História Liz e os Campbell - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aposta, Bishounen, Disputa Amorosa, Drama, Fora Dos Padrões, Gablychan, Gordinha, Harém Inverso, Harem Invertido, Romance
Visualizações 101
Palavras 2.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Aposta


Fanfic / Fanfiction Liz e os Campbell - Capítulo 3 - Aposta

— Liz e os Campbell —

No tempo em que Liz estava se acomodando no novo quarto, Thomas se achegou à sala, onde os cinco irmãos estavam, pensativos. O Campbell se senta no braço da poltrona em que Henry estava sentado. Wesley, Nathan, Isaac e Thomas, estavam bastante sérios. Richard nem tanto, se manteve indiferente. Henry esperava apenas que eles dissessem algo.

— Eu não imaginei que ela fosse gorda — Nathan disse, grosseiramente.

— Isso é grosseiro — Thomas o repreende, sério. — E vê se não solta essa língua quando estiver na presença da Senhorita Liz. Vocês — Thomas encara os irmãos, dando uma pausa — ainda querem fazer isso?

— Não importa se ela é gorda, magra, baixa ou alta — Wesley diz, com os braços cruzados —, não combinamos de namorá-la. O combinado é quem conseguir dar um beijo descente nela, certo? Vale roubar, mas se ela não aceitar, não vai valer.

— Droga! — pragueja Nathan, empurrando as costas para trás no sofá. — Imaginei que pelo menos ela seria um pouco bonitinha, mas parece uma porca gorda!

Richard corta as ofensas ditas por Nathan, com uma risada irônica:

— Você me estranha, Nathanzinho! Está com medo por ela ser gordinha? — perguntou o de óculos, como sempre com aquele mesmo tom de deboche. — Sendo bem sincero, umas gordurinhas a mais são boas de apertar. Você deveria tentar.

— E você já pegou alguma mulher que sem ser de um jogo de anime estúpido?! — Nathan lançou a alfinetada e Richard nem mesmo tirou o sorriso do rosto, na verdade, dificilmente palavras o atingiam.

— Se eu fosse você, não subestimaria seu irmão mais velho — respondeu o de óculos.

— Chega, vocês dois! — Henry se intrometeu, depois se virando para Nathan: — E você, Nathan! Se não quiser continuar o jogo, desista agora mesmo! 

— Sinceramente, será até bom. Quanto menos concorrência, melhor! — Isaac diz.

— Eu não disse que vou desistir, babaca! — Nathan rebate, irritado.

Henry, risonho, junta as mãos atrás da cabeça.

Notando isso, Thomas o encara e pergunta:

— Por que você parece tão feliz?

— Eu não sei! Algo me diz que vou me dar bem nisso tudo — Henry responde, animado. — Não sei vocês, mas... Esse desafio, para mim, vai ser moleza! A Liz é gordinha sim, mas isso não muda o fato de que ela é uma gracinha!

— Só pode estar brincando! — Nathan revira os olhos.

— É sério! — Henry se debruça na poltrona para olhar Nathan nos olhos. — Repara bem! Os olhos dela são verdinhos, os lábios são carnudos e chamativos. Sem falar que... Ela tem cheirinho de morango!

Wesley ri do comentário do caçula:

— Já se apaixonou? — brincou o mais velho. — Você não tem namorada?

— Fala sério! — Henry revira os olhos. — Eu não me apaixonei. E eu só dou uns beijos na Helena! Não é nada sério, que me exigisse ser fiel — o mais novo termina, voltando a se aconchegar na poltrona, com uma feição despreocupada no rosto.

— Deixa ela descobrir! — brincou Isaac e os outros, com exceção de Henry, riram.

— Não estraguem meu jogo! — ordenou o caçula.

Os Campbell queriam cumprir uma aposta um tanto quanto cruel e ambiciosa. O pai deles, que vivia de serviço no exterior, decidiu que de repente se mudaria para França. E tudo isso depois do último divórcio. Os seis até suspeitavam que ele estaria com uma nova mulher por lá, o que provavelmente faria a família crescer em breve.

Os irmãos concordaram em morar na pensão da Tia Elise e, para dar um presente de despedida, o pai os deixou com um carro, para que dividissem. Um veículo caro e de último modelo. Claro, eles não queriam dividir.

Cada um tinha um plano diferente referente ao carro. Richard, por exemplo, tinha o plano mais doido de todos: deixar de ser um Campbell, vender o carro e arrumar uma vida independente com esse dinheiro. Cortar qualquer que fosse a ligação com o pai dele.

O objetivo dos seis era “jogar” com Liz, quem deles conseguisse beijá-la, com o consentimento dela, ganharia o carro. Roubar o beijo também seria permitido dentro do jogo, mas caso Liz se irritasse e não correspondesse, o beijo não teria valor. No entanto, combinaram isso quando Elise, a dona da pensão, tinha os informado sobre a chegada da moça, não sabiam como ela era até aquele momento.

