História Lobo Negro - Capítulo 128


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Categorias Histórias Originais
Tags Convivio, Drama, Misticismo, Policial, Romance, Violencia
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Palavras 2.161
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 128 - Eu Não Vou Trair o Sean


Fanfic / Fanfiction Lobo Negro - Capítulo 128 - Eu Não Vou Trair o Sean

Quando a primeira semana de aulas na universidade acabou, Sean suspirou realizado. Tudo parecia que estava dando certo, exceto seu coração, tão apertado e dolorido de saudades.

Samy se mostrou uma boa pessoa e fez questão se se aproximar dele nas aulas, o que foi bom, porque se não fosse isso, certamente ficaria sozinho a maior parte do tempo, uma vez que sua timidez o impedia de fazer amizades com tanta rapidez.

Petter era um bom colega de quarto. Arrumou uma garota a cada dia de aula e algumas passaram a noite com eles, mais precisamente com o rapaz, em sua cama, entre sons estranhos e rangidos do móvel. Sean não se importava, achava até graça. Mas o que queria, no fundo, era estar fazendo o mesmo, com seu marido. Todas as noites...

Mal podia esperar para vê-lo. Para abraçá-lo, beijá-lo, sentir seu cheiro, e finalmente, senti-lo profundamente dentro de si. Seu corpo doía de necessidade.

Para sua felicidade, suas aulas encerraram ao meio-dia. Então depois de comer rapidamente um sanduiche, avisou aos dois novos colegas, ainda no refeitório, que iria para casa.

- Quanta pressa! – Samy deu uma risada. – Mas estou vendo seus olhos brilharem. Está louco para ver sua esposa – ela riu novamente.

Não. Sean não havia contado ainda para nenhum dos dois que era casado com um homem. Ainda não se sentia seguro para isso. Tinha medo da rejeição e estava se sentindo bem em ter aquelas duas pessoas ao seu lado no momento em que se sentia mais só.

Ele sorriu tímido. – Preciso chegar em casa o mais rápido possível. Estou morrendo... – admitiu, com um sorriso largo nos lábios.

- Cara, é duro de acreditar que você seja casado. Estranho até, porque no porta-retratos, ao lado da sua cama, só há a foto do seu pai e o seu irmão. Por que não tem a foto dela? – Petter questionou, mas Sean não respondeu, apenas sorriu.

- Eu tenho de ir. Quando eu voltar eu conto... – disse baixo e se afastou.

Na estrada, indo para casa, com o coração em um batuque enlouquecido de ansiedade, Sean pensou se Dominic ficaria triste ou chateado em saber que ele não havia contado aos seus novos colegas que era ele o seu marido. Talvez se sentisse inseguro, coisa que seria quase impossível ao seu homem, sempre tão forte e impassível. Às vezes queria ser como Dominic, tão corajoso, despreocupado e seguro de si.

Se fosse ao contrário, e seu homem tivesse ido para longe, estudar ou trabalhar em um lugar diferente, cheio de novas pessoas, estaria morrendo de medo de perdê-lo. Talvez tivesse até feito algum tipo de chantagem emocional para que não fosse. Tinha pavor de perdê-lo. Seu Dominic, o homem da sua vida.

Queria dizer a Petter e Samy que Dominic era o seu homem, mas tinha medo. Odiava quando o confundiam com seu pai. Ele odiava seu pai e tinha nojo dele. Comparar o anjo da sua vida com aquele demônio, era até um sacrilégio. Mas deixou que Petter o fizesse e não disse nada. Teria de desfazer aquele mal-entendido quando voltasse.

A casa estava vazia. Noah só chegaria em uma hora. A babá estava nos fundos e quando o viu correu e o abraçou. Contou um pouco sobre as peripécias do pequeno e da tristeza de Dominic, que costumava deitar na rede, sob as árvores e ficar lá sozinho por longas horas, quando voltava cedo para casa. Ele só sorria quando Noah corria e pedia para deitar-se com ele.

Sean suspirou. – Também estou com saudade. Na verdade, estou morrendo aqui só em pensar que ele vai chegar apenas no fim do dia – lamentou-se.

- Por que não faz uma surpresa indo ao clube? Tenho certeza que ele ficará feliz – a mulher sorriu.

- No clube? Eu...eu não sei. Só estive lá uma vez. Será...? – mostrou-se incerto.

- Eu faria... – a mulher frisou. – Seria a melhor surpresa... já que ele nunca esperaria que fosse...

Sean puxou o canto da boca e ficou pensativo. Depois correu para seu quarto, tomou um banho rápido e vestiu uma roupa limpa, saindo em seguida. – Vou ao clube fazer uma surpresa ao meu amor! – disse, sorrindo largo.

