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História Lobo Interior - ABO (KiriBaku) - Capítulo 5


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Notas do Autor


Cheguei chegando bagunçando a zorra toda

Boa leitura xuxuas <3

Capítulo 5 - Você tem um pouco de...sal?


Fanfic / Fanfiction Lobo Interior - ABO (KiriBaku) - Capítulo 5 - Você tem um pouco de...sal?

Estava no intervalo, Bakugou caminhava com uma bandeja em mãos completamente nervoso, iria seguir o plano que Midoriya propôs e estava quase ''amarelando'', como o esverdeado disse. Achava-se um tosco por estar se importando tanto em tentar impressionar o ruivo mas já havia gastado seu dinheiro com a comida, agora era apensas ir ate Kirishima. 

— Kirishima ama comidas apimentadas, ele fala que é coisa de macho e já ate participou de um campeonato bobo sobre isso, o primeiro passo é conquista-lo pela boca, ninguém recusa uma boa comida. 

O loiro lembrava das palavras que o outro lhe falou minutos antes e respirou fundo, começou a andar na direção do ruivo e quando chegou ate a mesa que o garoto estava sentado resolveu sentar-se de frente para ele e colocou a bandeja na mesma. Kirishima o olhou confuso, ele estava sozinho, esperava por seus amigos que haviam ido buscar seus lanches e como foi a primeira vez em todo esse tempo que Bakugou sentou com ele o garoto estava surpreso. 

— E-Eu trouxe seu lanche. — O loiro empurrou a bandeja para o outro que o olhou confuso com o comportamento do loiro 

— Hmm. — Analisou o pote. — Obrigado, Kaachan. — O apelido soou sarcástico e o ruivo bufou logo em seguida. 

— É lamen apimentado, espero que goste. — Bakugou brincava com seus dedos e quando processou que Kirishima havia o chamado de Kaachan irritou-se esmurrando a mesa assustando o outro que comia. — Não me chame assim! 

— Ah, é algum tipo de apelido íntimo entre você e o Izuku? — O ruivo semicerrou os olhos. 

— Não somos íntimos e eu odeio esse apelido idiota que ele inventou. — O ruivo balançou a cabeça olhando para o lado encontrando Midoriya que os observava atentamente. 

— O que 'tá rolando em? — Kirishima perguntou subitamente. 

— A-Ahh eu... eu queria agradecê-lo por tudo o que fez e me desculpar pelo chute por isso resolvi lhe comprar o lanche de hoje... 

— Não estou falando disso, Bakugou. — O ruivo o interrompeu. — O que 'tá rolando entre você e o Izuku? Ultimamente vocês andam grudados... — As sobrancelhas arqueadas e uma expressão irritada incomodou Bakugou. 

— Ah, isso. — O loiro encarou o outro que comia o lamen rapidamente. — Ele de certa forma virou meu amigo...

— Entendi. — Kirishima sorriu e se levantou. — Obrigado pelo lanche, estava muito bom, você acertou em cheio para alguém que nem meu amigo é. 

Eijiro saiu andando corredor a fora deixando um Bakugou confuso para trás, o esverdeado foi correndo ate o outro que mantinha-se no mesmo lugar, piscando, completamente atordoado. Midoriya sentou ao lado do amigo e o cutucou diversas vezes e quando finalmente teve a atenção do outro, sorriu. 

— E ai, como foi? Ele gostou? — Perguntou curioso. 

— Ele disse que sim mas sua expressão e sua linguagem corporal diziam o contrário. — O loiro analisou e suspirou completamente cansado. — Essa foi a pior decisão que tomei.

— Ele não parava de me olhar, foi bizarro... — Midoriya comentou e Bakugou o encarou. 

— Você estava nos espiando? — O loiro puxou o amigo pela farda e o esverdeado riu sem graça. — Babaca, poderia te arrebentar agora! 

— Lembrei que preciso estudar com o Shoto. — Izuku desvencilhou-se do loiro. — Irei bolar o próximo passo e então falo com você. 

— Estudar? Estudar pro quê? — O loiro perguntou desconfiado, Izuku iria fugir dele como sempre fazia. — E não terá um próximo passo, eu desisto dessa merda ai! 

— O trabalho que o professor Aizawa passou. — Midoriya respondeu mais confuso que o outro. — Cara, não fez? É para a primeira aula de amanhã! 

— Puta merda, esqueci! — Bakugou rapidamente pegou sua mochila que estava no banco. — Vejo você depois, molenga. 

O loiro saiu correndo completamente desengonçado já que não era tão atlético e estava com muita pressa, passou na biblioteca e pegou alguns livros, os usaria como fonte de pesquisa já que não sabia se acharia tudo na internet, voltou para a sala e sentou-se ofegante em sua carteira, depois da aula correria ate sua residência e começaria seu trabalho. 

