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História Live Wire - Capítulo 4


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Notas do Autor


música do capítulo: born to be wild - steppenwolf

boa leitura ❤️

Capítulo 4 - Born to be wild


Fanfic / Fanfiction Live Wire - Capítulo 4 - Born to be wild

Resolvi me mudar da casa de meus pais, já não fazia sentido morar em um lugar que eu chamava de "casa dos meus pais" sendo que a única coisa que não tinha mais naquela casa eram eles, apenas as lembranças haviam ficado lá. Tudo que tinha mais valor sentimental eu havia trazido comigo para um apartamento no Brooklyn. Era simples e aconchegante, me senti bem ali. 

Vazia, mas bem.

Doroty morava naquele mesmo prédio e a idéia de ter ela por perto me pareceu boa, ela estava me ajudando tanto. 

- Era uma casa grande demais para uma mulher só então resolvi achar um lugar menor que eu pudesse pagar. Mas cara, que droga, se mudar dá um trabalho. - Andava pelo corredor com as últimas caixas que continham meus perteces nas mãos. Doroty sabia que eu estava mentindo com essa história de "ser uma casa grande" mas preferiu deixar pra lá e a morena riu. 

Doroty tinha um ano de idade a mais que eu e também era um pouco mais alta, o que era um ótimo motivo para suas piadas. Tinha longos cabelos negros e suas pele era bem morena, era uma beleza incrível. Infelizmente quando a boca abria era para me encher o saco.

- Vamos morar no mesmo prédio, vai ser bom pra você ficar perto de uma amiga agora. Pode ir no apartamento 57 quando quiser uma xícara de açúcar ou meus conselhos sensacionais. - Ela vem para me abraçar de lado com um dos braços esquecendo da caixa em suas mãos e quase a deixando cair. Ela solta apenas um "epa" e uns xingamentos com uma cara séria após eu começar a rir. Entramos no apartamento ainda todo bagunçado, com uma melodia que animava soando de meu celular ali dentro.

Yeah darlin', gonna make it happen

Take the world in a love embrace

Fire all of your guns at once and

Explode into space

Like a true nature's child

We were born, born to be wild

°

Não vou negar que foi uma boa surpresa ver quem era meu vizinho do 109. James, ou Bucky como ele preferia, estava com roupas de quem sairia para fazer alguma atividade física. 

Eu não havia o visto enquanto fechava a porta do 108, então ele me chamou e disse não saber que eu morava ali. Nem um bom dia antes disso, então eu o disse.

- Bom dia Lena. - Ele retribuio com educação e ouvir ele dizer "Lena" fez meu coração murchar e se alegrar ao mesmo tempo. Era possível isso acontecer?

Vi o homem a minha frente recuar por vergonha, e então eu logo o acalmei dizendo que gostava do apelido como se não tivesse problema em ele me chamar assim. Mamãe me chamava assim. E eu realmente não vi problema nele dizendo, pelo contrário, fez meu coração palpitar mais forte por algum motivo. Percebendo o que estava acontecendo e ficando nervosa, saí dizendo um "até mais tarde".

Eu mal o conhecia. Provavelmente estar triste fazia eu sentir essas coisas estranhas que aceleram meus batimentos cardíacos. O pior e ainda mais estranho era que quando ele estava perto todo vazio ia embora junto com a tristeza. Um olhar direto em seus olhos azuis sempre baixos e tristes me fazia querer desvendar cada mistério ali. Talvez eu fizesse isso mais tarde.

° 

Estava na metade do meu turno, a lanchonete estava vazia e eu olhava para um muffin na estufa. Aquele maldito muffin me trazia pensamentos sobre meu sonho, o qual eu nunca havia corrido atrás. Desde pequena todas as garotinhas se vestiam de princesas e brincavam com suas Barbies enquanto eu colocava um avental e ia para minha pequena cozinha de brinquedo para fingir fazer um bolo. Pode parecer bobeira querer ser chef afinal qualquer um pode cozinhar, mas desde mamãe me deixou ajudá-la a fazer uma torta eu só pensava na grande cozinheira que eu seria um dia.

