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História Locateado pelo Passado - Capítulo 35


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Notas do Autor


Hey, guys! Como vocês estão?
Já quero começar me desculpando por não ter postado sábado, me enrolei com algumas coisas e não consegui postar fim de semana, então me desculpem😊
Amores, obrigada pelos favoritos do capítulo anterior❤❤
Espero que gostem do capítulo e boa leitura😊😉

Capítulo 35 - Às Cegas


Angel

Acordei com raiva do meu celular por não ter despertado e xingando Sexta-Feira por não ter feito o favor de me acordar — todos os dias me enchia o saco, mas quando realmente preciso, não faz nada —, o que me restou apenas dez minutos para me arrumar para o colégio e talvez cinco minutos para tomar café da manhã. Como poderia realçar toda minha beleza em apenas dez minutos? Mal tinha conseguido acordar ainda, porém me senti vitoriosa nesse começo de manhã desastroso ao descobrir que consigo tomar um banho de três minutos.

Depois de exatos dez minutos, encarava minha figura ridícula com aquele uniforme escolar, enquanto terminava de escovar meu cabelo. Com o pouco tempo que tinha, apenas passei um gloss nos lábios e rímel, deixando meus cílios mais volumosos. Depois de terminar com o cabelo, peguei minha mochila e segui para o elevador, encontrando com Petter colocando o moletom e, que assim como eu, tinha acordado atrasado. Apenas nos encaramos sem dizer nada, hoje não estava com animação matinal.

...

Não sei o que tinha acontecido hoje, mas todos pareciam confusos. Quando entramos na copa, encontramos os adultos bem atrapalhados, falando todos ao mesmo tempo, levando a não ter compreensão nenhuma, mas parecia ser um assunto importante. Tinha até esquecido em como eles eram estranhos e atrapalhados e confusos e... Não mereciam que eu perdesse tempo os adjetivando. Dei um “bom dia” baixo, tentando ser educada, mas estavam muito concentrados em suas disputas de falas para reparar em algo.

— Vocês estão atrasados! — Pepper advertiu, fazendo alguns olhos se virarem para mim e Petter.

— Não é nossa culpa se Sexta-Feira decidiu tirar folga — Petter respondeu, pegando biscoitos e uma pera.

— Vocês têm celulares — ela protestou.

— Não é culpa nossa também se eles não despertaram — rebati, escolhendo um muffin de mirtilo e uma maçã para comer no caminho.

— Não importa de quem é a culpa — Stark interrompeu e eu revirei os olhos. Comecei a ficar de mal humor logo de manhã. — Cadê a Anna?

No instante que terminou de falar, a ruivinha entrou na copa correndo, com uma mochilinha nas costas, enquanto Romanoff e Clint vinham atrás, parecendo que tinham sido atropelados. Acho que certas pessoas não tinham tido uma boa noite de sono.

— Quelo um bolinho — Anna exclamou e Steve lhe deu um muffin salgado. — Obligada!

— Happy vai levar vocês hoje — Pepper falou, nos empurrando para fora. — Ele vai dar dinheiro para o lanche.

Vi Romanoff entregando uma lancheira para Anna, que logo depois foi empurrada também, fazendo a ruiva mais velha encarar Pepper, que deu de ombros.

— Isso tudo é por causa da reunião? — Petter perguntou, com a boca cheia. O encarei com nojo e ele deu um olhar de desculpas.

— Não é assunto para vocês — Steve respondeu.

— Droga, queria ver como essa reunião ia terminar — reclamei, o que fez Pepper me dar um olhar reprovador, que eu apenas ignorei. Ela não era minha mãe para fazer isso.

— As coisas vão esquentar, clianças — Anna disse, com um sorrisinho atrás do muffin. Medo, era o que me definia olhando para a sua expressão.

— Vocês estão atrasados — Clint lembrou, o que fez todos nós corrermos para o elevador. Afinal, a escola ainda era importante e eu tinha uma prova de física que não tinha conseguido estudar direito no dia anterior para fazer na primeira aula.

