História Livro 01 - Gritos de Guerra - Capítulo 3


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Categorias World of Warcraft
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Palavras 1.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Este capítulo ainda ta sendo escrito, porém, eu preferi lançar logo a parte 1 e 2 do mesmo. Espero poder concluir as outras partes a tempo ^^. No Mais agradeço sua compreensão.

Capítulo 3 - Capitulo 03 - O Guerreiro, A Xamã e a Lua.


Parte 01

Depois de horas de discussões, xingamentos e muita bebida alcoólica, Tasful conseguiu acalmar Mozilla.

- E então mozinho, você está mais calma? Perguntou Tasful, com a voz tranquila.

Mozilla cerrou os olhos para o Tasful, quando ele chamou ela por mozinho. E ele notou o olhar.

- Um pouco... Mas ainda tou puta contigo, seu canalha. Disse a trollesa um pouco bêbada, entornando outra caneca de bebida alcoólica.

Tasful suspirou e pediu mais uma rodada daquela bebida para o garçom. Ele sabia que após explicar todo o ocorrido com os cruzados, o que não foi fácil. De se desculpar muitas vezes por abandonar ela nua no meio da floresta, o que foi sacanagem por parte dele e ele admitia, mas a situação após aquele ocorrido foi frustrante demais para ele. Ao ver que Mozilla estava aproveitando a bebida, ele viu a oportunidade para mudar de assunto.

- Entãoooo... posso saber o motivo pelo qual você está aqui em Cidade Baixa? Perguntou Tasful, com certa curiosidade em sua voz.

Mozilla olhou para o necroguarda com um certo ódio por causa daquela pergunta. Ela se perguntava se por acaso, ela só foi mais uma fêmea para ele. Se foi só mais uma noite. Foi quando ela olhou para caneca e viu que tinha acabado a bebida, o que deixou ela triste, e então falou.

- To aqui acompanhando a família do Totem Crescente. O chefe da família foi chamado para ajudar o clã dos Lobos de Gelo na batalha por Alterac. Disse a trollesa com um olhar meio triste.

- O velho Îdii, foi convocado para a batalha? Perguntou Tasful surpreso com o que escutou.

- Sim, e não foi só ele, sua mulher, filho, nora e até os netos vieram juntos, com ele. Parece que precisam de curandeiros habilidosos lá nas montanhas. Respondeu Mozilla.

Tasful refletiu um pouco sobre o que acabara de escutar, de fato ele sabia que a batalha por Alterac estava sob um impasse. Ambos os lados estavam bem desgastados com as lutas constantes, e muitos dos próprios visitantes que chegavam em Cidade Baixa, ou iam para aquela região se juntar ao fronte, ou vinham de lá para tratamentos médicos mais intensivos.

- Mais uma rodada de Malte Destilado! Disse o garçom entregando duas canecas da bebida para Tasful e Mozilla.

Vendo que a bebida havia chegado, Mozilla pegou sua caneca e voltou a beber com um sorriso no rosto.

Tasful sorriu de forma singela ao ver Mozilla alegre, aproveitando a situação o renegado colocou sua mão sobre uma das mãos da trolleza e apertou de leve, depois ficou admirando a beleza da trolleza, totalmente despreocupado com os acontecimentos de algumas horas atrás.

Mozilla não deixo de perceber os gestos de Tasful, o que deixou ela sem saber como reagir. Pois uma parte dela ficava balançada com aquele guerreiro desvairado, mas a outra parte ficava puta sabendo que ele não dava a ela o devido valor. Porém, ela não iria negar ele sabia como mexer com uma fêmea, tinha uma presença tranquilizadora que muitas buscam, e conseguia ser bruto quando precisava ser. Só que naquele exato momento, ela não pode negar a lembrança do porquê, ele conseguiu convencer ela a dar um rolé meses atrás no interior da floresta do Vale Griss. O que fez ela se arrepiar todinha.

Ao ver que Mozilla tinha tido um calafrio, Tasful perguntou a trollesa.

- Você não quer caminhar comigo, pela cidade? Com um tom brincalhão na voz.

Mozilla por sua vez, ainda sem saber o que fazer, tirou a mão de Tasful e respondeu.

- Tasful, eu adoro sua companhia... Você sabe o quanto. Mas… você precisa se decidir de uma vez. Eu não sou alguém que fica esperando feito trouxa por um macho. Disse a trollesa com um tom sério, mas com olhar baixo.

Tasful sem saber o que responder, preferiu ficar calado. Foi quando o garçom do bar apareceu novamente, perguntando.

- Vão querer mais alguma coisa? Perguntou o garçom com um sorriso no rosto.

Mozilla aproveitando a deixa se levantou e se preparou para sair, foi quando a trolleza viu que Tasful não tinha tocado na sua própria bebida. Ela sorriu roubou a caneca do seu colega e saiu do bar gritando.

- Ele paga! Gritou a trollesa, soltando uma gargalhada logo em seguida.

Tasful só pode fazer uma coisa ao ver aquela cena, rir. Momentos depois, ele procurou pagar a conta da noite e seguir adiante.

- Quanto foi a conta Olavo? Perguntou o necroguarda ao dono do estabelecimento.

- Cem peças de ouro. Disse o dono do bar.

- Cem!? Isso é um roubo, como é que você mantém essa espelunca roubando seus clientes desse jeito? Perguntou o necroguarda, com um certo tom irônico.

