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História Locateado pelo Passado - Capítulo 31


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Notas do Autor


Hey, guys!!!!!!
Como vocês estão? Espero que estejam se cuidando direitinho nessa quarentena😊
Apareci e vou tentar não demorar tanto, mas vou dar recados nas NOTAS FINAIS. E, antes de tudo, quero agradecer a todos que favoritaram, comentaram(sério, isso me deixa muito feliz, me ajuda a não desanimar) e continuam acompanhando a história, e quero desejar boas-vindas para os novos leitores❤❤❤❤
Só quero dizer, amores, que terminei esse capítulo (que está grandinho) dia 14 na base do surto com a notícia que PERCY JACKSON VAI GANHAR UMA ADAPTAÇÃO PELA DISNEY+, sério, surtei demais e tô até agora no surto kkkkk. Têm alguns semideuses por aqui? Se tiver, me manda mensagem pra gente SURTAR JUNTOS!
Mas, enfim, vou deixar vocês com o capítulo agora!
Espero que gostem e boa leitura😊😉

LEIAM AS NOTAS FINAIS
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Capítulo 31 - Sensação Incômoda


Angel

Não tinha muito a noção do tempo que estávamos forçando aquelas portas, mas sei que foi longos minutos até finalmente conseguirmos. No final estava com meus braços super doloridos e mãos machucadas e Johnny não parecia estar melhor, já que consegui distinguir ele abrindo e fechando as mãos.

— Nos filmes eles fazem parecer bem mais fácil — Johnny murmura, enquanto encarava a porta aberta entre os andares.

— Deve ser porque eles nunca, realmente, tentaram fazer isso sem energia — olho de relance para ele, que concordava levemente com a cabeça. — Então, vamos sair pelo teto ou entrar pelo chão? — perguntei para ele, começando a ficar ansiosa para sair daquele cubículo.

— Ãh? — Johnny pronunciou, não conseguia distinguir muito bem sua expressão, mas pelo tom de sua voz, parecia estar um pouco confuso com a pergunta, mas eu apenas esperarei ele sair um pouco do transe. — Aah, entendi. Bem... — ele olhou novamente para os dois andares que tínhamos como opção —...não sei qual o menos pior. Será que a gente consegue pular no chão sem quebrar os ossos? — pude sentir seu olhar sobre mim.

— Seria bom, já que é um andar mais próximo do nosso objetivo.

— Então vamos sair pelo teto — Johnny tentou soar divertido, como se pulássemos do teto para o chão todos os dias, mas seu receio sobressaiu sobre o divertimento. — Bem, tenho certeza que vou levar uma bronca quando chegar em casa, já que com certeza deve ter passado do horário permitido — sua mudança de assunto abrupta me fez demorar um pouco para ter uma resposta adequada, o que quero dizer que eu não consegui uma resposta adequada.

— Provavelmente vai — ouço ele suspirar alto.

— Ok. Vamos logo, antes de perdemos a coragem.

— Isso não vai acontecer.

— Talvez me aconteça. Então vamos pular.

Antes que Johnny fosse fazer a idiotice de pular no impulso, me levando consigo, o impedi com a mão. Sabia que precisávamos tomar cuidado e fazer as coisas pacientemente, aquilo não era um filme e, definitivamente, não tínhamos dublês.

— Não podemos simplesmente pular, Johnny, ainda mais juntos. Desse jeito vamos acabar quebrando alguma coisa e chamando atenção demais. Primeiro vamos ficar quietos para tentar ouvir alguma coisa, depois você vai primeiro, mas calculando cada movimento, não utilizando somente a adrenalina — ele concordou.

Se minhas contas estivessem certas, ficamos aproximadamente dois minutos sem falar nenhuma palavra e tomando cuidado ao não fazer barulho ao respirar, antes de ter certeza que tudo estava limpo para colocarmos nosso plano em ação. E, antes de Johnny ir, repassamos o plano, concordando com tudo.

