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História Live and Love - Capítulo 3


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Notas do Autor


Xekei kaleraaaa
Óia eu aqui com mais um capítulo cheio de revelações do passado do nósso trio heje

Espero que curtam
E obrigada ao @HeartyQueeny (ele sabe pq 🙃)

Capítulo 3 - A Biblioteca


Íris Ann West Point Of View



Estávamos sentados naquela mesma mesinha do canto, faziam-se três sóis que eu Barry entramos naquele acordo, pus em sua frente o café gelado com leite extra e chantilly, o favorito dele e beberiquei do meu chá observando sua inquietude.


-   Então.. -- falou antes de coçar a garganta -- sobre o que queres falar? -- cerrei os olhos o encarando com cuidado e por fim sorrindo.


-  Eu gostaria que vosmecê escolhesse o tema de nossa conversa hoje.


-   Eu?


-  Sim, diga-me senhor Allen, qual a sua primeira lembrança de estar apaixonado por mim? -- perguntei um tanto direta, fazendo com que ele tomasse um grande gole de seu café.


-  Oh -- falou com uma expressão nostálgica -- lembra-se dos nossos tempos de escola? De quando salvaste a biblioteca? Admirei-te tanto naquela época, mal tinha eu chegado junto de meus pais nessa terra nova e já me surpreendi tanto.


-  Lembro-me bem -- sorri -- tu eras o menino forasteiro que tinha fama de inteligente na escola dos rapazes, todas as do grupo de estudos das moças admiravam-te, deves ter se divertido em uma escola de verdade.


-     De fato, foi um tempo muito bom.


-   Pois bem, vou contar-te então a história da biblioteca.


-   Oh não precisas, ainda me lembro bem de como fostes esperta -- ele tentou pegar em minha mão, contudo afastei-me discretamente e tornei a sorrir.


-  Eu garanto que tu não sabes nem metade desta história.


-  Por que achas isso?


- Porque nesta história há bem mais personagens do que pensas.


-    E quem seriam?


-   Lembra-se dela? Minha melhor amiga? A quem chamas de..


-  A garota do vestido pomposo? -- cortou-me.


-    Ela mesma.


-    O que tem ela com tal acontecimento? -- franziu o cenho -- lembro-me bem que tua tão querida amiga nem ao menos fez-se presente em momento tão importante -- falou enraivecido.


-   Não fales do que não sabes -- bradei -- apenas escute o que tenho a dizer conforme combinamos -- falei mais baixo agora -- depois terá liberdade para pensar o que quiser -- ele assentiu e eu decidi começar.




                         ♤•♡•◇•♧




Era início de outono quando o regente do pequeno vilarejo anunciou o fechamento da biblioteca, que não passava de uma casinha simples com alguma quantidade de livros que vieram de doações e pequenos negócios. Aconteceu que com a seca daquele ano eles não teriam como vender o trigo e cevada suficientes e já não querendo subir ainda mais os impostos dos pobres camponeses, decidiu-se então pelo fechamento do velho local.

Houve muita tristeza por parte das famílias simples que não podiam dar as suas filhas mulheres a educação de professores particulares, já que as escolas eram apenas para rapazes e também os professores que queriam dar o melhor ensino as crianças.

Logo que o inverno chegasse a velha casinha seria fechada, era um dos últimos encontros do pequeno grupo de estudos das moças com um professor voluntário, todas estávamos cabisbaixas e tristes.

Eu estava segurando as lágrimas quando senti o carinho em minhas costas, a mão enluvada e delicada dela me acalmou e então ela disse:


-   Não te preocupes minha amiga -- e deu aquele bonito sorriso -- vamos dar um jeito nisso.


Queria acreditar naquelas palavras e os olhos dela me deram a segurança para isso, logo que a aula deu por terminada, ela levantou-se puxando-me pela mão, o vestido azul claro voou enquanto ela corria e me arrastava junto, algumas meninas já se tinham ido e tão rápido quanto um piscar de olhos, só restávamos nós duas e uma menina mais velha que conversava com o professor.

Ela me explicou então seu plano, uma feira literária, a fim de chamar a atenção das famílias ricas a ajudar, as ideias que ela me dizia tão aberta e alegremente me deram esperança.




