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História Living Dead - Capítulo 8


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Notas do Autor


Oi babies.
Boa leitura

Capítulo 8 - Living Dead - 07


Fanfic / Fanfiction Living Dead - Capítulo 8 - Living Dead - 07


                    Capítulo sete:

                Carolina do Norte


     O som do disparo ainda ressoava nos ouvidos, a criança tinha seu rosto escondido nos músculos das costas de Asami, apertando-a com as mãos a sua roupa, ela pediu para que ele não olhasse os corpos mortos aos quais Finn colocava em fileiras para desbloquear a passagem para o carro.

-Como você ainda está viva? - O homem abaixo do corpo de Kuvira perguntou, seus olhos e suas expressões demonstravam o terror que sentia ao encontrar os olhos de Korra tão perto dos seus quando ela agachou para olhá-lo.

-Bom, você não achou mesmo que eu iria ser derrotada por aqueles merdinhas que estavam me seguindo, achou? Custou os suprimentos em que eram tão importantes para nossa trajetória… Os alimentos que Lizz me deu! E ah… Se você soubesse o quanto eu odeio desperdiçar comida… Se soubesse o quanto eu estou puta com isso tudo que vocês causaram! - A veia de seu pescoço dava para ser vista mediante ao seu cabelo preso, pulsava fervorosamente enquanto ela buscava seu próprio autocontrole para que não fizesse mais alguma atrocidade.

       Kuvira estava ansiosa, procurando alguma coisa em seu corpo coberto apenas por um top e um short, procurava em sua pele algo que indicasse que a mulher estava ferida, queria por míseros segundos poder abraçá-la e ao mesmo tempo agradecê-la por ter salvo sua vida. A vida de todas elas.

Ao mesmo tempo sentia-se idiota por ter sido tão impulsiva ao receber uma notícia de que Korra havia falecido e se questionava momentaneamente até onde seus limites a deixaria ficar sã.

      Seus olhos se encontravam vagarosamente por poucos segundos quando ela se aproximou e passou por ela, procurando alguma coisa em seu próprio carro, sendo os movimentos acompanhados por todos. Logo ela voltou com algemas, dando para Kuvira e pedindo para que ela o prendesse, pois precisaria dele. 

      Beifong ainda estava desnorteada, não conseguia encontrar um ponto ao qual a fizesse ser a Beifong de antes no meio de tudo isso, e por um momento, agradecia por Korra tomar toda a responsabilidade para ela. 

Apenas se levantou, deixando suas mãos repousarem nos ombros de sua pupila, ao qual lhe deu o olhar mais genuíno possível, o olhar de imensidão azul que deixava rastros de que ficaria tudo bem.

A tenente entendia, sabia que aquilo estava afetando tanto Beifong por razões passadas, a afetava por achar que perderia tudo de novo. A deixaria obter o tempo em que precisasse até se encontrar de novo. 

E quando esse momento chegar, Korra sabe que nada vai pará-la.

-Me lembre de fazer um curativo nas suas costas, você está toda ralada, a explosão foi de verdade? - Asami se aproximou dela, analisando com cuidado o seu corpo, intercalando para seu rosto fazendo um "sim" com o mover da cabeça. 

Estava preocupada com ela, havia sangramentos em pequenas áreas da sua pele ao qual era acompanhada de sujeira e cheirava fortemente a gasolina. A médica a analisava por mais tempo do que era de fato necessário, chamando um pouco da atenção de Korra, que de vez em quando captava os sinais nas entrelinhas.

-Eu estou bem, não se preocupe, vem comigo. - A tenente falou, levando uma das mãos até o meio das costas da médica, a guiando para onde os outros estavam, segurando a mão de Artur.

Precisavam montar um outro plano rapidamente antes que sejam pegas pelos infectados.

-Temos que sair daqui logo, precisamos descansar e essa criança não pode ficar desprotegida. Tínhamos comida para algumas semanas e agora não temos absolutamente nada. Nossa viagem vai ter que ser adiada até encontrarmos alguma maneira de tirar uma informação dele. - Ela apontou para o cara ainda sentado ao chão com as mãos algemadas para trás. - Não quero por a pessoa ao qual iremos visitar em perigo. Aceito qualquer sugestão nessa altura do campeonato.

