História Lobo Negro - Capítulo 127


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Categorias Histórias Originais
Tags Convivio, Drama, Misticismo, Policial, Romance, Violencia
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Palavras 2.173
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Todos temos inseguranças... alguns apenas não as expõem!

Capítulo 127 - Nunca O Deixarei


Fanfic / Fanfiction Lobo Negro - Capítulo 127 - Nunca O Deixarei

Quem olhasse de fora pensaria como ele era um homem tão forte e seguro. Era altruísta, e que coração maravilhoso tinha. Como confiava em seu marido, tão jovem, sozinho em uma cidade diferente e um campus cheio de rapazes da sua idade. “Poxa, você é muito seguro!”, teriam pensado.

Mas no fundo, não era bem assim. Por mais confiante que fosse, seguro de si, corajoso e determinado. Seu coração doía loucamente dentro do seu peito naquela primeira noite, sozinho na cama do casal, sentindo apenas o cheiro de Sean, mas sem a sua presença.

Por que havia sugerido que ele fosse a festa de calouros? E se ele bebesse demais e ....

Melhor não pensar. Melhor respirar fundo.

E se alguém o provocasse, o tratasse mal? E se alguém o quisesse? E se ele quisesse alguém?

Respirar fundo...

E se ele se interessasse por um rapaz de sua idade? Por alguém que tivesse seus mesmos interesses? Alguém que não fosse um motoqueiro velho e cheio de vícios e manias?

Não pensar...

Kobra olhava para o teto nas últimas horas, desde que teve a infeliz ideia de dizer a Sean que fosse na tal festa, que se divertisse. Não conseguiria dormir. Nunca mais dormiria, até ele voltar e tudo estar igual ao que era antes de ele ter ido.

E se quando ele voltasse no fim de semana, estivesse frio e distante?

Respirar fundo.... não pensar...

Sabia que tinha de dar aquela oportunidade ao rapaz. Era direito dele ser feliz. Sean precisava daquela liberdade, de fazer o que quisesse, sem amarras, sem o peso de ter de cuidar do seu irmão como um pai preocupado. Ele era jovem e cheio de sonhos.

Não podia prendê-lo a si e mantê-lo em rédeas curtas e sob seu domínio. Seria desumano com seu docinho. Seria maligno, como o pai dele foi. Fez o que era certo. Fez o que deveria fazer. Isso que era amor. Amar é deixar ir e esperar voltar de livre e espontânea vontade.

Tinha apenas de repetir isso em sua mente nos próximos anos, para aceitar e confortar seu coração. Tinha apenas de não pensar e respirar fundo, quando aquela sensação de pânico o dominasse.

Era um homem de quase 50 anos, mas se sentia perdido e sozinho naquela cama, sem Sean. Estava com medo. Estava apavorado. Nunca admitiria isso a ninguém. Nem a Lex, nem ao papa. Nunca diria em voz alta, mas estava aterrorizado com a possibilidade de perder seu menino.

O pânico tomou seu corpo no instante em que se afastou do campus, o deixando sozinho ali. Teve o ímpeto de voltar e resgatá-lo. Seus olhos se encheram, a garganta se fechou e ele apenas não olhou para trás, porque senão... suplicaria para que voltasse para casa em seus braços.

Mas, mais uma vez, não tinha o direito de matar os sonhos de Sean. Ele já havia sofrido demais, já havia sido tolhido demais a vida toda. Ele merecia essa chance.

E se com essa chance nas mãos ele o esquecesse?

Respirar fundo...

O tremor do celular, o tirou de sua crise de insegurança e tristeza momentânea. Enxugando as lágrimas que teimavam em escorrer de seus olhos desde que deitou naquela cama, mais cedo, estendeu a mão e pegou o aparelho na mesinha de cabeceira, vendo de quem se tratava do outro lado da linha.

Ligação On*

Sean – Acordei você, bonitão?    

Aquela voz doce e manhosa poderia acordá-lo todas as madrugadas, de hora em hora pelo resto da vida e ele nunca reclamaria, pensou, sorrindo largo.

Kobra – Pensei que estivesse na festa dos calouros – preferiu ir logo ao que o incomodava, em vez de responder ao questionamento do rapaz.

Sean – Eu fui. Fiquei lá até há pouco. Mas meu colega de quarto me encontrou e pediu que eu o trouxesse para o dormitório. Está completamente bêbado, jogado em sua cama. Acho que vai ter daquelas ressacas homéricas – riu divertido. – Eu já contei a você que o nome dele é Petter e que ele faz medicina? Ele parece legal, mas ainda não conversamos muito – perguntou pensativo.

Kobra – Não, docinho. Você não me disse – respondeu com carinho, interessado em qualquer coisa que ele falasse. Ouvir a voz de Sean fazia bem para seu corpo e sua alma. Poderia ficar naquele telefone o resto da madrugada e estaria se sentindo perfeito de manhã, pensou. “Recite uma receita de bolo, docinho, que eu vou amar ouvir”, pensou, feliz.

