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História Lives Next Door - Taegi - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 07


Fanfic / Fanfiction Lives Next Door - Taegi - Capítulo 7 - Capítulo 07

— Olá, Taehyung — Jinho disse depois de se recuperar do choque. Taehyung não parecia feliz. Yoongi sabia que as coisas entre eles não andavam bem e queria ajudá-los, mas não conseguia pensar em uma maneira de aliviar a tensão entre os dois. Taehyung ignorou Dylan. E Dylan não deu o braço a torcer.

 

— Como estão meus dois meninos favoritos? — Taehyung perguntou, ignorando a saudação fria de Jinho. Ele puxou uma cadeira e se sentou, sem esperar um convite.

 

— Por favor, sente-se — Jinho resmungou em tom irônico.

 

— Olá, Taehyung — Yoongi disse, com o coração cheio de felicidade, apesar da recepção amarga de Jinho e Dylan. Ele abaixou a cabeça rapidamente quando Taehyung focou os olhos nele. Yoongi não tinha razão para se sentir culpado, mas, ainda assim, era o que sentia. Ele não estava fazendo nada pelas costas de Taehyung.

 

— Yoongi e eu só estávamos batendo um papo — Jinho disse, depois de um minuto constrangedor.  — É isso que você quer saber, não é?

 

— Não perguntei nada, Jinho. O que você e Yoongi conversam não é da minha conta. — Taehyung pediu uma xícara de café e se virou para Yoongi e Jinho, dando as costas para Dylan.

 

— Se quer mesmo saber, estávamos discutindo sobre Dylan e eu — Jinho disse, bem mais na defensiva do que o necessário.

Taehyung deu um gole em seu café sem dar nenhuma indicação de que o tópico da conversa o incomodava.

 

— Vamos mudar de assunto. O que acham?

 

— Aposto que você estava torcendo para que Yoongi pusesse algum juízo em minha cabeça — Jinho disse firmemente. — Bem, então, você errou. Taehyung se virou para o irmão com um olhar espantado e desaprovador.

 

— Não precisa se preocupar — Jinho continuou com o mesmo tom exageradamente sensível. — Ele se recusou a falar com você em nosso favor.

 

— Dylan pediu a ele?

 

— É claro — Jinho respondeu, agressivo. — O que mais ele pode fazer se você se recusa categoricamente a falar com ele?

 

— Não gosto nada de você colocá-lo nessa situação — Taehyung disse sem se preocupar em esconder sua desaprovação.

 

— Não precisa se preocupar — Jinho retrucou.

 

— Isso não se repetirá.

 

Yoongi ficou chateado ao assistir à discussão, sabia o quanto amavam um ao outro. Mas não havia nada que pudesse fazer a não ser escutar.

 

— Como está Chou? — Taehyung olhou para Yoongi em um esforço óbvio de encontrar um tópico mais agradável.

Yoongi pegou seu café.

 

— Está engordando.

 

— Que bom — ele disse, um pouco ausente.

 

— Como pode ignorar Dylan desse jeito? — Jinho reclamou. — Você age como se ele não estivesse aqui.

 

Taehyung, por teimosia, permaneceu em silêncio por um momento, antes de perguntar:

 

— Você já perguntou a ele por que me comporto assim? — Deu outro gole em seu café. — Seria muito interessante se ele admitisse a verdade.

 

— Vamos embora. — Dylan se levantou abruptamente e pegou a mão de Jinho. — Não precisamos dele, Jinho, nunca precisamos. Vamos viver só nós dois e muito bem.

 

— Mas, Dylan... — Jinho olhou para seu amante e então para seu irmão, os olhos tomados de indecisão.

 

— Você vem ou não? — Dylan

perguntou irritado, soltando a mão de Jinho.

 

— Você poderia tentar conversar com Taehyung — Jinho sugeriu, em um tom indeciso e patético. Yoongi sentiu compaixão por ele.

 

— Faça o que quiser. — Dylan se virou e começou a ir embora. Jinho hesitou, dividido pela indecisão, e suspirou profundamente.

 

— Dylan, espere — Jinho o chamou, correndo de forma obediente atrás dele. O silêncio após a saída de Jinho pairava pesado no ar. O rosto de Taehyung ficou sombrio, com o que parecia ser arrependimento, antes de ele olhar para Yoongi de novo. Pareceu, por um momento constrangedor, que taehyung havia esquecido que ele estava lá.

 

— Taehyung — ele disse e tocou em sua mão.