Johnny deitou de bruços no chão do elevador, tomando cuidado para não bater a cabeça no teto, e depois olhou para baixo para conferir a altura, murmurou que devia ter uns três metros, o que me deixou levemente preocupada. Depois ele virou o corpo, deixando suas pernas passarem pelo buraco, e, devagar, foi se arrastando até ficar pendurado, com as mãos sustentando seu corpo. Percebi que ele estava receoso e entendia ele, acho que o maior medo não era pular, mas sim ter a chance de ter alguém como companhia quando chegar ao chão. Porém não pude ficar por mais tempo perdida em meus pensamentos, pois ouvi o barulho do impacto quando os pés de Johnny bateu no chão.

— Estou bem — ouvi sua voz alguns minutos depois e soltei o ar que nem tinha percebido que estava segurando. — Vem, Angeline, posso te ajudar na descida.

— Ok... Eu consigo — me motivava, ao mesmo tempo que tentava deixar o medo de lado.

Segui os mesmos passos de Johnny para pular, porém, ao contrário dele, não tinha tanta força assim em meus braços para sustentar meu peso, o que levou a uma queda nem um pouco glamurosa, e, a única coisa que me impediu de estatelar no chão, foi Johnny cumprindo o que falou e tentando me ajudar, ou seja, estava com os braços estendidos, o que me levou a cair em cima dele, amortecendo minha queda, literalmente, já que nós dois fomos parar no chão. Eu estava em cima de seu corpo e sentia que uma de minhas pernas estava entre as suas pernas e suas mãos estavam repousadas na minha cintura, segurando firmemente. Agradeci aos céus por estar escuro, pois era a única coisa que escondia a minha vergonha. Me levantei rapidamente, muito constrangida para falar qualquer coisa.

— Você está bem? — percebi preocupação em seu tom de voz, mas tinha algo a mais ali, acho que estava um pouco constrangido, assim como eu.

— E-estou — gaguejei, me repreendendo por dentro por isso, ao mesmo tempo que conferia se realmente estava bem. Acho que um coração acelerado, boca seca e mãos levemente suadas não era algo que eu realmente tivesse que me preocupar. Cogitei a ideia de pedir desculpas pelo ocorrido, mas não queria tocar naquele assunto e nem abrir brecha para que ele tocasse, então apenas fingi que nada tinha acontecido. — Acho melhor procurarmos as escadas.

— Como? Estamos praticamente cegos e você não tem esse lugar na memória.

—  Você tem razão, mas não deve ficar longe do elevador. Vamos seguir a parede — encostei as mãos na parede que ficava a minha frente, supondo que era onde ficava as portas do elevador e senti Johnny logo atrás de mim. E agradeci mentalmente quando encontramos uma porta e a única esperança era que realmente fosse as escadas.

— Como vamos saber? — ele murmurou, com a respiração em meu pescoço, o que me fez arrepiar. Estava ficando revoltada com as reações do meu corpo.

— Damos um passo devagar — respondi, me afastando e me repreendendo ao mesmo tempo, pois, apesar de tudo, tinha gostado dele tão perto.

Combinamos, então, que daríamos passos curtos e devagar para ter certeza que estávamos nas escadas e não cair, mas, na realidade, não chegamos a dar esse passo, pois no processo trombamos com alguém, mas não foi nós que foi parar no chão.

— Ai — ouvi a exclamação de uma voz fina e infantil e nunca pensei que ia ficar tão aliviada ao ouvi-la.

— Anna? — perguntei, mesmo que já tivesse a certeza.

— Angeline — ela respondeu de volta, mas com um tom um pouco revoltado, enquanto se levantava.

— Como você conseguiu chegar até aqui? — perguntei surpresa, pois, se me lembro, de acordo com o andar que estávamos, seu quarto estava um pouco longe.

— Conheço esse lugar como a palma da minha mão — ela pronunciou orgulhosa e convencida e levantando sua mão, o que faz eu apenas revirar os olhos levemente com o seu exibicionismo.

— Graças a Deus! Finalmente alguém que conhece esse lugar — Johnny exclamou, com uma felicidade um pouco exagerada, na minha opinião. — Nunca fiquei tão feliz de ver uma criança.

