História Liverpool Boys - Capítulo 1


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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr
Tags Mclennon
Visualizações 10
Palavras 1.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Adolescente, LGBT, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ei, essa é a minha primeira fanfic, então me desculpem por quaisquer erros. espero que vocês gostem!

Capítulo 1 - De volta a Liverpool


Fanfic / Fanfiction Liverpool Boys - Capítulo 1 - De volta a Liverpool

Domingo, 1980

Paul caminhava lentamente pelas ruas cinzentas de Liverpool. As rodinhas da mala esmagavam as pequenas folhagens secas pelo caminho, criando um barulho irritante que só o deixava mais apreensivo. Uma fumaça fina escapava de suas narinas a cada respiração, o frio cruel já muito conhecido pelos habitantes da cidade parecia estar ainda mais cortante naquela tarde de domingo. Paul tinha fones sobre as orelhas, o walkman recém-adquirido tocava Piano Man em um volume baixinho.

Fazia pouco mais de um ano que Paul havia saído de Liverpool para morar com sua tia Michelle, na Irlanda, obviamente que fora uma decisão inteiramente de Paul sair por um tempo de Liverpool para Dublin, após a morte de Mary. O afastamento era uma forma de Paul escapar da dor recente. Por essa razão, Paul decidiu que a melhor maneira de evitar o assunto da morte de Mary seria ocupando seu tempo. Deste modo, assim que colocou os pés em Dublin o adolescente passou a procurar um emprego. Em poucos dias, Paul estava esfregando mesas gordurosas e preparando comidas de providência duvidosa, em troca de alguns euros no final do mês. Apesar do salário medíocre que recebia durante os meses trabalhados, Paul economizou o suficiente para comprar a guitarra acústica que descansava no estojo sobre suas costas naquele momento. O pensamento de ter suado para consegui-la deixava o adolescente genuinamente feliz. Sua mãe ficaria orgulhosa, se ela estivesse aqui.

Nos meses seguintes à compra de sua guitarra, Paul se dedicou inteiramente a sua paixão, a música. Preso em um quarto minimamente iluminado, apenas com sua guitarra, um pedaço de papel e um lápis desgastado o menino de Liverpool escreveu sua primeira música:

Well, I woke up late this morning

My head was in a whirl

Only then I realized

I lost my little girl

Oh, oh, oh, oh

No início era apenas algumas frases soltas, palavras juntas que aos poucos foram exteriorizando algo que o moreno mantinha guardado desde a morte precoce de sua menininha. Junto da composição a melodia foi se formando e em poucos meses, Paul havia terminado sua primeira música. De alguma forma, naquele momento, compor o ajudou a esclarecer a mente, fazendo-o decidir voltar a Liverpool.

Já fazia alguns minutos que Paul caminhava pelas ruas, apesar do cansaço pela viagem de avião de quatro horas, de Dublin até Liverpool o adolescente optou por caminhar até sua casa, que ficava a apenas alguns minutos do aeroporto. Paul diminuiu seus passos lentamente quando reconheceu o lugar que estava, olhou para cima, a casa de tijolos encardidos continuava do mesmo jeito que ele a deixou a um ano atrás. As mãos do adolescente tremeram. Ele não imaginava que a volta o deixaria tão inquieto. Era como se tudo tivesse mudado, mesmo que verdadeiramente não. Liverpool continuava fria e chuvosa, e as ruas continuavam vazias e sem graça. Verdade seja dita, ele estava feliz por estar de volta, principalmente, por poder rever seu pai e irmão mais novo, Mike.

Paul caminhou lentamente até a porta da frente, um cheiro agradável de torta de maça invadiu suas narinas, como as tortas que Mary fazia para celebrar alguma ocasião especial. Retirando os fones, Paul sorriu batendo duas vezes no vidro com o punho fechado. Em poucos segundos a porta foi aberta e um par de braços magricelos o agarrou firmemente no lugar.

‘’Paul!’’ Michael gritou em plenos pulmões, lágrimas gordas escorriam pelas bochechas macias do mais novo.

