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História Locked Out Of Heaven - Capítulo 9


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Notas do Autor


aqui sto eu de novo

n sei oq falar aqui então vo deixar pra falar no final eh nois

Capítulo 9 - Capítulo 9: Nightmares


Seguiram-se mais meses repletos de dor e agonia. As punições pioraram depois do dia em que Seungmin entrou em contato com Felix.

—Está gostando?

—Do que exatamente você está falando?

—Como é a sensação de ter suas penas caindo uma a uma?

Felix suspirou.

—Nem mesmo aqui você me deixa em paz? Já é muito ruim na realidade.

—Estou me assegurando de que você está sofrendo o suficiente e muito mais. Não me leve a mal, faz parte do trato.

—Não me lembro de ter assinado nada.

—Suas assinaturas foram os seus pecados, simples assim.

Sentado de frente um para o outro, Seungmin e Felix batiam um papo. Felix estava “dormindo” e teve seu espaço dos sonhos invadido pelo anjo.

—Por que não veio falar diretamente comigo? É realmente um covarde, está com medo do que? Daquele demônio estúpido?

—Não vou perder meu tempo para ir até o Mundo dos Mortais só para isso. E não, eu definitivamente não tenho medo daquele idiota, só quero que se lembre que você é tão estúpido quanto ele.

Sem perder o costume, Felix deu uma risada com escárnio e ergueu uma sobrancelha.

—Será mesmo? Sabe Seungmin, eu tenho uma certa pena de você. Apesar de toda a dor que eu estou sentindo, me sinto mais livre do que nunca. Não tenho muitas preocupações, não preciso cuidar de humano algum, nem matar demônios, apesar de que disso eu não reclamo. Enfim, eu me sinto bem, mas e quanto a você?

—Gentil da sua parte se preocupar comigo. Sem você lá em cima para me azucrinar e causar problemas, está tudo mais tranquilo do que o normal. É, Deus estava certo quando expulsou aquela galerinha logo no começo, se Lúcifer tivesse continuado por lá eu nem sei o que seria de nós hoje em dia, talvez fossemos desprezíveis igual você.

—Obrigado pelos elogios.

—Não há de que. Você disse que não precisa cuidar de nenhum humano, mas e quanto àquele que você corrompeu?

—Você fala assim como se humanos já não transassem normalmente. —Seungmin fez uma expressão desgostosa ao escutar o termo usado pelo loiro. — Não faça essa cara, todo mundo sabe que os mortais adoram copular, é inevitável, e eu estava disposto a ajudar Hyunjin com isso. Pode ficar tranquilo, eu definitivamente não o engravidei, não terão mini-Felix na Terra para propagar a palavra de satanás, isso eu posso te garantir.

—Mesmo se você pudesse ter filhos com ele, essas crias seriam exterminadas rapidamente.

—Vocês e esse medo irracional do anticristo, parece até que esquecem que demônios são burros.

—Diga isso para Yekun, aquele traidor nojento. Era tão inteligente, mas foi o primeiro a seguir Lúcifer.

Felix balançou a cabeça, concordando.

—Enfim, estou indo. Colocarei em meus relatórios que você está tendo muito êxito em seu processo, e que as etapas funcionaram como deveriam. — Disse Seungmin. Ele virou-se para ir embora do grande vazio, até que se lembrou de algo. —Ah sim, uma pergunta, você tentou voar mais alguma vez?

—Sim. Foi assustador, sabe? Achei desnecessário.

—Hm, entendi. E aquele demônio idiota te ajudou?

—Uhum. Mas ele continua sendo um imbecil. Eu particularmente não entendo por que ele continua tentando ser tão gentil comigo, qual a lógica de um demônio ajudar um anjo?

—Cala a boca, você fala demais. Mande um recado meu para o projetinho de satã.

—Será uma honra, pode falar.

—Diga que eu o desprezo mais do que tudo em todos os mundos existentes, e que ele vai pagar pelas coisas que fez.

Felix ficou confuso. Coisa que o demônio fez? Ele sabia que Chris era ruim por natureza, mas Seungmin claramente falava de algo em específico.

—O que ele fez? — Felix perguntou.

—Achei que ele fosse esclarecer tudo no início, mas ele está claramente jogando com você... — Foi a vez de Seungmin rir. — Chego a ter um pouco de pena de vocês dois. E eu tenho uma surpresinha para você, aguarde ansiosamente.

O anjo foi embora.

