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História Livros, Flores e Café - SuperCorp - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoas, primeiro, obrigado por todos os comentarios e todas as visualizações
Estou feliz que estejam gostando e com todo sucesso que a fic tem feito.
Eu estou muito feliz mesmo.

Segundo, acho que esse capitulo ta um pouco fraco, então peço desculpas por isso, mas não queria deixar vcs no suspense. No final das notas eu comento.
Em breve sai algo melhor. Desculpe.

Terceiro, sem beta ta? Então perdoem os erros, por favor.

Boa leitura e até em breve.

Capítulo 6 - Flores para a Srta Luthor


Era quinta-feira. A chuva que cobriu Nacional City por três dias finalmente havia passado e agora dava lugar ao frio intenso na cidade. Mas essa mudança de tempo havia inspirado Kara. Depois de muito conversar com Alex na segunda-feira, Kara ligou a TV e assistiram ao vídeo de Lena. Era a resenha semanal de Percy Jackson e os Olimpianos. A morena falava tão apaixonada que até Alex se inspirou em ler a série.

Kara por outro lado, observava muito mais os lábios da morena e o cenário que ela estava. Ela já havia lido a saga após a morena comentar no Twitter que iria resenhar o livro em breve, já que estavam falando tanto sobre isso em todos os canais sociais desde o anuncio do autor sobre a nova série. Kara prestava atenção que suas flores enfeitavam o cenário de gravação da morena. Suas não, aquelas eram as flores do Sr Spheer, ela pensou enciumada.

Mas na quinta-feira, mexendo na estufa, Kara pensou na conversa que teve com Alex. A irmã ainda não havia criado coragem e chamado Sam para sair. Ela evitara deliberadamente a cafeteria só para não perder a aposta. Kara riu. Sua irmã passava em frente, observava a morena pela grande janela que havia lá, mas saia praticamente correndo se a castanha estivesse olhando em sua direção.

Só que amanhã já era sexta, noite que elas combinaram de ir ao café para ver a noite de poesias que Sam promoveria.

Ela não podia perder tempo. Pensando nisso, Kara colheu uma leva única de sua criação. Com muito esmero, ela preparou um lindo arranjo em um vaso delicado. Um vaso marrom, de cerâmica, com relevo como se fossem curvas de nível. Era quadrado, feito para parecer em harmonia com qualquer ambiente. Seis lindos botões foram plantados com muito cuidado e carinho no vaso escolhido. Um laço vermelho foi feito com a fita passada em volta do vaso. Estava bonito, ela concluiu.

Pensando na regra do Sr Spheer de entregar antes do meio-dia, Kara concluiu que Lena deveria gravar à tarde. Pensando bem, Lena provavelmente deveria gravar à tarde para aproveitar a luz do sol. Então fazia sentido ela ter sido apressada para entregar.

A questão agora era o que colocar no cartão?

 A loira escreveu diversos rascunhos. Nenhum parecia bom o bastante. Foi então que pegou seu livro de poesias favorito.

Teria que ser algo simples. Não queria pagar outro mico na frente dela.

Pensando em mico, não tinha como entregar isso a ela. Não iria conseguir isso. Lena a acharia completamente louca ou uma perseguidora.

Pensando sobre isso, Kara só tinha uma escolha, precisava entregar na portaria e confiar que as flores seriam entregues. Mas ficou com medo de se arriscar a fazer isso pessoalmente.

- Nia, aqui é a Kara – falou a loira quando a amiga atendeu ao telefone – Preciso que faça uma entrega para mim. Esta livre agora?

- Oi Kara, calma garota, eu “tô” livre sim. Chego ai em dez minutos – confirma a morena e desliga.

Quando Kara ouve a sineta da porta, ela levanta a cabeça e vê sua amiga Nia Nal entrando e tirando o capacete. A lambreta que Nia usava para cruzar a cidade estava parada logo a frente da loja.

- Que bom que chegou – diz a loira, abrindo um imenso sorriso.

- Olá garota das flores, que urgência toda é essa? Não são nem dez horas da manhã e você já esta apressada. – Cumprimenta Nia, sorrindo.

- Eu preciso de um favorzão. Preciso que este vaso seja entregue neste endereço. – Explica Kara, indicando o vaso sobre o balcão. – E que seja antes do meio dia e com máxima discrição.

- Certo – concorda Nia, observando o vaso e vendo as flores que ali estavam dispostas. Ela nunca havia visto aquelas flores na loja de Kara. Eram novas, tinha certeza. Um arranjo lindo, talvez o melhor que Kara já havia feito. – São lindas e nossa, cheirosas – pronuncia Nia quando pegou o vaso na mão. – Mas acho que nunca as vi por aqui. Não me lembro de ter visto nenhum arranjo tão lindo quanto este. E olha que já vi belas flores aqui.

