História Living in an Empty World - Capítulo 4


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Categorias Foster The People, Kimbra
Personagens Mark Foster, Mark Pontius, Personagens Originais
Tags Foster The People, Indie, Indie Rock, Mark Foster, Originais, Romance, Viagens
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Palavras 2.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O título tem sentido ambíguo.
Aproveitem o capítulo <3

Capítulo 4 - Quarto.


Fanfic / Fanfiction Living in an Empty World - Capítulo 4 - Quarto.

Mark, 3 PM.

Ao chegarmos no apartamento, passamos um tempo conversando na sala sobre os gostos que tínhamos em comum - outros nem tanto. Os mais afins que tínhamos era o gosto musical e o álcool, já o fumo era exclusividade minha e ela passou meia hora falando do quão prejudicial isso seria à minha saúde; mas não se importava se eu fumasse, desde que fosse para a pequena sacada do apartamento.

Lá fora, caía a chuva e o cheiro de árvores molhadas subia até o sétimo andar. O som das gotas batendo na janela de vidro me lembrava a infância em Cleveland e os dias de chuva em que minha mãe não deixava eu sair; junto a ele, ouvia o sotaque engraçado da minha anfitriã. Apesar de ser muito simpática e falar bastante, ela ficava em silêncio por várias vezes como se quisesse me deixar em paz ou coisa assim. Nesses momentos, eu sempre tentava quebrar o gelo com alguma pergunta boba sobre a cidade, às vezes sobre ela mesma. Enquanto ela tomava o que me parecia ser o sexto banho no dia – não me leve a mal, mas para mim 2 banhos ao dia são normais, mais que isso eu só vi por aqui – eu explorava melhor “meu quarto”. Também conhecido como a sala dela.

Haviam muitos vinis de Blues antigo e uns discos na estante, principalmente de bandas alternativas e uns que pareciam ser bandas nacionais. Num canto, havia outra pequena estante com várias garrafas de bebidas. De resto, tudo no lugar era... normal. Com o sono que eu ainda sentia e estando sozinho na sala, essa tranquilidade me fazia sentir um cara que chegou cansado do trabalho num dia de chuva qualquer. Sentei e encostei a cabeça no sofá e, de certa forma, os instantes que se passaram foram os mais calmos que eu tive em meses.

- Quer beber alguma coisa? – Lucy saiu do quarto vestindo uma camisa de homem e shorts com estampa de gatinho, se aproximando de mim – Tenho umas coisas bem estranhas, mas como vamos a festa, melhor ficarmos só em algumas doses de vodka.

- Então, já que vou a festa com você eu quero saber sobre ela - disse enquanto enchia nossos copos.

- Na verdade eu também não sei direito - respondeu rindo - Sério mesmo, eu não saio muito então... Sei lá, foi uma ideia para passarmos o tempo, já que você não achou o guia ainda.

Virou o copo e bebeu tudo de uma vez. Sorri e dei um gole.

- Vai ser uma descoberta para nós dois - fiz o gesto de brinde e bebi o restante – Espero que dessa vez eu não acabe em outro apartamento.

- Ei, hoje eu tenho expediente como Batgirl, pode ficar tranquilo – brincou já enchendo os copos de novo e virando a dose inteira de uma vez só.

- Obrigado por hoje, foi legal almoçar num restaurante sem ter que autografar os peitos de alguém – disse sorrindo.

- Bom, eu vou descansar um pouco para nossa grande aventura esta noite. Como você já sabe, qualquer coisa é só gritar que eu venho socorrer você, a geladeira fica logo ali e se precisar do banheiro é só bater na porta – se levantou e entrou no quarto, deixando a porta meio aberta.

Depois de postar umas fotos do almoço no Instagram, me dediquei a procurar um guia pelo celular mesmo, mas caí no sono antes mesmo de mandar mensagem para mais de dois caras.

(...)

Acordei com Lucy esbarrando no sofá e pedindo desculpas por isso. Era engraçado como ela se corrigia depois de falar em português, sem querer. Tomei um banho para fazer a barba, me arrumar e esperá-la fazer o mesmo – só não sei se ela fez a barba. 
Vesti o de sempre: jeans preto, tênis branco, camisa branca e meu casaco de couro por cima. Lucy se arrumou mais rápido do que eu: usava shorts jeans com uma camisa preta básica e um salto. Só. A maior diferença que pude notar foi o batom vermelho que poderia ser visto a quilômetros de distância, o que era muito bom pois não queria me perder dela, que agora tinha quase a minha altura. 