-Não adianta vocês fazerem mais e mais planos, há outros de nós vindo e eu fiquei a par de manter vocês alertas com um pequeno recado; Vamos destruir os Estados Unidos e trazer Asami Sato para o nosso lado, afinal, o pai dela tem feito um ótimo trabalho… O caos por aqui está lindo! - Ele começou a rir, seus dentes cobertos de sangue ficavam visíveis, sua risada se tornava cada vez mais intensa, fazendo Kuvira se aproximar dele e dar uma pancada em sua cabeça com a arma, fazendo-o desmaiar e cair ao chão.

-Se vamos manter um maníaco junto de nós, seria interessante ele não ver e ouvir para onde vamos, assim não iremos precisar desviar de nosso plano principal. É só deixá-lo vendado e distante quando precisarmos nos comunicar. - Kuvira disse e Korra concordou com ela.

-Kuvira, fica com a criança dentro do carro, Asami vem comigo na garupa da moto, Finn quero que venha comigo também em outra. Não vamos cometer os mesmos erros de novo, a Kuvira é a melhor com tiros em movimentos, por isso quero que fique perto da Beifong que vai estar dirigindo, enquanto isso, eu, Asami e Finn vamos abrir caminho com a moto, explorar o que vem a frente ou nos lados, caso tenha algo errado, vamos piscar os faróis e vocês retornem imediatamente. Ok?

-Se eu sou a melhor com os tiros, não seria melhor eu ir com você? - Kuvira perguntou.

-Seria, se os pés de Asami não estivessem ruins. A moto é muito melhor para fugir por lugares menores, assim ela não vai precisar sair do carro e ter que correr por aí. Mas se ainda quiser vir, vou dar um tempo para você e o Finn se decidirem. Eu só quero sair daqui e encontrar uma roupa decente para me vestir, por agora. 

-Tenente, eu sinto que preciso ficar longe dessa adrenalina por um tempo, eu estou nervoso só pela explosão a qual nos metemos. Minhas mãos estão tremendo. Quero ficar ao lado da Chefe Beifong e ajudar a cuidar do Artur, vai ser melhor assim… - Finn falou, com o sentimento de que as mulheres o achavam um covarde. Mas isso sequer passava em suas cabeças, Finn era um garoto ainda, não tinha de ter todas as responsabilidades em suas mãos. 

Korra montou na moto, esperando Asami fazer o mesmo ao apoiar em seus ombros para pegar impulso para subir. 


      Levariam cerca de 3 horas para chegarem em velocidade mediana, a estrada até ali estava livre, não havia mais nada em volta, somente placas e alguns sinais de trânsito ao qual Korra pôde notar.

O vento contra a sua pele a fazia arrepiar aos poucos, Asami podia notar os pêlos de seu corpo eriçados pelo vento frio, entrando em uma dúvida interna se a abraçava ou não para ajudá-la.

-Você pode me contar o que aconteceu com a van? - Logo Kuvira se fez próxima a elas, parecia curiosa, e Asami não estava diferente dela, só não sabia como iniciar aquela pergunta, visto que a mulher estava menos falante do que o normal.

-Eu estava sendo perseguida, o caminho ao qual eu peguei, cortava por dentro de Washington, então era mais propício a ter mais pessoas e mais infectados. 

Eu não conseguia me livrar dos chineses, a moto deles era mais rápida do que a van, levando em consideração o peso ao qual ela tinha por conta da comida. 

Quando chegamos a ficar encurralados, tanto pelos chineses, quanto pelos infectados, Finn deu a ideia de explodir tudo ao avistar um posto de gasolina.

Ou morríamos pelos chineses, pelos zumbis ou pela explosão; com a certeza de que levaríamos muitos conosco.

-Nós aceleramos mais ainda, e antes da van atingir o posto de gasolina, nos jogamos dela e conseguimos fugir dali ao acabar com os que sobraram, a estrada estava bloqueada pelos infectados e pelo fogo que começou a se alastrar, então tivemos que cortar caminho e por um completo acaso vimos vocês. Finn foi o primeiro a perceber a quantidade de luzes em direções opostas, então notei que vocês estavam em perigo e aí, não tinha muito o que o que fazer, ficamos aguardando uma oportunidade e ela surgiu quando você atacou aquele cara, então resolvemos agir, era questão de tudo ou nada.