- Sim, elas são. Colhi da estufa hoje cedo. – conta Kara – São aquelas plumérias que eu estava criando.

- São aquelas maravilhas que você não deixava ninguém por a mão? – Indaga Nia, totalmente surpresa com a preciosidade que estava carregando, ao que Kara assente. – Minha nossa, não acredito que elas estão a venda.

- Não estão, ainda – diz Kara -, mas estas são para Lena. Eu quero impressiona-la – suspira Kara.

- Lena Luthor? A YouTuber Lena Luthor? Rainha de Nacional City? – Pergunta Nia – Como?

- Eu consegui o endereço dela na segunda-feira, lembra do cara que apareceu aqui pedindo flores? Longa história. Mas eram para ela e eu fui entregar. Resumindo, paguei o micão na frente dela. Quero que ela mude sua impressão sobre mim e como eu criei essas flores enquanto pensava em como sua pele pode ser sedosa, no brilho de seus cabelos negros e no perfume marcante que pensei que ela tinha e eu estava certa. Bem, achei que ela merecia realmente receber minhas “plumérias irlandesas”. Foram criadas para ela. Tudo foi pensando em agradar ela. – divaga Kara, sonhando com a amada recebendo aquele presente sincero.

- Certo – concorda Nia vendo a amiga apaixonada – Eu vou levar lá. Mas Kara, não acha que deveria deixar de sonhar com Lena e procurar um amor real? Já faz tempo que Mike se foi. E Lena, é Lena Luthor, a deusa. Por mais delicioso que seja ficar trancada na estufa criando flores para ela, você precisa sair mais, conhecer pessoas interessantes. – Diz Nia, tentando aconselhar à amiga.

Era sempre assim, seus amigos tinham certeza que ela precisava esquecer Mike e esquecer a paixão que tinha por Lena. Mas não era isso. Ela não queria se entregar de novo a alguém para depois vê-lo ir embora.

Com Lena, tudo era fácil. Ela podia simplesmente sonhar e se inspirar naquela musa para criar sua arte livremente. Não tinham complicações.

- Olha Nia, eu realmente aprecio todo cuidado que vocês têm por mim, mas eu estou bem como estou. Eu sou feliz assim. Eu amo estar com vocês, eu prometo que amanhã vou com Alex no café a amanhã a noite, mas hoje eu só preciso que faça essa entrega urgente.

- Tudo bem. Eu vou entregar, mas a conversa não acabou – fala Nia, derrotada. Ela sabia quando Kara não a ouviria. Era melhor entregar logo e esperar que a loira a ouvisse depois.

Nia pega o vaso e o cartão e se dirige ao endereço do bairro mais nobre de Nacional City, com suas largas ruas, edifícios de alto padrão e lojas de grife frequentadas pelos moradores da região.

-*-*-*-*-*-*-*-

Quando chegou a portaria, Nia somente deixou com Rick o vaso e se retirou. Ela não pretendia se demorar e falou ao porteiro que era uma entrega urgente. Não mencionou de quem era, mas Rick imaginou ser do Sr Spheer. Era da mesma floricultura, ele observou no logo do pacote que o vaso estava embalado. Estranhou a entregadora não querer entregar em mãos como a outra, mas não questionou. Melhor assim. Após uma rápida checagem, ele decidiu que era seguro levar para Srta Luthor.

Sabendo a regra de não perturbar após o meio-dia, Rick resolveu subir pessoalmente entregar. Ele tinha que admitir, aquelas eram as flores mais belas que ele já tinha visto e não deixaria que elas pudessem estragar ali na portaria. Avisando o parceiro, Rick tomou o elevador de serviços e bateu à porta da Srta Luthor.

- Rick, como você esta? – Pergunta Lena simpática, observando em seu porteiro parado a sua porta com um enorme vaso de flores.

- Estou bem, Srta Luthor e essa flores chegaram hoje para a Srta, junto com um cartão. – Informa o porteiro, lhe passando o vaso. – Verificamos como manda o protocolo e esta tudo certo.

- Oh, obrigada – Agradece Lena, admirada com a bela do arranjo. Talvez o mais bonito que já havia recebido.

Lena pega o arranjo, em seguida, o porteiro se despede e caminha para o elevador para retornar a portaria. Ele era um homem de pouca conversa e não se envolvia na vida dos condomínios.

Lena observou as flores e sentiu seu aroma. Com certeza eram plumérias, mas não conhecia aquela espécie. Eram lindas. O perfume era único. E ao tocar com a ponta de seus dedos, ela pode sentir que eram macias. Eram verdadeiras.

Buscando o cartão, ela estava curiosa para saber quem havia lhe mandado aquilo. Tinha a mais absoluta certeza que eram raras.

