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História Little things - Capítulo 4


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Notas do Autor


heyhey

o que voces acharam do teaser do comeback do nct 127 que saiu hoje? estou absolutamente estarrecida

Capítulo 4 - Four


-Lee Min-hyung. Mas todo mundo me chama de Mark. - Respondeu simplório - E você?

-Lee Dong-hyuck. Mas todo mundo me chama de Haechan. - Sorriu. Esse garoto não cansa de sorrir, não? Minhas bochechas doem só de olhar. - Acho legal a gente ter o mesmo sobrenome.

-Aconteceu de alguém na minha família ter o segundo sobrenome mais comum das duas Coréias juntas. Acho que na sua também.

-É, realmente. Na verdade eu queria ser um Jeung. Que nem a realeza, sabe? Fez parte da família do Se-jong, aquele que criou o hangul. Era irmão dele. Ele que o ajudou a fazer metade das consoante. Por isso que é tão mais complexo que esses sobrenomes mais comuns. Inclusive, é um dos mais raros das duas Coréias juntas. - Finalizou com uma expressão calma, como se tivesse dito que ia chover. Mark olhou abismado, suas histórias rodando na cabeça.

-Sério?

-Não. Eu acabei de inventar. Eu só lembrei do Jeung por um anúncio que eu li uma vez. - Riu do suspiro cansado que o outro deu na sua frente. 

Mentiroso, aparentemente. Não, mentiroso é uma palavra muito forte, ele é praticamente uma criança. E das criativas. Sim, ele deve querer ser escritor, mas ele não sabe ainda, porque não deve pensar muito no futuro. Os Bolinhos são só por diversão, ele gosta de sair por aí vendendo, conversando com as pessoas e perdendo tempo. Por isso que tem vários amigos, mas não sei, parece ser meio instável, deve ser meio doido das ideias, não é à toa o cabelo cheio de mechas de cores diferentes. O que isso significa?

-Ei, você tá me assustando já de tanto me olhar sem dizer nada. Minha piada te deixou com tanta raiva assim?

-Desculpa, eu faço isso às vezes. É que-

O metrô deu uma freada brusca, parando numa das estações, fazendo Mark quase cair - absolutamente constrangido - em cima de Haechan; que ignorou completamente. O fluxo de pessoas rapidamente se instaurou, cada um tentando sair ou entrar mais rápido que o outro em direção aos seus compromissos simultâneos. Haechan se deu conta que deviam se apressar e, sem esperar o garoto falar qualquer coisa, agarrou sua mão e saiu o puxando para a porta da locomotiva, sempre muito educado e pedindo desculpas para quem acabava pisando no pé. Mesmo quando chegaram em terra firme e o metrô partira, Mark ainda estava sem graça com o gesto, mas preferiu não falar nada. Aparentemente, ele é impulsivo mesmo, isso deve ser normal para ele.

Já no mercado, teve de correr atrás dele, que se encaminhou diretamente para a área das guloseimas. Por que eu tô seguindo ele? Acabei de conhecer esse guri, Taeyong tá me esperando em casa… Meu Deus, ele usa cadarços diferentes nos dois pés e com trançados de desenhos diferentes, tem como ficar mais criança?

-Você disse que queria mais bolo logo. - Haechan comentou, avaliando a prateleira de balas e chocolates, decidindo o que queria. - Quer me adiar o pagamento e eu te dou bolo depois?

-Como eu poderia confiar em você? - Olhou o preço de uma balinha de gelatina que gostava, subitamente interessado em doces também. - A gente acabou de se conhecer.

-Você liga muito pra normas sociais, sabia? - Bufou em resposta. - Eu não sei, Markie, você pode vir atrás de mim com dois caras de terno grandões e bigode pra cobrar bolo.

-Eu não faria isso. - Riu, olhando de volta para o mais novo.

-É, pois é hyung, mas eu não te conheço direito pra garantir. - Mostrou a língua. Pegou um saco de balinhas de iogurte, e saiu em direção a outro corredor. Mark foi atrás.

-Você não vai pegar mais chocolate pra fazer bolo? - Perguntou casualmente, agarrando uma cesta no chão ao lado da prateleira que estavam os doces.

