História Livro 01 - Gritos de Guerra - Capítulo 3


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Categorias World of Warcraft (WoW)
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Palavras 4.317
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


DESCULPA A DEMORA, época de provas e trabalhos, muita correria mas ta ai capítulo 03. (14/10/18)

Capítulo 3 - Capitulo 03 - O Renegado, A Trollesa e a Lua.



Parte 01
Depois de horas de discussões, xingamentos e muita bebida alcoólica, Tasful conseguiu acalmar Mozilla.
- E então mozinho, você está mais calma - Tasful perguntou de forma tranquila.
Mozilla cerrou os olhos para o Tasful, quando ele chamou ela pelo apelido carinhoso. E o renegado notou o olhar de desprezo da trolleza.
- Um pouco... - A trolleza respondeu. - Mas ainda to puta com tu. - A trollesa disse um pouco bêbada, e voltando a entornar outra caneca de bebida alcoólica.
Tasful suspirou e pediu mais uma rodada daquela bebida, para o garçom. Ele sabia que após explicar todo o ocorrido com os cruzados, o que não foi fácil. De se desculpar muitas vezes por abandonar ela nua no meio da floresta, o que foi sacanagem por parte dele e ele admitia, mas a situação após aquele ocorrido foi frustrante demais para ele. Ao ver que Mozilla estava aproveitando a bebida, ele viu a oportunidade para mudar de assunto.
- Entãoooo… - Disse o renegado tentando se aproximar dela. - Posso saber o motivo pelo qual você está aqui em Cidade Baixa? - O renegado perguntou, com certa curiosidade em sua voz.
Mozilla olhou para Tasful com um certo ódio por causa daquela pergunta.
- Eu vou aonde eu quiser, Tasful Maraud. - A trollesa falou furiosa. - E você sabe muito bem disso.
Tasful, viu que Mozilla estava com bastante raiva, pois ela só chamou ele pelo nome completo quatro vezes, a primeira quando ele falou seu sobrenome, e as outras três foi quando ela lançou a fúria xamânica sobre ele.
- Eu peço desculpas se eu lhe ofendi, Mozilla, eu peço desculpas novamente por ter te abandonado no meio da floresta, eu peço desculpas por não ter respondido suas cartas. E eu peço desculpas se eu estou sendo um péssimo companheiro. - O renegado falou com toda a sinceridade que possuía.
Mozilla olhou para ele, e ainda sentia bastante ódio, mas ao mesmo tempo viu que ele estava sendo sincero em cada palavra.
- Então, porque tu é tão relapso. - Mozilla perguntou com a voz decepcionada.
Tasful ficou calado depois daquela pergunta, e ambos ficaram em silêncio por um tempo. Enquanto isso as outras pessoas que estavam no bar, riam, gritavam e bebiam.
- To aqui para acompanhar a família do Totem do Amanhecer. - Mozilla disse, olhando para sua caneca. - O chefe da família foi chamado para ajudar o clã dos Lobos de Gelo na batalha por Alterac.
- O velho Gabdhu, foi convocado para a batalha? - Tasful perguntou surpreso com o que escutou.
- Sim e não foi só ele, sua mulher, filho, nora e até os netos vieram juntos, com ele. Assim como também um batalhão novo de Penhasco do Trovão. - Comentou a trolleza um pouco séria. - Parece que precisam de mais reforços, assim como também de curandeiros habilidosos lá nas montanhas.
Tasful começou a refletir um pouco sobre o que acabou de escutar, de fato ele sabia que a batalha por Alterac estava sob um impasse. Ambos os lados estavam bem desgastados com as lutas constantes, e muitos dos próprios visitantes que chegavam em Cidade Baixa, ou iam para aquela região se juntar ao front, ou vinham de lá para tratamentos médicos mais intensivos.
- Mais uma rodada de Malte Destilado! - O garçom disse, entregando duas canecas da bebida para Tasful e Mozilla.
Vendo que a bebida havia chegado, Mozilla pegou sua caneca e voltou a beber com um sorriso no rosto. Aquela bebida destilada não era um cerveja tróllica ou órquica, mas era tão forte quanto, era apenas a terceira caneca e ela já estava ficando um pouco tonta.
Tasful sorriu de forma singela ao ver Mozilla alegre e aproveitando a situação o renegado colocou sua única mão sobre uma das mãos da trolleza e apertou de leve, depois ficou admirando a beleza da trolleza, totalmente despreocupado com os acontecimentos de algumas horas atrás.
