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História Little things - Capítulo 12


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Notas do Autor


boa noite familia

nmrl eu sei que to falando tudo isso todo capitulo mas NÃO SAIAM DE CASA QUE QUARENTENA NÃO E FERIAS. fiquem em casa. leiam fanfics. façam o site cair mais uma vez de tanto ler fanfic. voces nao vao morrer se ficarem em casa >:(

boa leitura nenis <3

Capítulo 12 - Twelve


Ainda que estivesse agitado, Mark preferiu não ir sem antes se deixar mais apresentável. Talvez a mãe de Jaemin estivesse em casa; apesar d’ele não ter dito nada, não queria passar uma má impressão. Ia para seu quarto buscar uma muda de roupas para poder tomar banho, e encontrou um bilhete colado em sua porta.

Era um recado de Taeyong, avisando que provavelmente iria chegar tarde, então não esperasse por ele. Mark estranhou o papel, pois o irmão quase sempre o avisava diretamente para onde ia e que horas iria chegar. Ainda assim, ignorou a sensação estranha, não deveria se preocupar por pouco.

Depois de pronto, se encarou no espelho por alguns segundos. Lembrou novamente de todo o diálogo que tivera com Lucas, e respirou calmo olhando seu próprio reflexo. Seus olhos possuíam olheiras por algumas noites mal dormidas; algumas espinhas nasciam no canto da testa, visíveis mesmo através da franja caída de seus cabelos pretos; mas sua aparência cansada não foi o suficiente para deixar-lhe incomodado. Ainda não tinha 1% das informações importantes, mas estava satisfeito com si mesmo depois de muito tempo. Desde o dia que seus próprios pais desmereceram seu talento, ele não se sentia merecedor de nada. Agora, no entanto, era tudo muito diferente. Era algo grande, que o reconhecia como um artista em ascensão. Sequer lembrou do manhua guardado na mochila que mais cedo queria ler, muito menos do tanto que precisava estudar essa noite para repassar as aulas que não prestou quase que nenhuma atenção no dia todo. Ele estava bem, enfim.

Contudo, enquanto arrumava seu violão dentro de sua capa própria, passou a pensar o quanto aquela sensação de bem-estar era preocupante. Não devia ter aceitado diretamente o convite de Lucas, era óbvio! Se desse mais liberdade aos seus desejos e sonhos reprimidos, nunca mais seria capaz de suportar o curso de economia do mesmo jeito. O que aconteceria depois do Norae Jam? Com certeza não teria coragem de enfrentar seus pais; qualquer vontade que um dia já teve de fazer isso se esgotou desde aquele famigerado jantar. Voltaria a se retrair e tocar exclusivamente para si e para seu quarto? Voltaria a se preocupar somente no dia seguinte e em quantos meses faltava para se formar? E depois disso, quando precisasse trabalhar?! Voltaria a fingir para si mesmo que estava tudo bem continuar aquilo? Por que o início da sua alegria parecia um fim instantâneo da mesma?

Aquelas perguntas que ele não queria que chegassem passaram a rodar sua cabeça enquanto ele se olhava novamente no espelho, claramente assustado com sua própria imagem. Aquela pessoa era, de fato, qualquer uma além dele. Puta merda, Mark, o que você tá fazendo? Estava uma confusão absoluta internamente, e resolveu correr logo para fora de casa antes que enlouquecesse.

Duas batidinhas na porta, respirando fundo.

Jaemin prontamente o atendeu. Mark reparou inicialmente nas suas mãos manchadas de um forte tom de azul, vendo logo depois que sua franjinha isoladamente azul entre a totalidade platinada estava mais escura que no outro dia que se viram. Ele deve ter retocado hoje. Vê-lo ali, o esperando com um enorme e caloroso sorriso no rosto fez seu rosto esquentar, e sentiu uma sensação muito agradável vindo dele. Quase como se fosse acolhido, ainda que fizesse muito tempo que os dois conversaram profundamente. Seus prévios pensamentos ruins se esvaíram como areia entre os dedos. A confiança que ele sentia vindo do garoto parecia tudo que ele precisava, como se Jaemin soubesse e já tivesse solução para tudo aquilo. Como se ele mesmo fosse a solução para tudo aquilo.

Seu pequeno diálogo silencioso foi quebrado com o mais novo dando abertura pela porta. Entrou no pequeno apartamento levemente constrangido. Era a primeira vez que ia ali, e apesar de ser a mesma planta do seu e de conhecer cada formato de cada parede, parecia até mesmo outro prédio. Mark achou incrível como aquela casa não aparentava ser de outra pessoa além de Jaemin, e não conseguia imaginar nenhum outro móvel ou cor de parede de outro jeito. Quadros, fotos, estantes e outros decorativos adornavam o ambiente. A sala possuía cores claras e leves, e a organização dava a impressão do lugar ser maior do que realmente era. Era diferente do que dividia com Taeyong, que se limitava ao branco genérico e uns móveis claramente escolhidos pelo preço e não pela aparência. A janela da parede oposta à porta principal era o que mais chamava atenção. Abrangia desde o teto ao chão, ao contrário da sua, que era apenas um quadrado padrão; talvez ele e a mãe tivessem trocado isso depois de se mudarem. Como eles estavam no 7º andar, era perfeito, e era uma vista impressionantemente diferente da que ele via diariamente. Foi imediatamente atraído para lá, depois de colocar seu violão confortavelmente no sofá. Estava tão hipnotizado que não notou Jaemin apagando as lâmpadas principais do cômodo.