— Não vou me plonuciar sobre isto — Anna se disse, levemente ofendida.

— Ok, só nos responda uma coisa — comecei a dizer, já impaciente. — Estamos nas escadas?

— Claro que estamos, Angel.

— E você tem uma lanterna? — Johnny perguntou esperançoso.

— Claro que não — a leve animação de sua voz me deixou um pouco assustada, ao mesmo tempo que eu tentava segurar o riso.

— Ah... Que merda — foram as únicas palavras de Johnny.

— Que boca suja — pude perceber Anna balançando a cabeça negativamente, como se estivesse o repreendendo, e supus que, provavelmente, era algo que faziam com ela.

— Isso não importa agora — interrompi Johnny antes que ele falasse qualquer coisa. — Precisamos encontrar o Petter e a Zoey — Johnny concordou.

— Isso mesmo — Anna exclamou. — Me sigam, clianças! — ela terminou, erguendo um braço para cima com o indicador apontado para o teto e começando a descer as escadas. Encarei Johnny, segurando o riso, e fizemos a única coisa que podíamos: seguimos Anna, que, no momento, era a mais sábia entre nós.

***

Petter

Sabia que a cozinha não era o melhor lugar para se esconder naquele momento, levando em conta que tinha muita coisa que poderia ser usada como arma, mas eu tinha quase certeza que minha mãe guardava algumas lanternas naquelas inúmeras gavetas, que pela primeira vez fiquei com raiva. Para que uma cozinha tinha tanta gaveta?! Enquanto procurava na décima gaveta, pelas minhas contas, senti Zoey engatinhando para procurar em uma outra fileira.

— Acho que eu achei — ela murmurou logo em seguida, me entregando algo longo e cilindro, que reconheci depois sendo uma lanterna. Uma das vantagens de ser filho de um gênio da tecnologia e morar em uma torre super tecnológica, é que nada é realmente o que parece.

— Certo, essas lanternas permitem que controlemos a intensidade da luz e ao ativar este botão — murmurei, apertando um discreto botão preto que ficava na base da lanterna —, ativa um sensor de movimento capaz de captar qualquer pessoa a menos de 200 metros, fazendo a luz se apagar na hora, e nessa pequena tela nos mostra onde a pessoa está, aproximadamente. E o melhor de tudo é que ela só funciona com digital — explicava animado, nunca confessaria em voz alta, mas sempre quis usar uma dessas lanternas.

— Ou seja, eu não posso usar — Zoey me encarava atentamente, não dando a mínima para a minha animação ou o quanto incrível aquilo parecia.

— Claro que pode. É só eu adicionar a sua digital — desbloqueei a lanterna e depois coloquei o seu dedo, confirmando que ela era uma pessoa autorizada. — Voilá. Uma lanterna para a senhorita novinha em folha.

— Queria que essa lanterna me levasse para casa — Zoey murmurou de volta, fazendo eu me incomodar um pouco com suas palavras, mas entendia seu ponto: ela não morava aqui e não tinha nada a ver com os Vingadores, como a voz tinha falado, estava no lugar errado e na hora errada. No lugar dela, desejaria a mesma coisa.

— Olha, me desculpe por ter te envolvido nisso — coloquei a mão em seu braço, apertando levemente, e senti seu olhar sobre mim.

— Não precisa se desculpar por nada. Eu que quis ser amiga de um Stark. Nem tudo é perfeito, não é mesmo? — não conseguia enxergar sua expressão claramente, mas, se a conhecia bem, estava com um leve sorriso nos lábios e um brilho no olhar, como sempre fazia quando estava brincando, ao mesmo tempo que falava a verdade. — Acho que agora precisamos nos mexer.

— Com certeza.

Zoey e eu nos levantamos ao mesmo tempo, com as lanternas acessas iluminando as nossas caras, se fosse usar outra palavra, seria nos cegando, mas não queria parecer reclamão no momento.