Mozilla não deixo de perceber os gestos de Tasful, o que deixou seu coração um pouco acelerado. Pois uma parte dela ficava balançada com aquele guerreiro desvairado, mas a outra parte ficava puta sabendo que ele não dava a ela o devido valor, porém, ela não iria negar ele sabia como mexer com uma fêmea, tinha uma presença tranquilizadora que muitas buscam, e conseguia ser bruto quando precisava ser. E por causa dessa mistura de emoções ela ficou sem saber como reagir, então preferiu por apertar a mão de Tasful também. E quando ela olhou para os olhos dele, e lembrou daquele dia em que ele chamou ela para conhecer melhor a floresta do Vale Gris, ela sentiu um arrepio por todo o corpo.
Ao ver que Mozilla tinha tido um calafrio, Tasful puxou sua capa e deu a ela.
Ponha ela já está seca, vai ajudar a lhe esquentar. - O renegado falou esboçando um sorriso.
A trolleza aceitou o gesto do renegado, de fato a capa já estava seca, porém um pouco suja. Ela cheirou a capa e pode sentir o cheiro tanto de Tasful quanto de sangue humano, e isso deixou ela inebriada. Ela então pôs a capa sobre seu pescoço, e de fato ajudou a aquecer um pouco, mesmo sabendo que não era frio que ela havia sentido.
Ambos continuaram de mãos dadas por um tempo.
- Tu sabe que eu gosto de ti, não é Tasful. - Mozilla disse com a voz firme. - E eu sei que gosta de mim também.
- Sim eu gosto. - Tasful falou apertando mais a mão da trolleza.
- Então porque, você sempre me abandona. - A trolleza questionou um pouco triste.
Tasful sem saber o que responder, preferiu ficar calado. Foi quando o garçom do bar apareceu novamente, perguntando.
- Vão querer mais alguma coisa? - O garçom perguntou com um sorriso no rosto.
Mozilla, queria ficar um pouco mais com o renegado, mas ela já havia perdido muito tempo, ela precisa voltar a superfície e receber os Totem do Amanhecer. Aproveitando a deixa do garçom, ela se levantou e viu que Tasful não tinha tocado na sua própria bebida, a trollesa então sorriu e pegou a caneca do renegado e saiu andando.
- Ele paga! A trollesa gritou e logo soltou uma gargalhada alegre em seguida. - E obrigada pela capa Tasful, te devolvo quando você responder todas as minhas cartas!. - Disse ela por fim.
Tasful admirado com a Mozilla só pode rir da cena. Momentos depois, ele procurou pagar a conta da noite e seguir adiante.
- Quanto foi a conta Olavo? - O necroguarda perguntou ao dono do estabelecimento.
- Vinte peças de ouro. - O dono do bar respondeu.
- Vinte de ouro!? - Tasful gritou espantado. - Isso é um roubo, como é que você mantém essa espelunca roubando seus clientes desse jeito? - O necroguarda, questionou com um certo tom irônico.
- A espelunca, tem nome, Bar Lodo Nobre. - Retrucou Olavo. - E eu pensei que você soubesse do preço Tasful, afinal a sua companheira só pediu as coisas mais caras. - O dono do bar respondeu com um sorriso desdentado.
Tasful abaixou a cabeça, pensando se tinha sido uma boa ideia apresentar Mozilla aquele lugar. Depois de alguns minutos, o necroguarda foi até o banco da cidade sacar dinheiro e logo voltou ao bar para entregar um saquinho com as peças de ouro pro dono do bar. Em seguida, ele voltou a caminhar rumo ao Boticarium, pensando.
Como posso pedir para que ela seja minha, se não posso dar a ela um futuro digno. - Tasful pensou de cabeça baixa.
E assim, o necroguarda continuou a andar pelos corredores de Cidade Baixa, sozinho, pensativo e segurando um braço.
Parte 02
Mozilla aproveitava os últimos goles de sua bebida enquanto se dirigia ao elevador para voltar a parte superior de Lordaeron. Foi quando a última gota da bebida desceu por sua garganta.
- Porque eu fui me apaixonar por ele. - A trolleza falou com a voz enrolada.
Enquanto caminhava por entre os corredores da capital dos renegados, Mozilla estava imersa em seus pensamentos. A princípio ela estava ocupada demais com a mudança dos Totem do Amanhecer, depois ela não esperava encontrar Tasful de novo tão cedo e depois que encontrou ele, ela não imaginava que os sentimentos de ódio e desprezo que sentia por ele iriam se esvair e voltaria a sentir amizade, apreço e amor. E agora ela se via novamente balançada pelo cara legal que ele é.
