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História Lobisomem: Despertar - Capítulo 6


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Notas do Autor


Boa leitura!!!
Espero que gostem!!!

Capítulo 6 - Respostas


Fanfic / Fanfiction Lobisomem: Despertar - Capítulo 6 - Respostas

Any acordou ainda acorrentada, a garota sentiu um gosto forte em sua boca e olhou para todo o sangue ao seu redor e teve flashs da noite anterior. Se o que Paing havia falado era verdade então ela quem tinha feito tudo aquilo. A garota chorou, não importava quem fosse ela tinha tirado uma vida, havia devorado um ser humano. O som da porta se abrindo chamou a atenção dela. Jean vinha pelas escadas e parou vendo as lágrimas fazendo um risco limpo por entre o sangue seco no rosto dela.  

— Mais gente pelada! — Jean falou tentando amenizar o clima enquanto tampava os olhos se aproximando da grade entregando pra Any uma toalha.  

— Fica longe! — Ela falou se encolhendo. — É perigoso pra você. Posso te machucar!  

— O perigo foi ontem amiga! — Ele falou abrindo a jaula e enrolando a toalha no corpo da amiga e libertando seus braços das pesadas correntes. — Eu vou te falar que achei que tudo era loucura, mas agora estou entendendo. É muita loucura e tô me sentindo importante por ser dos poucos humanos que sabe, eles vão te falar tudo. Só que primeiro você tem que tomar um banho, controlar esse choro e ser muito forte para suportar o que vem por aí.  

— Não tem medo de mim? — Ela falou olhando para as mãos com sangue seco. — Olha o que eu fiz.  

— Medo eu tinha dessa catiça, que poderia me matar! Você só se alimentou sem talher, por isso essa bagunça. — Ele falou desviando o olhar do que tinha sobrado do corpo de Ashley e sorriu para a amiga. — Vamos? 

 

Paing olhou para Jean o humano estava tranquilo o que era bom sinal. A maioria não reagia bem quando sabia da verdade, mas ele estava totalmente calmo. Era essa tranquilidade que havia garantido a sobrevivência dele na noite anterior quando haviam lhe contado toda a verdade sobre o que eram.   

— Não é a primeira vez que vê um lobisomem! — Paing falou para o outro. 

— Meu bisavô era um homem peculiar e numa noite vi ele de madrugada... — Jean parou pensando. — Voltando “a ser gente”, por anos achei que era coisa da minha cabeça, até noite passada!   

Paing riu do termo voltando a ser gente. Mesmo na forma humana eles jamais seriam como as pessoas normais, verdadeiros humanos. Sempre teriam a forma de besta dentro deles. Ele olhou para as escadas vendo Any se aproximar terminando de arrumar a roupa que ele a havia emprestado. Ela sentou perto de Jean.  

— Se sente bem melhor não é? — Paing falou pra ela. — Lembro como era horrível a doença... Me dá calafrios só de lembrar.  

— O que aconteceu exatamente ontem? — Any falou. — Me lembro de vocês saindo com Jean e depois tá tudo tão confuso na minha mente. Eu matei aquela pessoa? 

— Eu matei! — Paing falou levantando do lugar que estava. — Não era uma pessoa e sim um vampiro, a espécie humana nos agradece.   

Paing levantou indo até a sala ele parou na porta gesticulando para os outros irem até lá. Os três sentaram no sofá e ele ligou o notebook conectado na tela da televisão. 

— Não posso começar a te explicar desde ontem, pois a história é muito mais antiga. Mais antiga até mesmo do que os vampiros vivos. 

Paing abriu uma apresentação e Jean tapou a boca pra não rir. Esperava umas esculturas, fotos antigas, quadros e várias outras coisas retrô. Não uma apresentação de Power Point. Paing olhou para a tela começando sua explicação.  

“Quando Caim matou Abel, ele e seus filhos foram condenados a vagar por toda a eternidade e se transformaram em criaturas da noite sedentas por sangue. Eles matavam vilas inteiras em uma noite e alguns deles até conseguiam vagar na luz do sol. Os homens apavorados com as criaturas que vinham com a escuridão imploraram a Deus por forças para combater aquelas criaturas. Assim Deus deu para aqueles homens a forma de lobisomem para que eles pudessem caçar matar os vampiros.  

A questão é que a dádiva de Deus vinha com um preço, durante as gerações os descendentes daqueles homens herdariam a forma da besta, não todos os descendentes, mas o suficiente para combater o inimigo, quanto mais os lobisomens se misturavam com os humanos menos da raça nasciam. De tempos em tempos nascia uma criança com a forma de lobisomem, todas elas marcadas por uma grave doença de sangue que quase as levavam a morte. A doença era a garantia para Deus de que os descendentes cumpririam sua missão, pois se não caçassem os vampiros e se alimentassem deles o destino seria a morte.”  

Any sentiu um calafrio percorrer por seu corpo. Então as lendas de quando era criança sobre vampiros e lobisomens existirem era verdade. E pra piorar ela mesma era um lobisomem. 

— Como faço para parar isso? — Ela questionou olhando pra Paing.  

— Não para! — Ele deu de ombros. — Transformar alguém em vampiro é fácil uma mordida e fazer o sangue dele ter contato com o seu, se quiser dar sua linhagem para ele deixa beber de suas veias. Já os lobisomens ou você nasce um ou não nasce, não podemos passar isso pra ninguém sem ser nosso descendente direto. Somos os únicos predadores capazes de bater de frente naturalmente com os vampiros. Infelizmente a saliva deles é bem perigosa para nossa espécie, assim como a nossa pra eles. As duas espécies possuem toxinas que reduz a velocidade da vítima. Só que nós podemos ter uma vida comum entre humanos.  

— Ser humano agora ficou bem chato! — Jean protestou. 

— Posso viver com minha mãe sem ter o risco de atacar enquanto ela dorme? — Any perguntou fazendo Paing rir.  

— Se tiver uma dieta adequada de vampiros em cada lua cheia. Vai poder viver normalmente, além de livrar o planeta de uns vampiros do mal! Somos os bonzinhos da história. Vou ficar aqui mais algum tempo te ensinar o que precisa e quando estiver pronta vai ter a vida que sempre sonhou, enquanto faz um bico salvando o mundo. 

Any sorriu, tirando a parte de ter que caçar vampiros praticamente nada iria mudar na sua vida. 

  


Notas Finais


Obrigada por lerem


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