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História Little Pleasures - Imagine Chen - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Little Pleasures - Imagine Chen - Capítulo 5 - Capítulo 5

Se passaram algumas semanas desde o primeiro dia de aula, e desde então o tal de Jongdae vem me perseguindo, agora entendo o porquê de ele e Sehun serem amigos, um é tão irritante quanto o outro.

Já em casa, as coisas não mudaram muita coisa, minha mãe conseguiu arranjar um emprego meia boca, garçonete de boate, ela chega ainda mais virada em casa. Minha única preocupação é com ela ser abusada naquele antro de bêbados e mais um monte de gente ruim, eu posso até não gostar dela mas não significa que eu ia gostar que acontecesse algo de ruim com ela, ela ainda é a minha mãe.

Ultimamente minha rotina se resume em acordar cedo, ir pra escola, voltar, comer e dormir. Não tem muita coisa que eu possa fazer por aqui, essa cidade é muito pacata, não curto festas, nem ter que socializar com ninguém, mas de uns tempos pra cá eu ando com vontade de fazer algo ilegal, não que o que eu faço normalmente já não seja, mas alguma coisa diferente do habitual.

Mais uma vez esse maldito sinal toca, intervalo de novo, todo dia a mesma coisa, segui para o mesmo lugar de sempre, o terraço, e mais uma vez aquele loirinho chato estava lá me esperando, e porque ele estava com um binóculo?

Ele olhava para todos os lugares com aquele negócio parecia até um aqueles tarados que fica tentando ver a calcinha das colegiais de qualquer jeito, parecia que ele estava procurando algo.

O rapaz soltou um gritinho assim que toquei seu ombro para chamar sua atenção, ele me olhava com os olhos arregalados e uma das mãos no peito.

- Garota, por acaso você quer me matar? - tive que tampar os ouvido por conta de sua voz era um tanto quanto esguaniçada.

- Tanto faz, vem aqui. - ele me chamou quase enfiando o objeto no meu rosto.

- Tá vendo aquelas meninas ali? - apontou para as líderes de torcida que estavam no patio.

- O que tem? - perguntei olhando pelo binóculo.

- O que você acha delas? - perguntou.

- Eu tenho que achar alguma coisa de alguém? - perguntei já sem paciência.

- Calma irritadinha, só responde. - ele disse.

- Bom, elas parecem ser bem metidas. - respondi sem ter muito interesse.

- Tiffany e sua turma, são minha maiores compradoras de LSD e MD, se vc já acha elas irritantes experimenta ver elas drogadas. - talvez eu esteja um pouco surpresa com essa informação, mas só um pouco.

- Tá vendo a nerd ali no canto? - perguntou mudando a direção em que o binóculo estava posto.

- A pequena Luise, viciada em ecstasy, mas ninguém nunca desconfiaria, já que sua cara de santa engana qualquer um. - pude ouvir sua risada anasalada.

- Sabe aquele brutamontes ali? - apontou para o lider do time de futebol americano.

- Jackson Wang, minha maior fonte de renda são as festas que ele dá, são quase mil dólares por mês só de maconha e cocaína. - bom isso já não é tão surpreendente.

- O carismático professor Yixing, um chinês que veio para os Estados Unidos seguir seu sonho de virar professor de história, nunca vi matéria tão chata. - seguíamos o mesmo que passava por ali com os olhos.

- Viciado em skunk, várias vezes já vi ele se trancando na sala dos professores com a "imaculada" Luise, provavelmente se drogam e depois trepam, de imaculada aquela menina não tem nada. - isso já é quase um Casos de Família.

- E por último, pra fechar com chave de ouro. - víamos o mesmo saindo pelo portão e saindo para a rua.

- O nosso caro amigo gordinho,  o simpático diretor Denver sempre cheirando naftalina, um grande viciado em heroína,  ele praticamente vive em uma boate que fica no centro da cidade, a esposa e os filhos abandonaram ele, depois disso ele virou praticamente uma vadia, não tem um homem naquela boate que já não tenha comido ele. - e é surpresa que não acaba mais.