A trollesa então olhou para sua mão e em seguida fechou os olhos por um breve momento pensando, no sorriso e toque de Tasful. Eram coisas simples, um sorriso e um toque, porém, mesmo estando morto e não possuindo o calor de um ser vivo, ele ainda conseguia transmitir sua presença para aqueles ao seu redor, mesmo tendo virado um morto-vivo ele ainda conseguia sorrir, se preocupar com os outros, e até gostar de alguém. Foi quando a trollesa lembrou do beijo do renegado, e voltou a se arrepiar toda novamente. 
Sem perceber o que estava a sua frente, a trollesa esbarrou em alguém, foi quando ela voltou a si e viu que já estava no corredor que dava para o elevador, porém, diferente do que ela esperava a fila para entrar no elevador estava enorme e o fluxo de gente entrando e saindo era um absurdo.
- Desculpe. - Mozilla disse ao orc em que se esbarrou.
O orc fez um gesto que estava tudo bem, e voltou a encarar a porta do elevador. 
Mozilla que também precisava voltar logo a superfície pensou em dar a volta para pegar outro elevador, quando foi cercada por mais gente tentando entrar no elevador. Segundos depois o elevador abre as portas, mostrando que várias pessoas poderiam entrar enquanto várias outras saiam, fazendo com que a fila em que a trollesa estava se movesse como uma maré, levando todos de acordo com fluxo em que você se encontrava.
A fila de pessoas entrando se moveu mais depressa quando o último passageiro saiu do elevador, e esbarrou em Mozilla e pisando acidentalmente em seu pé.
- Arrg! - Mozilla gritou, segurando o pé dolorido devido ao peso.
Devido ela ter parado por causa da dor, a trollesa não teve capacidade de entrar no elevador antes que ele fechasse.
- Seu pé de kodo! - Mozilla xingou. - Tu não vê onde pisa não?!
- E a culpa é minha, por eu ter pisado no seu pé? - Um jovem tauren questionou.
A fila para o próximo elevador já estava começando a se formar, quando todos viram a discussão entre a trolleza e um tauren começar.
Mozilla pegou um pouco do seu cantil de água e despejou sobre seu pé, e fez uma pequena prece para curar a dor, depois de algum tempo ela pode voltar a pisar sem que o pé doesse tanto. Ela respirou fundo e procurou olhar o tauren melhor.
- Girad? - A trolleza disse surpresa ao ver o caçula dos Totem do Amanhecer. - Vocês já chegaram da viagem?
O jovem tauren não entendeu como aquela trolleza sabia o nome dele.
- Tia Mozi? - O jovem tauren disse. - Você está bem diferente desde a última vez que eu lhe vi.
- Eu to diferente? - Falou Mozilla tentando não rir. - Olha só tu, tu tá enorme! 
Ambos logo deixaram o mal entendido para trás e se abraçaram.
- Por que tu tá aqui embaixo Girad? - A trolleza perguntou, depois de terminar o abraço.
- Minha mãe pediu para eu comprar algumas coisas no armazém. - O jovem tauren respondeu.
- Ora então vou te levar lá, é tua primeira vez aqui em Cidade Baixa, num é? - Mozilla disse.
- Sim, senhora. - Girad respondeu.
Mozilla deu um tapa no braço do rapaz.
- Não tenho trinta anos pra ser chamada de senhora. - Mozilla disse.
E ambos riram do comentário e começaram a andar rumo ao centro comercial. Momentos depois, enquanto Mozilla mostrava o centro da capital subterrânea para Girad.
- Tia Mozi, você não fica incomodada com essa cidade? - Girad perguntou.
- A princípio eu sentia nojo dessa cidade e de seus habitantes, garoto. - A trollesa falou. - Mas com o passar do tempo, eu pude conhecer melhor eles, e ver que eles tem uma história muito parecida com a dos outros membros da Horda. E coisas como essa, acabam unindo a gente mais que o próprio sangue. - Mozilla terminou com um sorriso.
- Mas e os espíritos, a senhora ainda sente eles? - O jovem tauren perguntou.
Mozilla continuou a sorrir para a pergunta do tauren. E fechou os olhos para se concentrar um pouco. Um minuto depois seus sentidos já estavam em harmonia com os elementos.