— É... a luz está bem intensa... — Zoey começou a se pronunciar. — Como diminui? — ela perguntou e eu a respondi rodando a base da minha lanterna, o que a faz repetir o movimento, no final, a intensidade da luz estava baixa o suficiente para iluminar o rosto um do outro sem nos cegar. — Meu Deus, você está bem pálido! — Zoey exclamou. — Está se sentindo bem? — a repreendi com o olhar, fechando a cara.

— É só nervosismo, e saiba que você não está atrás — retruquei, com a voz grossa.

— Mal-humorado.

— Quer saber, deixa para lá. Vamos falar do que realmente importa.

— Concordo — ela estendeu a mão, como se estivesse fazendo um acordo de paz, e eu a apertei.

— Poderíamos tentar chegar na oficina do meu pai, talvez consiga achar alguma coisa que reative a Sexta-Feira — ela balançou a cabeça positivamente.

— Você na frente — Zoey me deu passagem e comecei a nos guiar pelo caminho, tomando muito cuidado para não fazer nenhum barulho.

Tentava mapear na minha mente o caminho até as escadas que nos levaria até a oficina, mas acho que eu nunca tinha usado as escadas, achava uma perda de tempo em uma torre tão alta. Porém, consegui ter noção quando saímos da cozinha e adentramos o corredor que tinha a sala de jogos, de reuniões e mais algumas salas que eu não sabia o que tinha muito bem.

— Não querendo ser chata, mas sua mãe já não teria percebido que tem algo errado? — Zoey perguntou, dando uma leve trombada em mim para eu poder respondê-la.

— Talvez ela ache que esteja tudo bem — continuei meu caminho, iluminando algumas portas e tomando cuidado ao passar na frente das que estavam abertas.

— A Sexta-Feira não teria mandado um sinal, não? E não tenho horas, mas sei que já deve estar tarde. Nem sei a desculpa que vou dar para minha mãe — Zoey não parava de falar, o que conclui que só podia ser consequência de ela estar nervosa. Poderia a deixar falando, mas resolvi continuar a conversa baixa, se fosse uma forma dela se acalmar.

— Talvez minha mãe tenha mandado alguma mensagem falando que ia se atrasar. Ela costuma ficar até mais tarde na empresa quando meu pai vai em missões.

— Entendi... — ela demorou alguns minutos para voltar a falar. — Vou falar que perdi a noção do tempo enquanto estudava química, então trate de se lembrar disso — Zoey concluiu. Sabia que ela não gostava de passar do horário para chegar em casa, não importe as circunstâncias, a mãe dela, às vezes, até compreendia, mas o pai dela já era outra história.

Continuamos andando em silêncio e eu já estava achando tudo muito estranho. Tinha certeza que fazia mais de uma hora que nenhuma das supostas pessoas que estava na minha casa tinha aparecido e, se elas estavam atrás de nós, já era para ter nos encontrado. Eu estava nesses pensamentos quando senti Zoey diminuir o passo atrás de mim, porém, em vez de perguntar o motivo, apenas acompanhei seu ritmo, mas sentia que tinha algo errado. E conclui que eu não tinha noção nenhuma do próprio lugar que eu morava, já que não conseguia achar a porcaria de uma porta de escada!

— Ai! — Zoey exclamou, me fazendo parar na hora e encará-la, que estava com a mão livre segurando o cabelo encostado no pescoço, em sua face tinha uma careta e seus olhos estavam levemente arregalados, já eu estava bem preocupado.

— O que foi? — perguntei, passando a luz por toda nossa volta para ver se tínhamos companhia, mas não havia nada e uma prova disso era que a lanterna não tinha se apagado.

— Senti alguém mexer no meu cabelo — ela me encarava e depois desviava seu olhar ao redor.

— Tem certeza?

— Sim... Bem... Não sei. Eu senti, mas... — olhou para trás de si —...não tem ninguém aqui.

— Acho melhor acharmos um lugar seguro para ficarmos o mais rápido possível — disse, enquanto segurava levemente seu braço, a colocando ao meu lado. Zoey apenas concordou com a cabeça e, pela sua expressão, sabia que ainda estava pensando no ocorrido.