.

.

— O QUE?????? TRABALHO DO AIZAWA?! — Kirishima gritava totalmente desesperado, ele havia esquecido completamente, ultimamente pensava tanto no loiro e teve todos aqueles acontecimentos que ele fazia tudo no automático. 

— Não me diga que esqueceu, Eijiro. — Sero suspirou batendo em seu próprio rosto. 

— Cara, você 'tá fodido! — Kaminari riu. — Ainda bem que não sou você. 

— Kaminari! — Sero o repreendeu.

— Ah vai, o Kirishima reprovou no Aizawa da ultima vez e provavelmente irá reprovar de novo, com certeza esse trabalho terá a metade da nota do ano letivo inteiro. — Analisou e Sero concordou meio relutante. 

— Estou fodido! — Kirishima concluiu. 

— E muito! — Kaminari riu um pouco alto atraindo a atenção de algumas pessoas. — Estão olhando o que? Vão lamber um cu! Xó, xó! — Gritava gesticulando e as pessoas murmuravam enquanto voltavam a suas atividades. 

— O trabalho é em dupla, seja otimista. — Sero lembrou e o loiro negou. 

— É 'pra amanhã e é um trabalho do Aizawa, acha mesmo que ele irá achar alguém para fazer de ultima hora assim? — Kirishima suspirou bagunçando os cabelos, estava ferrado. 

 -`д´- 

O ruivo adentrou a residência e ao virar-se viu vários livros espalhados pela sala, ao olhar para o canto do cômodo pôde ver Bakugou sem camisa lendo alguma coisa em seu notebook, ele estava concentrado no que fazia e por um curto momento os olhos de Kirishima encontraram fixos, vidrados no outro. 

Ao voltar a si ele terminou de adentrar o local desviando-se dos livros e papéis jogados pela sala e arriscou-se em aproximar-se do loiro que sequer notou sua presença. Ao ficar ao lado do garoto tentou espiar o que ele estava fazendo e notou ser um slide. Sentou-se na cadeira de frente para Bakugou que finalmente o olhou mas logo voltou a olhar para a tela ofuscante do notebook.

— É o trabalho do Aizawa? — Perguntou esperançoso, sentia-se mais tranquilo em saber que não era o único que havia esquecido. 

— Sim. 

O garoto digitava algo e subitamente levantou e correu ate um dos livros do chão, o pegou e começou a folheá-lo. Era a primeira vez que Kirishima via o loiro sem camisa, não era algo novo para ele, era o peitoral de um cara e ele sempre via peitorais, mas por que diabos de certa forma sentia-se tão atraído e balançado por aquilo? Seu coração estava disparado e gotículas de suor insistiam em formar-se em sua testa grudando sua franja. 

— Eu também não fiz, posso ser sua dupla? — Bakugou o olhando e suspirou. — Eu prometo ajudar! 

— Sua letra é bonita? — O menor perguntou e Kirishima deu de ombros. — Você fica com a parte escrita então. 

— Qual o tema? — Bakugou arqueou as sobrancelhas, era o mesmo tema para todos, como ele não sabia disso? — Não estava prestando atenção quando ele explicou... — O ruivo explicou-se, envergonhado. 

— Tecnicamente teremos que fazer um jornal relatando todos os casos que sabemos sobre a licantropia. 

— Ah, parece ser fácil. — O ruivo deu de ombros novamente e Bakugou suspirou. — O que foi?

— O problema é esse, Kirishima. Os trabalhos do professor Aizawa não são um bicho de sete cabeça, é bem fácil e direto, ele sempre explica detalhadamente o que quer... — O ruivo concordou. — O problema é que ele exige que seja perfeito, temos menos de um dia para fazer e não da para fazer algo perfeito assim, em cima da hora. 

— Deve ser por isso que reprovei então, no ultimo trabalho que ele passou deixei cair molho de pimenta e manchou... — Kirishima falou pensativo e Bakugou riu.

 -`д´- 

Havia anoitecido e eles tinham acabado terminado o trabalho que secava ao lado dos corpos cansados deitados no chão frio de madeira. Encaravam o teto em silêncio dentro de suas próprias bolhas, Bakugou pensava no quão infantil o ruivo poderia ser e em como ele o irritou fazendo diversas bobagens enquanto faziam o trabalho, as tintas que ele derrubou no chão, em si próprio e também no loiro, era realmente atrapalhado. 