Nathan se levanta:

— Bom! Mulheres como ela são fáceis de manipular — disse o albino. — Gordinhas são carentes e não têm vidas sociais muito ativas, a maioria é romântica demais, então-

— Não se engane com isso — Thomas o corta, olhando bem nos olhos dele. — Conheço muitas gordinhas que têm vidas sociais normais e até bem agitadas. Ela pode não ser do seu tipo, mas é uma pessoa, sabe? Seja mais educado!

Nathan solta o ar pelo nariz, revirando os olhos. Sai da sala com passos apressados, sem dizer para os irmãos para aonde iria; bem, eles também não se preocuparam em perguntar. Ficaram em silêncio até ouvirem o som da porta de entrada abrir e fechar brutalmente.

— Parece que o Nathan está fora da jogada — Thomas comentou, sorrindo.

— Bom, ele não disse, mas — Wesley analisou —, da forma como Nathan é sentimental, acho difícil que ele consiga pegar a Liz, sendo que ela não faz o tipo dele.

— E por que ele concordou com essa merda de aposta, então? — Isaac perguntou. — Não conhecíamos Liz até ela chegar aqui. Ele não pensou que podia correr esse risco?

Wesley dá de ombros.

— Vai saber! Às vezes, eu não o entendo.

Wesley e Nathan eram filhos da mesma mãe; um relacionamento que o pai dos seis teve enquanto ainda era casado com a mãe de Richard e Isaac. Thomas era resultado de outro caso qualquer, e tinha sido abandonado pela mãe, que era uma mulher de programa. Henry foi fruto do último casamento do pai, que há poucos meses tinha se acabado.

— Cheguei, meus gatinhos! — Elise alertou os rapazes, assustando-os com a chegada escandalosa. — Me ajudem aqui, estou com muitas bolsas!

Ela falava da porta de entrada, então eles não podiam vê-la.

Wesley, Isaac e Thomas levantaram-se depressa para ajudá-la. Virando o corredor, depararam-se com Elise, que era uma senhora bastante “conservada”. Parecia mais aquelas madames super esnobes, com silicone nos seios e lábios pintados de um vermelho extravagante – sem falar no cabelo tingido de loiro –, mas, a verdade é que ela não passava de uma mulher com um enorme coração de ouro.

E era um pouco louca também.

Assim que soube de Liz – sobre o enorme desejo da moça de conhecer a Inglaterra –, pela mãe da Morgan, ela ofereceu um dos quartos quase de graça, sem contar que conversou com um ex-namorado, que tinha posse de uma cafeteria, para que ela pudesse trabalhar logo e se estabilizar.

— Minha pequena Liz já chegou, Thomas? — Elise perguntou, animada.

— A-Ah sim, Tia Elise — Thomas respondeu, segurando três bolsas de papel cheias.

— E vocês se comportaram com ela, hein? — Elise perguntou, lançando o olhar para Wesley, que sorriu, enquanto pegava duas das bolsas de papel cheias.

— Não se preocupe, não vamos devorá-la! — Wesley brincou.

— Até porque, ela é grande demais — Isaac lançou a piadinha, com uma das bolsas nas mãos e, ouvindo isso, Elise o encara confusa. Wesley dá uma pisada forte no pé de Isaac, fazendo-o sentir a dor em silêncio.

— Como é? — Elise perguntou.

— E-Ele só estava brincando, tia — Thomas tomou a frente. — É que a Liz “cheinha”, entende? — tentou explicar a brincadeira de mau gosto. — E seria difícil de comer.

— Sim, eu conheço a Liz desde que ela era uma criança. A conheço de físico e mente, e posso dizer que é uma garota muito educada e gentil, e bonita também — Elise lança um olhar severo para os três. — Espero não vê-la mal por alguma piadinha suja dentro desta casa, entenderam?

Os três ficaram um tanto quanto chocados.

— N-Não se preocupe, Tia Elise — Wesley garantiu. — Se depender de nós, ela passará bons momentos aqui dentro. Todos estamos em consenso.

— Espero, Wesley. Você é o mais velho dos seus irmãos, e mesmo que vocês não sejam de mesma mãe, pelo meu irmão ser um pilantra, espero que aja como tal.

O mais velho afirma com a cabeça, com uma feição nervosa no rosto.

— Os pais da Liz me confiaram ela, não quero decepcioná-los.

Richard e Henry puderam ouvir tudo da sala de estar. O de óculos fingiu não escutar, olhando para o celular, no qual ele jogava um game de corrida. Henry, que já era mais transparente, suspirou alto.

— Uau! Parece que a Liz não é uma inquilina comum — comenta o caçula.

— Óbvio que não — Richard disse, sem desviar os olhos da tela. — Não vê todo o tratamento especial que a tia dá para ela? Parece que a Tia Elise e a mãe da Liz foram amigas no ensino médio — e continuou com os olhos ligados na tela.

