História Lobo Negro - Capítulo 129


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Categorias Histórias Originais
Tags Convivio, Drama, Misticismo, Policial, Romance, Violencia
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Palavras 2.163
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 129 - Você Nunca Me Decepciona


Fanfic / Fanfiction Lobo Negro - Capítulo 129 - Você Nunca Me Decepciona

- Não é cedo para isso? – Lex cruzou os braços diante do peito.

- Acho que não. Quanto mais cedo montarmos o quarto de Lilly, melhor – Ethan garantiu. – Além do mais, eu só tenho tempo nos fins de semana, e não a quero andando por aí sozinha durante a semana.

- Vamos passar o dia comprando móveis para o quarto da bebê? Essa a sua ideia de diversão? – ela puxou o canto da boca. – Pensei que fôssemos dar um passeio de moto ou encontrar um lugar bonito e fazer um piquenique, ou ainda que pudéssemos passar o dia inteiro na cama, fazendo coisas mais prazerosas – ela enumerou.

Ethan suspirou. – Lex, é a nossa filha. Entendo que ainda não esteja muito empolgada e tenho de respeitar isso, mas Lilly vai nascer em alguns meses e ainda não providenciamos quase nada – ele se preocupou.

- Eu comprei algumas coisas. Só não desembalei – ela defendeu-se. – Foi antes de saber que era uma menina. Não fiz mais compras porque queria fazer o enxoval rosa.

- Então vamos fazer o enxoval rosa hoje – ele pediu. – Podemos comprar tudo da cor que quiser, baby. Só quero que façamos logo isso. Não sou um cara de deixar tudo para a última hora – informou, sorrindo.

- Eu ainda não me sinto uma mãe. Acho que vou ser daquelas que só cai na real com o bebê nos braços. Me sinto um pouco mal por isso, me sinto uma péssima mãe – admitiu.

Ethan se aproximou a abraçou. – Você não é uma péssima mãe, baby. Tudo é apenas muito novo para você, que trabalhou sua mente para aceitar sua esterilidade. Quando Lilly chegar, você vai amá-la com tanta força, que não vai conseguir entender como viveu tanto tempo sem ela – ele sorriu, enquanto falava.

- Você já é um pai, Ethan. E sou eu quem carrego nosso bebê, mas não me sinto mãe. Isso é horrível – ela o encarou, com olhos marejados.

- Relaxe... – ele pediu, acariciando as costas dela. – Tudo vai dar certo, Lex. Eu só sempre quis ser pai. Sempre quis ser como o meu pai. Ele é aquele que não tem cara de pai, parece que nunca envelhece, e todo mundo pensa que é irmão, mas ele é um paizão. Companheiro e amigo. Eu sempre quis ter uma família como a dele – ele riu. – E agora eu vou ter.

Lex sorriu, observando a alegria de Ethan. – Eu quero ser uma boa mãe.

- E vai ser. A melhor mãe que Lilly poderia ter – ele afiançou. – E eu sou muito orgulhoso de tê-la como mãe da minha filha. Mas agora, baby, vista-se e vamos às compras. Quero este quarto pronto ainda hoje – disse a virando de frente para o guarda-roupa.

- Ainda hoje? – ela arregalou os olhos.

- Sim. Nem que eu passe a madrugada montando móveis.

- Meu Deus, você é o homem mais ansioso que eu já conheci. Não sabe esperar – ela deu uma gargalhada, enquanto escolhia um macaquinho colorido para vestir.

A manhã inteira foi de compras e Lex nunca tinha visto Ethan tão empolgado em escolher móveis com detalhes cor de rosa. Ele tinha bom gosto e era prático, e ela teve um pouco de inveja de toda aquela alegria, que não conseguia sentir ainda.   

Ficou chocada com a lista de enxoval de bebê que ele tinha em seu celular, e sacou do bolso, quando entraram na loja de roupinhas e acessórios infantis, para comprar tudo para sua filha.

Lex ficava calada, apenas olhando, enquanto Ethan pedia as peças da sua lista, escolhia e separava, animado. – Venha, baby. Me ajude a escolher. Este ou este? – ele levantou alguns produtos nas duas mãos.

- Eu não sei. Todos dois estão bonitos – ela disse, desconfiada.

- Então levamos os dois – ele sorriu largo. – Isso mesmo, baby. Você tem razão, levaremos os dois – ele separou tudo para um lado.

- Está com quantos meses? – a vendedora se aproximou.

- Cinco – Lex disse, baixo.

- Sua barriga é pequena para cinco meses – ela apontou.

- Você acha? – Lex se preocupou.