Sean – Pois é... mas ainda não sei se terá de dar seus jebs nele. Aguardemos – ele riu.

Kobra – E a festa? – ele não conseguia se desvencilhar dessa festa em sua mente.

Sean – Ahhhh, a festa! É verdade. Só havia gente bêbada, fazendo coisa de gente bêbada, e música alta. Então eu peguei um copo de bebida, só para disfarçar, e fiquei quieto no alto da escada, me divertindo em olhar os bêbados, a maior parte da noite.

Kobra – Nada interessante?

Sean – Só uma garota que eu conheci.

Kobra – Uma garota? – ficou curioso e levantou uma sobrancelha.

Sean – O nome dela é Samy e ela disse que também faz psicologia. Talvez fiquemos amigos... sei lá – divagou. – Acredita que ela me paquerou? – ele riu alto e tapou a boca em seguida, lembrando que Petter dormia ao lado.

Kobra – Ela paquerou você? – o coração disparou.

Sean – Ela disse que eu era um doce e perguntou se alguém já havia dito isso antes – ele riu novamente. – Claro que eu pensei imediatamente de você, porque eu sou o seu docinho. Não sou, bonitão?  - a pergunta foi manhosa e refletiu imediatamente em seu corpo, mais precisamente abaixo da cintura.

Kobra – Sim, você é o meu docinho – ele sorriu apaixonado.

Sean – Então..., por isso eu disse a ela que já haviam me dito isso. E ela perguntou se eu tinha namorada – ele deu uma risada, se contendo para ser baixo.

Kobra – Namorada?

Sean – Sim. Ela não percebeu que sou gay. Eu não entendo...

Kobra – Você não tem uma placa de gay em sua testa. Não é afeminado, é apenas doce e meigo. É sempre mais difícil de identificar. A mulher, certamente, não tem um radar gay – o mais velho riu. – Mas o que respondeu a ela? – perguntou, se sentindo apreensivo, porque a resposta poderia definir todo um futuro de dor e sofrimento ou de tranquilidade e paz.

Sean – Eu disse que não tinha namorada – aquela resposta causou uma pontada no coração de Kobra, que apertou os olhos. – Eu falei a verdade, que eu sou casado. E que estava triste no meu canto porque estava com saudade de casa. E que só estou aqui, porque vou atrás de um sonho, mas que queria mesmo era estar em casa.

Kobra tapou o celular e não pode evitar as lágrimas que escorreram por seu rosto.

Sean – Ainda está aí, bonitão? 

Kobra – sim, docinho – ele se recompôs.

Sean – Ela perguntou se eu estava apaixonado e eu disse que sim e estar casado era a melhor coisa do mundo. Eu falei que estava com saudades e estou. Estou morrendo de saudade de você, Dominic – ele choramingou, deixando suas lágrimas descerem livres por seu rosto.

Kobra – Também estou sofrendo de saudades de você, Sean. Você não sabe o quanto... – sua voz estava rouca pelo choro preso na garganta.

Sean – Eu queria você aqui comigo – confessou.

Kobra – Eu queria estar aí com você. Amo tanto você, docinho.

Sean – Não mais do que eu. Eu amo você, Dominic. Não tenho olhos para mais ninguém. Só penso e respiro você. Nunca o deixarei – aquelas palavras eram como respostas às inseguranças do mais velho, que suspirou.

Kobra – Promete?

Sean – Prometo e juro pela minha vida – respondeu sincero.

As juras de amor, palavras doces, carinhos, tudo o que podiam fazer para se confortar um pouco, diante da ausência física, foi dito até tarde, quando finalmente Sean dormiu ao telefone. Kobra ainda ficou ouvindo sua respiração tranquila por um longo tempo, até dormir também.   

Ligação Off*

***

- Minhas roupas não me cabem. Meus quadris estão enormes, minha barriga aumenta a cada dia e meus seios vão explodir a qualquer momento – Lex choramingou na frente do espelho, vestida apenas em uma calcinha. – Esse short de malha me cabia ontem. Hoje já está apertado. Eu estou ficando gorda e feia. Você não vai mais me amar. Vai me trocar por “Nath” – rosnou desolada, recostando-se no espelho e escorregando até o chão.

Ethan saiu do banheiro com a toalha em volta da cintura e se aproximou, ajoelhando-se na frente dela, sentando em seus calcanhares.