- Eu escuto a terra, ao meu redor. - Mozilla começou. - Ela foi muito maltratada com a praga, mas ela ainda resiste e mostra que ainda tem forças para gerar vida. - A trolleza falou feliz. - Escuto a água, ela chora constantemente, sempre pedindo para que seja purificada das substâncias químicas que despejam nela. É uma tristeza constante. - Continuou a falar em tom melancólico. - E também escuto os espíritos daqueles que morreram, são tantos Girad, tantos. - Mozilla ficou com a voz embargada de dor e tristeza. - Todos sempre chorando, gritando ou sussurrando. - Finalizou com tom mais soturno.
Girad olhou para a Mozilla aterrorizado, ao saber dos espíritos, mas também estava admirado com a xamã, o que gerava uma certa inveja.
- Queria ter nascido como um xamã. - O jovem tauren disse, um pouco infeliz consigo mesmo.
Mozilla olhou para Girad e pode perceber a tristeza tanto em sua voz quanto em seus olhos. De fato o jovem tauren e seu irmão, não haviam nascido com o dom de escutar os elementos ou os ancestrais, e isso às vezes deixava ambos chateados quando crianças, mas o orgulhoso Gerad logo seguiu em frente e começou a treinar para ser um guerreiro e deixou para trás o sonho de se tornar um xamã como o avô, mas Girad por outro lado sempre gostou de participar das cerimônias ritualísticas de seu povo, mesmo não podendo senti-las de fato.
- Não se preocupe Girad. - Mozilla disse, sorrindo para o jovem tauren. - Tenho certeza que os espíritos irão lhe garantir algo no tempo certo, basta tu ter paciência.
Girad ficou um pouco alegre com o comentário de Mozilla e voltou a sorrir.
- Bem temos que comprar logo as mercadorias que minha mãe pediu, não quero demorar muito para voltar se não vou levar bronca. - O jovem tauren comentou um pouco preocupado.
Mozilla riu um pouco do comentário e lembrou do temperamento de Momo, de fato a druidesa sabia ser bem agressiva quando irritada.
Passado alguns minutos andando pelo mercado central da cidade, eles chegaram na loja de Eleonor.
- Boa Noite! - Mozilla comprimentou, a dona do estabelicimento. - Ainda tá aberto pra compras? - A trolleza perguntou em seguida.
- Funcionamos vinte quatro horas por dia e sete dias por semana, minha querida. - Eleonor falou com a voz alegre e empolgada. - Em  que posso ajudar, temos ingredientes, comidas prontas, materiais de manufatura, alguns produtos decorativos e muito mais. - Falou a dona do estabelecimento, empolgada com a nova cliente.
Mozilla e Girad sorriram, e começaram a fazer as comprar e por sorte conseguiram encontrar tudo o que queriam com boa qualidade, desde os ingredientes para comidas, até novas bolsas para carregar os materiais de herborismo de seus pais e tudo por um bom preço. Após pagarem por tudo, agradeceram a dona da loja e prometeram que voltariam a comprar nela quando voltassem para a capital, o que deixou a mesma muito alegre.
Logo depois eles voltaram para os elevadores e esperaram chegar a vez deles para entrar, conversando sobre como Girad havia melhorado nas artes de alquimista e herborista, como Gerad havia recebido suas primeiras comendas como um guerreiro, como o Gabduh foi indicado pelo próprio Caerne Cascossangrento para ajudar na batalha por Alterac e muito mais.
Depois de chegarem à superfície, o frio da noite foi agravado pela tempestade que ainda continuava a cair sobre Tirisfal, porém mesmo com as nuvens fortemente carregadas e com os raios e relâmpagos iluminando os céus, os habitantes da superfície de Lordaeron continuavam com suas vidas sem se preocupar com a tempestade que estava sobre eles.
Parte 03
A lua apareceu no céu noturno de Tirisfal no dia seguinte, depois de quase quarenta horas consecutivas de muita chuva.
- Mu’Sha sorri novamente para nós. - Disse a anciã dos Totem do Amanhecer, com a voz alegre..
- De fato ela sorri, Muria. - Falou Gabdhu, olhando nos olhos de sua esposa e confortando ela com um abraço.
Muria ficou mais feliz com o carinho de seu marido, e beijou um de seus braços em gratidão. E assim ficaram ambos os anciãos do clã Totem do Amanhecer, em pé admirando a beleza da noite.