 

— Sinto muito. — Taehyung abanou a cabeça como se quisesse limpar sua mente. — Espero que Jinho e Dylan não tenham sido inconvenientes.

 

— Nem um pouco — Yoongi garantiu a ele. — Jinho é um garoto adorável, mas está um pouco confuso. — Embora não fosse da conta dele, queria saber.

 

— Por que você o odeia tanto assim?

 

— Há várias razões — ele disse de maneira direta. — Mas você não precisa se preocupar comigo ou com meu irmão. Não é problema seu.

 

— Entendo — Yoongi respondeu e não pôde deixar de se sentir magoado pela maneira rude que ele falou a última frase. — Eu não deveria ter perguntado mesmo.

 

Taehyung suspirou.

 

— Eu o vi com outro garoto pouco depois que Jinho foi morar com ele. Estava bem claro que os dois eram mais que meros conhecidos, mas quando disse isso para Jinho, ele me disse que eu estava mentindo, que estava tentando separá-los. É claro que Dylan negou tudo. É como se meu lindo e inteligente irmão tivesse sido hipnotizado. Ele parece incapaz de perceber o que está bem embaixo de seu nariz.

 

— Deve ser difícil para você, não é?

 

— O quê? — Taehyung quis saber.

Yoongi gentilmente apertou sua mão. — Vê-lo cometer um erro e saber que não há nada que possa fazer para impedi-lo.

 

Taehyung o estudou por um longo momento e concordou.

 

— É horrível. E a pior parte é perder o que tínhamos entre nós. Não sei como ele pode ser tão cego!

 

— Jinho não consegue ver o que ele não quer ver. — Também fora assim com Yoongi. As provas estavam lá, mas ele se recusou a perceber o que era evidente para todo mundo.

 

♡♡♡

 

Quando Yoongi voltou ao escritório, só pensava em Taehyung e Jinho. Queria que houvesse alguma maneira de poder ajudá-los, mas sabia que era impossível. O Sr. Sullivan estava esperando por ele, andando impacientemente pelo escritório apertado. Quando Yoongi entrou, ele olhou para o relógio.

 

— Está atrasado — ele anunciou.

 

— Cinco minutos — Yoongi disse calmamente, enquanto se sentava à mesa.

 

Depois de todas as vezes em que chegou mais cedo e ficou até tarde, certamente não se sentia culpado por estender seu horário de almoço em cinco minutos.

 

— Você sabia que a Sra. Baxter estava marcada para vir esta tarde analisar papéis de parede? — ele perguntou, com uma irritação mal disfarçada.

 

— Sim — Yoongi respondeu, sem entender por que seu patrão estava tão irritado.

 

— Bem, a Sra. Baxter chegou à cidade antes do esperado e passou por aqui. Você não estava. — Sua voz indicava claramente um tom de acusação. — Tive eu mesmo que lidar com ela e, não me importo de dizer isso a você, Yoongi: aquela mulher me dá nos nervos. Era sua obrigação estar aqui.

 

Yoongi se endireitou na cadeira negando-se a aceitar a reprimenda de seu patrão.

 

— Sr. Sullivan — ele disse calmamente, recusando-se a permitir que ele o atormentasse —, tenho direito a meu horário de almoço.

 

Ele apertou os lábios e foi até a própria mesa.

 

— Você é o especialista em papéis de parede — ele disse, de um jeito petulante.

 

— Sou? — Se realmente achasse isso, deveria pagá-lo de acordo. Não haveria momento melhor para chamar a atenção de seu chefe para isso.

 

— Claro que é — ele disse rispidamente.  — Sempre que os clientes estão interessados em papel de parede, encaminho-os a você.

 

— Que legal — Yoongi disse.

Ele estava facilitando demais as coisas e, para a surpresa de Yoongi, ele não estava nem um pouco nervoso.

 

— Há quanto tempo trabalho para o senhor?

 

— Hum... — Ele pegou um papel e anotou alguns números em um bloquinho, como se sua pergunta exigisse algum cálculo muito complexo.

 

— Acho que um ano ou mais.

 

— Há exatamente um ano. O senhor lembra que, quando me contratou, fizemos um acordo?

