História Livin' on a prayer - Capítulo 29


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itaizu, Naruto, Sasusaku
Visualizações 457
Palavras 3.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bora ver quem vai entender as referências da música do título kkkk confesso que amo essa música, é uma das minhas favoritas.
Boa leitura.
Hoje só tem narração do Sasuke.

Capítulo 29 - Another brick in the wall


Não, eu não queria levantar de jeito nenhum, mas o Floyd precisa comer. O coitado já miava feito um desesperado, aí fiquei com dó.

Acabei tendo que levantar pra botar ração para o bichano. Como já levantei, aproveitei pra tomar um banho e tirar essa aura de derrota de cima de mim. Coisa ruim, credo!

Eu tô morrendo de fome, é fato, mas sinto que uma guerra nuclear está acontecendo dentro do meu estômago. Simplesmente não dá pra comer!

Pensei em pegar alguma coisa pra estudar, já que não pisei na faculdade hoje e isso me dá um puta peso na consciência, mas ainda estou debilitado demais pra isso… Sério, tô pálido. Ou melhor, mais pálido que o normal.

Voltei para o meu quarto e me joguei de bruços na cama. Hoje vou vegetar, quero nem saber.

Quando minhas pálpebras já estavam pesando e eu senti que dormiria mais uma vez, eis que de novo o celular toca.

Se for o Itachi de novo, vou mandar se foder. Eu já falei pra esse idiota que está tudo bem. Até parece que ele vai fazer alguma coisa por mim.

Ah, é a mamãe.

— Oi, mãe. — Atendi e pus o celular no viva-voz.

— Oi, bebê… Tá fazendo o quê, que não tá na aula?

Céus, ela me ligou pra quê, se estava crente de que eu tô na aula? Mães…

— Hoje não teve aula. — Menti, pois ela ficaria doida se soubesse que eu passei mal por causa da intolerância — Tô em casa.

— Hum… você e seu irmão parecem que nem têm mãe, esquecem de ligar, mal mandam mensagem…

— Correria, mãe… correria. — Suspirei.

— Filho, o que vocês estão comendo? Eu vejo tudo o que você e seu irmão compram no cartão, e o que vocês estão comprando não dá pra viver!

Ela exagera demais… Estamos vivos, ora. Não sei até quando, mas estamos.

— Vamos fazer compras essa semana. — Falei.

— Vê se pega leve no miojo, nos biscoitos recheados, salgadinhos, referente… Pelo amor de Deus, Sasuke, comprem comida! Vocês vão morrer assim!

Que exagero! Quem vê assim até pensa que eu tô almoçando biscoito recheado… Ok, já fiz isso algumas vezes, mas não todo dia.

— Tá bom, mãe. — Respondi.

— Só aquele pouquinho de carne que você comprou da última vez não dá pra uma semana! — Ela brigou. Esse negócio de meus pais saberem tudo o que Itachi e eu compramos no cartão é foda, porque aí eles têm argumentos pra discutir mesmo estando longe — Vocês não vão ficar vivendo só de ovo frito! E aquela quantidade absurda de miojo? Misericórdia, Sasuke!

Se é pra ligar e ficar brigando, pra que liga?

— Eu vou comprar mais carne, mãe…

— Faça umas compras decentes! — Brigou — Eu tô de olho, Sasuke! É pra comer direito, não é pra viver de lanche! E compra umas frutas também, de vez em quando é bom, tá? Verdura também…

Quem pensou que viver longe dos pais seria libertador? Doce ilusão.

— Pra quê, pra apodrecer na geladeira?

— Isso, responde mesmo… — Ironizou furiosa — Só porque eu não tô aí pra dar um tapa na sua boca!

Suspirei.

— Foi mal, mãe… Eu vou caprichar nas compras dessa vez. Preocupa não.

Não vou comprar fruta e nem verdura, quero nem saber. No máximo uns tomates pra fazer salada e umas batatas pra fritar.

— Estão mantendo a casa limpa?

Assim, a gente tenta, mas às vezes eu tenho a impressão de estar vivendo num chiqueiro.

— Óbvio! — Respondi convicto — Tem faxina toda semana!

— Faxina bem feita?

Aí ela me pega!

— Com certeza, mãe!

— Você e seu irmão não ficam criando confusão por causa de tudo, ficam?