-Quando Kuvira atacou aquele homem eu achei que fôssemos morrer… 

-Foi erro da minha parte, eu estou muito estressada com tudo isso e ao saber que Korra havia morrido, eu… Sabe? Perdi a cabeça, quer dizer, você sabe…

-Não precisa se preocupar em me dar justificativas, eu sou a pior pessoa para te passar um sermão sobre ser impulsiva. Mas estamos juntas agora, vou proteger vocês o quanto eu puder e sei que vão fazer o mesmo por mim…


       A madrugada foi mais longa do que puderam achar, o vento gelado se tornava mais intenso a cada velocidade, indicando que o outono estava dando suas caras.    

       Korra ao longo do percurso começou a praguejar todos os arrepios em que o seu corpo parcialmente desnudo sentia, fazendo Asami sentir-se na obrigação de abraçá-la para esquentar a temperatura de sua pele. 

Não houve nenhum protesto de Kuvira até ali, além de, ora ou outra, observar as feições de uma Korra que estava adorando toda a atenção que recebia de ambas as mulheres. 

      E seguiram assim até o seu destino, poucas palavras foram trocadas por falta de energia, em questão também pela atenção que tinha de ter ao encontrar alguns empecilhos no meio do caminho, junto de uma cidade um tanto quanto desorganizada, como Washington estava, quando pôde ver pela manhã.

-Bem-vindas a Carolina do Norte, não era bem isso que eu estava esperando ao vir para cá, mas acho que podemos lidar, não é mesmo? - Disse Korra, ao piscar os faróis para Beifong que automaticamente xingou dizendo que não tinha um segundo de paz ao avistar os infectados quando Korra deu espaço.

     Os poucos zumbis andavam de maneira avulsa logo à frente, dando sinal de que elas ainda não foram ouvidas. 

Kuvira ergueu as mãos em um sinal, pedindo para que parassem, havia algo muito estranho em sua concepção. Washington estava rodeado de soldados militares, diferente dali, que não havia sequer uma alma viva; as ruas vazias, as casas fechadas, nenhuma confusão, nada.

-Korra, tem alguma coisa estranha… - Kuvira e Asami disseram no mesmo instante.

-Vocês estão com a sensação de que estão sendo observadas? - A tenente questionou, achando realmente estranho todo o silêncio por ali.

-Não sei de onde vem, o que faremos? - Asami perguntou.

-Vamos seguir em frente, fingir que não há nada, seja o que for, vai se mostrar para nós. Vamos virar na próxima rua, à esquerda e logo vamos chegar no nosso destino. - Ela acelerou com a moto novamente, a sua intuição nunca mentia, no fundo sabia que havia algo errado, mas gostaria de, por um momento, ignorar tudo. 

Alguns quilômetros à frente, Korra parou a moto na calçada da última casa daquela rua, a mesma encontrava-se com uma cor diferente de quando viu pela última vez; estava em um tom mais claro de verde, também tinha alguns portões de ferro que antes não estavam por ali. 

A tenente colocou as mãos na grade e pegou um impulso grande e sem esforço algum, estava do outro lado, pediu para que a esperassem e as deixou ali.

      Conhecendo bem o seu amigo, não adiantaria muito tocar a campainha, procurou as chaves em alguns vasos de plantas próximo a porta, e abriu a casa se pondo lá dentro à procura dele. O interior também estava diferente, paredes brancas, a sala e a cozinha viraram uma só, sendo a antiga parede um balcão. A casa mesmo de dia estava escura por conta dos blackouts nas janelas, Korra chamou seu nome com cautela, com receio de que seu amigo tivesse virado um dos infectados, mas seguiu o corredor com cuidado, procurando algum sinal de vida. 

      Os computadores no quarto estavam ligados, assim como a televisão que reproduzia baixinho um noticiário, ela se aproximou mais do computador, vendo que tipo de conteúdo estava ali, descobrindo que o mesmo procurava alguma informação dos infectados. Tinha noções claras de que ele não era burro.

Seus olhos reviraram o cômodo todo, logo mexendo em algumas anotações, lendo os nomes em uma lista telefônica e encontrando o nome de SSC, o local responsável por ajudar Hiroshi em sua pesquisa inicialmente. Ela se moveu para olhar em volta e recebeu um golpe bem atrás da cabeça, a fazendo desmaiar no mesmo segundo.