***

Narrador

Depois que as crianças saíram e todos terminaram de tomar o café da manhã, se encaminharam para a sala de reuniões em silêncio. Os Vingadores se sentaram de modo que Steve ficasse na ponta da mesa e Pepper se sentou ao lado de Tony. Pepper sentiu os olhares sobre ela enquanto se encaminhavam para sala, o que deixou ela mais tensa, de algum modo, sentia que aquela reunião não ia terminar bem para o seu lado.

Steve colocou-se de pé, sério, fazendo todos os olhos se virarem para ele. Engoliu em seco e depois anunciou:

— Acho que devemos começar com o que mais nos preocupa no momento. Então, Pepper — Steve a encarou, com uma expressão firme, enquanto a mulher ficava tensa, pensando em tudo que podia dar errado nessa reunião —, por que você não nos informou imediatamente da invasão que aconteceu na Torre? — Steve concluiu, fazendo Pepper arregalar levemente os olhos.

Pepper sentia que agora todos estavam com os olhares focados nela, apenas esperando uma resposta que pudesse justificar sua sonegação de informações, esperava que Tony estivesse mais brando, mas parecia estar com a mesma ânsia de todos. Sabia que tinha algo errado desde de ontem quando Steve preferiu deixar a reunião para depois, e teve certeza hoje de manhã quando Natasha não estava conversando com ela tão abertamente como sempre faz, mas não deixou de ficar surpresa.

— Como vocês descobriram? — Pepper perguntou, não querendo ter que achar uma resposta para a pergunta do Capitão. Tinha começado a bater a mão na coxa em um ritmo lento depois dos olhares duros que recebeu.

— E isso importa?! — Natasha esbravejou, encarando-a friamente.

— Além do mais, Sexta-Feira nunca esconderia algo tão importante — Tony respondeu, mostrando falsa calmaria.

— Sexta-Feira, sua traidora — Pepper resmungou.

— Desculpe, sra. Stark, mas fiz o que achei necessário — a voz da inteligência artificial preencheu rapidamente a sala. Porém todos continuam encarando Pepper, esperando sua verdadeira resposta.

— Não queria atrapalhar a missão de vocês — ela começou a dizer, percebendo que Natasha estava se controlando para não a interromper. — Eu analisei toda a situação, eles foram na enfermaria e não tinham nenhum ferimento. Sexta-Feira escaneou toda a torre e não achou nada, então conclui que era algo que podia esperar — Pepper terminou, percebendo os olhares de raiva direcionados a ela.

— Você está louca, Pepper? — Natasha proferiu com raiva. — Você acha que alguém perde tempo entrando em algum lugar e fica por isso mesmo? E se eles tivessem se machucado, mas fosse algo que não é possível ver superficialmente? — Pepper encarava a ruiva, que parecia impaciente, como se quisesse bater em alguém.

— Sexta-Feira viu isso também — a outra mulher se defendeu.

— Mas se fosse algo que ela não conseguisse ver?! — Natasha gritou, batendo um pouco na mesa, fazendo Pietro dar um pulo ao seu lado. Pepper até conseguia entender a ruiva, era sua filha pequena que estava naquela torre, mas por outro lado seu filho também estava quando tudo aconteceu.

— Não queremos te culpar, Pepper; mas se esperava que estivesse nos ajudando, errou feio nisso. Ficamos no meio de uma missão, preocupados caso ocorresse algo de novo, pois você não falou nada e poderia muito bem negar outras vezes — Clint falou, tentando controlar a raiva.

Clint não queria culpar Pepper de nada, sabia que a mulher nunca faria algo que os colocasse em real perigo, mas não podia discordar da esposa. Sentiu na pele todos os dias que ficaram fora, Natasha quase morrendo de preocupação, e não seria hipócrita ao ponto de falar que não tinha sentido o mesmo e que não estava preocupado. Era a única filha deles e eles lembram claramente em como todas as fases da gravidez até seu nascimento tinha sido tão difícil.

— Barton tem razão — Steve tomou a palavra, transmitindo formalidade e com a voz séria, para as coisas não saírem do controle. — Todos concordamos que foi uma atitude irresponsável sua e que poderia ter levado a algo mais grave.

