História Livro das Sombras - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxaria, Magia, Wicca
Visualizações 13
Palavras 1.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - A lenda do Vilarejo Perdido.


Há muito tempo ouvi as pessoas de minha cidade falarem sobre uma lenda, uma lenda que eu adorava adorava muito ouvir quando era mais nova, essa lenda falava sobre um vilarejo que ninguém sabia o nome e nem sabiam onde se localizava, mas sabiam de alguma forma sobre a sua existência. 

Nesse vilarejo sem nome viviam pessoas bem peculiares, não pessoas que eram mais leves que balões ou que arremessavam pedras incrivelmente grandes e pesadas ou que ateavam fogo pelas mãos... Certo, talvez ateassem fogo pelas mãos mas em ocasiões de grande risco. Elas eram pessoas normais como quaisquer outras pessoas normais, porém, guardavam um, dois segredos, muitos segredos que para os outros que não faziam parte de sua vivência eram fatos incrivelmente medonhos, então, para não correrem risco e para os outros não se tornarem ameaças, resolveram viver escondidos, raramente chegando perto de outras cidades, apenas vivendo na sua pequena bolha, que era seu vilarejo e as paisagens a sua volta. 

Sempre me disseram que esse lugar deveria ser maravilhoso, porque todas as pessoas que viviam ali cuidavam um dos outros, cuidavam do ambiente, cuidavam absolutamente de tudo. 

Estava pensando sobre isso e resolvi passear pela rua, comecei a ouvir alguns senhores conversando sobre isso, e eu que adoro ouvir sobre essa história resolvi me juntar e ouví-los. Uma senhora que estava lá nos disse que eles agem assim com a natureza porque para eles é uma forma de agradecer à Terra por ter lhes proporcionado a vida, seus frutos e a sua casa. O que é uma coisa muito bonita de se fazer, pensei. Geralmente minha cidade está sempre poluída... Continuando com a conversa dos senhores um deles me disse que já chegou a se aproximar desse vilarejo e até a falar com algumas pessoas que viviam lá, o que obviamente gerou nos outros uma onda de risos e piadas, e então todos se dispersaram e voltaram para seus afazeres, e eu sem saber o que fazer e dizer para o senhor apenas disse que acreditava nele e ele me agradeceu com um sorriso e então falou:

- Você quer ouvir o resto da minha história? É a primeira vez que alguém diz que acredita nela, nunca me deram a oportunidade de contar, e isso já aconteceu a tanto tempo, tanto tempo que nem me lembro ao certo quando.

- Claro. - respondi.

- Mas me lembro que eu estava fazendo uma caminhada com meu cachorro, sim sim, estávamos caminhando... - ele falou enquanto se esforçava para lembrar, dava pra perceber pelas suas expressões que sua memória já estava começando a falhar. - Passamos por uma floresta de pinheiros que tem por ali - ele apontou para uma pequena estrada que havia ao norte, parecia que ninguém passava por ali havia bastante tempo, dava pra ver a leve neblina. - Essa floresta é muito bonita, as vezes eu ainda vou lá para tentar encontrar o vilarejo mas não me lembro mais como chegar... Mas me lembro de uma árvore. - ele me lançou um olhar estranho, meio triste, meio confuso.

- Uma árvore?! Bem, tem várias lá dentro. - respondi.

- Eu sei que tem várias árvores lá dentro, estou dizendo de uma árvore, uma árvore estranha. 

A esse ponto comecei a pensar: É, ele é meio maluco.

E então continuou:

- Essa árvore é especial, ela te ajuda.

- Como ela ajuda? - perguntei bastante confusa com essa conversa.

- Ela ajuda. - ele finalizou, se levantou, foi embora e me deixou sem respostas. 

É talvez ele seja só maluco, pensei.

Mesmo que isso seja apenas uma lenda, uma história para fazer as crianças dormirem... Ainda fico bem curiosa.

Muitas pessoas que me falam sobre essa história me dizem que os moradores desse lugar sem nome são bruxos, demônios ou apenas pessoas que foram injustiçadas, dizem que todos foram mortos mas seus espíritos ficam vagando pelo vilarejo ainda de pé e que as vezes eles aparecem pela floresta, e eu nunca sei a verdade sobre tudo isso. Se eles são apenas pessoas normais sem habilidade alguma, então como ganharam essa fama? E se todos foram mortos, quem fez isso e por que o fez?  

Depois de ouvir o senhor maluco resolvi ir embora também, estou ficando com fome.

Dou alguns passos para minha casa e então algo chama minha atenção: barulho de sinos, sinos pequenos, barulhos bem agudos... Vindos da pequena estrada que quase ninguém passa... Que dá pra chegar à floresta que dá pra chegar ao... 

- Mocinha... Qual é o seu nome mesmo? - O senhor reaparece cortando a minha linha de raciocínio. 

- Ah, é, ahn... - fico confusa com a situação - Você ouviu o sino?

- Cruzes, que nome estranho! - ele começa a rir. 

- Desculpe. - começo a rir também. - Eu nunca conto o meu nome para as pessoas.

- Atitude bastante sábia. - ele respondeu e foi embora novamente.

Normalmente dizem que é uma atitude bem idiota, mas eu nunca ligo. Mas essa resposta me deixou confusa, novamente.

Olho para a pequena estrada de novo e não há nada ali... Talvez seja minha imaginação, me aprofundei demais nessa história. É hora de voltar pra casa.

No caminho de casa pensei, talvez eu devesse ir nessa floresta e encontrar a tal árvore. Ela pode ajudar a encontrar o vilarejo. Comecei a rir comigo mesma, essa história se tornou um pouco engraçada. Árvores que ajudam as pessoas. 

Chego em casa, subo para meu quarto e começo a pensar em toda essa história novamente.

O tempo passou muito rápido, olho para o relógio e já está tarde. Desço para a cozinha e cumprimento meu irmão que acabara de chegar do ginásio, ele adora jogar futebol desde que era pequeno. 

Conversamos sobre nosso dia, mais sobre o dia dele, ele não gosta que eu fique conversando sobre essa lenda com pessoas que eu não conheço, o que é bem compreensível, e então fomos jantar. 

Após o jantar, assistimos TV e logo após fomos cada um para seu covil para dormir.

Eu estou bastante cansada porém não consigo dormir.

Fiquei pensando sobre o pequeno sino que ouvi mais cedo. Comecei a imaginar coisas como se fosse uma criança de 7 anos.

Olho para o relógio do celular e vejo: 3h15. 

Ok, certo, passei tempo demais viajando na maionese. 

Tento dormir e estou quase conseguindo. Se não fosse por esse barulho de sino de novo!




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