Foi quando viu o cartão, mesma marca d’água do buquê enviado por Jack. Mas a mensagem era mais longa:

Eu saio na sacada, eu só preciso respirar.
            Eu olho pra Lua e pergunto se ela sabe como você esta.

Vem cá, escuta o que tenho pra lhe falar.
            Chama ela pra um jantar.
             Toalha branca, velas na varanda.

Vem cá, tenho um segredo pra te contar
            Ela quer um romance.
           Compre rosas e lhe peça uma chance.

A mensagem era uma poesia. Somente isso. Não havia mais nada lá. Sem assinaturas, nem nada.

Pegando seu smartphone, Lena buscou no Google por aquela espécie de Plumérias. Flores tinham significados. Ela estava curiosa para saber sobre aquela. Mas não encontrou nada.

Olhando novamente para o vaso, mordeu o lábio inferior e arqueou a sobrancelha. Eram lindas. Vendo as flores que Jack tinha mandado, ela resolveu substituir o vaso. Quem quer que tenha mandado, com certeza deveria lhe assistir no YouTube. E ela estava curiosa sobre quem seria capaz de tanto por ela. Quem sabe exibindo-as no canal, esse admirador ou admiradora secreta aparecesse?

Então, ela removeu as flores de Jack. E colocou o novo vaso lá. Quando as posicionou, novamente sentiu seu aroma. Era com certeza marcante e melhor que seus amados perfumes franceses. Era algo único. Seja quem for que mandou, conhecia seu gosto. Aquelas flores lembravam a ela da Irlanda, de sua mãe e da cabana que ela passou alguns verões.

 Conferindo o horário, Lena resolveu começar a gravação do vídeo que precisava postar no canal. Ligando a câmera, ela começou.

- Olá fãs amados, e aqui estamos nós com o seu, o meu, o nosso clube do livro. E eu estou aqui para falar com vocês hoje sobre um romance que anda abalando o mundo. Como todo mundo viu na capa daquele sensacionalista boletim, eu estava lendo O manual de conquista, no bistrô do Luigi um livro que nunca comentei aqui, mas vocês lotaram meu twitter para perguntar sobre ele. Então, vamos fugir ao script das quintas-feiras. Semana que vem falamos dos lançamentos da semana. Hoje, eu quero falar do hot hot romance que eu encontrei em uma livraria pequena e fiquei curiosa. Não me entendam errado, eu não acho que preciso de um manual para conquistar alguém. Então, infelizmente amores, me desculpem, mas terei que declinar aos convites que recebi para treinar. Esse livro é um romance mesmo. Não é um manual para eu aprender a conquistar. É um romance com bastante tesão. Mas também engraçado. Ele é sexy a seu modo, todo complicado pela teia de mentiras virar uma bagunça completa na vida de duas pessoas, mas que as faz se envolver. Engana-se você que pensa que o nosso protagonista não sabe nada de conquista. Ele sabe e muito. – Brinca Lena, maliciosa.  – Ele parece ter uma pegada – diz a jovem, se abanando levemente – e a nossa protagonista, uma jovem professora. Ficou interessante a trama. Eu recomendo para quem quiser umas idéias ai para incrementar a vida, só, por favor, não sejam presos por fazer sexo em um estacionamento – pede Lena, ainda sorrindo maliciosa e arqueando sua sobrancelha. – Não quero ser capa das paginas policias – diz a morena piscando para a câmera.

Algumas horas depois, o vídeo foi ao ar.

-*-*-*-*-*-*-*-

Kara estava cozinhando seu jantar quando recebeu a notificação do YouTube que um novo vídeo de Lena estava no ar. Ela terminou mais rápido que pode seu macarrão com queijo e sentou-se na sala com um prato generoso.

Ao ligar a TV e iniciar o vídeo, Kara soltou um grito. Lá estava o arranjo que ela havia enviado. Lena com certeza havia gostado. Ela estava exibindo ele em seu canal.

Kara pousou o prato de macarrão na mesa e mandou mensagem imediatamente para Alex e Nia com o vídeo. A mensagem era simples: “Ela amou as plumérias e esta exibindo elas no canal”.

Continua...


Notas Finais


Sobre o verso que tem no cartão para Lena, foi uma amiga que compôs como musica
Mas ficou lindo e pedi a ela para colocar na fic. Ela é a poeta da turma. Então, por favor, sem plagios. Ela compôs isso pensando em um cara muito especial pra ela.

Se puderem comentar e me dizer o que acham, vou ficar super feliz.
Obrigado a todo mundo que leu.

Sobre o resto, desculpe senão tiver a altura do que esperam. Infelizmente um amigo faleceu hoje e eu to meio triste.


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