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História Lobby - Capítulo 3


Escrita por: Annye25

Notas do Autor


Esse capítuvo tava escrito há anos só que eu esqueci de postar pra vocês sorry T.T

Capítulo 3 - Dia três


Chanhee se apressou ao atravessar a rua movimentada, carregando em seus braços a pasta cor de rosa com seus currículos impressos. Era um jovem sonhador, que enfrentava as dificuldades de ter que depender apenas de si próprio.

 

Até duas semanas morava com seu pai, não tendo que se preocupar com mais nada além da faculdade de pedagogia que cursava. E quando pensava nas circunstâncias que o levaram a ser enxotado para fora de sua própria residência, desacreditava da benevolência do ser humano.

 

Nunca havia se dado bem com seu progenitor, afinal era afeminado demais aos olhos do citado… A relação já conturbada transformando-se em algo mil vezes mais tenso desde o falecimento de sua querida avó. Dois meses depois da partida dela, o pequeno Choi era acompanhado por um colega de faculdade, que inocentemente decidiu se despedir com um rápido selar em seus lábios.

 

Ah, se soubesse que na mesma hora seu pai estacionava o carro na garagem, talvez evitasse tamanho espancamento.

 

Ainda lidava com a dor dos hematomas em partes inimagináveis de sua pele leitosa, mancando vez ou outra pelo calcanhar torcidinho, afinal faziam menos de dois dias do acontecido. De qualquer forma, não poderia se dar o luxo de descansar. Não quando ainda não tinha a garantia de uma renda mensal para se sustentar.

 

Já desacreditado, adentrou a enorme esquadria de vidro da empreiteira opulenta, rumando sem muitas delongas para a secretária geral do local. A mesa desta, assim como a maior parte do térreo, refletindo limpeza em sua superfície espelhada.

 

― Olá, em que poderia ajudá-lo? ― A jovem simpática lhe oferece um sorriso acolhedor, não parecendo se importar com o roxo aparente na região sensível de seu globo ocular esquerdo.

 

― Gostaria de deixar meu currículo. ― Estende a carteira cor pastel com delicadeza, retirando da mesma apenas uma das diversas cópias.

 

― Ah, sim. Não estamos precisando de gente no momento, mas pode ter garantia que eu vou passar para os meus superiores, ok? ― Disse, para a infelicidade do menino. ― Qual o seu nome?

 

― Choi Chanhee… e muito obrigado por fazer isso. Estou realmente precisando de um serviço, aceito qualquer coisa que me oferecerem. ― Seu suspiro entristecido comove a ruiva, que se chateia em não poder ajudá-lo. No entanto, quando estava prestes a se afastar, esta exclama seu nome ao lembrar de algo.

 

― Oh! Espera, espera! Acho que temos uma vaga, só um minutinho. ― Os olhos de Chanhee voltam a se iluminar, mal podendo acreditar que depois de diversos ‘nãos’ estava recebendo seu primeiro ‘talvez’.

 

Ela disca o telefone comercial, solicitando a presença de um tal superior, alegando ser de extremo interesse deste.

 

― Uhum, tudo bem senhor. Sim, sim, o senhor pode vir até aqui agora. ― Concorda, sorrindo largo. ― Acho que consegui uma entrevista para você, Channie.

 

A maneira como ela parecia fazer amizade com as pessoas sendo completamente surpreendente para o menor. Céus! Se conheceram em menos de meia hora, era cedo demais para tais apelidinhos.

 

― Obrigado, senhorita.... Kim. ― O rosado espreme seus olhinhos para visualizar o crachá dourado, que pende levemente para o lado ao que a mesma se move para dialogar consigo.

 

― Não há de que, moço. Posso sentir o quão desesperado está por um emprego, afinal já estive num tipo de situação igual, hahaha. E me chame apenas de Yerin, por favor. ― Verdadeiramente doce, o garoto concorda com a mudança de formalidade. ― Pode se sentar aqui ao lado. ― Aponta para a cadeira espelhada de confortabilidade bastante questionável, que estrategicamente ficava ao lado direito de seu balcão. ― Senhor Lee está descendo e pediu para você esperá-lo.