E Felix acordou. Encarou o teto por longos minutos, tentando processar o ocorrido. Era uma tarde qualquer, Chris chegaria em casa e provavelmente se trancaria no quarto como sempre fazia. Só que dessa vez seria diferente, pois o loiro tinha sua mente abarrotada de perguntas, e faria de tudo para que o demônio as respondesse. E eu tenho um recado para repassar também.

Chris chegou e deu uma breve olhada em Felix antes de seguir para o quarto, mas o anjo o fez parar com um chamado.

—Demônio. Preciso conversar com você.

Chris sentiu um frio na barriga. Seu interior se encheu de esperança, é um avanço, ele está me chamando para uma conversa. Não passou pela cabeça dele que talvez se tratasse de um assunto ruim, nada importava, pois Felix tomou a iniciativa para conversar com ele, e isso era a coisa mais fantástica que acontecera nos 2 meses desde o ocorrido com Jisung. Ah sim, como o tempo passa rápido.

Mas quando Felix se sentou no sofá, ele sentiu como se uma chama estivesse acesa em sua barriga. Foi algo breve, como se fosse uma apresentação de abertura para anunciar a punição que viria em seguida. Com os 20 segundos que teve para pensar, Felix esperou por qualquer coisa. Seu abdômen doía, e ele já tinha passado por coisas tão intensas durante todo esse tempo que chegara na conclusão que nada mais iria surpreendê-lo.

Entretanto, não foi nada muito agressivo. A dor em seu corpo se esvaiu, e ele paralisou no sofá. Chris sentou ao lado dele e o encarou, confuso. O anjo não se mexia, apenas encarava o nada, apático.

—Felix? — Ele segurou o ombro do loiro e balançou-o, mas ele não reagia. — O que aconteceu?

Chris logo imaginou que Felix estivesse passando por mais uma punição. Mas era estranho que ele não estivesse se debatendo, gritando ou alucinando. O demônio colocou o dorso da mão na testa dele, prevendo que estaria quente. Mas não. Pelo contrário, Felix estava extremamente gelado.

Sua pele enrijeceu e seu corpo estava tenso, mas seu rosto apenas fitava a frente. Chris sabia que ele não podia fazer nada para ajudá-lo. Não se desesperou, apesar de querer chorar ao ver Felix naquela situação.

Antes que o anjo ficasse mais gelado, ele achou melhor leva-lo para o quarto, onde o ajeitou de lado na cama, deixando suas asas numa posição confortável. Chris deitou-se junto a ele, mantendo certa distância. Felix continuava com todo o corpo paralisado, parecia estar morto, porém não em paz. Ele de fato não estava.

Apesar de externamente ele não demonstrar nenhum sinal de perturbação, a cabeça de Felix estava uma bagunça. Um verdadeiro inferno. A tortura psicológica era pior do que ver suas penas caindo ou sangrando. Imagens terríveis passavam por sua mente: Guerras sanguinárias, discórdia em suas milhares de formas, e tudo ficava ainda pior quando Hyunjin era envolvido nesse terror. Felix não conseguia contar quantas vezes viu o Hwang morrer. E não eram apenas imagens, ele podia até mesmo sentir o ambiente ao seu redor, era como se estivesse em um universo alternativo.

Mas, curiosamente, em todas as “miragens”, Chris estava lá. Ele observava tudo de longe, mas às vezes se aproximava e parava do lado dele, vendo tudo desabar a sua frente. Ele sempre suspirava, virava-se para Felix e dizia:

—Só deixe que as coisas sigam seu rumo. Essa situação há de melhorar.

Felix cansou-se de escutar isso e quando tentava soca-lo, parava no meio do impulso, desistindo. Do que valia agredi-lo? Isso não faria com que ele se sentisse melhor. Nunca fez.

A tortura continuou, impiedosa e cada vez com menos sentido. Em um certo momento, ele viu Chris encostado numa árvore, com 6 punhais cravejados em seu peito. A floresta em que estava era medonha, e quando Felix se aproximou do demônio, este apontou com a cabeça para a esquerda, e quando o anjo se virou, teve a imagem de Hyunjin perfurado com dezenas de flechas.

—O que aconteceu aqui? — Felix perguntou.

—Estou pagando por uma suposta burrice, não sei do que se trata mas disseram que é grave. Quanto à ele, acho que ele está pagando por algo que você fez.

—Você acha que ele está vivo?

—Provavelmente sim, contanto que as flechas não tenham atingido o coração dele.