- Sogro, sogra o jantar já está pronto voltem para a tenda por favor. - A matriarca do clã falou com sua voz calma.
- Já vamos querida, só estamos olhando um pouco para Mu’Sha. - Muria respondeu com a voz mais calma ainda.
Ao entrarem na tenda os anciãos viram que a mesa já estava pronta, seus netos já estavam sentados esperando a comida quente da mãe, e seu filho estava ajudando a trazer o panelão de sopa, enquanto Momo e Mozilla traziam pão fresco e algo para beber.
- Pronto. - Disse o Patriarca do clã, pondo a sopa quente sobre uma fogueira próxima a mesa de jantar. - Podem se servir do jantar. - Garud falou sorrindo.
Os jovens do clã, logo pegaram seus pratos e foram até a concha para pegar a sopa.
- Cadê os seus modos. - Ralhou Muria, para seus netos. - Agradeça a Mãe Terra pela dádiva pelo menos. - Sorriu, a anciã.
- Desculpe vó. - Falou ambos os jovens. - Obrigado pelas graças desse jantar, Mãe Terra, e que suas bençãos sempre sejam lembradas. - Disse Girad.
Mozilla sorriu ao escutar o jovem tauren fazendo as preces do jantar.
- Se fosse em outras circunstâncias, tu seria um bom sacerdote Girad. - Mozilla falou ao sentar na mesa com os demais.
Todos riram, mas não deixaram de concordar com a observação da trollesa.
- De fato ele seria um excelente sacerdote, mas acho a luz não foi feita para nós taurens. - Falou Garud.
- Bobagens meu filho, An’She sempre nos abençoou com a luz, mas nós nunca precisamos somente dela. - Muria falou tranquilamente. - A Mãe Terra nos ensinou que precisamos tanto do dia quanto da noite, nunca somente de um, pois sem um o outro não pode existir.
- Concordo com Muria. - Gabdhu falou, pensativo. - Porém, seria uma grande benção saber que um dia os taurens pudessem usufruir das dádivas dos filhos da Mãe Terra.
Muria acenou com a cabeça, e logo todos começaram a conversar sobre como seria a vida de Girad se ele se tornasse um sacerdote. Depois de algum tempo o jantar tinha acabado e todos estavam ao redor da fogueira que tinha sido acesa no lado de fora da tenda.
Muitos outros estavam acendendo fogueiras nos jardins de Lordaeron também o que fez com que o ar sombrio da cidade fosse afastado pelo calor do fogo.
- E então Mozilla, ansiosa para rever seu antigo mestre Drek’Thar? - Perguntou Gabdhu curioso.
- Muito. - Mozilla respondeu, alegre. - Faz muitos anos que não vejo Drek’Thar, tem tantas coisas que eu quero poder dizer, mas primeiramente direi, obrigada. - Mozilla falou ainda alegre.
- Tive o prazer de conhecer Drek’Thar a muito tempo, também espero que meu velho amigo esteja muito bem. E conhecendo ele, provavelmente deve estar tornando a vida daqueles anões um inferno. - Falou Gabdhu, rindo.
- Estou um pouco preocupada. - Muria disse um pouco séria. - Vi hoje o número de feridos que chegaram de Alterac e não são poucos.
- Sim. - Mozilla falou. - Estou aqui a três dias, e vi tantos feridos quanto na época em que estávamos no posto avançado do Brado Guerreiro no Vale Gris.
Todos passaram a ter um olhar mais soturno depois do comentário da trolleza, a verdade era simples tirando os jovens taurens todos os outros conheciam a guerra muito bem. Gabdhu e Muria eram velhos, e já viram muitas batalhas e guerras ao longo de suas vidas o que lhes garantiu uma certa fama e respeito, graças a sua experiência no tratamento de doenças. Garud assim como seus pais, também escolheu o caminho dos curandeiros e após ter completado seu treinamento como druida, ele optou por se especializar no caminho da restauração e usando os poderes da natureza ele conseguia tratar machucados e doenças tão bem quanto seus pais. Momo era uma druidesa da garra, ganhou fama graças aos seus ataques furtivos em meio às florestas de Kalimdor. Mozilla era uma xamã da restauração assim como Gabdhu e Muria que foram seus mestres durante sua especialização, e por ter participado ativamente nas batalhas pelo domínio do Vale Gris.
O clima começou a esfriar novamente, porém o céu estava limpo, tanto a lua quanto às estrelas continuavam a iluminar o céu.