‘’Shh! Não chore, Mike.’’ Paul passou as mãos pelos cabelos escuros do irmão o segurando mais apertado. As lágrimas preenchiam os olhos de Paul lentamente com a saudade que sentia do seu irmãozinho. ‘’Que tal entrarmos? Está muito frio aqui fora.’’

‘’Sim, venha. Eu e o papai preparamos uma coisa para você!’’Mike enxugou as lágrimas rapidamente e sorriu alegremente, puxando Paul para dentro.

Um ar de nostalgia atingiu Paul profundamente quando adentrou o ambiente aconchegante, o cheiro característico de sua casa juntamente do cheiro de torta recém-assada impulsionou-o a reviver todos os momentos felizes que tivera com sua família dentro da pequena casa. Mesmo as memórias mais simples foram passadas em sua mente, lembranças como a de sua mãe tricotando um suéter para o inverno que se aproximava e de seu pai lendo o jornal matinal enquanto bebericava uma xícara de chá quente.

‘’Ei garotão, seja bem-vindo de volta.’’ O garoto foi retirado de suas memórias pela voz rouca e gentil que pertencia a seu pai, Jim.

O homem calvo encarava o adolescente com um sorriso caloroso, manchas brancas de farinha polvilhavam a pele madura e alguns respingos do que provavelmente era a calda da torta manchavam a camiseta branca do homem mais velho. Paul riu disso.

‘’Ei mocinho, do que você está rindo?’’

‘’Nada, pai. Apenas senti sua falta.’’ Paul respondeu abraçando o pai.

‘’Eu também, filho, eu também… ’’ Jim declarou emocionado. ‘’Agora, vá guardar essas malas e volte aqui que temos muito para conversar.’’

Paul balançou a cabeça e se dirigiu para o seu quarto. As coisas continuavam no mesmo lugar Paul reparou, enquanto colocava a mala e o estojo da guitarra em cima da cama. Os diversos pôsteres continuavam presos na parede amarelada. Era uma surpresa, já que Jim estava sempre reclamando deles. Paul retirou o cachecol e o casaco grosso que havia ganhado de Michelle no ano passando e os jogou de qualquer jeito na cama. Deixando seu quarto Paul se dirigiu ao corredor, a porta branca que levava ao quarto de seus pais estava fechada reparou, Paul passou as pontas dos dedos na moldura da porta. Quantas não foram às vezes que o pequeno Paul assustado depois de um pesadelo, ou até mesmo depois de uma tempestade particularmente forte não fora se aconchegar com seus pais naquele mesmo quarto. Antes que o pensamento penetrasse Paul deixou-o se esvair com os gritos empolgados de Mike que o chamava para a cozinha.

Paul sorriu ao adentrar o ambiente quente, Jim e Mike estavam sentados na pequena mesinha para quatro, uma torta de maçã com traçados de massa desajeitados e irregulares em cima da mesa. Paul se aproximou da mesa e se sentou no banquinho iniciando uma conversa calorosa com Jim e Mike.

Naquele momento, enquanto compartilhavam pedaços de tortas e uma conversa calorosa sobre o tempo de Paul na Irlanda, ele percebeu que não havia porque ter se sentido tão nervoso. As coisas continuavam da mesma forma, eles ainda eram uma família. Paul observou Jim e Mike, um sentimento de arrependimento o deixando desconfortável. Obviamente que Paul estava imensamente agradecido por sua tia, os meses passados com Michelle foram muito agradáveis, principalmente pelas comidas e aulas particulares. Mas, se ele pudesse voltar no tempo e mudar sua decisão de ir para a Irlanda ele faria, com a certeza que tudo seria mais fácil se tivesse os dois do seu lado, para superarem aquilo juntos.

Com o sentimento acolhedor que sentia na presença de sua família naquele momento, Paul só podia esperar que os meses seguintes fossem preenchidos por mais deste sentimento de pertencimento e acolhimento, um sentimento que ele não sentia desde a morte de Mary.



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