— Fiquei muito preocupado, Pepper — Tony expressou, calmo, fazendo a esposa o encarar. Ele sabia que Pepper agora estava se sentindo culpada com tudo e que mesmo não tenha feito a coisa certa, não tinha sido por mal, o que fez ele se sentir mal junto com ela. — Não só com as crianças, mas com você também, ainda mais por a Sexta-Feira não ter encontrado nada — ele segurou sua mão.

— Não temos nenhum filho, mas ficamos preocupados também — Banner confessou, referindo-se aos outros que até o momento não tinham se manifestado e que apenas observavam toda a situação em silêncio. E todos concordaram com o doutor.

— Sem dizer que não sabíamos a gravidade do que tinha acontecido — Sam completou, sentindo necessidade de demonstrar que tinha ficado preocupado.

— Sinto muito — Pepper se desculpou. — No momento, realmente achei que era o melhor a se fazer, mas agora vejo que tive uma atitude irresponsável. Me desculpe — ela completou, enquanto Tony apertava levemente sua mão.

— Sabemos que você não fez por mal — Clint disse, com o punho fechado sobre a mesa, mas tentando dar um pequeno sorriso.

— Só esperamos que você não faça mais — Natasha completou, ainda séria. Tinha consciência que Pepper era, provavelmente, a pessoa mais amável que conhecia e muito responsável, mas não conseguiu se controlar para não ficar com um pouco de raiva.

Com a fala de Natasha, Pietro e Wanda trocaram olhares discretos, duvidando muito que a ruiva estivesse totalmente calma, porém a conversa silenciosa entre os gêmeos não durou mais do que alguns segundos, já que Natasha lhes deu um olhar de aviso.

— O importante é que ninguém se feriu — Steve declarou, antes que qualquer outra discussão pudesse recomeçar.

— O Picolé tem razão — Steve se sentou, revirando os olhos com as palavras de Tony. — E não sabemos os detalhes do que aconteceu, apesar da insistência, Sexta-Feira só nos contou por cima.

— Seus programas estão cada dia mais independentes — Pietro opinou.

— Fico até receosa — Wanda concordou com o irmão.

— Sinto orgulho de Sexta-Feira — Visão confessou, fazendo todos o encarem com leves caretas ao lembrarem os antigos eventos com Ultron e em como Visão antes era Jarvis.

— Concordo com todos. E ficaria bem preocupado se Sexta-Feira virasse um outro Ultron — Thor falou, encarando Visão.

— Me senti ofendida, sr. Odinson — Sexta-Feira interrompeu, realçando suas emoções na voz eletrônica.

— E desde quando você sente algo? — Sam perguntou, confuso, e achando estranho algo robótico ter qualquer sentimento.

— Sou muito avançada, sr. Wilson.

— Eu só faço o melhor, passarinho — Tony falou convencido e Sam fez uma careta para o apelido. — Sexta-Feira é o programa mais inteligente que eu criei até agora.

— Sinto que deveríamos ficar preocupados — Bruce alegou.

— Não vejo graça nisso, verdoengo — Tony apontou para Bruce ao final da frase, que apenas o ignorou.

— Isso não importa agora — Steve interrompeu —, temos assuntos mais importantes — todos concordaram aos resmungos. — Sexta-Feira, nos fale exatamente o que aconteceu naquele dia.

— Meus sistemas não identificaram nada de errado até o momento que o apagão ocorreu e só consegui ter meu completo domínio depois de duas horas e meia. Infelizmente, não sei dizer o que aconteceu durante o apagão, já que não consegui reconhecer meu hacker para colher informações concretas.

Todos ouviram Sexta-Feira quietos, ainda com inúmeras dúvidas, já que no acontecimento principal eles estavam às cegas. A mente de todos estava confusa, e alguns trocavam olhares um com o outro. Natasha não conseguia parar de pensar em sua filhinha sozinha durante tanto tempo e a questionar o quão boa era Sexta-Feira e, ao olhar para Clint, sabia que ele pensava o mesmo, já que as rugas em seus olhos estavam mais aparentes. Porém, uma coisa que não saia da mente dos dois ex-agentes e ex-assassinos era o motivo de terem entrado na torre e não terem feito absolutamente nada.

