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História Logros, brincadeiras e fantasias - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Tema: "Severo Snape e a/o @ ficam presos durante, pelo menos, 30 minutos em um elevador no Ministério da Magia, o que pode acontecer?"

☞ Resposta ao Desafio de Inverno 2020 do grupo “Severo Snape Fanfictions”
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♦ Fanfic produzida em parceria com @Severus_PS (Twitter), quero agradecer por sempre estar disposto a me ajudar e incentivar, somos uma dupla de sucesso.

Capítulo 1 - Capítulo Único


O ponteiro do relógio no pulso da Ministra da Magia indicava um minuto para as 14:00 horas quando ela saiu do elevador no nível 2 e caminhou em passos ligeiros até a porta do tribunal do Ministério da Magia Britânico. A porta se encontrava aberta, ela entrou e olhou brevemente pelos presentes, constatando que a Suprema Corte dos Bruxos já se encontrava formada. Se direcionou até o assento mais elevado no centro da primeira fila, onde ambos os assentos laterais eram ocupados por integrantes do parlamento.

 

– Boa tarde a todos! –  Ela pegou um pergaminho e em voz alta, começou a ler. – Audiência do dia 27 de julho... – na ponta esquerda mesa, Percy Weasley começou imediatamente a anotar. – ... para apurar violações do Controle e Uso de Produtos Mágicos, subdivisão do Departamento de Execução de Leis da Magia, cometidas por Fred e George Weasley proprietários da Gemialidades Weasley, loja de logros e brincadeiras localizada no número 93, no Beco Diagonal. – Parando sua leitura ela olhou para lateral direita, podendo ver os gêmeos ruivos conhecidos. – Inquisidores: Hermione Jean Granger, Ministra da Magia; Amélia Susana Bones, chefe do Departamento de Execuções de Leis da Magia; Escriba da corte: Percy Inácio Weasley... – ela abaixou o olhar no pergaminho e continuou. – Acusação foi realizada por parte da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, sendo representada por Severus Prince Snape, Mestre em Poções atuante em Hogwarts, residente na Rua da Fiação, número 730, Cokeworth, Inglaterra. – a mulher levantou seu olhar para o homem de vestes negras que se encontrava na lateral esquerda, que a muito não o via, mas que não mudou em nada que sua memória tivesse registro. – Acusações? – ela estendeu o braço indicando a cadeira ao centro para que o homem se dirigisse.

 

Não era a primeira vez que o Mestre de Poções era incumbido de representar Hogwarts perante a Suprema Corte dos Bruxos, como também não era nenhuma novidade que os produtos vendidos na Gemialidades Weasley, loja de logros e brincadeiras, era tema de pauta dentro do Castelo.

 

As datas dos testes finais haviam chegado este ano assim como em todos os outros anteriores, mas o que diferenciava o final deste período letivo para com os demais, era a forte presença de produtos fraudulentos para faltar em provas e trabalhos. Mas estes não eram apenas utilizados pelos alunos para faltar nas atividades avaliativas, mas também contra professores que, curiosamente, apresentavam sintomas peculiares exatamente no dia dos testes. Isso é claro, sendo vítimas da curiosidade de provar um inofensivo doce, um presente anônimo, encontrado sobre as mesas nas salas de aula.

 

Na última semana, por exemplo, o Professor Flitwick, responsável pela disciplina de Feitiços, contraiu estranhas inflamações na pele, furúnculos. Além dele, a Herbologista, Professora Sprout, chegou na enfermaria tendo em mãos a própria língua, que havia crescido e inchado consideravelmente após chupar um caramelo. Sem contar as bombas de bosta espalhadas pelos corredores, misteriosas fumaças surgidas do nada durante as provas e demais afins.

 

Após uma série de investigações, realizadas sob a ameaça de suspenção, confissões foram feitas pelos alunos, que alegaram conseguir os produtos na Gemialidades Weasley. Dessa forma, devido a sua neutralidade, controle e impassibilidade, Snape foi o escolhido novamente para representar o corpo docente escolar e apresentar as acusações.

 

Ele permaneceu sentado em silêncio logo que tomou seu lugar em um dos acentos ao canto esquerdo do recinto e aguardou pacientemente enquanto seu nome era chamado pela Ministra da Magia, a irritante Sabe-Tudo, Hermione Granger.

 

O Professor levantou-se antes mesmo que ela acabasse de falar, passando por entre os acentos, farfalhando sua capa pelos degraus e encaminhando-se ao centro da sala. Ele direcionou os orbes negros para a Ministra e para os gêmeos em seguida, desdenhando-lhes um sorriso presunçoso e ameaçador. Com sua varinha, Snape distribuiu uma série de folhetos para todos os presentes.

 

 – Como bem podem ver – disse o Professor cruzando os braços em frente ao peito –  é uma lista dos produtos vendidos na loja de logros dos Senhores Weasley’s que, curiosamente, foram encontrados em Hogwarts. Eu mesmo me certifiquei de visitar o estabelecimento para fazer o levantamento e a comparação. Todos esses materiais descritos na lista são mediadores para fraudes em provas, como o kit mata aulas; orelhas extrassensíveis, encontradas várias vezes na porta das salas dos professores;  Penas Auto-Revisora e Resposta-Esperta, que auxilia a escrita, e demais outros produtos, alguns até que acometem sintomas passageiros de inflamações ou infecções variadas.