Kobra estava trancado no escritório. Seu humor estava perdido desde o começo da semana e os caras optaram por não o provocar. Sabiam que Sean estava na universidade de San Antonio e que aquilo devia estar sendo difícil para ele, embora não dissesse uma palavra, nem deixasse transparecer algum tipo de insegurança. Mas eles imaginavam e já havia comentado entre si, enquanto tomavam cerveja no salão do clube.

Se sentiriam inseguros, sim. Como não? Era um rapaz jovem e bonito, aquele que seu presidente escolheu. Quem não olharia para ele? Quem não o iria querer? Claro que ficariam inseguros se estivessem no lugar de Kobra, mas ele não parecia sentir nada daquilo, só seu humor, que havia escoado pelo ralo. Ele não estava para conversas aleatórias, apenas se fixava nos assuntos sérios do clube.

Eram 15h30 e alguns caras estavam no clube, uns já tomavam cerveja quando Sean entrou no salão. Seus cabelos brilhavam dourado e a camisa e calça brancos o deixavam com um ar de anjinho. Seu sorriso completava o tipo doce e inocente.

- Ele está aí? – perguntou baixo, com os olhos verdes brilhando, meio tímido.

- Trancado no escritório – Chip respondeu. – O pior dos humores... – ele riu, divertido.

- Acabo de chegar... queria vê-lo. Não aguentei esperar a hora dele chegar em casa – admitiu, enrubescendo e sem entender porque estava confessando aquilo àqueles homens héteros, enormes e barbudos.

- Então é uma surpresa? – o velho levantou uma sobrancelha, junto com os outros.

- Sim... – assentiu.

- Acho que podemos ajudar na surpresa. Que tal? Posso provocá-lo um pouco – o homem ofereceu e Sean sorriu, dando de ombros.

- Acha seguro provocá-lo? Já disse que seu humor está ruim – questionou.

- Quero ver a cara dele quando o vir – Chip assumiu. - Porque aí terei certeza que esse mau-humor é saudade. Se importa?

- Não. Só não o irrite – pediu.

- Ok... eu vou ao escritório. Me dê alguns minutos antes de entrar – falou e Sean concordou.

Chip entrou no escritório sem bater na porta, o que já era motivo de raiva. – Pres... temos problemas com algumas motos – foi logo dizendo.

- Temos uma oficina, porque não as encaminha para lá? – Kobra rosnou, sem tirar os olhos do computador.

- Vim saber se era para fazer isso – o velho deu de ombros.

- Desde quando eu tenho de dizer tudo o que vocês devem fazer? – Kobra reclamou.

- Você é o pres – o homem deu de ombros.

- Presidente, não babá – rosnou.

- Ok... mas os caras de Driscoll ligaram e pediram nossa ajuda em uma corrida beneficente que será no fim do dia. Eu avisei que iriamos – mentiu. – Temos de sair logo.

- Vocês vão. Eu vou ficar – Kobra vociferou imediatamente.

- Não podemos ir sem nosso pres – o homem respondeu atônito. – Eles o estão esperando. Inclusive será sua festa de boas-vindas como presidente. Já está tudo preparado. Seria uma surpresa, mas...

- Eu não posso ir – Kobra finalmente o encarou, levantando da mesa.

- Mas eles vão ficar chateados. São nossos melhores amigos. Por que não pode ir? – levantou uma sobrancelha.

- Porque...porque – ele gaguejou sem querer. – Eu não posso ir.

- Por causa do Noah? A babá pode ficar com ele uma noite. Aproveite que seu garoto está fora e divirta-se. É seu direito. Tomar umas cervejas, quem sabe haja alguém interessante por lá – o velho provocou, vendo o outro franzir o cenho, aborrecido.

- Eu não vou trair o Sean – ele bradou irritado. - Está louco?

- Acho bom mesmo não me trair, porque eu ficaria bem zangado com você – a voz doce e meiga do seu rapaz encheu aquela sala, de repente, e os olhos de Kobra voaram em direção a porta, o vendo entrar, como um anjo, todo vestido de branco, com seus olhos verdes brilhantes e o sorriso mais lindo do universo.

- Docinho... – conseguiu balbuciar, antes de correr e o abraçar apertado, como precisava fazer desde o começo da semana.

Chip sorriu com o ato abrupto e sincero de saudade, e saiu discretamente da sala, deixando-os a sós. Ao chegar no salão, ligou o som e o colocou um pouco mais alto, caso aqueles dois se empolgassem.

- Meu Deus, Sean... eu pensei que ia morrer sem você aqui – o mais velho sussurrou sua confissão, ainda agarrado ao menor, que sorria largamente, quase sem fôlego pelo aperto, mas não reclamava, porque precisava tanto, daquele abraço quente, quando o outro.  