- É realmente lastimável uma pessoa chegar a esse ponto, mas não tem muito o que eu possa dizer já que não estou muito diferente dele. - em que sentido ele quis dizer isso? 

Parando pra raciocínar a situação, acabei de perceber que nossos rostos estão quase colados de tão perto um do outro, sua respiração batia em meu pescoço fazendo meus pelos arrepiarem, espero que ele não tenha percebido isso, se não vai ficar se achando.

E caramba, como ele cheira bem, não é algo forte de dar dor de cabeça, mas sim algo suave, um floral talvez?

 Tá bom chega, isso já está ficando estranho demais pro meu gosto.

Merda, ele percebeu que eu estava olhando.

- Não quer tirar uma foto? Dura mais. - convencido

- Não... É que tem um bicho no seu cabelo. - sua face perdeu a cor no mesmo instante, podia jurar que o rapaz desmaiaria a qualquer momento.

Se possível seu berro foi ouvido até por quem não estava no prédio da escola, enquanto o garoto clamava por ajuda, eu só conseguia rir do escândalo gigante que ele fazia, impressionante ninguém ter aparecido preocupado com os gritos pensando que poderia ser um assassinato ou algo do tipo.

- É... é mentira. - eu me jogava no chão enquanto sentia minha barriga doer, acho que nunca ri tanto na minha vida inteira.

Assim que me pronunciei o rosto do rapaz mudou de pálido para vermelho em questão de segundos, ódio e vergonha eram visíveis a distância, parece que ele estava bravo de tanto eu zoa-lo por conta do seu recém descoberto, pavor de insetos.

Seu rosto voltou ao normal e eu pude perceber seus olhos me encarando com uma certa... ternura?

- O que foi? - perguntei

- Sua risada é linda, você deveria rir mais. - essa me pegou desprevenida, consegui até sentir meu rosto aquecer um pouco.

- Ai que fofa, ficou com vergonha foi? - agora quem estava sem graça era eu.

Ainda bem que o sinal tocou, já era o suficiente de situações vergonhosas por hoje.

( ... )

Mais uma vez fui acompanhada até em casa, até que a presença dele não era tão chata assim, mas nunca admitiria isso em voz alta.

Parada na frente da porta, um selar carinhoso foi deixado em minha testa, rapidamente ele se despediu e saiu andando, quando ele já estava longe fechei a porta e me encostei na mesma, meu coração estava estranho, e minhas bochechas estavam quentes denovo, eu acho que eu não tô bem, será que eu devo ir pro médico? Eu devo estar doente.

E com a casa vazia mais uma vez, somente segui para o quarto, Nina estava deitada em minha cama, o sono parecia estar realmente bom, fui tomar um banho e depois iria deitar, quem sabe mais tarde eu não iria na lojinha o atormentar um pouco.

Assim que me deitei senti o celular vibrando em cima do colchão, deve ser Kyung, faz um tempo em não conversamos, aceitei a ligação e coloquei no viva-voz.

- "Oi meu bem, como você tá?" -

- "Tô bem, e você?" -

- "Eu tô ótimo, eu te liguei porque tem algo que eu tava muito querendo te contar." - sua euforia era audível. 

- "Conta então."- soltei um risinho

- "O Kai me chamou pra sair." - nunca fui daquelas meninas histéricas que ficam gritando por qualquer bobeira, mas esse não tive como segurar.

- "MENTIRA." - eu dava pulinhos de alegria pelo quarto.

- "E aí, como foi?" -

- " Nossa... , foi incrível." - minha felicidade era tanta que eu não aguentei e comecei a chorar, pode não parecer mas eu sou uma pessoa muito emotiva, então qualquer coisa eu choro.

- "______, pelo amor de Deus não começa a chorar por favor." - ele me conhecia muito bem, sabia que se eu começasse a chorar não pararia tão cedo.