Aí ela tocou num ponto extremamente delicado.

— Ele podia parar de deixar cabelo no ralo do banheiro, né? Mas a gente quase não tá brigando.

— Ah, sim… — Disse em tom irônico — Finjo que acredito em você.

Adianta mentir pra mãe? Não, não adianta.

— Ah, mãe, a gente não se matou ainda.

— Ainda. — Enfatizou.

— Que seja…

— Filho, eu preciso sair agora, mas se cuida, viu? — Agora ela fala toda doce — Dá um beijo no seu irmão… — Dou porra nenhuma — Se cuidem. Mamãe ama vocês.

— Também te amo… — Ela desligou na minha cara! — mamãe… Nossa, que insensível!

Eu ia contar pra ela sobre a Sakura, mas nem deu tempo. Mas é melhor ela saber depois mesmo. Estou aqui há pouco tempo, se eu contar pra minha mãe que já arrumei uma namorada, ah, com certeza vou ouvir. Ela vai dizer que eu perdi o foco, que devia priorizar os estudos, que não vim pra cá pra ficar atrás de mulher… Conheço dona Mikoto.

Ótimo, agora posso dormir. Nada melhor do que ser ignorado pela própria mãe, não é mesmo?

Mas eu deitei a cabeça no travesseiro e alguém começou a bater no portão.

Inferno!

Não se pode mais ficar quieto após quase ter morrido no banheiro de madrugada? Porra, que injustiça!

Levantei a contragosto e fui atender… Tentei ficar quieto até a pessoa ir embora, mas as batidas eram insistentes.

Não é por nada, mas eu queria que essa pessoa morresse lenta e dolorosamente. Porque é foda vir atrapalhar o sossego alheio, tamanha dez da manhã, isso lá é hora de aparecer na casa dos outros? Seja lá quem for essa pessoa, eu vou… Ah, é a Sakura.

— Oi… — Falei com um sorriso bobo. Por um momento até esqueci do incidente com sexo oral.

Dei passagem para a Haruno e ela entrou, então fechei o portão.

— Seu irmão falou que você passou mal por causa da intolerância.

Ah, hoje eu me torno filho único! Sim, é hoje! Quem Itachi pensa que é pra contar essas coisas pra Sakura? Ok, ela é minha namorada agora, mas algumas coisas podem ser omitidas sem problema algum.

— Ah, ele contou… — Sorri desconcertado.

Que vontade de sumir, Senhor!

— Fiquei preocupada… Você está bem?

Fomos juntos para a sala e eu me joguei de bruços no sofá. Parece que um rolo compressor passou por cima do meu corpo.

— “Bem” é uma palavra muito forte, mas estou vivo.

— O que você comeu hoje? — Questionou preocupada, passando a mão pelos meus cabelos. Já tô com sono, assim é que eu durmo mesmo.

— Tô enjoado. — Respondi.

— Não pode ficar sem comer. — Brigou.

— Mas eu tô enjoado…

— Mas você não pode ficar sem comer.

Vamos ficar nessa, é?

— Só de pensar em comida meu estômago já embrulha. — Resmunguei — Sério, não dá pra comer.

— É bom o senhor se lembrar disso quando for abusar de algo que não pode comer! — Ela me repreendeu — Você sabe que é intolerante a lactose, então por que exagera?

Porque eu sou trouxa.

— Às vezes acontece.

— Ah, então você gosta de passar mal?!

Gente, ela parece a minha mãe!

Mulher é tudo igual mesmo, devo admitir… Mamãe dando briga é do mesmo jeitinho, até assusta.

— Ai, Sakura, adianta brigar agora? — Resmungou.

Ela suspirou pesadamente e voltou a passar a mão pelos meus cabelos.

— Desculpa, eu exagerei um pouco… — Sorriu sem graça — Mas você tem que comer alguma coisa. Não pode ficar assim, ou vai acabar sendo arrastado pra algum hospital!

Hã? Hospital? Deus me livre disso, odeio hospitais. Prefiro morrer em casa mesmo, longe daquele ambiente mórbido.

Claro que isso não tem nada a ver com o fato de eu ter medo de agulha, claro que não… São apenas detalhes, só isso. Até porque uma pessoa pode chegar no hospital com qualquer coisa, alguém vai dar um jeito de enfiar uma agulha nela! Pra que isso, Senhor? Tem comprimido, pra que medicação na veia? Desnecessário, apenas.