 

Snape detalhou com precisão todos os acometimentos das últimas semanas, ignorando o fato de que, ao seu lado, os gêmeos cochichavam entre si e olhavam-no com rancor.

 

A Ministra olhou para baixo onde agora uma lista tinha pousado em sua frente, ela ouvia com reprovação as travessuras dirigidas ao corpo docente e olhava com desapontamento para os gêmeos. Ao ler sobre um dos produtos em questão: Penas Auto-Revisora e Resposta-Certa, Hermione crispou os lábios de forma que lembraria muito Minerva McGonagall, aquilo definitivamente era o ápice da irresponsabilidade e continuar permitindo que aqueles produtos permanecessem no Castelo, só faria a Escola se denegrir e cair em ruína.

 

– Pelo bem estar da comunidade escolar, pedimos para que a Suprema Corte compreenda que esses produtos idiotas trazem consequências tanto para a saúde dos educandos e docentes quanto para a qualidade do ensino. Por isso, demandamos por medidas concretas e plausíveis para barrar ou controlar a distribuição de logros e brincadeiras das Gemialidades Weasley. – Disse Snape.

 

A senhora Bones e Hermione trocaram algumas palavras, e também com o bruxo ao outro lado, o que para os demais na sala não passava de um cochicho incompreensível. A decisão foi repassada para os bruxos da segunda fileira, e sem mais nem um adendo, a Ministra prosseguiu. – A Suprema Corte chegou à conclusão de que travessuras não são motivo o suficiente para interditar o estabelecimento, uma vez que não são responsáveis por sua finalidade após adquiridos. – Os gêmeos se entreolharam sorrindo em vitória. – Entretanto, a decisão tomada é que a partir do dia de hoje, a venda de todo produto vindo da loja dos senhores, deve ser apenas para maiores de idade. – O sorriso que era presente nos ruivos agora desaparecera e ambos mostraram olhar de protesto. – Fred e George Weasley, existe algum argumento de defesa que os senhores queiram apresentar?

 

– Mas Ministra, mais da metade de nossos clientes são menores de idade, iremos ir à falência. – Protestou um dos gêmeos.

 

– Então sugiro aos senhores que usem sua criatividade para algo que chame a atenção de pessoas mais maduras. Existe algum argumento que não envolva desfalque financeiro? – Comentou a mulher. O gêmeo fechou a boca e apenas trocou um olhar com seu irmão, e ambos balançaram a cabeça negativamente.

 

– A partir da data de hoje, os produtos de origem Gemialidades Weasley só serão permitidos à venda para maiores de idade, decisão está tomada por serem produtos que tem como finalidade prejudicar o rendimento escolar, causar desordem e trazer transtorno para os funcionários de Hogwarts, visto que são afetados de forma direta, lhes causando invalidade para o cumprimento de suas funções e, a longo prazo, sendo prejudiciais a si mesmos. Caso haja descumprimento da norma, haverá multa e punição, estas que estarão claras no documento que irão retirar no Departamento de Execuções de Leis Mágicas. – A mulher olhou para o escrivão que anotava tudo desesperadamente, e em seguida dirigiu seus olhos para os outros dois ruivos que estavam presentes na sala, se surpreendendo com o olhar semicerrado em desagrado que ambos lhe dirigiam. – A sessão está encerrada. – Concluiu ela batendo o malhete.

 

Snape sorriu em triunfo, na realidade aquilo não podia ser chamado de sorriso, seus lábios permaneceram unidos e arquearam-se sutilmente, em uma fina linha curvada. O Professor sabia que isso não impedia os alunos de comprar os produtos clandestinamente, mas diminuía consideravelmente os incidentes dentro da escola. Snape recolheu as sobras dos pergaminhos que listavam os produtos da loja de logros e os incinerou. Quando já rumava para a saída, uma voz o chamou.

 

– Professor Snape! Posso lhe acompanhar? -

 

Era Fred Weasley, que deu uma pequena corrida para alcançar os passos largos do Mestre de Poções, que se quer se deu ao trabalho de fitá-lo ou estancar os movimentos.

 

– Então – começou o ruivo – o Senhor disse que visitou nossa loja. Fiquei surpreso. O que achou?

 

– Idiota, barulhenta... suja! – Disse desviando de algumas pessoas que vagavam pelos corredores.

 

- A sujeira faz parte da decoração – debochou. – De todo modo, não lembro de tê-lo visto em nosso empreendimento, quando veio?

 

- Anteontem. Feitiço de Desilusão. Serve para que paspalhos não vejam o que não devem. Agora se me der licença...

 

O Professor apurou os passos e chamou o elevador para leva-lo até onde deveria utilizar a Rede de Flu para voltar a Hogwarts. Porém, quando ele estacionou e se abriu em sua frente, o ruivo lhe trancou a entrada com o próprio corpo.