Henry se levanta da poltrona sorridente, só assim Richard o encara, sem dar pause no jogo. Ele estava com uma feição safada no rosto, o que já fez o Campbell de óculos sacar no que ele estava pensando. Mesmo assim, Richard resolve perguntar:

— Vai fazer o que, agora? — ele sorri torto.

— O que mais? Ver a bolinho de morango!

— Vê se pega leve com ela — Richard alerta, olhando a tela do celular. — Já sabe que se fizer ela chorar ou gritar, Tia Elise corta o seu pescoço.

Henry se apressou e correu para fora da sala, disse um “oi” para Elise, já que tinha que passar por ela, e correu escadas acima. O quarto de Liz ficava próximo ao deles, porém, Henry se deparou com a porta fechada.

Claro, seria indelicado abrir sem bater, então ele deu três toques na porta e a chamou, mas Liz não respondeu. Ele bateu na porta e chamou novamente, mas de novo a moça não respondeu.

Quando Henry abriu a porta, se tocou que ela não estava no quarto.

— Moranguinho? — Henry chamou, olhando porta adentro.

“AH!”, ouviu o grito baixinho e o som de passos pesados. Olhou para trás, mas não viu nada que não fosse um pouco de água no piso de madeira. Mas quem teria molhado?

Liz para escondida atrás da parede, mas coloca a cabeça molhada para fora, tímida, para que pudesse ser vista por Henry.

E ele não demora a vê-la.

— H-Henry, né?

— Isso mesmo, moranguinho! — Henry confirma, sorrindo.

— É que... Eu acabei de sair do banho, estou de toalha.

Henry fica confuso:

— E o que tem?

— Você... Poderia se virar para eu passar para o quarto, por favor?

— Oh! Claro! — Henry vira de costas para ela.

Liz aproveita a oportunidade e passa correndo, mas travesso como era, Henry desobedece e olha escondido o momento em que a Morgan passa pela porta e a fecha, deixando para trás um rastro de pegadas molhadas. O caçula ri de como a moça parecia desengonçada e tímida, naquele momento íntimo.

— Eu só queria te avisar que a Tia Elise já chegou — Henry se encosta na parede, cruzando os braços. — Se arruma rapidinho, que eu te levo até ela.

— A-Ah sim, tudo bem! — Liz berra de dentro do quarto, com um pouco de desespero na voz, como se estivesse correndo de um lado para o outro.

Henry tira o sorriso do rosto, mesmo Liz sendo engraçada o suficiente para fazê-lo querer rir. Bem, se ela fosse uma pessoa desagradável, tudo seria mais fácil. “Por que ela precisa ser tão doce?”, passou pela cabeça de Henry, que estava começando a se questionar se o que ele e os irmãos estavam fazendo era preciso, mesmo que no fundo já soubesse a resposta.

Desde o começo, quando ainda nem conhecia Liz, ele já estava se questionando, mas queria aquele carro de todo jeito. Não tinha grandes planos com ele, mas só sabia que o queria e ponto.

— P-Pronto! — Liz passa pela porta, vestindo uma calça de moletom cor de rosa e uma blusa de mangas longas da cor branca. O cabelo ruivo estava molhado e jogado para os lados dos ombros. — Desculpa a demora. Vamos lá — ela chama o albino com um sorriso fofo no rosto.

Henry estatelou, olhando-a surpreso.

— H-Henry?

Ela não estava vestindo algo extraordinário, na verdade, era até um look bem simples e caseiro. No entanto, aquela combinação de vestimentas simples e cabelo molhado tinham a deixado tão... Atraente. Dos olhos dela até as sardas do rosto, Henry não conseguia negar que tinha a achado bonita.

O corpo não importava!

— Tudo bem? — Liz perguntou, preocupada por ele não responder.

— A-Ah, sim! Vamos lá — Henry volta a si, se aproximando de Liz e pegando-a pelos ombros, para que fossem juntos para baixo. Poderia ser a chance perfeita para “atacar”, mas ele decidiu dar uma folguinha para Liz.

Dali para frente, Henry sabia que ela ia ter muito para ver e sentir.


Notas Finais


HEYA~
VOLTEI!
E tô feliz! :D
Obrigada por esses 20 favoritos e muitíssimo obrigada por TODOS os comentários!
É uma história 100% original, com um tema delicado, e eu estou muito feliz que pude agradá-los.
Espero muitíssimo que eu continue agradando! :3

Eu estou sem muitas palavras, mas...
Gostaria de fazer uma pergunta:
Já gostaram de algum garoto até agora?
Qual? :D
(Foram 2 perguntas, eu sei. ;u;)

Nem vou perguntar se desgostaram de algum, porque por enquanto todos são tiranos. x'D
O Nathan já fez a péssima impressão dele piorar, sem dúvidas. kkkkk

Bom, nos vemos no próximo!
Coloquem uma # nos comentários de qual rapaz te agradou e qual - caso você já esteja torcendo por algum - você acha que pode acabar com a Liz?

TÉ+ ♡
XOXO *3*


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