 

— Sim, claro. — Ele se endireitou como se soubesse o que estava por vir. — Haveria uma reavaliação de meu salário depois de seis meses e, outra, depois de um ano. Os meses se passaram, assumi uma boa quantidade de responsabilidades e praticamente gerencio o negócio para o senhor. E agora o senhor me diz que sou seu especialista em papéis de parede! Posso lhe garantir que nenhum especialista ganha essa mixaria que ganho. Acho, Sr. Sullivan, que o senhor me deve um aumento significativo ou talvez até dois. — Seu fôlego acabou depois de dizer tudo isso sem nenhuma pausa. Ele finalmente conseguira! Depois de todas aquelas semanas se lamentando pelos cantos, reclamando e se martirizando, enfim pedira o aumento que merecia. E nem havia sido difícil! Então, observou o patrão e esperou a resposta.

 

— Eu devo um aumento a você? — O Sr. Sullivan parecia chocado, como se a ideia nunca tivesse passado por sua cabeça. — Terei de checar meus registros. Você pode estar certo. Vou dar uma olhada e lhe dou um retorno amanhã de manhã. — Depois de dizer isso, o Sr. Sullivan desapareceu, algo que andava fazendo com mais frequência nos últimos tempos e o deixava com todo o fardo de lidar com o negócio sozinho.

 

Yoongi sentiu como se houvesse tirado um grande peso das costas. Era como se suas amarras tivessem sido rompidas. A primeira pessoa que procurou naquela tarde foi Taehyung. Yoongi saiu do elevador e foi direto para o apartamento dele. Bateu várias vezes na porta, ansioso para lhe contar a novidade. Para sua decepção, ele não estava em casa. Foi então que percebeu o quanto Taehyung havia se tornado importante para ele. É como se o fato de contar para ele tornasse tudo real.

 

Entrando em seu apartamento, saudou sua gata e então pegou o telefone. Jimin atendeu no segundo toque.

 

— Pedi o aumento ao Sr. Sullivan — ele disse, sem ao menos dizer “olá”.

 

— Jimin, estou tão feliz que poderia chorar! Simplesmente aconteceu.

Ele fez um comentário espontâneo dizendo que sou um especialista em papéis de parede e eu disse que, se este fosse o caso, deveria ser paga de acordo.

 

— Isso é ótimo! E já era hora... Meus parabéns!

 

Yoongi sabia que Jimin ficaria feliz por ele, simplesmente por ter conseguido juntar coragem e pedir o aumento.

 

— Devo tanto a você! — Yoongi disse com as emoções aflorando em sua voz. — É verdade. Há pouco tempo você me disse que só poderia me ajudar se eu parasse de me fazer de vítima. E percebi que estava certo. E Taehyung também, ele tem sido...

 

Ele parou, pensando no quanto Taehyung o havia ajudado. Não da mesma maneira que Jimin, mas com sua doce compreensão. Taehyung o incentivara e o ajudara a se encontrar. Ele entendeu, pela primeira vez, o quanto sua dificuldade em confrontar o Sr. Sullivan estava ligada ao divórcio. Ele saiu de seu casamento destruído emocionalmente, carregando consigo muita mágoa e insegurança, que passaram a ser um grande peso em sua vida.

 

— Você não tem falado muito de Taehyung ultimamente — Jimin comentou. — Como estão as coisas entre vocês?

 

— Eu não tenho falado muito dele? — Yoongi se esquivou. — Está tudo bem, só isso.

 

— “Tudo bem” me diz que está tudo ótimo.

 

Chou passou pelas pernas de Yoongi, exigindo atenção. Com a ponta do sapato, Yoongi chutou um brinquedo até a gata para distraí-la. Chou correu atrás dela.

 

— Agora — Jimin disse, soltando um suspiro intenso —, me diga o quanto de aumento o seu chefe vai lhe dar.

 

— Ele não disse o quanto. Só disse que pensaria no assunto até amanhã.

 

— Não deixe que ele saia pela tangente — Jimin o alertou.

 

— Não se preocupe — Yoongi disse. — Ele não se atreveria. — Nesse momento, ele se sentia invencível, capaz de lidar com qualquer coisa ou pessoa. Assim que desligou o telefone, Yoongi deu a Chou a atenção que ela queria.

 

— Como você está, garota? — Yoongi perguntou. — Aposto que está ansioso para ter esses gatinhos. — Ele acariciou suas costas e Chou ronronou contente.

 

— Taehyung e eu encontraremos bons lares para seus bebês. — Yoongi garantiu. — Você não precisa se preocupar com nada.

 

Taehyung só chegou em casa depois das seis. Assim que ele ouviu uma movimentação vinda do outro lado da parede da cozinha, correu até seu apartamento. Deu batidas marcadas na porta e ficou feliz ao ouvi-lo cantarolando do outro lado.

