•E segundo, vou demorar bem mais do que o de costume para atualizar, mas não se preocupem, eu ao vou desistir dela tão cedo.
•Muitos dos sentimentos de Caitlin são pequenos reflexos do que muitas pessoas que eu conheço passam. Então tentem ser compreensivos.
•Ah e mais uma coisa, Iris é um amor de pessoa, tentem não odia-la.
•Música: Little Lion Man - Mumford & Sons

Capítulo 1 - O N E


“Chore, pequeno homem leão
Você não é tão corajoso quanto era inicialmente”

O N E 

As pessoas conversavam alegremente dentro do bar elevando suas vozes por conta do som alto que a banda ao vivo produzia, o lugar cheirava a cerveja barata e cigarros artesanais, os bancos de couro e as mesas de madeira davam um ar rústico que o proprietário queria passar. O grupo que tinha apenas seis integrantes estava sentado em uma mesa mais afastada de todo o barulho, a noite temática fez com que as três mulheres utilizassem um vestuário que relembra-se os anos 60, havia sido uma luta para decidir qual roupa usar para não repetirem o figurino. Os homens por outro lado optaram por algo mais simples sem chamar a atenção, mas que não deixava o charme e sedução daqueles anos de lado.

Não era comum todos saírem juntos tão inesperadamente, embora fosse muito bom para manter a amizade fortalecida. Felicity gargalhou alto jogando a mão envelopada com a luva de renda em direção a Cisco que havia acabado de lhe contar sobre seu último encontro com o pai de Gypsy. Não era novidade que nenhum dos dois se dava bem, mas Beacher parecia fazer questão de atazanar cada momento que Cisco passava na terra-19, embora fossem raros, eram extremamente longos na opinião do engenheiro.

Barry passou o braço pelo ombro de Iris para fazer um toca aqui com Cisco, era bastante comum os dois armarem alguns planos para irritar Beacher de vez enquanto. Todos torciam para que Gypsy algum dia os pegasse para saber o que aconteceria. Iris revirou os olhos empurrando Barry com o ombro, era bastante visível a cumplicidade naquele pequeno gesto. Oliver diferente dos outros manteve o sorriso baixo e apenas balançou a cabeça, ele já havia conhecido do pai de Gypsy sem querer e tinha conhecido o lado ruim do cara. Mas em meio a tantas emoções e reações diferentes a mesma história Caitlin preferiu se manter em silêncio, apenas contemplando tudo ao seu redor, os sons, as pessoas, cada gesto que seu pequeno grupo de amigos fazia, o jeito como o relógio grudado no porta-guardanapos girava seus pequenos ponteiros fazendo o tempo correr.

Ela sempre apreciava aqueles momentos de calma que eles se propunham de vez enquanto, era como apertar o botão de pause depois de assistir a um longo filme. Aproveitar o momento e apenas relaxar, este era o argumento que tanto Barry como Cisco usavam para tira-la do meio dos documentos do laboratório e, por muitas vezes, atravessar a cidade em busca de um bar ou restaurante mais calmo em busca de privacidade.

Caitlin remexeu sua bebida intocada com a ponta do canudo, Felicity tagarelava algo sobre um dos novos projetos que ela e Curtis estavam criando, Cisco opinava dando algumas dicas ou ideias. Oliver conversava com Barry e Iris sobre a implementação de novos recursos a educação em Star City, Iris insistiu para fazer uma reportagem exclusiva para ampliar e voltar a atenção das duas cidades para a falta de consideração a educação das crianças e adolescentes nos bairros mais pobres. Todos pareciam envoltos em seus pequenos mundos compartilhados, enquanto ela travava uma pequena guerra extra sensorial em sua cabeça sobre pedir ou não mais aperitivos de bacon.  

Às vezes ela podia ser uma péssima amiga.

-Você vai tomar isso? - Barry questionou olhando para o copo que continha um drink cor de rosa, ela deu de ombros e o estendeu para ele.