♤•♡•◇•♧



-   Estás me dizendo que o famoso festival de livros do nosso vilarejo não é ideia tua como todos creem, mas dela, da garota do vestido pomposo?


-   Isso -- não consegui conter o rubor -- apenas escute está bem? 


-     Está bem.




♤•♡•◇•♧




Bem, o único problema é que conforme chegamos ao professor para contar-lhe tudo, suas mãos começaram a tremer e nada saiu de seu lábios, ela segurou minha mão e me encarou em súplica, estava muito nervosa, ela sempre fora excessivamente tímida e naquele dia em particular algo parecia estar errado, mas eu não percebi.

No fim acabei eu falando com o nosso impaciente mentor, aquela foi a primeira vez que o vimos abrir tão grande sorriso, ele deu-me duas batidinhas na cabeça e me parabenizou pela boa ideia. Estava prestes a negar e explicar-lhe que não era minha, contudo, senti um breve aperto em minha mão e olhei para ela, tinha a cabeça baixa e a balançou rapidamente, pedindo que eu não falasse e assim o fiz, erro meu.  

Durante toda aquela semana eu errei, porque deixei que ela me seguisse como uma sombra apenas me dizendo o que fazer e como fazer para que tudo saísse perfeito. As pessoas do vilarejo me sorriam e agradeciam, mas eu estava tão feliz com toda aquela atenção que não ouvia os comentários que minha amiga recebia.


"Vejam aquela garota? Quão invejosa há de ser?"


"Deveras, ela já tem riquezas e boa família, no entanto não para de seguir a simpática filha do xerife"


"Isso é inveja com certeza, pela atenção e inteligência da nossa menina"



E tudo isso só piorou quando ela não apareceu no dia da feira, mas que culpa tinha? Pobre menina ela era, perdera tão cedo o pai e fora obrigada pela mãe a sair do grupo de estudos, infeliz foi minha amiga, que salvou a nossa biblioteca em troca da própria liberdade..




♤•♡•◇•♧




-   O queres dizer com isso?


-  Lembra-se da grande doação anônima que recebemos? Tantos livros caros e materiais para consertar a velha casa.


-    Ora, mais claro, foi a alegria da vila.


-     Foi ela.


-      Ela? -- ele arregalou os olhos.


-  A garota do vestido pomposo, convencera a mãe a fazer aquela doação, em troca ela faria a sua vontade. A matriarca concordou e assim foi feito, após a primeira parte, minha amiga teria até o fim do outono para se despedir.


-    Foi por isso que ela sumiu?? -- concordei com a cabeça.


-   No início ela só precisava comparecer aquelas festas chiques que tanto detestava, mas com a chegada do inverno daquele ano, seu pai se fora e junto com ele, toda a liberdade e amor que ela tinha.


-   Não fales assim, tu o dizes como se também não tivesse sofrido.


-    Todos nós temos momentos ruins em nossas vidas Barry, contudo, mesmo perdendo minha mãe ainda na primeira década de vida, eu tive meu pai, você, ela e todo este vilarejo que cuidou de mim com tanto amor, no entanto, minha doce amiga fora aprisionada por trás daqueles portões fechados e tudo o que podia fazer era estudar tantas horas quanto aguentasse e depois dormir.


-     Mas ela tinha a mãe ao seu lado.


-  Aquela mulher sem escrúpulos está longe de poder ser chamada assim.


-     Acalma-te -- ele me estendeu a xícara de chá -- estas tremendo.


-   Já contei-te a história -- disse me levantando -- deixemos o resto para o próximo encontro -- e saí.


Fui ao segundo andar posicionando-me em frente a janela e com a imagem das costas dele se afastando me deixei cair sentada na cama. Hei de desenterrar muitas lembranças, mas contá-las justo a ele, coisas que deveras gostaria de esquecer, acho que essa é a maneira que o destino encontrou de lavar a minha alma e me livrar de toda a culpa que carrego.


Notas Finais


É isso meus snowflakers linduus
Um beijo quente e um geladinho em cada bochecha

Comentem o que vcs acharam okay?


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