—Você quer ir comigo ver como ele está?

—Tudo bem.

Nada fazia sentido, eram diálogos perplexos e aleatórios, reações bizarras e às vezes a falta delas era pior do que longas horas – porque o tempo ali funcionava de forma diferente – chorando e gritando de desespero.

Talvez a única coisa que tivesse feito o mínimo de sentido tenha sido um momento em que Felix estava junto a Chris na mesa da cozinha, e eles tinham pratos cheios de sushi. Felix tentou comer uma porção, mas a comida não descia, o que era normal, já que naquela forma - invisível aos olhos humanos – ele não podia se alimentar. Ele se forçava repetidamente e Chris o encarava impaciente.

—Isso não vai dar certo, tenta daqui uns 170 anos.

Talvez essa última parte não fizesse tanta lógica.

Mas depois de um tempo, Felix finalmente percebeu que havia um padrão: tudo o que via era baseado em seus medos, frustrações e desejos, e ele estava sendo obrigado a “viver” isso, sem válvulas de escape. Porém, para o alívio do anjo, ele recebeu uma confirmação de que estava quase acabando. Ele estava deitado na grama, embaixo da sombra de uma árvore. Ele sentiu aquela mesma chama repentina em seu abdômen. Chris sentou-se do seu lado e levou a destra aos olhos de Felix, tentando fechá-los.

—Dorme, dormir é bom. — Disse o demônio.

—Não estou com sono.

—Nunca estamos com sono, mas eu preciso que você durma para que eu possa ir embora daqui sem que você perceba.

—E por que está me contando isso, seu burro? — Nesse ponto, Felix já não se surpreendia com essas conversas sem nexo. Ele estava exausto.

—Porque daí você pode fazer alguma coisa para impedir. Eu não quero ir embora, você quer que eu vá?

Felix pensou por um tempo. Ele queria?

—Não sei, acho que depois de tanto tempo eu já me acostumei a morar com você, não que seja uma maravilha, mas é o que eu tenho para hoje.

—Que bom. Que recado você tinha para me dar?

—Depois eu te conto.

—Okay.

Ficaram um tempo em silêncio, até que Chris chamou Felix, apontando para algo ao longe. O anjo sentou-se e seguiu o olhar para onde o moreno apontava e sentiu tremores ao ver Hyunjin ensanguentado correndo de uma cascavel que devia ser no mínimo 20 vezes maior do que seu tamanho usual. A cobra acelerou seus movimentos e quando estava prestes a engolir o Hwang, duas mãos tamparam os olhos de Felix.

E então ele acordou. Suas pálpebras estavam sendo pressionadas para baixo e ao fazer um pouco de força para abri-las, elas se libertaram, dando a Felix a visão de Chris com o dedos próximos ao seu rosto.

—Como você está? — Chris perguntou.

—Eu não sei.

—Você chorou muito. Eu tive que fechar seus olhos forçadamente porque estavam ficando muito secos, mesmo com as lágrimas.

Felix olhou para a manga do moletom que o demônio usava e viu que estava úmida. Puta que pariu, eu não entendo esse cara.

—Por quanto tempo eu fiquei nesse estado?

—Uns 30 minutos.

E naquela merda pareceram ser dias...

Felix tentou-se sentar na cama mas não tinha forças para isso.

—Por que eu estou tão gelado? — O anjo perguntou. — Estou com frio. Foi assustador. Eu vi muitas coisas estranhas. Você estava lá também, às vezes.

Chris se surpreendeu com o repentino comentário de Felix. Ele não imaginava que o anjo fosse compartilhar alguma coisa sobre sua “experiência”.

—Sério? O que eu fazia por lá?

—Enchia o meu saco. Mas também me ajudou com algumas coisas. Era como aquela história dos humanos de que há um diabinho e um anjinho nos seus ombros, dizendo que tal coisa é certa ou errada.

—E eu era o diabinho?

—Lógico, né.  

As situações que Felix foi obrigado a vivenciar ainda se repetiam em sua mente. Ele se lembrava de absolutamente tudo e acreditava fielmente que o resto de sua saúde mental tinha sido drenada por tais pesadelos.

O olhar de Chris em si fazia com que Felix se sentisse ainda mais vulnerável. Sua pele estava gelada ao ponto de achar que se quebraria a qualquer momento. Ele precisava de calor. Seu corpo pediu por isso e seu âmago implorou de joelhos por alguma forma de conforto. Seu inconsciente gritou com seu orgulho e disse que ele poderia abaixar as espadas.