-Tem melancia. - falou e se surpreendeu com o tom de sua voz, estava entediada e todos pareciam perceber isso.

-Foi sua ideia vir aqui. - Cisco disse, Caitlin revirou os olhos.

-Na verdade foi de Felicity, eu apenas parafrasei o pensamento dela. - argumentou na defensiva. - Só que não me lembrava que isso podia ser tão chato.

Caitlin sabia que nenhum deles iria levar a sério o que ela dizia, eles sabiam que ela não estavam tão entediada assim. O bar estava divertido, a música podia ser antiga, mas não era monótona, as pessoas haviam se vestido a caráter e entrado no papel. Ela podia muito bem se distrair e se deixar levar como os outros faziam, mas ela era Caitlin Snow e distração não existia em seu vocabulário.

Ela observou enquanto Felicity abria a boca vagarosamente para começar um sermão sobre como ela deveria aproveitar o tempo que eles passam juntos pois nunca se sabia o dia de amanhã, mas sua vida e paciência foram salvas pelo gongo quando seu celular começou a tocar freneticamente. Sorriu vitoriosa para a amiga antes de empurrar Barry para o lado e fazer com que ele, Iris e Cisco abrissem espaço para ela sair da mesa e ir para um lugar mais silencioso. Saiu do bar sentindo o vento de novembro bagunçar seu cabelo. Colocou o celular no ouvido dizendo um rápido Olá.

-Boa noite, eu gostaria de falar com Caitlin Snow, por favor. - a voz do outro lado soou mecânica e estritamente fria.

-Está falando com ela. O que deseja? - indagou começando a caminhar em círculos.

-Bem, senhorita Snow, aqui é Dailey Hunter do hospital geral de Central City e eu estou ligando para informar que sua irmã sofreu um acidente de carro.

Caitlin parou de frente para a vidraça do bar, podia ver seus amigos conversando e bebendo.

-Você pode repetir? - pediu, queria ter certeza se estava ouvindo direito.

-Sua irmã, Nine Autumn, acabou de sofrer um acidente de carro na entrada da cidade, ela não está em estado grave, porém me pediu para que ligasse para você.

-Desculpe, mas eu acho que você ligou para o número errado. Eu não tenho nenhum irmã, muito menos uma que tem o nome vindo de um número. - disse, a mulher do outro lado da linha soltou um longo suspiro irritado.

-Senhorita, ela pediu estritamente que ligasse para você, então ela deve lhe conhecer.

-E o que você quer que eu faça? Vá até aí?

-Exatamente. - Dailey disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Mas para Caitlin não era, se deslocar daquele ponto da cidade até o hospital para encarar uma desconhecida que aparentemente era sua “irmã” não estava em seus planos a curto prazo.

-Desculpa, mas não. - falou de maneira fria quase cruel.

-Está bem, mas fique sabendo se ela morrer de desgosto a culpa é sua.

Caitlin revirou os olhos.

-Você ainda está estagiando, não está? - indagou mesmo sabendo que a resposta seria positiva, nenhuma enfermeira formada usaria aquele tipo de expressão de forma tão convicta. Mas Dailey não a respondeu, apenas desligou o telefone, Caitlin  olhou para seu aparelho que na tela piscava as palavras chamada encerrada, não tinha motivos para se sentir culpada. Não é?

Bateu o celular contra a palma da mão girando os calcanhares em direção a rua movimentada. Aquela tal de Nine só podia estar delirando ao achar que ela era sua irmã. Entretanto ela tinha seu número e Caitlin não havia dado seu número novo para ninguém desconhecido, ainda eram poucos os que possuíam seu este número. Torceu a boca cogitando se seria ou não uma boa ideia contar para aquelas cinco mentes divergentes que estavam dentro do bar sobre aquela situação. Porém não precisou colocar as engrenagens do seu cérebro para funcionar por muito tempo já que Barry saiu pela porta segurando o casaco dela e um copo com algo fumegante.