-Uau. - A noite recém chegada deixava o céu com lindos tons de cores, misturados ainda com as luzes coloridas e chamativas da cidade lá embaixo. - Nunca imaginei que você tivesse uma dessas. - O trânsito estava por alguma razão calmo demais para o horário e o barulho dos carros era irrelevante.

-É lindo, né? Eu moro aqui fazem cinco anos, pelo menos, mas eu acho que nunca vai ter algo que me deixe tão surpreso e calmo que essa janela e essa vista. - Jaemin ficou ao lado do mais velho, colocando as mãos na sua calça de moletom.

-É maravilhoso. Eu moro literalmente aqui do seu lado, mas nunca vi isso tudo desse jeito. - Mark cuidadosamente se aproximou mais, colocando as mãos e chegando seu rosto mais perto. O vapor de sua respiração embaçou o vidro; limpou logo com os dedos.

-Não entendo nem um pouco de arquitetura, sabe hyung, mas eu gosto de pensar que é porque esse maior campo de visão dá uma impressão de liberdade também maior. Às vezes eu sinto como se pudesse voar daqui.

Observando mais um pouco, Mark pensou o mesmo.

O silêncio entre os dois continuava confortável. Ele esqueceu tudo que pensava, tanto suas empolgações quanto preocupações. Só estava ali. Fazia tempo que se sentia bem assim sem ser com algo não relacionado à música.

-Minha hora do dia favorita é a noite. - confessou sem pensar. Só parecia adequado pronunciar aquilo em voz alta, naquele momento. Ele viu sem querer pelo reflexo Jaemin olhar para si sem reação, mas logo sorri sem mostrar os dentes. Sentiu seu rosto esquentar novamente. Desviou para a rua.

-Eu nunca parei pra pensar nisso.

-Eu acho que é a hora mais bonita. Tipo, de manhã eu tenho aulas e deveres, coisas que não gosto de fazer. Também as pessoas estão com mais pressa de fazer tudo; elas ficam estressadas mais fácil, principalmente nos dias quentes. Os ares da poluição são mais visíveis, e tem mais barulhos irritantes. De noite não. É diferente.

“De noite a gente tem a Lua. Tem as estrelas. Tem o ar mais gelado e agradável. O trânsito diminui e os sons também. O escuro traz um mistério natural, e talvez até seja um pouco sombrio pensar nisso. Quer dizer, é muito fácil ver pessoas com medo do escuro, a gente não sabe o que tem lá. Mas então as luzes de mentira se acendem, e fica tudo mais colorido que de manhã. De noite eu tenho a paz na minha casa, com meu irmão, e eu posso ser pelo menos um pouquinho a mais de mim mesmo.

Jaemin há muito tempo não prestava mais atenção na rua ou na vista estonteante da janela. Mark tomou consciência que ele não respondia mais, e achou melhor parar de mudar o rumo da noite, não queria incomodar.

-Foi mal, eu viajei muito. - Se desencostou do vidro e voltou seu rosto para Jaemin, sorrindo constrangido. - Eu nunca tive gente para conversar disso.

Ele não respondeu. Apenas continuou com o vestígio de sorriso, encarando seus olhos profundamente. Mark sustentou o olhar por mais uns segundos, virando mais envergonhado ainda para a vista novamente. É ridículo o quão fácil eu fico assim.

-Vo-você já começou os cookies? - perguntou, mudando de assunto e encaminhando para a cozinha. - Talvez eu pudesse te ajudar em alguma coisa.

Jaemin riu, balançando a cabeça e seguindo o outro.

-Eu só tinha separado os ingredientes quando você ligou. Não fiz nada ainda.

Mark lavava as mãos na pia da cozinha, discretamente olhando e ainda analisando como a casa dele era bonita. A mãe dele deve conhecer algum designer de interiores. Parece aquelas casas de revista de loja de construção.

-Ótimo. O que precisa primeiro? - Abanou as mãos.

-Pensei que você só ia tocar a música de fundo e conversar comigo. - respondeu, lavando também as mãos. Mark notou mais um pouco de cor azul caindo pelo fio de água, mas não o suficiente para limpar tudo das palmas e dedos. Talvez fosse tinta de cabelo mesmo, e parecia ser bem recente.

-Ei... a gente tem muito tempo pra isso. Eu quero me sentir útil. E vai ser legal aprender a fazer também. - protestou, colocando as mãos na cintura.

-Você parece uma criança assim. - riu, respingando gotas da sua própria mão no rosto de Mark.

-Jaemin! - riu também, se secando com a manga da camisa. - Às vezes parece que você é o mais velho de nós dois.

-Desculpa hyung. - sorriu, abrindo o armário de teto e pegando duas tigelas. - Vamos começar então.


Notas Finais


eles são muito fofos ai não aguento esses dois pqp

espero que esteja todo mundo gostando!! até semana que vem <3


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