 

— Quem é? — ele gritou.

 

— Yoongi.

 

A porta se abriu e Yoongi correu para seus braços, espalhando beijos pelo seu rosto. Taehyung o olhou como se não soubesse ao certo o que estava acontecendo.

 

— Yoongi? — Seus olhos estavam arregalados de surpresa e encanto.

— Qual a razão disso tudo?

 

— Um agradecimento. — Ele colocou os braços ao redor do pescoço de Taehyung e o beijou mais uma vez. — Estou tão feliz!

 

— Meu palpite é que algo aconteceu depois do almoço.

 

Yoongi recompensou sua inteligência beijando-o mais demoradamente, saboreando seus lábios. Do fundo do coração, ele agradecia a Deus por colocar Taehyung em sua vida, antes solitário e infeliz.

 

— Estou quase com medo de lhe perguntar do que se trata. Seja o que for, não pare o que está fazendo. — Taehyung fechou a porta e a carregou até a sala. Yoongi o abraçava com força. A camisa de Taehyung estava aberta. Ou ele estava se vestindo ou estava se despindo, ele não sabia ao certo. Seu corpo trêmulo se movia contra o dele.

 

— Você vai me dizer o que estamos comemorando? — Taehyung perguntou, ofegante.

 

— Um aumento — ele disse. — E muito atrasado. Sabe, eu tinha de pedi-lo e fazer isso era uma experiência de crescimento para mim. — Ele pausou e esfregou o nariz contra o de Taehyung.

 

— Sei que deve parecer bobo, mas eu não conseguia pedir esse aumento e isso se tornou um grande problema, um monstro, fiquei apavorado.

 

— Mas você conseguiu?

 

— Sim. E devo tudo isso a você. E o meu amigo Jimin. Conhecer você me ajudou tanto, Taehyung! Você trouxe minha confiança de volta. Não sei como fez isso, mas desde que nos tornamos... amigos, parece que tudo começou a dar certo para mim.

 

— Eu não poderia estar mais feliz. E, naturalmente, aceitarei o crédito — ele disse afetuosamente.

 

— O Sr. Sullivan vai pensar no assunto até amanhã, mas, sabe, a questão não é o dinheiro, e sim eu mesmo.

 

— Você com certeza não teve nenhuma dificuldade em me confrontar quando Cão tirou a virgindade de Chou. Pelo que me lembro, você estava bem preparado, com uma lista detalhada de exigências.

 

— Aquilo era diferente. Não fui eu o afetado, e sim Chou. Não tive nenhuma dificuldade em defender minha gata.

 

— Gostaria de reclamar, mas não vou — Taehyung disse. — Estou muito feliz pelo Cão ter ido atrás dela. Caso contrário, não sei quanto tempo levaria até que eu conseguisse quebrar essas suas barreiras.

 

Então Taehyung o beijou lentamente, fazendo seu corpo tremer.

 

— Vamos celebrar! Jantar, dançar, passar uma noite na cidade. Vamos...

 

Taehyung parou de repente e fechou os olhos.

 

— O que foi?

 

— Tenho outro daqueles jantares de negócio idiotas hoje.

 

— Não tem problema. — Yoongi ficou decepcionado, mas entendeu. — Não avisei com antecedência. Podemos comemorar outro dia. Não tem problema. Mesmo.

 

— Nada conseguiria frustrar sua alegria.

 

— Daqui a quanto tempo precisa ir?

 

Taehyung olhou para o relógio e franziu a testa.

 

— Dez minutos.

 

— Então, é melhor eu ir embora.

 

— Não. — Taehyung o beijou avidamente.

 

— Taehyung! — Ele conseguiu protestar, mas não com muita veemência. — Você vai se atrasar.

 

— É, eu sei.

 

— Taehyung!

 

Ele beijou seu nariz. — Estraga-prazer! Mas lembre-se: vamos jantar na cidade amanhã à noite.

 

— Vou me lembrar.

 

Yoongi voltou a seu apartamento entorpecida. Quando se jogou no sofá, Chou se aninhou em seu colo e ele acariciou suas costas, pensando no dia que tivera. Yoongi não sabia ao certo quanto tempo ficou ali, até que alguém bateu na porta. Olhando pelo olho mágico, Yoongi ficou chocado ao ver

quem era.

 

— Jinho! — ele disse, destrancando a porta.

 

O irmão de Taehyung olhou para ele e caiu em prantos.

 

— Ah, Yoongi, como fui ingênuo!

 



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