-Eles chamam de White Love. - ele disse lhe estendendo o copo com o líquido azulado. Caitlin pegou o copo levando o conteúdo até a boca e bebendo rapidamente, aquilo queimou em sua garganta como metal superaquecido. - Uou!

-Preciso que me leve a um lugar. - pediu limpando a boca com o dorso da mão.

-Aonde? - Barry questionou pegando o copo que ela estendia e o deixando sobre uma das mesas vazias que havia do lado de fora do bar.

-Hospital geral.

-Você está passando mal? - ele a olhou preocupado.

-Não, apenas preciso ver uma coisa. - disse pegando o casaco da mão dele e vestindo. - Por favor.

-Ok. Apenas segure firme. - Barry pediu antes de segurar a cintura dela puxando seu corpo para perto e correr pela cidade usando sua velocidade. Em menos de dois minutos eles estavam em pé no balcão da recepção pedindo informações sobre Nine Autumn. Eles subiram para décimo andar em silêncio, Caitlin batia o pé contra o piso de metal enquanto Barry mandava uma mensagem para Iris dizendo onde estava. Quando as portas se abriram no andar indicado ela não precisou olhar duas vezes para encontrar Dailey, e como seu instinto havia indicado, ela mais parecia uma coelhinha da Playboy do que uma enfermeira treinada.

-Onde está Nine Autumn? - indagou a Dailey, ela sorriu parecendo juntar os pontos em sua cabeça.

-Caitlin Snow é um prazer tê-la aqui.

-Onde está Nine Autumn? - repetiu se segurando para não acabar com o rostinho perfeito dela. Barry segurou seu braço parecendo perceber o que estava acontecendo.  

-Por favor, você poderia nos dizer onde Nine Autumn está? - Barry pediu com calma, às vezes parecia que seus papéis se invertiam, ela era a impulsiva enquanto ele era o equilibrado.

-Por aqui. - Dailey os guiou até a ala do pronto-socorro, Barry ainda segurava o braço dela quando eles pararam de frente para um dos cubículos circulados pelo lençol branco. Dailey puxou o lençol revelando a maca vazia. Caitlin arqueou a sobrancelha em direção a ela.

-Sério?

-Não entendendo, ela deveria estar aqui. - a enfermeira disse, então chamou outra colega de trabalho e perguntou sobre Nine, a resposta foi um simples Ela foi embora. Caitlin olhou para Barry que deu de ombros sem saber o que falar, abriu a boca pronta para xingar Dailey quando uma voz infantil soou.

-Mamãe?

Os três se viraram em direção ao corredor pouco movimentado, a pequena garotinha de cabelos caramelo, olhos esverdeados e nariz meio arrebitado coberto por sardas assim como as bochechas, que segurava o urso roxo com força entre seus pequenos bracinhos os olhou confusa.

-Onde está a mamãe? - ela perguntou, o coração de Caitlin apertou sabendo exatamente a quem ela estava se referindo. Dailey se agachou à frente tentando usar um tom de voz mais calmo para explicar que Nine havia ido embora, a primeira reação da garotinha foi olhar para dentro do cubículo um pouco descrente e a segundo foi fechar os olhos e apertar o ursinho com força. As lágrimas escorriam pelos seus olhos em um fluxo que parecia interminável.

-Leah por favor. - Dailey pediu esticando a mão para tocar o rosto da garotinha que no caso se chamava Leah. - Ela vai voltar logo, eu prometo.

-Ela não vai voltar, ela disse que não ia. Ela me odeia. - Leah disse, sua voz poderia ser infantil, mas as palavras tinham um verdadeira força que fez Caitlin querer abraça-la. - Ela diz que eu estraguei a vida dela.