Tínhamos chegado em uma porta que ficava nos fundos do corredor, e tinha certeza que era ela que nos levaria para as escadas, pois, de todas as portas que tinham naquela área, era única que ficava camuflada com a parede, dando para percebê-la apenas por conta da maçaneta, e tudo isso por estética de meu pai.

— Seu pai gasta dinheiro fazendo algumas coisas tão inúteis, mas que por algum motivo eu quero na minha casa — Zoey falou, iluminando a maçaneta e depois toda a sutil linha da porta.

Estava prestes a abrir a porta, quando parei minha mão no meio caminho ao ver a maçaneta se mexer. Imediatamente, Zoey e eu colamos nossas costas na parede ao lado da porta de modo que, ao ser aberta, nos escondesse, enquanto as luzes da lanterna se apagavam. Quando ela se abriu, pude ouvir diversos múrmuros, o que me fez concluir que havia mais de uma pessoa. Cutuquei Zoey, esperava que era compreendesse que era para nós ligarmos a lanterna e tentar surpreendê-los. Então, assim que a porta se fechou, me coloquei a frente deles, com Zoey ao meu lado (eu acho), e liguei a lanterna, quando a luz atingiu seus rostos, eles gritaram, o que, por algum motivo idiota, me fez gritar também. E a gritaria teria continuado se não tivéssemos sido interrompidos por uma voz, para o meu alívio, conhecida.

Reiniciação do sistema de segurança da “Torre Tony Stark é o Melhor” concluído — a voz de Sexta-Feira preencheu todo o ambiente e as luzes se acenderam. Estava feliz, mas minha mente estava um pouco confusa com o nome da Torre, não queria morar em um lugar em que estampava o egocentrismo do meu pai. — Desculpe a demora, crianças, infelizmente o hacker responsável fez um excelente trabalho — fiz uma careta, não sabia se ela poderia mostrar alguma emoção, mas parecia admirada?

Zoey — que tinha continuado encostada na parede — e eu encaramos os responsáveis por ter nos feitos se “esconder”: Angeline, Anna e Johnny. Angeline estava na frente, me olhando de um jeito estranho, uma de suas sobrancelhas estava arqueada, a testa levemente franzida e o lábio superior um pouco levantando. Anna me encarava de um jeito que eu já conhecia há anos: suas sobrancelhas estavam para baixo e muito próximas, enquanto seus lábios encontravam-se juntos, porém relaxados, o que queria dizer que estava me xingando de idiota. Mal conhecia Johnny, então não me importava o que ele pensava e que expressão estava fazendo.

— O que você estava pensando quando tacou essa luz na nossa cara? — Angeline perguntou, com a voz mais alta do que o normal, cruzando os braços em frente ao corpo.

— Faço a mesma pergunta — Zoey pronunciou, se aproximando de nós, o que me deixou com raiva.

— Era para você ter vindo comigo, Zoey — exclamei, mais alto do que pretendia, apontando para ela.

— Me desculpa por não entender a língua dos cutucões — ela me deu um pequeno sorriso, com uma das mãos sobre o colo, o que apenas fez eu estreitar meus lábios, juntando as sobrancelhas.

— Você ia mostlar seus golpes de luta? — Anna voltou para a pergunta em questão, com um sorrisinho no rosto, balançando levemente o corpo ao falar e dando um soco no ar.

— Quê?!... Não! Eu... É... Não sei o que ia fazer — relaxei os braços ao lado do corpo, enquanto Angeline me encarava com um brilho no olhar e os lábios juntos e apertados e levemente levantados, diferente de Zoey e Anna que estavam rindo e Johnny que apenas nos observava.

— Você foi muito idiota e burro — minha meia-irmã expressou sua humilde opinião, o que fez eu revirar os olhos.

— Tenho que concordar com ela — Johnny falou pela primeira vez até então. Legal, pra me xingar todo abre a boca!