 

Finalmente pensando no grau da situação em que se meteu, Choi arregala seus olhos. Estava dentro de uma multinacional, pouco arrumado para tal ocasião, com uma aparência duvidosa que destacava as marcas de agressão em seu corpo e rosto. E antes que pudesse surtar, ou talvez desistir por puro constrangimento, uma figura elegante e gigante projeta-se em sua frente, atraindo sua total atenção.

 

― Senhor Lee. ― Percebe ser o superior importante quando a mais nova se reverencia.

 

Younghoon encarava a situação com bastante divertimento, uma de suas sobrancelhas arqueadas. Era um tanto quanto incomum indivíduos desejarem se voluntariar ao papel de ser seu secretário, afinal tinha uma personalidade completamente insuportável aos olhos dos demais. A fisionomia corporal baixinha, de cabelos rosados não lhe parecendo tão corajosa a este ponto.

 

― Chanhee, o senhor Lee está a procura de um secretário. ― A mais nova os intercepta, arrancando mais incredulidade do mais baixo, que naquela hora remexia-se na cadeira desconfortável.

 

Adorável.

 

O chefe pensou, acariciando o próprio queixo em escárnio.

 

― Então, Chanheennie, sabe fazer cafezinho? ― Choi não sabia se deveria retrucar tamanha ousadia do pronome, optando por apenas acenar já que seu contratamento dependia daquilo. Precisava daquele emprego, tendo em vista que nenhum outro lugar lhe aceitaria. ― Perfeito! Você começa amanhã. Esteja aqui às sete horas em ponto, o secretário do meu irmão irá lhe passar suas coordenadas. 

 

Simples assim. E enquanto o maior saia, não parecendo ligar para o fato de que tinha acabado de admitir um novo funcionário, Kim pulava ao seu lado animada.

 

― Viu, Channie, eu disse que ia ajudá-lo! Tenho certeza que vai se sair muito bem em seu novo trabalho. ― Mesmo com tanto apoio e otimismo, o rosado não pode deixar de se sentir desesperado.

 

― Eu não contaria tanto com isso, Yerin-ah… ― Deixa ela abraçá-lo, com os pensamentos distantes.

 

Quanto tempo aguentaria sem querer dar uma bofetada na cara daquele rapaz prepotente, sarcástico e arrogante?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XXX

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A noite caia e com isso o início do que Sunwoo passou o dia inteirinho retardando. Poucos empregados ainda permaneciam no lugar, por motivos de se passar das sete, restando apenas aqueles que compririam horas extras, que obviamente não seria o seu caso.

 

Aproveitando do tráfego diminuto daquela hora, devido o término do período comercial, Haknyeon contemplava a vista da cidade metropolitana com gosto.

 

Pouco tempo depois estacionava sua Maserati Ghibli vermelha na garagem privativa de seu condomínio fechado. Sua casa em específico sendo completamente iluminada, com esquadrias que refletiam uma luz natural linda durante o dia, e arandelas de led que percorriam de uma parede a outra. A tonalidade acinzentada, presente em seus poucos espaços vazios, caucionando harmonia aos olhos de seus observadores.

 

Kim vai diretamente a cozinha, reclamando de fome e também querendo fugir do silêncio sufocante do mais velho.

 

― Não sei você lembra, ou apenas está se fazendo de sonso para testar minha paciência, mas está de castigo. ― Sentiu-se travar com a respiração pesada em uma de suas orelhas. Lee agarra sua cintura fina com posse, apertando forte o suficiente para deixar sua marca registrada. O menor automaticamente se contorce, sofrendo com a precisão do movimentar daquele cinto que enviava pressão ao brinquedo sexual que ainda estava enterrado em seu interior. ― Duas semanas sem chocolate.

 

Dada sua sentença, Juhaknyeon se distancia. Subiu as escadas cansado, preparado para se banhar, rindo maleficamente.

 

Em baixo Sunwoo fitava a barra de chocolate em cima da bancada de mármore com pesar. Resmungos, grunhidos e xingamentos deixando seus lábios. Contrariado, bebeu por hora apenas dois copos de iogurte, amassando sua fome até que o jantar estivesse pronto.