-Hey, isso não verdade. - falou se agachando ao lado de Dailey, Leah limpou as lágrimas com o punho do casaco amarelo que usava e abriu seus lindos olhinhos. - Nenhuma mãe odeia a própria filha.

-Quem é você? - a pequena perguntou em um sussurro baixo.

-Meu nome é Caitlin Snow, sua mãe me chamou. - explicou ajeitando os fios que haviam se soltado do rabo de cavalo dela.

-É você quem vai cuidar de mim? - Leah indagou com a voz variando entre um timbre incerto e esperançoso. - Ela disse que você ia cuidar de mim.

-Olha querida, eu realmente não sei como responder essa sua pergunta. - falou a verdade, sabendo que por mais dolorida que fosse, Leah precisava saber.

-Mas você é a irmã dela e minha tia.

-Ainda não sabemos ao certo.

-Vocês têm o mesmo pai, mas não a mesma mamãe. - Leah disse fazendo Caitlin arquear as sobrancelhas confusa, por cima do ombro olhou para Barry e silenciosamente indagou, O que é sua faço agora?, com as mãos ele a incentivou a continuar a confortar a garotinha.

-Ela disse isso?

-Sim. Todo dia ela dizia que eu iria para um lugar melhor, com pessoas pessoas que gostassem de mim de verdade. Então chegamos aqui e ela jogou o carro contra o poste de luz. - Leah contou como se disse uma passagem de seu filme favorito.

-Foi ela quem jogou o carro? - Barry indagou já com o celular na mão. - Ela poderia ter te matado.

-Mas ela disse que essa era a intenção. - Leah olhou para os próprios pés um pouco envergonhada, Caitlin ouviu Barry se afastar e conversar ao telefone com Joe.

-Quantos anos você tem, Leah? - questionou segurando a mão dela com carinho.

-Seis. - ela sussurrou baixinho.

-Ok, você é muito nova para saber disso tudo, mas eu tenho certeza que você entende o que vai acontecer agora.

-Eu vou pra um orfanato, não vo? Eu já vi filmes assim, quando as crianças ficam sem pais elas são mandadas para um local assim. - Leah enrolou a barra do vestido entre os dedos soltando o urso no chão.

-Sim, meu anjo. Não tem ninguém que fique responsável por você. - Dailey afirmou, Caitlin podia sentir o quão incomodada ela estava com aquela situação. Respirou fundo e esticou o braço pegando o urso no chão, porém parou no meio do gesto olhando para algo por baixo do chapéu do urso, escrito em letras infantis com uma caneta de glitter dourado estava o seu nome completo. Soltou a mão de Leah e segurou o urso na altura dos olhos. Havia perdido aquele brinquedo quando era bem pequena, tinha sido um presente de seus avós, mas que havia sumido de uma hora pra outra.

-Quem te deu isso? - indagou sem tirar os olhos do urso.

-Vovó Janet. Ela me deu antes de fugir com o palhaço do circo.

-Janet Autumn? - questionou, Leah assentiu. Caitlin soltou um longo suspiro com aquela afirmação, agora as coisas faziam sentido. Devolveu o urso para a pequena e se ergueu. - Ela vem comigo. - disse a Dailey.

-Como?

-Ela vem comigo. - repetiu fazendo até Barry que conversava ao telefone olhar para ela. - Leah vem comigo, eu sou a responsável legal por ela se algo acontecesse com Nine.

-Pensei que não a conhecesse. - Dailey cruzou os braços e a olhou desconfiada.

-E não a conheço, mas isso eu vou resolver com a polícia, não é Barry?

O velocista assentiu sem entender nada. Caitlin sabia que ele estava confuso, ela também estava, mas apenas explicaria tudo quando estivesse bem longo daquele hospital. Pois aquela era a história de sua vida. Limpar a sujeira que os outros deixavam, mesmo que essa sujeira tivesse mais de vinte anos e fosse completamente irresponsável. 



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