      Do lado de fora, Beifong estranhava toda a demora de Korra, logo se prontificando para ir atrás dela. Seguiu os mesmos movimentos ao colocar as mãos nas grades e tentar pegar impulso. Ela nada falou, logo Kuvira fez o mesmo e Finn ficou com Asami e Artur que dormia no banco de trás do carro. Em passos largos Lin seguiu pelo gramado, dando de cara com o rapaz desesperado.

-O que houve, Kai? - Ela perguntou, desconfiada de seu desespero. Os cabelos do rapaz estavam bagunçados, a roupa em seu corpo, como quem havia acordado naquele momento.

-Eu tomei um susto e acabei desmaiando a Korra, o que eu faço, Lin?! Ela está no chão do meu quarto. - Ao ouvir aquilo, Kuvira passou por ele em passos largos, a procurando pelos cômodos da casa e a encontrando caída ao chão. Ela tirou tudo de cima da cama, deixando os livros e pilhas de anotações do menino caírem no piso de madeira escuro, dedicou-se a pegar Korra no colo e por seu corpo sob a cama. Kai desaprovava toda a bagunça que ela fazia, entrando em um certo desespero por tudo o que teria de organizar de novo e por ter feito aquilo com a tenente. Beifong pediu para ele deixar os outros entrarem na casa enquanto ela olharia Korra e a acomodaria em meio aos lençóis.

       O tempo foi se passando, a cada minuto Kuvira se questionava se a tenente demoraria muito para acordar para uma Asami que se empenhava a limpar os ferimentos da pele da mulher.

-Ela só está desacordada, não há riscos de acontecer nada, fique tranquila e me dê espaço para cuidar dos machucados.

-Você é médica, ela deveria ter acordado já, não acha?

-O que quer dizer com isso, Kuvira? - Asami indagou, ambos os olhos se tornaram fixos um no outro, quem observava todo o contato visual, poderia jurar que poderia sair faíscas se ambas se encostassem em algum momento. 

Os resmungos vindos no meio entre elas, a fizeram desfocar a atenção que antes tinha, olhando para a mulher que se remexia e gemia ao levar as mãos até o local atingido atrás da cabeça.

Devagar os olhos azuis a fitaram confusos, tentava recobrar um ponto da consciência do que a fizera estar deitada naquela cama cheia de curativos. Asami se aproximou dela para ver os seus olhos, movimentando o dedo indicador à frente, pedindo para que ela o acompanhasse.

-Quem são vocês? Onde eu estou? - A tenente perguntou, se colocando sentada rapidamente, os olhos bem abertos olhava tudo à sua volta com espanto.

Beifong foi a primeira a tocar nela ao se sentar com agilidade na cama, buscando suas mãos e passando um tipo de conforto que Korra nunca viu antes.

-Você não se lembra de nós? De mim? - Perguntou a Chefe, apreensiva com o que estava acontecendo, Korra observava o vinco forte em sua testa se desfazer, formando uma expressão mais tensa, preocupada. Asami também não estava diferente, Kuvira mais inquieta ainda quando pegou o seu rosto nas mãos e a fez olhar no fundo dos seus olhos.

-Não faça isso com a gente, Korra! Olha o que você fez! - Falou para Kai, que estava recuado no canto do cômodo cada vez mais quando Kuvira aproximou-se dele, pegando na gola de sua camisa e o pressionando contra a parede. 

O que fez Korra não se segurar um segundo a mais e começou a rir.

-Eu tô brincando, não poderia deixar isso passar logo quando eu obtive consciência do que aconteceu. - Beifong a xingou, dando um tapa forte em sua cabeça e soltou suas mãos ao sair do cômodo furiosa, não muito diferente de Kuvira que acompanhou a Chefe para a sala da casa ao reclamar do por quê ela ainda se disponibiliza a ficar preocupada.

       Asami foi a única a permanecer ali, ainda disposta a cuidar do leve sangramento de suas costas.

-Peguei muito pesado? - Perguntou Korra, ao ir fechar a porta e tirar o top, deitando-se na cama e dando mais liberdade para Asami que ficou surpresa com a naturalidade ao qual ela ficou nua à sua frente.