 

Para a sua felicidade, Lee desaprisiona seu interior após o banho, o permitindo finalmente descansar em sua cama fofinha enquanto prepara suas refeições noturnas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XXX

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do outro lado da cidade, mais precisamente em Gyeongin-ro, Guro-gu, um jovem casal usufruia de um jantar tranquilo após o dia agitado de trabalho. Ali não eram chefe e funcionário, apenas dois namorados provando da alta culinária de Seul.

 

Verdadeiramente romanceiro, Juyeon tem uma de suas mãos acariciando afavelmente a do loiro, enquanto degusta uma taça de vinho tinto.

 

O ambiente por si só sendo quase privativo, separando-os dos demais clientes, apenas para aqueles que patrocinavam o local. A mesa era de madeira cor tabaco, enfeitada com jogos americanos marfim, talheres em prataria e louças branco gelo. Para complementar o conforto visual, uma enorme esquadria de vidro direciona o enfoque principal à metrópole numa visão voo de pássaro, tendo em vista que estavam no quadragésimo primeiro (41º) andar do hotel, reluzente àquela noite estrelada. Em cima, somente pendentes de iluminância fraca e amarela.

 

― Certeza que não quer ficar lá em casa? ― O moreno opta por barganhar sua companhia, parecendo uma criança chateada quando seus dois pais saem para festejar.

 

Sangyeon revira seus olhos, sorrindo. O clima delicioso após a refeição aquecendo-os a ponto de procrastinar minutos após estarem satisfeitos.

 

― Já disse que não, Yeon. Caso tenha esquecido, ainda tenho uma casa. ― Os lábios rosados lambendo uns aos outros para retirar o excesso da bebida adocicada. O maior sente-se hipnotizado, os olhos sequer piscando devido a beleza cândida do namorado.

 

― Por enquanto… ― Suspira contrariado. ― O que preciso fazer para você aceitar morar comigo, Sweetheart?

 

― Huum. ― O mais baixo arrasta comicamente seus dedos ao queixo. ― Talvez daqui alguns meses, acho que podemos considerar. Você sabe que eu gosto de ter o meu cantinho.

 

Um fato. Sangyeon apreciava o fato de possuir um local próprio para se refugiar, afinal se isolava em seu pequeno apartamento todas as vezes que ele e o moreno acabavam discutindo.

 

― Tudo bem, não vou mais pressioná-lo sobre isso. ― Juyeon ergue as duas sobrancelhas, acenando brevemente ao garçom gentil que se aproximava. ― Terminamos por aqui.

 

Com o mesmo gesto, o homem se distancia, retornando com a conta para o empresário depositar seu cartão preto sem limite. A agilidade fazia parte daquele lugar, visto que todos os empregados eram extremamente eficientes no que dizia respeito às suas responsabilidades.

 

No fim, terminavam a noite numa caminhada gostosa sob o frio outonal da cidade de Seul, as mãos dadas até alcançarem o automóvel do mais novo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Chanhee sentia os nervos à flor de sua pele. As mãos raspando umas nas outras, completamente transpirantes.

 

Naquela hora poucas almas vivas transitavam no lugar, apenas alguns seguranças e funcionários adiantados. Choi havia feito questão de sair de casa bem antes do combinado, primeiro porque não queria olhar para a cara daqueles homens mal encarados e pervertidos da única república possível em seu baixo orçamento, e segundo por não aguentar mais se revirar naquela cama desconfortável.

 

Não teve outra, foi obrigado a aguardar o sol realmente raiar para dar de cara com os que daquele dia em diante passariam a ser seus colegas de trabalho.

 

― Não fique tão preocupado, Channie. Vai dar tudo certo! ― Yerin alisa seus braços delgados com carinho. ― Ah! Podemos sair pra comer juntos na hora do almoço.

 

A felicidade da jovem sendo tamanha, que não teve coragem de negar.

 

Três minutos depois, um jovem sorridente largava suas coisas desajeitadamente sobre o balcão. Este analisa o menor de cima a baixo, concluindo algo para si mesmo logo em seguida.

 

― Choi Chanhee? Muito prazer, sou Ji Changmin. ― Era rápido no que fazia, apertando a mão do rosado com simpatia. ― Poderia me acompanhar um pouquinho?

 

E assim, com os ombros levemente caídos e os olhos arregalados, Chanhee acompanha o mesmo empreiteira adentro enquanto Yeri se despede com diversos ‘fighting’.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3


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