Tony sabia que o responsável por corroer o sistema de Sexta-Feira não era um amador, pois ela não demoraria tanto para rastreá-lo. Ficou pensando em o que os três fizeram em mais de duas horas nessa situação e o porquê ter continuado tudo tão normal naquele lugar. Nenhum ferimento, nenhuma tecnologia invasora... Não tinha nada.

Quem se dá o trabalho de entrar em um lugar altamente vigiado para não fazer nada? Era o que todos os Vingadores estavam pensando.

— Potts, você poderia dizer para nós o que aconteceu? — Steve perguntou, com os dedos tamborilando na mesa.

Pepper desviou o olhar e engoliu seco antes de responder:

— Não estava na Torre, fiquei até tarde na Stark Industries — ela ouviu alguns bufarem e viu outros revirarem os olhos, mas ignorou, mesmo se sentindo culpada. — Eles me contaram que estava tudo bem e que não tinha acontecido nada demais. O que fiz apenas, foi não deixar mais eles sozinhos.

— Nunca pensei que ia ser tão difícil saber de algo — Clint resmungou.

— Vamos ter que perguntar para as crianças — Steve propõe e todos concordam.

— Devíamos ter colocado isso como o principal — Wanda sussurrou para o irmão, sendo ouvida apenas por Natasha e Sam, que preferiram ignorar.

— Sexta-Feira, apenas Petter, Angeline e Anna que estavam na Torre?

— Não, sr. Stark — todos estranham. — Se encontravam na Torre, além dos três, Zoey e Johnny — apesar de já estarem familiarizados com o primeiro nome, não faziam ideia quem era o menino, fazendo todos ficarem agitados. Mesmo já tendo visto Johnny, Pepper estranhou o fato dos três não falarem para ela que mais duas pessoas estavam no momento.

— Bem, isso complica as coisas — Steve ressaltou, esfregando a testa.

— Eles não me falaram que tinham companhia — Pepper disse, se sentindo um pouco mal com toda aquela situação.

— E quem esse Johnny pensa que é para vim na minha torre? — Tony exclamou, demonstrando uma certa revolta que os outros acharam desnecessária.

— Johnny Walker é amigo de Angeline, sr. Stark.

— Eu sei quem ele é, Sexta-Feira — Tony bufou, fazendo Natasha arquear uma das sobrancelhas achando a situação um pouco divertida.

— Isso não importa agora — Steve voltou a falar, a voz firme demonstrando que não ia mais aceitar que se desviassem do assunto. — Como eu disse, isso complica as coisas. Vamos ter que perguntar diretamente para as crianças o que aconteceu e ainda convencer Zoey e esse tal de Johnny a cooperarem também — informou.

— Anna, Petter e Angeline moram com a gente, o problema vai ser os outros dois — Wanda disse, inclinando-se para a frente. Steve apenas concordou com a cabeça.

— Petter e Angeline convencem eles — Sam falou, como se fosse a coisa mais óbvia.

— O problema é eles convencerem — Bruce opinou.

— E Angeline não é a mais cooperativa — Pietro murmurou o suficiente para todos ouvirem. Alguns fizeram algumas caretas, enquanto Tony lhe lançou um olhar bravo, fazendo ele afastar a cadeira um pouco para trás.

— Não fala assim da minha filha — Tony apontou para o Maximoff.

— Não estou falando mal, só estou falando um fato — ele deu de ombros.

Antes que Tony pudesse rebater Pietro e uma nova discussão insignificante começar, Steve os interrompeu:

— Vamos perguntar e fica por ela decidir — Steve colocou um ponto final no assunto, fazendo todos concordarem. — E em relação a Anna? — ele encarou Clint e Natasha, esperando por uma resposta.

— Ela só tem quatro anos — Clint falou, se sentindo um pouco incomodado. Sabia que a filha responderia tranquilamente qualquer pergunta, mas não queria a expor em um interrogatório.

— Anna consegue responder algumas perguntas, ela só vai precisar falar o que viu — Natasha discordou. Entendia o ponto de Clint, mas sabia que responder determinadas perguntas não iam afetar Anna, já que a menina não precisava de quase nenhuma pressão para falar.

— Eu sei. Mas não tem necessidade ela estar aqui sendo que os outros já vão estar.

— Nessa mesma lógica, não tem necessidade de Zoey e Johnny virem.