— Detesto hospital! — Bufei.

— Então faça o favor de não desmaiar de fraqueza! — Já voltou a brigar — Tomou pelo menos água hoje, Sasuke?

Pronto, interrogatório agora.

— Não…

— Ai, não sei lidar… — Sakura bateu na própria testa — Sasuke, eu vou fazer alguma coisa pra você comer. Quer alguma coisa em especial?

Eu não quero nada, mas tô vendo a hora de ela me enfiar comida goela abaixo.

— Qualquer coisa que não me pese no estômago.

— Tem alguma coisa comestível na geladeira?

Nossa, assim ela ofende.

— Tem água e luz, dá pra fazer fotossíntese.

— Tão engraçado… — Ironizou, revirando os olhos — Vou ver se faço um milagre naquela cozinha…

— Eu vou para o meu quarto. — Falei enquanto levantava, mas senti uma leve tontura e acabei me sentando no sofá.

— Ficou tonto, né? — Sakura sentou ao meu lado — Preciso dizer por quê?

— Não. — Respirei fundo. Ah, que mal estar do caralho! — Eu vou deitar na minha cama.

Passada a tontura, me levantei e fui para o meu quarto.

Nunca mais quero ver um sorvete na minha vida. Nunca mais!

Me joguei sobre a cama e soltei um suspiro alto. Que indisposição é essa, Senhor? Minha cabeça dói, acho que é fome, mas meu estômago tá revirando. Como lidar? Eu poderia ir até à farmácia e comprar um remédio pra enjôo, mas mamãe sempre diz que não é bom tomar remédio com estômago vazio. Pelo sim e pelo não, prefiro acreditar nela, já que não sei o que fazer.

Eu só me fodo nessa vida, incrível!

Floyd pulou em cima de mim… Nossa, que folgado, respeita nem o humano que está doente! Ah, foda-se, ele é muito fofo, melhor deixar.

Espero que a Sakura consiga se virar na cozinha, já que ainda vamos fazer compras e não tem quase nada no armário e na geladeira.

Fechei os olhos e tentei dormir de novo. Sério, eu preciso dormir, preciso muito. Talvez minha cabeça esteja doendo mais por sono do que por fome. É, faz muito sentido.

Eis que quando eu já estava cochilando, faltando pouquinho pra entrar naquele sono gostoso e pesado, a porta do quarto abriu e eu despertei meio assustado.

— Sasuke… — Sakura chamou, fechando em seguida a porta atrás de si — Gosta de sopa?

Sopa não é almoço… Foda-se, biscoito recheado também não é.

— Não muito. — Admiti.

— Mas vai comer do mesmo jeito.

Não falo que ela é minha mãe todinha?

Vejo que não tenho escolha… Ah, não tenho frescura com comida. Na hora da fome vai qualquer coisa.

Olhei para o Floyd dormindo em cima de mim… Sério que eu vou ter que mexer com ele?

— Ah, ele tá tão lindo dormindo…

— Sasuke! — Sakura brigou — Põe esse gato no chão!

Ah, eu não tô nesse desespero pra comer. Na verdade, por mais delicioso que esteja, o cheiro dessa sopa tá embrulhando meu estômago.

No fim, acabei tendo que acordar o coitado do Floyd para poder colocá-lo no chão. Tadinho, ele ficou me olhando com uma carinha que deu uma dó tão grande… “Seu humano sem coração!”, tenho certeza de que ele diria isso se pudesse articular palavras.

Sentei e coloquei o travesseiro nas costas para apoiar, afinal, a parede é dura. Sakura então se sentou ao meu lado, com o prato de sopa em mãos.

— Me dá. — Fiz menção de pegar o prato, mas Sakura me impediu.

— Deixa que eu dou pra você. — Ela falou com a voz mais fofa do mundo, recebendo um dar de ombros como resposta. Não vou negar isso a ela, né?

Como pode ser tão meiga, gente? Nem parece que põe meu irmão em seu devido lugar quando os dois brigam.

Eu até cheguei a esquecer o incidente que me fez afogar as mágoas num pote de sorvete. Acho que aquilo será facilmente levado para o túmulo caso o Itachi não insista em relembrar de vez em quando só pra zoar comigo… Cada um tem o irmão que merece, né?