- A espelunca, tem nome, Bar Lodo Nobre, e eu pensei que você soubesse do preço Tasful, afinal a sua companheira só pediu as coisas mais caras. Respondeu o dono do bar, com um sorriso desdentado.

Tasful abaixou a cabeça, pensando se tinha sido uma boa ideia apresentar Mozilla aquele lugar. Depois de alguns minutos, o necroguarda foi até o banco da cidade e entregou um saquinho com as peças de ouro pro dono do bar. Logo em seguida, ele voltou a caminhar rumo ao Boticarium, pensando.

- Como posso pedir ela em namoro, se não posso dar a ela um futuro digno. Pensava Tasful de cabeça baixa.

E assim, o necroguarda continuou a andar pelos corredores de Cidade Baixa, sozinho, pensativo e segurando um braço.

Parte 02

Mozilla aproveitava os últimos goles de sua bebida enquanto se dirigia ao elevador para voltar a parte superior de Lordaeron. Foi quando a última gota da bebida desceu por sua garganta e ela gritou.

- Aquele, desgraçado, fedorento, boca-suja, imundo, desleixado…. ARGGG!!! Gritava a trolleza com a voz enrolada.

Mozilla gritava por entre os corredores da capital dos renegados de tal forma, que todos aqueles que passavam por ela ou procuravam se afastar para não escutarem os xingamentos, ou para evitar de esbarrar contra uma trolleza bêbada furiosa. Mas, por mais que parecesse que ela estava descontrolada para os outros, por dentro ela estava dividida.

- Porque, eu fui me apaixonar por aquele… aquele… argg… não consigo nem pensar num xingamento que preste. Pensava Mozilla, com os olhos baixos.

A trolleza olhou para sua mão, apertou e fechou os olhos por um breve momento pensando, no sorriso e toque de Tasful. Eram coisas simples, um sorriso e um toque, porém, mesmo estando morto e não possuindo o calor de um ser vivo, ele ainda conseguia transmitir sua presença para aqueles ao seu redor, mesmo tendo virado um morto-vivo ele ainda conseguia sorrir, se preocupar com os outros e até beijar.

Ao ter lembrado do beijo do renegado, Mozilla se arrepiou toda novamente, foi quando ela voltou a si e lembrou que precisava apressar o passo. Levou alguns minutos até chegar a porta do elevador e quando ela chegou ao mesmo, voltou a ficar irada quando viu o tamanho da fila.

Momentos depois quando a porta do elevador se abriu, várias pessoas tentavam sair, enquanto outras tentavam entrar. Presa pela muvuca da situação, Mozilla não conseguiu se mover direito, mas quando ela finalmente ia entrando no elevador um jovem tauren trajado com vestes de couro trombou com a trolleza impedindo dela passar. Logo depois a porta do elevador se fechou e o mesmo subiu.

- Arg! Você não enxerga por onde anda não, tu me fez perder o elevador, seu idiota! Gritou Mozilla furiosa.

- Eu enxergo muito bem moça, agora se você não sabe se mover o problema não é meu. Disse o tauren com a voz calma.

Foi quando ambos se viram melhor. Ao ver que o jovem tauren, era na verdade o caçula dos Totem Crescente, Mozilla cerrou os olhos.

- Seus pais não lhe ensinaram que devia respeitar os mais velhos não, Ídii? Disse Mozilla com o tom sério em sua voz.

- Meu pai fica prestando mais atenção nos meus irmãos e minha mãe prefere ficar dizendo como eu devo viver minha vida. Disse o jovem tauren com tom despreocupado e fazendo um gesto como tanto faz.

- E seu avô não lhe ensinou nada? A trolleza perguntou.

- Meu avô ta mais preocupado em falar com os espíritos do que me ensinar algo. Continuou o jovem tauren.

Podia ter sido o efeito da bebida, ou podia ter sido por causa do canalha do Tasful reapareceu na frente dela, ou podia ter sido a forma como aquele jovenzinho encrenqueiro dos Totem Crescente agiu com ela, ou podia ter sido o fato dele ter desrespeitado aos pais, avô e aos espíritos, ou simplesmente foi tudo de uma vez. Mas o que aconteceu nos segundos seguintes fez com que aqueles ao redor dos dois se afastasse de Mozilla.

- Bagata! Gritou a trolleza na língua zandali.

Em um instante tudo estava bem para o jovem tauren, mas depois ele se viu ficando menor e vendo tudo crescer ao seu redor. Foi quando ele viu Mozilla chegando perto dele, e ela agora parecia uma giganta de tão alta, ela se curvou fez um sorriso e procurou tentar pegar ele com as mãos. Ìdii procurou correr, porém, ele não conseguiu, pois suas pernas não funcionavam direito. Foi quando ele teve seu corpo envolto pelos dedos da trollesa e foi levantado como se fosse um bichinho de estimação.

- Você vai vim comigo, e vai procurar pedir desculpas apropriadas para seus pais e para mim depois, ou se não você será um lindo sapinho por um booom tempo. Disse Mozilla sorrindo.

Para os outros poderia soar como se fosse uma simples conversa, mas para Ìdii, pareceu que ela gritava em seus ouvidos de tão alto.

Momentos depois, o elevador havia chegado novamente, Mozilla entrou nele, segurando Ìdii em suas mãos. E enquanto o elevador subia para a parte superior de Lordaeron, a trolleza assobiava, enquanto o jovem tauren gritava e a única coisa que saia de sua boca era, o coaxar de um sapo.

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