Chamamos um Uber e enquanto aguardávamos, apreciei o comecinho da noite e pedi para que ela tirasse uma foto minha olhando o céu estrelado que se formava.  Achei fantástico o fato de chover quase todas as tardes - segundo Lucy - e mesmo assim, a noite chega linda e úmida. Bom, digamos que como fotógrafa profissional, ela deve ser uma ótima enfermeira; mas tirava umas fotos boas. 

- Preparado, senhor Foster? – Perguntou quando entramos no carro.

- Quem precisa se preparar é a festa, não eu – coloquei meus óculos escuros enquanto ela ria - Vamos jantar primeiro? Estou com fome.

- Sua sorte é que eu conheço uma churrascaria maravilhosa a meia hora daqui - disse maliciosa - Motorista!

E seguiu seu pequeno diálogo com o motorista. 

Vocês são casados? - ouvi o motorista perguntando.

Não, eu e ele somos só... bons amigos - me olhou sorrindo.

- Você prometeu que não ia falar sobre minha escova de dentes do Mickey - brinquei - O que ele está falando?

- Ele queria saber se éramos casados. Eu não falei da escova, mas é um bom motivo para não casar com você - sorriu.

- Eu poderia elaborar algo para revidar, mas estou com fome demais para isso - relaxei o corpo e joguei a perna direita em cima dela - Vai demorar muito?

- Para de ser criança, a gente já vai chegar - respondeu apertando minha bochecha.

(...)

22:30 PM.

As músicas eram meio aleatórias, sem falar que demoramos quase uma hora no trânsito para chegar aqui. Quando chegamos o local já estava meio cheio, ao som de algum k-pop. As luzes coloridas brilhavam através do olhar de Lucy, que estava há meia hora completamente parada olhando o celular. Ela escolheu ficar próximo ao barman, onde seu irmão deveria estar.

- Não vai dançar? – perguntei aos gritos por conta da música alta.

- Dançar como? Sei lá como se dançam essas músicas, Mark – respondeu meio tonta – Meu irmão deveria estar por aqui com a namorada dele, foi ele quem me chamou para essa festa – pegou o celular do bolso.

Se tem uma coisa que não faz sentido nenhum para mim é isso. Por que as pessoas vão às festas e shows se ficam o tempo todo nos celulares? Okay, eu também não sei dançar k-pop, mas estar ali era divertido mesmo assim. Uns grupos se juntavam e começavam coreografias um tanto complexas que eu não acertaria um passo sequer sem torcer meus joelhos.

- Ah não, Lucy – peguei o celular de sua mão e levantei para que ela não alcançasse.

- Ei, eu estava falando com meu irmão! – protestou tentando pegar o celular.

- Eu te devolvo assim que você levantar desse banquinho e dançar um pouco – Olhei em seus olhos como se ela tivesse 5 anos e precisasse entender a situação. Nesse momento a música mudou radicalmente para eletrônica mais deep house.

- Só se você for junto – bebeu o que restava no copo e o deixou no balcão.

- Vem, para de tentar ser a tia chata – segurei sua mão e fomos até o centro do salão.

Aos poucos ela foi se soltando, mas ainda assim ficava perguntando sobre o celular. Me aproximei de seu rosto e tentei quebrar o gelo.

- Você dança muito mal.

- Eu sei. Já posso pegar meu celular de volta?

- Ainda não – segurei suas mãos e levei até meu pescoço. Ela só balançava para os lados no ritmo da música me olhava nos olhos boa parte do tempo – Essa era pra ser nossa aventura, não era?

- Era – ela sorriu de canto – Desculpa, é que eu não sei bem me divertir nessas festas.

- Só te desculpo se você tentar se soltar mais. Vou pegar mais bebidas para nós dois.

Depois de mais 3 copos cheios de vodka com limão, Lucy dançou um pouco mais solta, movia seu corpo com mais sensualidade que antes e se afastava um pouco mais de mim para isso. Eu criei um monstro.

Se passou quase uma hora e não parávamos de dançar, música após música. Eu já nem sabia quais eram, só sentia meu corpo se movendo, minhas pernas traçando meus passos mais frenéticos; era como se eu estivesse no palco, cheio de energia e precisasse dançar. Nas músicas mais lentas, tentava guiar Lucy segurando sua cintura mas no fim, ela quem me guiou. Por vezes ela pisou em meu pé, mas tudo que eu conseguia fazer era rir e tentar ignorar os dois celulares vibrando no meu bolso. Por fim, cansamos de dançar.

- Ainda quer seu celular, my sweet? – perguntei enquanto sentávamos próximo ao bar de novo.