— Uma coisa não tem nada a ver com a outra, Natasha, eles não moram aqui. Já Anna mora e esteve em companhia durante aquele tempo.

— Ah, você estava lá com ela? Não sabia, Clinton — ele revira os olhos.

Todos observavam os dois ex-agentes trocando farpas, enquanto decidiam algo simples, preferindo não interromper. Sabiam que a melhor caminho era deixar os dois discutirem e decidirem por si mesmos, o que não queria dizer que também tinham um certo medo de interromper a desavença do casal. Porém, a cada palavra dita por ambos, o estresse de Steve apenas aumentava.

— Ok, Barton, vamos fazer do seu jeito... — Natasha concluiu com a voz gélida.

— Finalmente!

— Não que eu concorde — ela interrompeu, fazendo Clint bufar. — Vou observar ter que fazer do meu jeito depois — ela cruzou os braços, o desafiando a falar algo.

— Você me revolta — ele virou de costas para ela, encarando Steve. A ruiva revirou os olhos com sua atitude.

— Ótimo, até que enfim resolvemos algo sem muita discussão. — Todos estranham o tom do Capitão, percebendo seu mal humor.

— Está precisando se divertir mais, Picolé. Tem muita tensão nesse seu corpo malhado — Tony provocou, o fazendo contrair o maxilar e fechar os olhos por alguns segundos.

— Vamos te arrumar um encontro — Natasha se juntou ao Stark e Steve a encarou no mesmo instante.

— Não — respondeu seco.

— Como preferir.

— Mas é uma recomendação — Clint completou e logo em seguida trocou um sorriso malicioso com Natasha, qualquer resquício da briga de um minuto atrás evaporado.

— Já que vocês não precisam mais de mim, vou para a empresa — Pepper declarou, se levantando, enquanto encarava Steve e impedindo qualquer outra provocação que pudesse surgir. Recebeu um olhar agradecido do loiro.

— Tudo bem, Pepper.

Pepper se despediu de todos e deu um selinho em Tony antes de sair da sala de reuniões, deixando os Vingadores ansiosos para fazer o mesmo. Sabiam que os assuntos eram todos importantes, mas isso não queria dizer que não preferiam estar descansando, tentando se livrarem da exaustão da missão ainda tão evidente.

Após Pepper sair, Steve pediu para Sexta-Feira mostrar as imagens que tinham antes e depois do apagão; dois pontos preto anexados na mesa refletiram os vídeos holográficos. Os Vingadores assistiam cada quadro, tentando buscar alguma utilidade nos cômodos vazios e perceber alguém diferente entrando na Torre, mas os único que eles não conheciam tinha sido Johnny, tendo seu último vislumbre no elevador e corredores antes de entrar no quarto de Angeline — o que deixou um Tony desconfiado — e depois indo embora, alguns minutos atrás de Zoey. Nenhum dos vídeos mostrava nada de anormal, mas todas as imagens, uma hora antes do respectivo horário do apagão, começaram a apresentar problemas de conexão, com cortes excessivos, e uma grande queda de resolução, o que fez todos concluírem que o hacker já estava dentro do sistema.

— Sexta-Feira, como alguém conseguiu invadir meu sistema de segurança por mais de três horas e você não percebeu nada? — Tony perguntou, transbordando raiva em seu tom.

— Desculpe, sr. Stark, mas não consegui identifica-lo. De acordo com as minhas conexões as imagens de segurança estão em perfeito estado.

— Estão enviando sinais falsos para Sexta-Feira — Bruce explicou, juntando as mãos. — Isso quer dizer que a partir de agora temos que tomar muito cuidado com tudo que falamos.

Todos engoliram seco, respirando fundo. O desconforto deles era palpável ao imaginar que neste exato momento podia ter alguém os observando e nem mesmo a tecnologia Stark podia impedir tal ato.

— Não sabemos quem é o hacker, mas sabemos que ele é excelente a conseguir continuar escondendo isso de Sexta-Feira e ter sido irrastreável — Visão opinou, apoiando o queixo nas mãos.

— Então está o elogiando? — Thor perguntou, olhando para o homem vermelho, que o ignorou.

— Ótimo, não estamos seguros nem na nossa própria casa — Wanda reclamou.

