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História Living In Hell - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Living In Hell - Capítulo 2 - Capítulo 2


                     Capítulo 2


  " Ele se esconde nas sombras. "



_ Inaceitável! Como vocês deixaram uma criança dessas, entrar em nosso orfanato? Já não basta a peste que tem chifres nos cabelos!?!. - A freira franziu as sombrancelhas e alterou o tom de voz para a irmã que estaria a sua frente. 


_ Irmã Maria, sabemos que a intuição desse orfanato é cuidar dos órfãos e os mostrarem o caminho do nosso Deus, podemos ajudar o pobre garotinho… 


_ Irmã Estér, você será responsável por essa…. - A mulher olhou para criança atrás da outra freira, a encarando dos pés a cabeça e em seguida, empinando seu nariz. - Coisa. 


_ Ela estará sobre meus cuidados… 


Maria, bufou indignada e se virou na direção oposta de Estér, se retirando do local logo em seguida. 


Estér, a mais doce de todas as freiras, mesmo sendo rígida, era a mais calma e amigável entre as cuidadoras, claro que com isso, era a mais amada pelas crianças. 


_ Não se preocupe, Deus lhe mostrará o caminho pequeno, então seu nome é Jonathan, certo?. - O garotinho dos olhos negros apenas acenou positivamente com a cabeça. 


-- Pode me chamar de Jon… - Respondeu docemente a freira, não deixando de gaguejar enquanto falava. - Meus olhos são um problema, não são..?


Olhos negros, algo raro de se acontecer, poucas em muitas pessoas nascem com os olhos completamente, pretos, incomum, obviamente, ninguém ainda foi capaz de explicar o motivo disso, o que faz muitos religiosos, pensarem de que isso algo ruim, algo demoníaco, que os que nasceram assim, tiveram suas almas vendidas a satanás, novamente, mentalidade besta…


_ Você é um menino de Deus, Ele irá lhe perdoar e lhe dará uma passagem aos céus. 


-- Perdoar? Mas o que eu fiz? 


_ Todos nós nascemos pecadores, até mesmo você, agora venha. - Ela estendeu a mão para o pequenino, que rapidamente a segurou, e ambos foram andando pelos corredores até chegarem aos quartos, aonde Jon foi deixado junto com os outros garotos. 


Ele não foi bem recebido por eles..


Oito e meia, horário de culto, todas as crianças estavam novamente na pequena sala, cantando a um louvor cujo as próprias freiras teriam composto, porém, apenas uma criança não cantava, o recém chegado Jon. 


_ Jonathan, por quê é que você não está cantando?. - Todas as crianças levaram seus olhos até o mais novo, juntamente das outras freiras do local. 


-- Não sei o louvor… 


_ Pois isso não é nenhum problemas, iremos começar do INÍCIO graças ao amiguinho de vocês. - A irmã se aproximou do de olhos negros e o entregou um papel, contendo a letra do hino, em seguida, voltou ao seu posto, dando sinal para que voltassem a louvar. 


Mesmo com o papel, era difícil para o pequeno acompanhar as outras crianças, não conseguia cantar no ritmo e estava sempre se atrapalhando nas palavras, o que fez Maria se irritar novamente. 


_ Por céus, essa criança não aprende!? Já está com o papel em mãos e não consegue louvar ainda? Não sabe como isso é importante ao nosso Deus!?


-- E por que devemos fazer tudo o que ele quer!?


_ Você.... Criança insolente! - A mulher pegou uma grande régua de madeira que teria em sua mesa, se aproximando  do pequeno garotinho, todas as outras crianças arregalaram seus olhos, elas já sabiam o que viria pela frente. Já a frente de Jon, a freira lhe ordenou : 


_Mostre o pulso. 


Primeiro dia, segunda rejeição, primeira correção, mal pós os pés no Ornafato, e já iria ser castigado, por absolutamente, motivo nenhum, pobre Jon, estava tremendo e seus olhos transbordaram em lágrimas, o medo corria por seu corpo, sabia que aquilo iria doer, e se recusava a mostrar o pulso para a freira, até que..


-- Não acha que está sendo dura com ele?


A freira voltou seus olhos até a criança que havia dito tal frase, já sabendo exatamente de quem era a irritante voz. 


_ Larsson… Por acaso quer ser punido também? Sabe bem que não tem direito de falar em momentos como esse. 


-- Mas, ele acabou de chegar, não é fácil decorar o hino e, ele é novo aqui!


_ Você já acabou? 


-- Me puna no lugar dele.


A frase do garoto fez a freira arregalar os olhos, porém, não negou ao pedido da criança, se aproximou de Tord e o mesmo ergueu seu pulso até a freira. Um estalo alto foi ouvido por todos na sala, e a ardência no pulso do pequeno começou a aparecer, dor, aquilo doía muito. 





No final do culto, todos foram dispensados para irem aos quartos, Tord ainda tinha a dor em seu pulso, afinal, a freira teria batido com força no mesmo, e a régua machucava, estava roxo. 


O de olhos amarelos passava gentilmente sua mão sobre o pulso dolorido, olhando o mesmo calmamente, ainda teriam pequenas gotas de lágrimas em seus olhinhos, de repente, algo tocou seu ombro, era Jon. 


-- Tord, certo? 


-- Sim! - Ele enxugou suas lágrimas.


-- Por que..? 


-- Uhm? 


-- Por que fez aquilo? - O de olhos pretos olhou para o pulso do Larsson, fazendo um biquinho aborrecido ao ver a marca da régua no mesmo. 


-- Ele me disse o que fazer. - Tord deu um sorrisinho e voltou a andar em direção ao quarto, e Jon, apenas o seguiu curioso. 


-- Ele? Ele quem?


Tord parou de andar,  voltou os olhos até um certo quanto da sala, um canto escuro, muito escuro, não era possível ver nada ali, apenas a escuridão, então, ele apontou e disse : 


-- Ele.


-- Oh? - Jonathan olhou na direção aonde o mais velho apontava, porém, não viu nada. - Não tem ninguém ali, e está muito escuro! 


-- É, ele se esconde nas sombras.


Arrepio, foi a única coisa que Jon sentiu, um forte arrepio em todo o seu corpo, logo em seguida, o medo tomou conta de seu corpo, e ele não conseguia parar de olhar o canto escuro, encarando e encarando, porém não via nada, não tinha nada, apenas escuridão, de quem Tord estava falando? Quem estava ali? Quem se escondia nas sombras? Eram as perguntas que Jon se fazia, porém, o que mas lhe assustava, era poder ver de canto, o de olhos amarelados o encarando, com um sorrisinho calmo no rosto, porém, assustador.




         -- Ele não quer que você sofra. 




Notas Finais


B(


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