- Eu também estava morrendo sem você, bonitão – conseguiu dizer e outro foi folgando o aperto aos poucos, até poder vê-lo.

- Pensei que fosse chegar apenas à noite – suspirou, cheirando seu pescoço, louco de saudade daquela mistura de Sean com seu perfume amadeirado.

- Só tive aula até o meio-dia, então resolvi fazer uma surpresa. Não está chateado por eu ter vindo ao clube, está? – perguntou ansioso.

- Claro que não. Você pode vir aqui quando quiser. Foi a melhor surpresa que eu poderia ter – disse sincero. – Senti tanto a sua falta, docinho – completou, o beijando com desejo.

Foi um beijo intenso e Sean o enlaçou pelo pescoço. Quando Kobra o agarrou com firmeza pelos quadris, ele ergueu as pernas, enlaçando o mais velho com suas pernas, enquanto se beijavam quase com desespero.

- Não consigo esperar... – Kobra murmurou, o puxando para mais perto e indo até a porta e a trancando-a, com Sean grudado em seu corpo.

- Não espere... – a resposta, entre beijos, apenas o estimulou mais e ele colocou o rapaz sobre a borda da mesa, abrindo seu zíper com pressa e o despindo da camisa, calças e boxer em segundos.

Sean também tinha mãos rápidas arrancou a camisa do marido, abriu o jeans em seguida e o baixou, junto com a boxer, até as coxas. – Preciso de você, Dominic. Por favor... – o pedido foi manhoso e necessitado, o que deixou o homem mais excitado, se isso era possível.

Ele atendeu ao pedido imediatamente, o tomando devagar e cuidadoso no início. Era quente e apertado como ele lembrava, e precisa sentir, durante toda aquela longa semana. E o gemido rouco que Sean deixou escapar era lindo de se ouvir, como música para seus ouvidos. Seus olhares se encontraram e era puro deleite, enquanto ele ia a vinha dentro do mais novo.

Se amaram loucamente sobre aquela mesa. Kobra deslizou os dedos no membro duro do marido e o segurou com firmeza, levando-o no mesmo ritmo de suas investidas. Sean apenas gemia e pedia por mais. Estava insano de desejo.

O ápice do prazer não tardou, porque ambos estavam explodindo desde a última vez e jatos quente escorreram pela mão de Kobra, quando Sean gozou. Ele ainda empurrou duas ou três vezes, até enchê-lo com seu sêmen, em jatos fortes, também.

Kobra o abraçou apertado mais uma vez e Sean escondeu o rosto na curva do seu pescoço, precisando daquele aconchego do seu homem, depois daquele orgasmo insano.

O mais velho o carregou até o sofá e sentou-se lá, o mantendo em seu colo, agarrado, a ele. Não queriam se soltar, se afastar. Necessitavam daquela proximidade.

- Amo tanto você, docinho... – Kobra declarou baixinho.

- Eu o amo mais, bonitão – o rapaz respondeu, respirando em seu pescoço, agarrado ao seu corpo como gostava de ficar.

- Eu vou matar o Chip – Kobra riu, alguns minutos mais tarde.

- Por quê? Ele estava apenas provocando você – Sean deu uma risada leve.

- E se eu desse uma resposta errada? Se eu dissesse que seria bom ir me divertir com outra pessoa em sua ausência? – indagou.

- Acho que ele só disse aquilo porque sabe que você é correto, fiel, e nunca faria isso. Primeiro, não iria viajar para lugar nenhum sabendo que eu estaria chegando à noite, e, segundo, não me trairia. Somos feitos um para o outro, Dominic. Nunca faríamos coisas assim – Sean falou com propriedade e Kobra gostou do que ouviu, porque aquilo lhe dava forças para aguentar sua ausência.

- Vamos para casa, docinho – o mais velho convidou.

- Ainda não... – Sean pediu. – Estou com saudades do Noah, mas quero ficar um pouco mais aqui, com você, só nós dois....

Kobra deitou no sofá, se despindo totalmente, e abraçou o rapaz sobre seu corpo. Ficaram pele contra pele, sentindo o calor dos corpos.

- Quero você de novo – Sean pediu e Kobra sorriu de lado, vaidoso. Seu garoto estava necessitado e só ele poderia saciá-lo.

- Quero que me tome – o mais velho pediu. – Preciso sentir seu tesão em mim – sussurrou no ouvido do menor, que sorriu lascivo.

Sean não questionou. O invadiu de bruços, naquele sofá. Foi quente e louco. Intenso e incrível. Ambos se realizaram em suas necessidades. E quando saíram abraçados daquele escritório, quase três horas depois, estavam felizes e sorridentes, indo para casa, para ver seu filho.


Notas Finais


Tchau, babys! Até amanhã a noite!!!


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