- Eu, quando estava com cinco meses, já tinha uma barriga muito maior do que a sua – a mulher frisou, deixando Lex desanimada.  

- Não há nada de errado com a barriga da minha esposa – Ethan se aproximou, acariciando o ventre da esposa. – Nossa Lilly está se desenvolvendo muito bem. Não é, baby? – ele a defendeu e Lex apenas sorriu abatida, se afastando para outro lado da loja.

Ele foi atrás dela. – Ei...por que está assim? Cadê a minha Lex que enfrenta todo mundo e tem resposta para tudo? Não a quero cabisbaixa. Qual o problema de ter uma barriga pequena? O médico disse que Lilly está bem e crescendo normalmente, como esperado. Se não há nada de errado com ela, isso é que importa. Não se deixe levar pelo que os outros falam. Se anime. Estamos comprando o enxoval da nossa filha. Vai ser tudo lindo – ele sorriu, a abraçando pela cintura.

Ela tentou se animar mais e deu até algumas sugestões e opiniões sobre os produtos que compraram, embora Ethan escolheu a maior parte das coisas.

Almoçaram na cidade e riram juntos, conversando bobagens, com Ethan a distraindo de seu mau-humor. Quando saíram do restaurante, em direção ao carro, Ethan a colocou atrás de si de repente, sacando a arma, que trazia nas costas, no cós da calça.

- O que quer aqui? – ele rosnou entredentes para um homem magro e de cabelos oleosos que se aproximou, e ergueu as mãos quando viu a arma.

- Eu só vim dar um recado. Minha missão é de paz – ele avisou, tenso.

- Diga, o que quer? – o delegado voltou a rosnar.

- O chefe disse que você vai morrer – ele respondeu. – Se não parar de se meter nos negócios do Esquadrão.

- Eu não me meto nos negócios do esquadrão – Ethan vociferou. – Faço apenas o meu trabalho.

- Só estou dando o recado. Você matou um dos nossos e o chefe está zangado novamente.  

- Eu não sei do que você está falando. Já disse que não tenho nada a ver com o desaparecimento de Killer. Me interrogaram a exaustão sobre isso – Ethan franziu o cenho.

- Não é sobre Killer – ele frisou. – De qualquer maneira, está dado o recado... – ele disse e saiu correndo na direção contrária, dobrando a esquina como um louco.

- Ethan... – Lex enervou-se. – O que foi isso?

Ele se virou para ela, com o cenho franzido. – Eu... não faço ideia do que ele está falando. Não fiz nada contra o esquadrão. A única coisa que fiz... – ele começou e se calou.

- O quê?

- Fin... ele fazia parte do Esquadrão... – ele disse, em tom baixo, mais para si, pensativo. – Quando eu o matei eles acharam que eu havia descoberto sua ligação, mas eu fiz isso por outro motivo.

- Porque ele estava trabalhando para o capitão – Lex completou.

- E eles não sabem disso? Mas, porque eles não saberiam? – suas palavras eram quase uma conversa dele com ele mesmo. – Vamos para casa, baby. A cidade não é segura para você.

- Para você também, Lobinho – ela puxou o canto da boca.

Ele a colocou no carro e saiu da cidade o mais rápido possível. Toda a alegria havia sumido do seu rosto, dando lugar a uma ruga de preocupação. Sua mente girava como louca, tentando entender o que estava acontecendo.   

Durante todo o resto do dia Ethan ficou calado. Se voltou a arrumação do quarto da filha, enquanto remoía em sua mente o que havia acontecido no fim da manhã.

Primeiro ele desmontou os móveis do, até então, quarto de hóspedes, que ficava de frente para o deles. Tudo o que havia lá foi embalado e guardado, por ele, na garagem, do lado de fora da casa.

Depois ele colocou o papel de parede branco e rosa, com fadinhas voando, em todo o quarto, com a ajuda de Lex, que estranhou seu silêncio, mas imaginou que sua mente estava ocupada com pensamentos sobre o Esquadrão Fim, então resolveu deixá-lo em paz.

Com as paredes prontas, ele se concentrou em colocar o carpete creme sobre o piso de madeira, para em seguida montar o guarda roupa, o berço, a cama auxiliar, a cadeira de balanço, além da cômoda para troca da bebê e as prateleiras. Tudo branco com detalhes rosa.

Lex acordou do seu cochilo. Andava sonolenta nos últimos dias e a médica disse que era comum na gravidez. Já estava escuro do lado de fora e ela saiu do quarto, entrando no do bebê, cuja porta estava aberta. Estava lindo. Tudo montado, restando apenas decorar com os enfeites que eles haviam comprado de manhã. Ethan não estava lá.