— Não podemos ficar assim, certo? Tem que ter um jeito de descobrir o hacker — Sam expressou receoso, encarando todos e parando em Tony.

— Stark — Steve ordenou.

— Esse imprestável me ofendeu ao colocar todo meu sistema em um nível tão baixo — respondeu, com raiva e as mãos em punho. — Tudo se rastreia, algumas coisas são mais difíceis, mas se rastreia — bateu o indicador na mesa.

— Então o que você propõe para nós fazermos? — Steve perguntou. Sabia que agora estavam no território do Stark, então a decisão deveria partir dele, apesar de tantos anos de ter sido descongelado, ainda tinha alguns problemas com toda essas novas tecnologias que pareciam surgir a cada hora.

— É muito difícil confessar isso, mas ele me conhece muito bem agora, sabe como eu trabalho e, por ainda estar enviando falsos sinais, conhece todos meus passos — Tony mostrava desgosto a cada palavra dita.

— A gente percebeu isso, Stark — Natasha falou e ele lhe devolveu com uma careta.

— Quero dizer que vou precisar mudar algumas coisas antes de entrar em ação para não ser reconhecido — Tony deu uma pausa, respirando fundo, pensando se devia mesmo expressar a ideia que tinha, pois sabia que seria recebido com reações diversas. — E eu vou chamar a Giselle para me ajudar — falou rápido.

— Não! — Pietro gritou, odiando a ideia. — Você é o cara, Tony, consegue fazer isso sozinho — justificou, enquanto a irmã começava a rir.

— Legal, vamos ter que aguentar as briguinhas bestas desses dois — Clint reclamou, cruzando os braços e levando o queixo em direção ao peitoral.

— Tem certeza disso, Tony? — Steve perguntou, sério. Não queria que o clima da Torre ficasse pesado e brigas recorrentes à toa.

— Apesar de já saber que é verdade o que você falou, Pietro — Tony lançou uma piscadela para o Maximoff, que estava com o maxilar contraído, mãos fechadas fortemente e os olhos um pouco vermelhos. — Eu sei do que estou falando, Steve. Giselle está sempre invadindo meu sistema, não importa o quanto eu melhore a segurança, ela consegue passar, e eu só sei que é ela porque... É... Ahn... — Steve arqueou as sobrancelhas e todos estranharam a mudança de postura de Tony, embora Wanda estivesse tentando segurar o riso ao ler a mente do mais velho. — Ela mostra que é ela.

— Como? — Thor franziu a testa.

— Não interessa.

Assim que terminou de falar, Wanda não conseguiu se segurar, sua gargalhada preencheu todo o ambiente, fazendo todos olhá-la, curiosos para saber o motivo de tudo, ainda mais com a possibilidade de ter relação com Tony.

— Saí da minha mente, sua bruxinha! — Tony ordenou, apontando para a Maximoff, o que fez ela rir mais ainda.

— Não sei se quero saber o que está acontecendo aqui — Pietro falou.

— Ah, eu quero — Clint disse, com um grande sorriso.

— Isso não importa — Steve interrompeu, antes que se desviassem totalmente do assunto.

— Дерьмо (Merda) — Natasha murmurou, fazendo o loiro a encara-la. Ela cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha, ele apenas balançou a cabeça.

— Como eu disse, isso não importa agora. O que mais a Johnson poderia ser útil nesse caso, Stark? — Steve perguntou.

— Já disse. Acho que ela consegue invadir qualquer lugar, e com ela vai ser mais fácil decodificar os rastros dos nossos invasores. Ninguém conhece o jeito que ela trabalha ainda. Juntos vamos ser uma dupla imbatível — concluiu convencido, levando muitos a revirar os olhos.

— Ótimo, então você conversa com ela.

— Eu ainda não concordo com isso — Pietro voltou a falar e Steve suspirou.

— Todos concordam em chamar a Giselle? — o restante balançou a cabeça. — Votação democrática, Maximoff. Pode chamá-la, Tony — Pietro cruzou os braços, com a cara emburrada pelo resultado da votação. — Reunião encerrada — Steve anunciou por fim.