-Nah, eu tenho bastante em casa, preciso de outras coisas. Não vai comprar nada não? - Uma luz acendeu na cabeça do outro, que lembrou do tanto de coisa que precisaria carregar para casa; pesarosamente, puxou a lista amassada do bolso direito da calça.

-Tenho, na verdade. Vamos aproveitar esse corredor e pegar umas latas de molho de tomate.

-Você pode conhecer alguém completamente por sua lista de supermercado. Passa pra cá. - Pediu, mas mesmo assim puxou da mão do outro. Deu uma lida rápida. - Leite de morango… Depois eu sou o mais novo. - Mark fingiu que não tinha ouvido. - Você não compra lámen? Que tipo de adolescente universitário você é? - Olhou horrorizado para Mark, antes de averiguar os molhos junto dele.

-Dá pra parar de me julgar por absolutamente tudo? Meu irmão não gosta. - Soltou um suspiro triste. Sentia saudade de comer lámen de madrugada, enquanto jogava online com seus amigos. - Ele diz que o tanto de sódio que tem vai me matar algum dia. Acho que meu pai contaminou ele com essa ideia. - Pegou duas latas.

-Que vida triste. Vou te levar algum dia pra comer lámen no Rio Han. - Mark sentiu, sem entender, uma pequena vontade daquele dia acontecer mesmo. 

Completaram quase toda a lista de compras em silêncio, apenas comentando os preços das comidas do mercado; além de discutirem por um tempo considerável o quão absurdo era o absoluto nojo de Haechan por manteiga de amendoim - “você não passa de um neo colonizado, Markie!”, “eu sou da América do Norte, seu idiota.”, “oh céus, não acredito que de todos os lugares do mundo, logo da América do Norte.”. Ao parar na ala das frutas e verduras, Mark correu para ver as melancias, e ficou maravilhado ao ver uma moça servindo cubinhos num copo de uma marca nova, que ela afirmava não ter nenhum tipo de agrotóxico, de ser completamente orgânica. Ele não ligava realmente para isso, só estava feliz de poder comer melancia sem pagar nada nem precisar carregar peso a mais para casa. Agradeceu alegre, indo verificar o preço da acelga; já havia esquecido o garoto do sorriso bonito, até ouvir sua voz interrompendo seus devaneios.

-Sabe, ela estava mentindo. - Comentou, pegando o último cubinho do copo e guardando-o em seguida em um bolso pequeno da sua bolsa.

-Hm?

-Era só marketing. É impossível quaisquer formas de produção agrícola terem  uma produção orgânica. Isso nunca traria lucro pra empresa. Puxa, essa acelga tá barata, acho que vou levar uma e fazer kimchi hoje. - Mais uma vez, Mark respirou fundo olhando inacreditado para Haechan. Ele nem notou, apalpando e revirando as acelgas da bancada do mercado.

-Meu Deus, garoto, você tá mentindo de novo? Acho que você deveria ter uma cota de quantas coisas falsas você pode dizer por dia.

-Mas eu estou falando sério agora! Eu vou mesmo fazer kimchi hoje.

-Você sabe do que eu tô falando.

-O negócio do agrotóxico? Eu tenho uma horta em casa, eu sei o mínimo de plantas! - Protestou, jogando sua acelga no saco plástico em cima das outras coisas dentro da cesta.

-Você tem cara de vegano. Você é vegano, né?

-De onde você tirou isso, Jesus, eu não saberia viver sem frango frito. Eu cultivo porque acho divertido. Me acalma e me inspira. Não sei. - Mark notou uma defensiva se formando, e mais uma vez não entendeu nada.

-Você que escreve aqueles poemas do Bolinho Feliz?

-Sim. - Saiu andando, apertando a alça da bolsa. - Se tivesse prestado atenção no dia que comprou teria ouvido o que eu disse.

-Afinal, o que você disse aquele dia? Que bom que você comentou por que…

-Perguntas demais por hoje, sinceramente, Min-hyung. Espera o próximo acaso do universo e escuta o que eu digo quando estou fazendo meu ganha-pão. - Sorriu, se divertindo com a frustração do outro. - Vamos embora, estou cansado e ainda faltam minhas coisas. - Mark respirou fundo e concordou, o acompanhando de volta para o corredor das massas.


Notas Finais


me sigam no twitter @nicitizen
prometo que sou insuportavel mas nem tanto °3°


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