- "Calma _____, respira" -

- "Continua." - fazia o máximo para que ele conseguisse entender o que eu falava.

- "A gente foi no cinema, e depois fomos comer um lanche, no caminho acabamos encontrando uns amigos dele por lá e eu acabei soltando a mão dele por reflexo, já que eu pensei que ele não queria ser visto comigo." - meus olhos se encheram ainda mais depois de ouvir ele dizer isso, ele é uma pessoa tão maravilhosa, não merece ser tratado dessa maneira.

-" E no mesmo momento em que eu soltei ele agarrou ela de volta, e me puxou pra mais perto, ele olhou nos meus olhos e beijou a minha bochecha." - eu chorava tão alto que se duvidar a vizinhança inteira podia ouvir também.

- "_____, porque você tá chorando?" - ele sabia o motivo, mas mesmo assim queria que eu dissesse, só porque eu não consigo falar, pirracento.

- "É que... , e-eu... tô fe-feliz... por você." - inferno de menino.

- "Vai tomar uma água, vai." - safado sabe que eu não consigo falar e fica fazendo isso comigo.

- "Tá b-bom." -

Desci para a cozinha e tomei a bendita água, depois de ter conseguido parar o choro conversamos um pouco mais e depois desliguei, eu só queria poder estar lá pra compartilhar esses momentos com ele, sinto tanto falta dele e de Sehun.

Sehun também foi uma parte muito importante da minha vida, mesmo dps de dois anos que Baek se foi eu não tinha conseguido aceitar muito bem, e quem mais me ajudou junto com Kyung foi ele, foi a primeira pessoa a quem me entreguei, no começo até tentamos ter algo, mas com o tempo percebemos que era só amizade.

Estava quase pegando no sono, depois de muito tempo eu conseguiria dormir sem precisar de ajuda de remédio algum, pode se dizer até que é um grande avanço.

Foi só eu pensar isso e batidas começaram a ser deferidas na porta da cozinha, minha mãe ainda estava em horário de trabalho e meu pai só voltaria a noite, isso é se ele voltasse hoje, por precaução decidi pegar um taco de baseball que ficava guardado debaixo da cama, é sempre bom ter algo que você possa usar para se defender por perto.

Desci as escadas lentamente, evitando fazer qualquer ruído que seja, todas as luzes estavam apagadas mas eu conseguia ver uma silhueta do outro lado da porta, era um homem pelo que parecia, assim que cheguei em frente a mesma destranquei silenciosamente e abri em um tranco, era só o Jongdae, espera o que ele tá fazendo aqui, ele não deveria estar trabalhando?

- Tá fazendo o que aqui? - perguntei abaixando o objeto e jogando para um canto qualquer parece que ele se sentiu um pouco intimidado pelo objeto.

- Vim te fazer companhia, eu sei que você fica o dia inteiro sozinha em casa, e como hoje eu estava de folga só juntei o útil ao agradável. - sem nem pedir licença ele já foi adentrando a casa, as diversas sacolas que estavam consigo foram postas em cima do balcão.

- Sabia que eu estava quase dormindo? - perguntei sentindo uma leve indignação.

- É mesmo? Que pena. - tem horas que esse garoto sabe como me torrar a paciência, meu Deus.

- O que é tudo isso? - perguntei referente as sacolas que ele havia despejado sobre a bancada.

- Bom, como eu queria fazer alguma coisa diferente da rotina e eu queria te conhecer mais, vim fazer uma visitinha, encare isso como uma "noite das meninas". - acho que se ele não fosse traficante, seria comediante.

- Entendi. - não estava muito animada com essa ideia mas como não tinha muitas opções, era isso ou ficar sozinha.


Notas Finais


Olá gatinhes, mais um capítulo fresquinho pra vocês, aos poucos os dois pombinhos vão se aproximando mais.

No próximo capítulo será contado um pouco mais sobre a história do Dae e como isso vai ajudar com que os dois se aproximem mais, espero que tenham gostado e até o próximo.


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