- Venha cá, baby – a chamou para o seu colo e ela foi, com sua cara de sofrimento e olhos tristes. Montou no colo dele e enlaçou seu pescoço com as mãos. – Eu amo você do jeito que está. Amo cada detalhe novo do seu corpo. Quero que seus seios cresçam mais, porque sei que minha filha será bem alimentada. Quero que seus quadris fiquem mais largos, porque haverá mais espaço para Lilly se divertir dentro da sua barriga. Quero que abrigue confortavelmente a nossa menina. Seu corpo é o templo que guarda nossa bebê e eu respeito e amo você por isso – disse, com carinho.

Lex o encarava com lágrima nos olhos. – Mas eu estou ficando feia e gorda – se lamentou.

- É impossível a você ficar feia, baby. Eu a vejo cada dia mais perfeita para mim. Nunca a trocarei por ninguém. Eu sou seu, totalmente e irrestritamente seu. Amo mais você a cada dia, Lex – declarou-se.

- E quando eu estiver grávida demais e não conseguir satisfazê-lo? E quando eu estiver parida e não puder tê-lo?

- Eu vou esperar por você, baby – respondeu como se fosse óbvio. – Acha mesmo que eu iria procurar outra mulher para fazer sexo? Isso realmente está passando pela sua cabeça? – perguntou incrédulo e ela assentiu, envergonhada.

- Eu nunca, eu disse n-u-n-c-a farei sexo com outra mulher. Eu não tenho, nem terei, desejo por outra criatura que não seja você, Lex. Eu não faço mais sexo sem paixão. Depois que aprendi com você, eu só quero o que temos. E assim, eu só tenho com você – explicou, com calma.

- Vai me esperar?

- Claro, baby. E vamos estar tão preocupados com a Lilly, que acho que não teremos nem tempo de pensar nisso no primeiro mês. Porque não temos experiência com bebês e ainda vamos penar um bocado para nos adaptarmos a nova rotina e aprendermos a cuidar dela – ele riu, deslizando os dedos pelos cabelos dela.

- Você acha que seremos bons pais? – ela fungou.

- Vamos nos esforçar para ser. Vamos errar e acertar, nos adaptar, tentar entendê-la e tentar deixá-la feliz. Espero que seu gênio difícil só se apresente depois dos 18 anos – ele voltou a rir e ela riu junto.

- Amo você, lobinho – ela murmurou.

- Eu também amo você, baby, com tudo de mim. Não quero que se preocupe com mais nada além de nossa lobinha. Não há motivo para ficar triste ou preocupada. Eu cuidarei de nós – frisou.  

Ela respirou fundo e assentiu. Ethan enxugou suas lágrimas e a beijou, com carinho e atenção. A beijou com o mesmo desejo que teve por ela na primeira vez que se beijaram há muito tempo. As mãos acariciaram o corpo dela.

– Você é tão linda – murmurou, beijando o pescoço dela, que jogou a cabeça para trás dando espaço para ele. – Sua pele é macia. Seu cheiro me deixa excitado. Você não tem de se preocupar com nada, porque sou viciado em você, seu cheiro, seu gosto. Nada me apetece mais do que você – ele sussurrava, a proporção que a tocava. – E se suas roupas não a couberem mais, pode desfilar nua pela casa, que eu vou adorar assistir – ele riu, devasso, e ela riu também, de olhos fechados, entregue as carícias ousadas que ele lhe fazia.

- Você não precisa ir trabalhar agora? – ela murmurou, sem forças, sentindo os dedos dele deslizarem entre suas pernas nuas.

- Sim, baby. Mas você sempre será minha prioridade. Quero deixá-la satisfeita antes de sair – murmurou, mordiscando o lóbulo da orelha dela, enquanto a masturbava. Lex gemeu. O que era mesmo que estava sentindo minutos antes?, pensou. Ele tinha o dom de fazê-la esquecer tudo. Já não pensava em suas inseguranças. Seu corpo estava formigando de prazer e ele sugava seu seio com desejo insano. Ethan sabia como deixá-la em transe, ali, montada em seu corpo, nua, no chão do quarto.

Estava quase chegando ao êxtase, gemendo cada vez mais alto, quando ele puxou sua toalha, ficando nu também e, a erguendo um pouco, a desceu sobre sua rigidez, a enlouquecendo com a sensação de preenchimento total, sem nunca parar de tocá-la. Ele a fez cavalgar e o orgasmo foi tão rápido e intenso, que ela pensou que desfaleceria nos braços dele.

E, praticamente desfaleceu, porque sentiu-se acordar apenas quando Ethan beijou sua testa, vários minutos depois, e percebeu que estava deitada na cama. – Eu preciso ir trabalhar, baby. Fique quietinha aqui – pediu, em um sussurro. – Amo você, loba gostosa – disse sorrindo, antes de sumir pela porta, vestido em seu uniforme.


Notas Finais


Então...
Eu nem ia postar capítulo agora, só ia postar à noite.
Mas... não podia deixar a Deni_Bar ter uma crise ansiedade, né! Madame Cuiriosidade Ansiedade!
Beijins!


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