Pelo visto a Sakura não ficou com raiva e nem nada do tipo, muito pelo contrário, pois está aqui, toda preocupada comigo. Foi constrangedor na hora? Foi, constrangedor e doloroso, mas não vai mudar nada entre a gente… Apenas, claro, que eu vou pensar mil vezes antes de receber um sexo oral.

Confesso que não estava com vontade de comer, mesmo sentindo fome, mas a sopa que Sakura fez ficou uma delícia. Não sei nem o que ela usou pra fazer, e nem fiz questão de questionar. Acho que realmente eu precisava comer, forçar um pouquinho mesmo que meu estômago estivesse ruim. Me senti até melhor quando terminei a sopa, mas não quis repetir. Acho que é melhor não abusar, né? Mesmo que a sopa seja leve, se eu comer demais vai pesar muito no estômago.

Sakura foi levar o prato para a cozinha quando terminei de comer, então deitei minha cabeça no travesseiro e suspirei pesadamente. Eu comi bastante até, a Sakura encheu o prato.

Logo ela voltou para o quarto com um copo de água em mãos. Eu sabia que não ficaria só na sopa… Mas água é essencial, eu preciso.

— Você não vai comer nada? — Questionei enquanto me sentava, então peguei o copo com água.

— Não tô com fome. — Respondeu.

Ah, ela pode ficar sem comer, eu não? Tá foda…

Bebi a água toda do copo e depois coloquei o objeto sobre o meu criado mudo.

— Então come alguma coisa depois. — Deitei novamente — Se você achar alguma coisa na cozinha… — Brinquei.

— Até que tem… Me surpreendi, sabia? — Sakura deitou ao meu lado na cama e me deu um beijo na bochecha — Eu fiquei preocupada contigo, sabia? Quando o Itachi me falou… Não faça mais isso comigo, criatura!

Tem coisa mais vergonhosa do que sua namorada saber que você teve dor de barriga a noite toda? Talvez ela ter machucado meu pau com os dentes tenha sido mais vergonhoso, mas ver a preocupação dela compensou tudo. Com certeza compensou!

— Ai, eu já pedi desculpas. — Eu a abracei e beijei sua testa — Foi só um momento de loucura.

— Muita loucura! — Enfatizou.

Nossa, também não é pra esfregar na cara assim, né?

A porta do quarto se abriu, o que deu um baita susto em mim e na Sakura.

— Porra, rosinha, espera nem o Sasuke melhorar! — Itachi…

Sakura respirou fundo e se sentou, mas eu permaneci deitado.

— Seu irmão melhorou, se é o que você quer saber. Fiz ele comer também. — Respondeu.

— Fez ele comer, é? — Indagou com um riso malicioso.

Sakura fez uma expressão de tédio. Com certeza dessa vez ela vai ignorar a piadinha do Itachi.

— Ah, fiz sopa sobrando, tá? De nada. — Não falei que ela iria ignorar? É, ela está aprendendo a lidar com ele. Ignorar é o melhor caminho.

— Ai, sopa? — Itachi suspirou triste — Sopa não é almoço… Por que não fez comida de verdade?

— Eu fiz pro seu irmão e ainda tive a boa vontade de fazer pra você também! — Sakura retrucou — Mal agradecido!

— Você não cuspiu dentro, cuspiu? — Itachi estreitou os olhos, encarando desconfiado a rosada.

Esses dois vivem trocando farpas, eu já devia estar acostumado.

— Itachi… — Sakura respirou fundo, tentando manter a calma — Falta muito pouco pra eu enfiar a mão na sua cara, sabia? — Eu adoraria ver isso — Já deu! Minha paciência já esgotou com você!

Pavio curtíssimo.

— Minha querida… — Itachi sorriu de canto para provocá-la, com um ar de superioridade —  Quero é ver você encostar sua mão no meu rostinho lindo. Eu já devo ter feito uns dez tipos de luta diferentes…

— Na verdade você só fez judô e não passou da faixa azul. — Corrigi.

— Que seja! — Ele deu de ombros.

— Você é muito chato, viu? — Sakura revirou os olhos.