- Quais segredos esse muffin esconde? - Uma voz masculina diz a minha frente e eu a reconheço. Era o mesmo cara que estava com Bucky quando vieram pela primeira vez aqui.

O que ele disse me fez sorrir sem graça e deixar de lado os pensamentos.

- Desculpe senhor, eu estava totalmente distraída. - Ajustei minha postura e lembrei de me colocar em meu lugar, o de garçonete. - Qual será o seu pedido?

- Senhor? Cruzes garota, meu nome é Sam. Vou querer o muffin emblemático e um café para viagem.

- O muffin é uma delícia apesar de ser emblemático, não vai se arrepender da escolha. Vou pegar seu café, senhor...- Ele me olhar com uma sobrancelha erguida e entendo o recado.- Digo, Sam.

Café no copo com tampa e muffin no saquinho embrulhado com delicadeza. 

- São cinco dólares, Sam. 

- Aqui está. - Ele me pagou mas não foi embora, parecia ser um cara que gostava de conversar. - Um passarinho rabugento me contou que recuperou seu trequinho de tocar músicas. 

- Recuperei meu trequinho graças a seu passarinho rabugento que foi educado por me devolver.

Ele riu, pegou o saquinho com o muffin em uma mão e o café na outra. Deu um gole e disse:

- Ele não costuma ser educado, sorte a sua. Tchau passarinha. 

E o poço de intimidade saiu, me deixando pensativa. James havia falado de mim para ele? Eles pareciam ser bons amigos, afinal um xingava o outro e não tinha melhor prova de amizade do que essa. Me iludir com essa idéia fez um sorriso se abrir em meu rosto enquanto eu ia até um cliente que acabou de chegar.

- Boa tarde Senhor Flintch, como vai? - Digo para o senhor que acabava de se sentar e tirar seu chapéu, colocando ao seu lado da mesa. Senhor Flintch era um de nossos clientes fiéis que não deixava de vir nem um dia.

- Vou bem filha, e você? Parece mais feliz hoje. 

- Estou sim senhor, e ficando melhor a cada dia. Obrigada por perguntar. - Era um senhorzinho de segurança que sempre estava ali num horário que a lanchonete esvaziava então sempre batia um papo com os funcionários. Era um bom ouvinte e também me fazia rir muito de suas histórias. - O mesmo de sempre?

- Sim, querida.

Fui logo atrás de uma fatia de torta de limão com chocolate por cima. 

°

Eu estava vivendo na base de "um dia de cada vez" talvez para adiar alguma crise de choro, era uma maneira de me consolar. Então tomei a decisão de fazer algo diferente todos os dias após o trabalho, nem que fosse conversar com algum animal na rua parecendo uma local.

Hoje eu faria algo que queria a muito tempo: ver a ala em homenagem ao Capitão América em um museu na cidade. Faria isso pela curiosidade de saber onde aquele homem foi parar depois da grande guerra que ocorreu a quase um ano atrás. Era de conhecimento geral a morte por sacrifício de Natasha Romanoff e Tony Stark, mas Steven Rogers sumiu do mapa e isso me intrigava por ser uma pessoa curiosa. Será que algum dia o que restou dos Vingadores diriam o motivo?

Eu entrei no lugar e fiquei atônita com sua história, sua transformação e sua coragem durante a Guerra. Minha atenção se fixa no parte do Comando Selvagem, vendo os rostos e nomes dos que participavam da iniciativa.

Minha respiração para de um hora para outra. O rosto de meu vizinho estava logo ali, de cabelo mais curtos e feições mais joviais que aparentavam gostar do que fazia. Era ele, seu nome estava ali.

James Buchanan Barnes, melhor amigo de Steven Rogers e meu atual vizinho.



Notas Finais


Ps: para quem quiser imaginar a Doroty, eu imaginei ela com os traços da Shay Mitchell.
https://open.spotify.com/playlist/6AQU2C1foh5CpcWN1FXxYw
https://www.youtube.com/playlist?list=PLsuI_gpIU2Hk1DP1NqPgH9onSIu_3JHcT
playlist com as músicas da fanfic, vou atualizando a cada capítulo.


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