— É... E como vocês chegaram até aqui sem lanterna? — perguntei, já estava ficando desconfortável com toda a atenção sobre mim.

— Anna — dessa vez foi Johnny que respondeu, me fazendo olhar para a pequena ruiva.

— Se você blincar de esconde-esconde comigo vai ter esse dom também — Anna me encarou com um enorme sorriso, apenas neguei com a cabeça e ela mostrou a língua para mim.

Desculpe interromper o assunto/discussão insignificante de vocês, crianças, mas quero informar que já são 19 horas e Sra. Stark mandou avisar que chega em trinta minutos. E Srta. Connely, sua mãe parece preocupa, tomei a liberdade de mandar uma mensagem falando que logo estaria indo embora, porém não respondi o motivo da demora — Sexta-Feira os interrompeu, fazendo eles lembrarem que tinham assuntos mais importantes.

— Sexta-Feira tem razão, nosso maior problema teria que ser essa pessoa que a hackeou e as pessoas que entraram aqui — comecei falando. — Deve ter algum motivo para eles não terem feito nada com a gente — essa parte era a que mais me preocupava, pois atiçaram nosso medo, fazendo-nos sentir impotentes, para simplesmente saírem?

— Sexta-Feira, tem alguma coisa anormal na Torre? Algo que foi colocado aqui dentro ou tirado? — Angeline perguntou e eu a encarei, com as sobrancelhas levantadas e os olhos levemente arregalados.

— Skanei todos os cômodos, inclusive os esconderijos, e todos estão normais. Nenhum corpo estranho foi colocado na Torre e nada foi tirado dela. Continuo tentando descobrir os responsáveis por me hackear, mas meus sistemas estão levemente comprometidos, danos que não consigo reparar sozinha.

— Definitivamente viver sempre com uma faca na cabeça não foi um desejo que eu tive — Angeline gesticulava com as mãos abertas enquanto falava.

— Eu nem moro aqui e já estou indo embora. Tudo isso já foi demais para mim — Johnny anunciou, já andando pelo corredor, mas voltou em menos de dez passos. — Preciso pegar minha mochila antes — ele estava com as mãos fechados, balançando levemente os braços.

— Concordo com ele. Espero que minha mãe seja compreensiva — Zoey disse, mexendo a cabeça e fechando uma das mãos. Porém, antes que ela pudesse fazer qualquer movimento em direção da saída, Sexta-Feira nos interrompeu.

— Antes de irem embora, recomendo que todos passem na enfermaria para termos certeza que não possuem nenhum ferimento.

— Desculpe, Sexta-Feira, mas acho que saberia se eu estivesse morrendo — Zoey exclamou, colocando os braços para cima. — Eu vou embora — comecei a abrir minha boca, mas nenhum som saiu. — Não, Petter, não precisa me acompanhar. Eu já sei a saída — ela encostou seu indicador em meu peito. — Tchau para vocês — todos acenamos, enquanto ela seguia pelo corredor, onde daria para a sala de estar.

— Eu e o Johnny vamos subir para pegar sua mochila — Angeline informou, já apertando o botão do elevador.

— Sim, preciso ir embora — ambos entraram no elevador, me deixando com Anna, que me encarava.

— Urso falou que acha que eles ficalam taumatizados — encarei o dinossauro de pelúcia, com um leve beicinho em meus lábios.

— Nós que vamos ficar taumatizados se não formos tomar banho agora — disse, apertando o botão do elevador logo em seguida. — Temos menos de trinta minutos antes de Pepper chegar — fiz cosquinhas na barriga de Anna, que deu um gritinho. Ela entrou correndo no elevador, comigo atrás. Queria dizer que tudo que ocorreu hoje ficaria para trás, mas continuava sentindo que tinha algo errado.

***

América do Norte

Ele encarava sua nova visão nos monitores, relaxado em sua poltrona, enquanto ouvia Ronald falar em como não aguentava mais os caprichos da esposa ou a sua insistência em matar seu bastardo.