Com lágrimas nos olhos, Felix quis dizer que não aguentava mais aquilo. Quis dizer que não suportava as punições e que ele entendia de certa forma que as barreiras que ele mesmo criou eram desnecessárias, porque se Chris ainda não tinha o abandonado, era porque ele de fato dizia a verdade quando, desde o começo, repetiu diversas vezes que queria apenas ajuda-lo.

Mas Chris continuava sendo um demônio.

Felix só queria se esquecer disso por alguns minutos, e de fato o fez quando rastejou lentamente até ele, lançando um olhar que dizia: veja como estou deplorável, eu preciso do seu apoio. Chris paralisou. Depois de todas as atitudes evasivas de Felix, ele não imaginava que ele tão cedo o anjo viesse a agir de tal forma.

Chris sentiu as lágrimas brotando em seus olhos quando os braços de Felix circundaram seu torso. O demônio segurou as pequenas mãos do anjo e colocou-as em seu peito para que pudesse se deitar na cama. Felix ergueu a cabeça, com uma expressão confusa.

—Eu... só quero deitar. Pode continuar aqui.

Chris temia por cada palavra que dizia, pois Felix parecia estar ainda mais inconsistente que o usual.

Mas, para a sorte do moreno, Felix apenas assentiu e se ajeitou no corpo do outro, com a cabeça em seu peito, abraçando-o de lado. As mãos de Chris tremiam mais do que aquele cachorro que está sempre estressado - é pinscher que chama? – e ele travava uma batalha em sua mente, tentando decidir se era ou não uma boa ideia fazer um cafuné na cabeça do anjo.

Por outro lado, Felix estava estranhamente desejando qualquer tipo de contato físico. Fosse por conta de seu estado de baixa temperatura corporal ou apenas carência, ele não se importaria.

Ele se lembrou de quando se deitava com Hyunjin no apartamento do humano. Eles ficavam horas conversando, alinhados daquela forma. Mas não era Hyunjin ali, e Felix tinha plena noção disso, ele ainda não tinha perdido a cabeça completamente. O anjo não tentaria imaginar que era o jovem coreano ali com ele, pois de alucinações já bastavam as que suas punições criavam. Que enfrentasse a realidade: ele abraçava SIM o demônio, e não era ruim. Era bom. Muito bom. Entretanto, admitir isso ao Chris seria um passo mais complicado.

Felix começava a entender que eram apenas os dois ali. Não havia Hyunjin, nem Seungmin. Ele ainda se mantinha esperançoso de que encontraria o Hwang novamente, mas na situação em que estava não poderia fazer muita coisa, mas ele tinha alguém disposto a ajuda-lo. A única pessoa disponível para consolá-lo em uma fase em que tudo que ele precisava era de uma chama para mantê-lo aquecido e que lhe desse forças para que ele não desaparecesse, pois sentia-se escorrendo pelas próprias mãos.

Você não é nem metade do anjo que já foi um dia, Felix. Talvez eu tenha deixado parte de mim lá em cima.

O que restava de Felix teria que aprender a se reconstruir e reinventar. Ao menos ele não teria que fazer isso sozinho. E, quando chegasse o fatídico dia, ele se poria na frente de Hyunjin novamente. Mas, pensando nisso, pela primeira vez ele sentiu que seria um pouco errado deixar Chris para trás. Tentou se convencer pensando que o demônio já estava acostumado com a solidão, mas depois de tanto tempo morando juntos, ele sabia que Chris não recusava uma boa companhia, no caso, a única que ele tinha, que era Felix.

Não queria encher a cabeça com mais complicações, portanto apenas aproveitou o momento. Felix não teve pesadelos nessa noite.


Notas Finais


galera, como tamo aí de quarentena, tem mts coisa que ficou gratuita né, daí queria falar que a amazon disponibilizou um monte de livro digital de graça, e a faber castell disponibilizou vários cursos de desenho de graça tbm no site deles

entra lá no site e dá uma olhada: https://cursos.faber-castell.com.br/

enfim, só queria dizer que o próximo capitulo eh um dos meus favs, por motivos que não posso divulgar
espera até semana q vem, eh nois

link da playlist: https://open.spotify.com/playlist/32xC1CR9jNm8p0WT5J4bYi?si=12idMrHQTrOp3gmDUaDKmw

queria falar q hoje eu sonhei q tinha uma namorada, daí acordei e fiquei triste
tururu


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