Ela desceu e ouviu barulho na área de serviço. Quando chegou lá, ele saia do banheiro, apenas com uma toalha enrolada nos quadris e os cabelos pingando sobre os ombros úmidos.

- Por que estava tomando banho aqui em baixo? – perguntou.

- Não quis fazer barulho e acordá-la. Desci para guardar as ferramentas na garagem e resolvi tomar logo um banho aqui. Estava muito suado. Já viu como ficou o quarto? – perguntou sorrindo.

- Ficou perfeito – ela sorriu de volta. – Você faz tudo perfeito – elogiou.

- Podemos decorar agora – ele sugeriu.

- Pensei que estivesse cansado. Passou a tarde inteira lá dentro.

- Nunca é cansativo quando é para nossa Lilly – disse sincero. 

- Podemos fazer isso amanhã de manhã? – ela sugeriu e ele assentiu. – Que tal ficar comigo um pouco?

Ele a abraçou e os dois foram para o quarto, onde ele jogou a toalha molhada no chão e se jogou na cama. Ela levantou uma sobrancelha, pegou a toalha e levou para o banheiro, e voltou, se deitando na cama, ao seu lado e deitando a cabeça em seu peito.

- Às vezes tenho medo de você me trocar por Lilly – ela confessou, baixinho.

Ele deu uma sonora risada. – Deixe de ser boba. Não precisa ter ciúme da sua filha. Eu nunca a trocaria por ninguém, nem por ela - disse sincero. – Está assim porque estou voltando minha atenção para ela? Que bobagem, baby. Eu sei muito bem separar o lugar de cada uma em minha vida. Não tem do que se preocupar.

Lex estava insegura em todos os aspectos, mas Ethan já havia percebido isso e passou mais de duas horas ao telefone com sua mãe, naquela semana, tentando entender o que estava acontecendo com sua mulher.

Os hormônios, as mudanças no corpo, na rotina, na vida. Tudo era novo para ela. Não se sentir mãe, quando sua barriga já estava grandinha. Anabelle explicou toda a mecânica da gravidez e o que ela causava na mulher, informou também a parte psicológica e, finalmente, a sentimental.

Ethan estava preparado para qualquer crise de sua loba. E pode acalmá-la, como ela precisava. A deixando segura, como havia feito quando ela se sentiu feia por estar grávida, quando se sentiu triste por ainda não conseguir se sentir mãe e agora, quando sentiu ciúmes da bebê, que ainda não nasceu. Tudo era esperado e havia sido detalhadamente conversado entre ele a sua mãe.

Lex suspirou contra o peito de Ethan. Suas palavras a confortavam. Ele sempre sabia o que dizer e a fazia se sentir melhor. Nunca ruim, por não ser a melhor mãe do mundo, ao seu ver. Mas, ela se sentia culpada. Costumava pesquisar na internet sobre bebês, a vida com eles, a rotina de jovens mães, e sempre se deparava com mulheres supergrávidas e hiperempolgadas com suas gravidezes, enquanto ela não conseguia sentir isso. Na verdade, estava com medo de ter uma depressão pós-parto, por causa disso.

- E se eu tiver depressão pós-parto? Não conseguir gostar da minha bebê? Não quiser alimentá-la? – perguntou de repente.

- Aí eu cuidarei de Lilly até você se acostumar com ela. Eu a alimentarei, darei banho e cuidarei como puder, enquanto você se recupera – Ethan respondeu, com uma calma e simplicidade, que a acalmou, enquanto deslizava os dedos pelos cabelos dela.

- Você não vai ficar horrorizado comigo? – indagou exasperada.

- Claro que não – ele respondeu no mesmo tom, com sinceridade, e ela ergueu o corpo para encará-lo.

- Mas é algo tão sério. E você age como se fosse simples.

- Não é simples, mas eu estou aqui para você. Sempre estarei. No melhor e no pior momento. Eu cuidarei de tudo para você e para nós – garantiu, a encarando.      

Lex finalmente sorriu. – Acho que esse é um dos motivos de eu o amar tanto, Ethan. Você nunca me decepciona. Eu sei que posso contar em qualquer momento.

Ele sorriu também e a puxou para si. – Eu sou seu, baby. Pode contar comigo - sorriu doce, a beijando em seguida. Mesmo excitado por tê-la sobre si, Ethan não a provocou. Ele se cobriu e a abraçou. Ficou mimando-a por longo tempo, elogiando-a e fazendo carinhos leves em seu corpo, um conforto para sua alma atormentada. Era um aluno aplicado, das aulas que sua mãe lhe deu.


Notas Finais


Gravidez é um negócio complicado, por isso, não odeiem Lex.
Até amanhã a noite! Beijins!


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