Todos continuavam em silêncio encarando a fogueira, quando senta-se ao lado de Mozilla com um grande som de armadura pesada, o que faz com que todos passem a olhar para quem havia chegado.
- Levei uma hora para encontrar a tenda do velho Gabdhu. - Um renegado falou tentando se acomodar melhor.
Mozilla olhou melhor para o renegado e reconheceu a voz.
- O que você faz aqui Tasful? - A trollesa perguntou surpresa.
- Vou com vocês até as montanhas Alterac, pedi para meu superior que me desse uma dispensa na qual eu pudesse cumprir com alguns assuntos pessoais. - Tasful falou enquanto tirava seu elmo. - E também, para garantir que tudo ocorra bem durante a viagem, afinal sou um ótimo guarda costas. - O renegado disse sorrindo para a trolleza.
Mozilla ficou um pouco corada com a forma como ele havia dito aquilo, pois fez lhe lembrar do passado.
- Ora ora, se não é meu velho companheiro Tasful! - Garud disse entusiasmado. - Venha aqui seu saco de ossos e me dê um abraço.
Tasful se levantou e comprimentou Garud e o resto da família.
- Faz muito tempo que não vejo você Tasful. - Momo comentou. - Anda se comportando? - A taurena perguntou com um olhar irônico.
- Um pouco. - O renegado respondeu. - Mas e então como o jovem Gerad está? Soube que seu treinamento como guerreiro está indo muito bem. - Tasful falou alegre.
- Vai bem senhor Tasful. - O jovem tauren disse encabulado. - Mas as dicas que o senhor me passou serviram muito nos treinamentos.
Tasful sorriu e procurou algo em sua mochila, e tirou um odre de couro e lançou ao ancião tauren.
- Eu não me esqueci do senhor, então pode parar de me olhar assim. - O renegado falou sarcástico.
Gabdhu que havia pego o odre achou estranho, mas logo viu que estava cheio com alguma coisa líquida e quando ele removeu a tampa pode sentir a fragrância da bebida fermentada de leite de kodo, cevada, malte e algumas ervas.
- Fazia tempo que eu não sentia o cheiro disso, isso é Leite lamaterno mesmo rapaz? - O velho tauren questionou.
- Sim, senhor. - Tasful respondeu alegre. - Deu o maior trabalho arranjar isso daí fora da época, mas o dono de um estabelecimento sempre encomenda bastante dessa bebida, para poder estocar.
- Vai beber tudo sozinho mesmo, ou vai compartilhar querido. - Muria disse sorrindo para o marido.
Gabdhu logo se amaldiçoou por não oferecer a sua esposa antes.
- Claro querida, tome o primeiro gole. - O ancião falou, passando o odre para sua esposa com muito pesar.
Muria tomou o odre de seu marido e agradeceu, tomou um pequeno gole e começou a degustar o gosto da bebida, logo em seguida tomou mais um gole e passou o odre para sua nora. Que logo depois de beber um gole da bebida, passou para sua amiga, que também fez questão de fazer um gole demorado enquanto os rapazes encaravam as três fêmeas rindo.
- Pronto, senhor Gabdhu, pode tomar da sua bebida novamente. - A trollesa comentou sorrindo.
- É uma ótima safra querido. - Muria comentou alegre.
- Realmente. - Momo falou em seguida esboçando um sorriso. - Acho que eles usaram alguma especiaria nova no ano passado, mas a receita da família Lamaterno continua impecável, ótimo balanço entre a fermentação dos grãos e do leite, e o chá de erva que adicionaram a ele para adocicar e perfumar é divino.
Gabdhu recebeu o odre com um sorriso triste, e ao perceber que quase metade do odre estava vazio, ele baixou a cabeça em pesar.
- Vocês não sabem que eu estou velho, e que tenho que aproveitar esses pequenos momentos. Como apreciar uma boa bebida num dia frio. - Gabdhu resmungou triste.
- Se reclamar de novo eu tomo o odre tenho certeza que as meninas e eu não terminamos de degustar dela. - Muria falou olhando para seu marido de soslaio.
Gabdhu logo bebeu um gole da bebida e de fato ela estava divina, mas os outros não puderam segurar a graça da situação e logo riram também.
- Pai vai com calma, eu gostaria de beber um pouco também. - Garud falou.
- Compre um odre pra você. - Gabdhu respondeu, voltando a tomar outro gole.
E assim todos voltaram a rir e conversar alegremente, enquanto a luz da lua brilhava forte no alto do céu.



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