— Você entende, né? Se fosse para eu matar algum bastardo seria um inútil, Joey pelo menos me ajuda quando preciso. Se quer saber, é melhor que meus filhos com ela — o homem encarou o reclamador pelo canto dos olhos, mas sem nunca mudar seu foco das telas.

— Realmente não me importo com o que você faz na sua vida pessoal. Por acaso ouve eu reclamando sobre os meus problemas para você?

— Não, senhor — Ronald engoliu seco e olhou para o chão.

— Então, cale-se.

— Sim, senhor.

Depois de dez minutos, eles ouvem três batidas ritmadas na porta, já sabendo quem era o responsável. Aquelas batidas eram inconfundíveis. Ronald abriu a porta, dando passagem para uma alta mulher negra passar. Ronald a seguia com o olhar, admirando o macacão preto grudado em seu corpo, desenhando perfeitamente todas as suas curvas, o que faz ele demorar seu olhar em sua bunda redonda e firme. Seu cabelo preto cacheado era curto e tinha as pontas loiras. Ronald só parou de encara-la quando a mesma encontrou seu olhar, enquanto sentava no colo de seu chefe. Se fosse por sua vontade, teria ficado muito tempo encarando aqueles olhos castanhos escuros tão intensos.

— Como foi? — o homem perguntou, enquanto apertava levemente sua cintura.

— Os panacas não foram tão eficientes, como você já pôde ter visto — a mulher apontou para os monitores e depois começou a fazer um rastro de beijos no seu pescoço, mas tomando cuidado com seu colarinho.

— Quando eles são, não é mesmo? — apertou mais sua cintura, com seu foco começando a dispersar das telas, mas parou todos os seus movimentos assim que duas crianças apareceram naquelas imagens que, até então, estava tediosa. Engoliu seco, mas estava muito feliz. — Mas até que dessa vez eles fizeram alguma coisa certa — a mulher parou de abrir sua camisa e encarou os monitores e depois voltou seu olhar para o homem que ela achava que estava muito vestido.

— Não creio que aqueles idiotas conseguiram fazer algo — ela começou a arranhar levemente seu peito exposto.

— É... — Ele não conseguia mais esconder o sorriso que surgia em seus lábios. — Ronald, saia.

— Sim, senhor.

Depois que o barulho da porta se fechando foi ouvido, ele pegou o rosto da mulher em suas mãos e a beijou e, de maneira alguma, era um beijo carinhoso. Se levantou, ainda a segurando, e ela enrolou suas pernas na sua cintura, quando a deitou no sofá que tinha no canto, se afastou do beijo para encarar seus olhos.

— Temos alguns minutos ainda. E temos que comemorar, não é mesmo? — ele pronunciou, com um sorriso malicioso nos lábios.

— Com certeza — ela o puxou pelo colarinho, iniciando mais uma sessão de beijos antes de começarem a se despirem.

Ele não podia estar mais feliz do que naquele momento. 


Notas Finais


E aí? O que vocês acharam? Quais são suas teorias? Vou amar saber a opinião de vocês.

Amores, quero falar que pensei bem sobre o rumo das minhas fanfics e quero concluir todas e acho que vocês merecem isso, então eu postei um jornal explicando certinho minha decisão e dando os detalhes de como vai ficar minhas histórias. Esse é o link para lerem o jornal: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/esclarecimento-19361252, ou só vocês acessarem meu perfil para lerem. Lá estou esclarecendo tudo em relação as minhas histórias e, se vocês tiverem alguma dúvida, fiquem à vontade para perguntarem.

Mais uma coisinha, uma coisa que esclareço no meu jornal é que tentarei postar mais frequentemente (para mais detalhes acessem lá para lerem), então gostaria de saber qual dia da semana vocês acham melhor para eu postar e, por favor, amores, gostaria que vocês me respondessem. Como disse, esclareço todas as minhas decisões no jornal.

Então, por hoje é isso, amores, espero que vocês tenham gostado do capítulo e até o próximo😉
Muitas beijocasss😘😘😘😘😘😘😘😘


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