-Todos nós estavamos preocupados, não foi legal da sua parte, até eu que não tenho muita afinidade com você, fiquei preocupada com a forma a qual reagiu, qualquer um ficaria nervoso desse jeito. 

-As vezes eu não sei bem os limites até onde eu deveria fazer piada ou brincar, funciona como uma válvula de escape, sabe? - Falou a tenente, ao se pôr sentada, ficando de frente para Asami.

-Talvez pensar duas vezes antes de fazer resolva tudo, se coloque no lugar de cada um antes de fazer alguma coisa. É assim que a gente obtém consciência. -Falou a médica ao evitar olhar para Korra.

-Obrigada por isso, Doutora. - Korra apontou para seus machucados limpos. - E vou pensar sobre o seu conselho também, agora eu preciso muito de uma roupa limpa e um banho, porque eu tenho a certeza que se alguém acender um fósforo por perto, eu pego fogo. - Ambas riram e a tenente foi até o guarda roupa de Kai para escolher algumas roupas que ela sempre deixava por ali quando ia visitá-lo e foi se banhar.


       Logo pela noite, no porão, o homem sentado na cadeira olhava fixamente para Beifong sem medo algum. Parecia ter aceito o seu destino de que ninguém de fato o deixaria sair dali e ele sabia que mesmo se deixassem, não haveria recursos para sair vivo; nem uma arma, nem o meio de comunicação e transporte. Não conhecia Washington, sua vida estava por um fio.

        O meio de tortura não estava nos planos de Beifong, pelo menos não antes de Finn a encontrar com as mãos ensanguentadas, junto ao sangue que impregnou ao chão de madeira. Mas não havia mais nada que a fizesse se sentir sã em meio ao deboche que ele fazia ao fazer perguntas e receber respostas vazias.

O homem agonizava e murmurava caído ao chão, encolhido, os dentes quebrados, os dedos das mãos e um corte profundo em suas pernas.

Lin tremia, de ódio, amargurada pelo rancor, de tristeza consumida em cada partícula sua e se questionava até que ponto o ser humano poderia ir? Até que ponto ela aguentaria no meio daquilo tudo? Pouco. Muito pouco.

      Finn pegou em suas mãos, a puxando para fora dali, não estava em condições de fazer absolutamente nada, se sentia fraca e ficava cada vez mais furiosa por estar daquela forma. Tão frágil…

Korra a ajudou a se banhar, cuidou de cada centímetro sujo de sua pele, cuidou dos cabelos e Beifong adorava o pouco de afeto que elas tinham quando sozinhas, os olhos azuis lhe passava um conforto sem igual, um conforto tão genuíno e lembrava os olhos dela.

-Eu não sei o que faria sem você, Korra… - Lin disse de forma arrastada, deixando as lágrimas se misturarem com a água.

      A tenente sabia que por mais dura que Lin fosse, ela não conseguiria suportar as lembranças que a rondavam a chegar tão próximo daquela data.

 Havia feito uma promessa tempos atrás e iria cumpri-la. 

-Está tudo bem, Beifong. Eu vou cuidar de você. Agora deite-se e descanse.

E enquanto Korra estava ali, a mais velha se permitiu descansar, antes de sair, a tenente encobriu seu corpo com o lençol e foi em busca de seu próprio descanso, deixando Finn e Kai no mesmo cômodo em que ela. 

Havia muito mais coisas para fazer na manhã seguinte.

Se juntou no meio das duas mulheres, se permitindo dar um suspiro audível quando Artur se aconchegou em seu peito, abraçando-a de forma tão gostosa que era impossível para ela não fazer o mesmo com ele. 

E assim ela dormiu, com as duas observando o quão serena ela era daquela forma, cada uma cada vez mais encantada com suas feições e com seus próprios pensamentos que se interligavam e entravam em um consenso de que ela era incrível.

           [ Área de curiosidades:

                  Finn McCarthy 

Câncer com ascendente em peixes, 19 anos (Junho de 2002), estadunidense.

Forçado por seu pai a se tornar aprendiz policial para deixar de ser medroso.

Tímido, quieto, sentimental e inteligente, se arrisca somente se necessário.

Usa uma AK-47.

Quase uma sombra de Beifong. ]


Notas Finais


Peço desculpas aos erros e espero ver vocês no próximo.
Um super beijo e uma boa semana. ♡


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