Todos se levantaram, murmurando “Até que enfim” e “Não aguentava mais”, outros apenas davam pequenas indiretas, com muitas provocações em Pietro que ainda estava emburrado. Quando todos os Vingadores saíram da sala de reuniões, cada um foi em uma direção, com o intuito de aproveitar o restante do dia, enquanto as crianças ainda estavam na escola.

***

América do Norte, 7 horas de diferença

No último andar do prédio, na única sala ocupada, entrava a luz do sol de mais um fim de tarde, fazendo o homem de terno preto sob medida admirar aquele fenômeno natural, enquanto Akin Ibrahim e Michael Riley o encarava impacientes.

— Eu quero saber por que você me mandou recuar na África? — Akin Ibrahim questionou o homem, com raiva em seu tom.

— Você não deve questionar minhas ordens, Ibrahim — o homem de terno pegou um controle, apertando o botão que descia as janelas escuras e depois deu duas leves palmas para acender as luzes. Logo se virou completamente para encarar os dois homens que estavam o importunando.

— Quando são decisões burras, eu devo — respondeu com convicção, fazendo um sorriso de deboche surgir nos lábios do homem. — Os Vingadores estavam em meu território e aquelas crianças idiotas indefesas. Você foi um covarde! — Ibrahim apontou um dedo para ele, começando a se aproximar, enquanto o outro o encarava com diversão.

— Decidi melhorar os planos falhos, vocês apenas têm que me obedecer. Eu pago o salário de vocês e ninguém mais — o homem de terno preto ressaltou com superioridade.

— Não me importo com seus planos! — gritou. — Eu entrei nisso porque você me prometeu vingança e eu exijo minha vingança — terminou convicto.

Michael Riley, que até o momento estava em silêncio observando a pequena discussão que transcorria pelo seu chefe e o chefe de seu chefe, decidiu também se interpor:

— Também foi me prometido... — Riley se cala com o olhar que Akin Ibrahim o enviou. Sabia quem era seu superior naquele momento.

— Não se trata de vingança, mas sim de poder e controle — o homem de terno proferiu. — Se vocês se resumem em tão pouco com uma vingancinha infantil, vão à procura de seus direitos inexistentes — zombou, virando-se de costas para encarar os monitores ganhando vida, o que fez Ibrahim cerrar os punhos e estalar o pescoço.

— Você continua sendo um covarde e um burro que não entende nada do que está ao seu redor com sua vida merda! — Ibrahim gritou com ódio.

Akin Ibrahim tirou sua Glock 17 de seu coldre, mirando no homem a sua frente e com as mãos tremendo de raiva, mas antes que ele pudesse fazer qualquer movimento com o gatilho, tinha caído no chão com uma bala no meio da testa e os olhos vidrados agora olhavam para o teto. O homem de terno guardava sua Glock 19 no coldre que ficava escondido ao lado de sua calça e coberto pelo seu paletó, enquanto encarava friamente Riley, que engoliu seco com o olhar azul sobre si.

Michael Riley olhou para o corpo morto de seu antigo chefe e depois para o homem de preto, com sua respiração um pouco acelerada.

— Às suas ordens, senhor — anunciou, com seu tom ganhando um pouco de confiança.

— Saia daqui e leve esse corpo; se livre dele de forma correta. E espere meus novos comandos — ordenou.

— Sim, senhor.

Riley pegou a pistola de Ibrahim e a prendeu entre sua calça e blusa de malha que usava por baixo da camisa e depois fechou os olhos do antigo chefe, antes de começar a arrastá-lo sala afora. Assim que a porta se fechou, o homem de terno preto encarou os grandes monitores, sendo recebido com imagens ao vivo da Torre dos Vingadores.


Notas Finais


Amores, e o que vocês acharam? Gostaram? Tem teorias se formando? Quero saber tudo!
Gente, não sei se vocês lembram da Giselle, mas eu apresentei ela no capítulo "20-Eu Conheço Giselle Johnson": https://www.spiritfanfiction.com/historia/locateado-pelo-passado-4728067/capitulo20 , porém tentei dar uma ambientada nela nesse capítulo.
Amores, espero que vocês tenham gostado e até o próximo capítulo😊😉
Muitas Beijocass😘😘😘😘


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