Kirishima sentou-se ao lado do outro e o encarou, Bakugou estava colorido por causa do acidente de mais cedo e mantinha seus olhos fechados. O ruivo observava atentamente cada traço do outro e aproximava-se inconscientemente como se algo o puxasse para o loiro, era inevitável tentar afastar-se já que seu corpo simplesmente congelava. Os olhos vermelhos abriram-se subitamente e o corpo moveu-se um pouco para cima deixando o peso apoiado nos braços que sustentavam-se no chão.

— Eu quero muito te beijar, Katsuki. — O ruivo sussurrou e engoliu a saliva com dificuldade, Bakugou piscou algumas vezes sem saber ao certo o que falar então só concordou lentamente. 

Kirishima levou aquele gesto como um consentimento e então sem perder tempo inclinou-se e selou levemente os lábios alheio. Deram apenas um selinho e o ruivo afastou-se o encarando novamente, recuou um pouco virando o rosto para o lado e fez um biquinho como se estivesse chateado com o outro. Bakugou sentou-se confuso encarando o ruivo, ele tinha acabado de falar que queria o beijar então por que não fez nada? 

— O que foi? — Perguntou um tanto que nervoso. — Eu pensei que você quisesse me beijar... — Bakugou murmurou. 

— E eu quero. — Kirishima suspirou. — Você tem certeza que é só amigo do Izuku? Ou melhor, por que é amigo dele? 

— Eu não sei porque isso te incomoda tanto, só aconteceu. — Bakugou falou chateado, ele era muito impaciente. 

— Bom, você nunca disse que eu sou seu amigo e depois de tudo o que passamos eu achei que...

O loiro revirou os olhos e interrompeu a fala de Kirishima com um beijo, havia puxado o rosto do maior para perto de si e colado seus lábios rapidamente. Eijiro a principio assustou-se com o ato e quando percebeu que era inconveniente falar daquilo naquele momento deu-se por vencido e entreabriu a boca recebendo a língua do loiro em sua cavidade. 

As mãos do ruivo moveram-se para a cintura do outro e o puxou para cima de si, Bakugou estava sentado nas coxas de Kirishima e puxava-o para perto pela camiseta que ele usava. Afastaram-se por um momento e encararam-se voltando a beijar-se novamente, o beijo era voraz, como da outra vez, cheio de desejo.

O loiro puxou rapidamente a peça que cobria o peitoral de Eijiro para cima retirando-a e as mãos do maior tatearam o chão ao lado deles empurrando os livros que estavam ali deitando o loiro logo em seguida, o ruivo ficou por cima do menor e Bakugou resmungou reclamando  das tintas que viraram derramando todo o líquido e sujando o chão ao lado deles enquanto ambos riram. 

Voltaram a se beijar, as pequenas mãos de Bakugou arranhavam as costas desnuda do ruivo enquanto Kirishima mordiscava seu lábios inferior, os dedos longos do maior tocavam sua clavícula descendo aos poucos, sem pressa, como se ele explorasse e sentisse toda a extensão da pele alheia. 

— Kirishima você tem um pouco de... sal? — A voz de Kaminari surgiu e o barulho de algo caindo os assustou fazendo com que o ruivo levantasse assustado. 

Bakugou ofegava tentando normalizar sua respiração que estava falha, o ruivo estava com as bochechas vermelhas, da cor de seus cabelos, por ter sido pego nessa situação por um de seus amigos e para piorar era o Kaminari, o loiro iria comentar sobre aquilo pelo resto da semana e não os deixariam em paz. Não ouviram o barulho da porta sendo aberta e o outro tinha mesmo que aparecer justo agora? 

— Eu não sabia que vocês estavam... — Pigarreou sem graça. — Dando uns amassos. É que o Sero está cozinhando e percebeu que não tínhamos sal e... Acho melhor eu ir. — Ele falava enquanto gesticulava e depois de bater em sua cabeça e murmurar algo fechou a porta. 

Kirishima olhou para o loiro sem saber ao certo o que falar, estava envergonhado com a situação, sentia como se nunca tivesse namorado antes e xingava-se mentalmente por isso. Ele teve uma namorada mas sentia que de alguma forma aquilo era completamente diferente e era, era algo novo e por mais que estivesse gostando também sentia muito medo. Bakugou estalou a língua em um ''poc'' e levantou passando a mão no peito. 

— Primeiro, amigos não se beijam. — Suspendeu um dos dedos, referia-se ao que Kirishima havia falado antes. — Segundo, eu gosto de você e não é... bem... — Deu de ombros. — Boa noite Kirishima. 

O loiro correu ate seu quarto trancando-se lá, soltou o ar com força, seu coração estava acelerado. Arregalou os olhos ao notar, só então, que acabara de confessar seus sentimentos para o ruivo e começou a estapear-se. 

— Droga. 

 

 

 

 

 

 


 


Notas Finais


xoxo~


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