— E você não é digna de ser minha cunhada! — Meu irmão mostrou a língua. Senhor, qual é a idade mental dessa criatura? — Pelo menos o Sasuke tá vivo… — Itachi parou de falar de repente, então olhou meio assustado para o chão. O Floyd está se esfregando na perna dele — Sasuke, controle essa carniça!

— Não chuta ele! — Sakura pegou o bichano antes que Itachi fizesse algo, colocando-o em cima da cama — Tadinho, ele tá carente… — Falou enquanto acariciava o Floyd, enquanto isso Itachi assistia com cara de nojo — Acho que ele precisa de uma companhia da mesma espécie… — Disse sugestivamente a rosada.

Itachi arregalou os olhos em desespero. Acho que Sakura disse isso só pra implicar.

— Nem fodendo! — Meu irmão berrou.

Decidi entrar na onda também.

— Ah, você não acha que ele iria gostar de uma namoradinha? — Provoquei.

— Sasuke… maninho… se você inventar de arrumar uma Pink para o Floyd, vocês três vão pra fora de casa!

Nossa, que ser humano mais intolerante!

Pink e Floyd, gostei. Boa ideia.

— Se eu quiser arrumar, eu arrumo. — Respondi — Você não vai me impedir, também não vai me botar pra fora de casa!

— Mas os gatos eu posso matar!

— Para, Itachi! — Sakura brigou — Mais amor no coração, seu insensível!

— Vocês são chatos demais… — Murmurou — Sabem nem levar as coisas numa boa.

Ah, olha só quem não sabe levar as coisas numa boa… Ele ainda deve querer minha cabeça numa bandeja por causa do negócio da Samara.

Meu irmão é um hipócrita, isso sim. O pior tipo de gente… e o que mais existe por aí. Trágico.

— Sai daqui então. — Sakura retrucou.

— Vai fazer o que se eu não sair? — Provocou meu irmão — Vai me morder?

Revirei os olhos.

Sério, por que ele tem que ser assim? Sei que é pra implicar, no fundo ele pode até gostar da Sakura, mas às vezes essas brincadeiras enchem o saco de um jeito que eu chego a desejar ter nascido filho único.

— Eu vou contar pra todo mundo que você brochou! — Sakura respondeu com um sorriso de lado e um claro ar de superioridade.

Itachi se manteve inabalável, mas sei que por dentro está se roendo de raiva. Ele não respondeu, só virou as costas e se retirou.

— Eu já falei que amo quando você deixa ele sem resposta? — Perguntei para Sakura assim que Itachi saiu do quarto.

Ela riu.

— Até que me divirto com ele! Mas seu irmão é um retardado, convenhamos.

Sim, piorou com o tempo.

— Eu costumava dizer que um tijolo caiu na cabeça dele quando ele nasceu… Melhor justificativa.

— Um tijolo? — Sakura gargalhou — Só um tijolo não, amor, uma parede inteira!

Sim, com certeza. Uma parede com muitos tijolos super pesados.

— Você me chamou de que? — Sorri de canto, arqueando uma sobrancelha.

Sakura arregalou os olhos e corou um pouco na hora, mas logo se recompôs.

— Ora… — Ela limpou a garganta — Tem algum problema eu chamar você de amor?

Agora eu sorri sem graça. Ah, achei bonitinho, só não esperava.

— Problema nenhum… Só me pegou de surpresa.

— Eu sou sua namorada… Isso não devia te surpreender. — Disse em tom descontraído.

Que fofa, gente.

— Tá bom, você venceu. — Ergui as mãos em sinal de rendição, fazendo ela rir.

— Posso te chamar assim mais vezes?

— É claro que pode. — Assenti — E eu, posso te chamar assim também?

Sakura riu.

— Claro que pode!

É, acho que estamos evoluindo…

— Bem… — Bocejei — Mas, se você não se importa, agora eu posso dormir?

— Você está cansado, né?

— Sim.

— Quer que eu dê licença?

— Não, não… Pode ficar aqui comigo se quiser.

Sakura assentiu e deitou ao meu lado.

Eu tenho a ligeira impressão que, mesmo que esse namoro não dure para o resto da vida, pelo menos enquanto durar, Sakura vai me fazer muito feliz.







Notas Finais


A música do título é da banda Pink Floyd.
Comentários?
Beijinhos e até o próximo 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...