- Sim e não – respondeu sorrindo. Lhe entreguei seu celular – Preciso falar com meu irm... caralho, ele ligou 12 vezes!...e já são quase meia noite.

Dei aquela tossida de leve para ver se ela percebia que eu não entendi nada. Ela repetiu tudo e pediu licença para falar com ele no celular.

Lucy.

Caramba... o que foi isso?! Nunca dancei tanto na vida! Mas deixei meu irmão chateado. Ele conseguiu uma entrevista de emprego para mim e eu faço o favor de não atender uma ligação sequer.

- Eu já saí da festa, mana, a Carla queria ir ao cinema e depois vir pra casa e eu tive que trazer ela. Sabe como é, já passa de meia noite.

- Caramba... me desculpa mesmo!

- Fica tranquila. Olha, tu precisa ir a Brasília conhecer uma representante da empresa na terça-feira de manhã! Procura logo as passagens de avião amanhã.

- COMO EU VOU CONSEGUIR ISSO, LUCAS?! – gritei de alegria, desespero e um pouco de medo de ser negada mais uma vez – Amanhã é domingo!

- Te. Vira – falou pausadamente – Chance melhor que essa não tem. Agora vou dormir, não fica até muito tarde nessa festa que eu acho que tu já ficou bêbada. Beijo! *fim da ligação*

Voltei para perto do Mark e pedi para irmos embora. Ele já não estava tão lúcido e eu estava ainda pior.

(...)

Depois de tomar um banho e obrigar Mark a tomar também (não tomamos banho juntos, Deus me livre! Mas quem me dera). Não ia deixar ele dormir sujo enrolado no meu lençol. Era a coisa mais fofa do mundo vê-lo com roupas de dormir, meias e o cabelo bagunçado.

- Essa noite eu te deixou dormir na cama.

- E onde você vai dormir? – perguntou já se deitando e afundando a cara no travesseiro.

Tirei uma rede do guarda-roupa e mostrei para ele. Deitei e comecei mexer no celular para distrair a mente.

- Dava para encher essa rede de sorvete – disse sorrindo.

- Vai dormir, Mark – joguei um travesseiro nele.

Depois de uns 10 minutos de silêncio, ele começou a tagarelar umas coisas que eu não entendi.

- Psiu, Lucy, hey! – exclamou gargalhando – me dá atenção!

Incrível como o álcool transforma um homem adulto de 30 e poucos anos em uma criança de 7, às vezes.

- O que foi? – levantei o corpo para olhá-lo.

- Obrigado por hoje, obrigado mesmo. Quando puder, quero apresentar meu cachorro para você!

- Não precisa agradec-

- Não, sério, obrigado – me interrompeu, agora mais sério, porém aquele sorrisão ainda estava emoldurado em seu rosto - Desculpa por lhe atrapalhar tanto, amanhã eu prometo que vou usar o Google para lhe levar a algum lugar legal.

-... Boa noite, Mark.

- Boa noite, Lucy.

Me concentrei em pesquisar as passagens, mas não tive coragem de fechar a compra sem antes falar com ele sobre arranjar um guia, e logo.

 Domingo, 9 AM.

Acordo com o sol entrando na janela do quarto e percebo o vazio em minha cama. Senti o cheiro de café, ovos e alguma coisa queimando. Fiz minha higiene e fui até a cozinha descobrir se precisaria chamar os bombeiros.

- Bom dia, Lucy! - Mark deixou a frigideira em cima do fogão - Eu fiz nosso café, já que você deixou eu mexer na geladeira - sorriu com a mão na nuca - Espero que não se importe. 

- Bom dia, eu... Na verdade isso parece bom - sentei à mesa e passei o olhar sobre ela. Ele fez ovos fritos com bacon, panquecas e torradas. A última pessoa que fez um café tão caprichado para mim foi minha mãe.

- Você fez o café ontem com várias coisas daqui, então eu tentei trazer um pouquinho do Sonho Americano hoje - sentou também e começou a comer - Eu olhei umas coisas legais para fazermos hoje! Tem um bosque, um parque com trilha e várias praças cheias de árvores bem pertinho, não é? 

- Mais ou menos perto, por que? - mordi minha panqueca meio queimada. 

- Queria conhecer, mas nenhum guia me respondeu até agora - fez uma cara de cachorro abandonado - E seria legal se você fosse comigo, achi que vai saber me explicar as coisas e ya know, temos que aproveitar nossas férias.

Meu celular vibrou com uma oferta de passagens aéreas. Alguém me diz como expulsar o Mark Foster da minha casa com toda essa doçura, por favor.


Notas Finais


Até a próxima <3


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