 

– Venha nos visitar algum dia desses, Professor. Assim como temos objetos de uso estudantil, temos também para docentes. – cochichou.

 

Impaciente, o Professor tirou a varinha do meio das vestes e a fez cortar o ar em um movimento brusco, fazendo o Weasley ser arrastado pelas pernas consideráveis metros de distância. Snape entrou no elevador e apertou o botão a fim de seguir seu caminho.

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Enquanto isso, ainda dentro do recinto onde acabara de ocorrer o julgamento, Hermione estava se desvencilhando das conversas que alguns parlamentares puxavam com ela, alegando estar atrasada para outro compromisso, foi quando quase estava alcançando a porta que ouviu uma senhora alta de cabelo curto e loiro repreendendo um rapaz que notavelmente estava desconfortável. Sem poder evitar ela se aproximou.

 

– Senhora Sandler, o que está acontecendo? -

 

O rapaz ficou estático ao vê-la.

 

– Ah, Ministra... – a senhora olhou para o rapaz que usava óculos e que não demonstrava ter mais de 23 anos. – ...este é o Senhor Nielsen, ele é estagiário no setor de reposições. Ele tinha que entregar uma lista de Poções que estão em falta no estoque para o senhor Snape, mas ele simplesmente paralisou.

 

Ela olhou para o rapaz que praticamente tremia ao olhar de repreensão da bruxa mais velha. Hermione apontou para um pergaminho que ele segurava.

 

– É está a lista? - Ele concordou com a cabeça, e ela pegou da mão dele. – Eu tenho que falar com o Snape, faço a entrega por você, Senhor Nielsen.

 

Ela se lembrou de seu amigo Neville e como ele ficava quando o assunto era o temido Professor de Poções, a Ministra lhe dispensou um sorriso e se virou andando rápido até a porta a fim de alcançar o ex-professor, e nem ao menos ouviu o gaguejo de agradecimento do rapaz.

 

Quando chegou na porta, pode ver um dos gêmeos conversando com Snape e quando foi correr na direção deles, foi barrada pelo outro gêmeo.

 

– Hermione! Que pressa, calma... – ela olhou para o ruivo e, pela falta de uma das orelhas, identificou qual era.

 

– Oh George, estou com pressa, tenho um assunto inadiável. – Ela olhou para o ex-professor e agora pode ver ele tentando entrar no elevador.

 

– Eu entendo, Ministra Hermione. – O ruivo sorriu e Hermione o olhou ao ouvi-lo se dirigindo a ela por seu título, mesmo sem necessidade. – Mamãe mandou esses chocolates para você, disse para arrumar um horário na sua agenda e visitá-la. –A mulher pegou a caixa de bombons e mal a olhou colocando-a na bolsa. Ela abraçou o ruivo e lhe disse enquanto andava de lado em direção ao elevador.

 

–  Irei sim, mande um beijo aos seus pais... espero que não haja ressentimento pela decisão de hoje... até mais. ­– Hermione correu e praticamente pulou para dentro do elevador onde Snape estava, sem se quer perceber a resposta que George lhe dera.

– “Nenhum ressentimento” – com um sorriso malicioso nos lábios.

 

Snape revirou os olhos quando a Ministra entrou esbarrando nas grades do elevador e fazendo o ferro ranger, chamando atenção de alguns bruxos que passavam pelos corredores, ele fitou-a e foi para um canto até que ela se acomodasse.

 

Uma leve vontade de rir passou por Hermione vendo o homem ir para o canto do elevador se distanciando dela. Logo, as grades começaram a se fechar. Ofegante a mulher colocou uma mecha de cabelo que estava em seu rosto atrás da orelha, e olhou para ele.

 

 – Snape... – Ela sorriu e lhe estendeu um pergaminho. – Aproveitando sua vinda para te passar a lista das Poções que estão em falta.

 

– Venenos de grau 4 e 5, Veritaserum, Polissuco... nem quando o Lorde das Trevas ascendeu ao poder não solicitavam com tanta constância esse tipo de Poções. Talvez devêssemos falar sobre um reajuste em meu pagamento, ou no que sua equipe anda fazendo. – Desdenhou após arrancar o pergaminho de suas mãos, olhando-a desconfiado.

 

Repentinamente houve um solavanco, tão forte que o Mestre de Poções amassou o pergaminho enquanto buscava um local para apoiar suas mãos e, junto ao solavanco uma fina poeira branca ficou suspensa no ar por alguns instantes antes de desaparecer. As luzes apagaram por alguns instantes e voltaram a se reacender. O elevador havia parado, bem em meio ao trajeto.

 

Hermione se quer teve tempo de responder ao comentário do Professor sobre reaver o pagamento, a parada brusca do elevador fez com que ela se segurasse nas grades, obrigando novamente sua mecha de cabelo cair sobre seu rosto.

– Merlin! – Após as luzes voltarem ela olhou pelas grades para fora. – Estamos no meio do caminho, não é possível descer aqui. – Ela olhou para cima, não fazia sentido a luz voltar e o elevador continuar parado, afinal nem era energia que o mantinha em funcionamento. Ela pegou sua varinha, e em uma tentativa vã tentou conjurar um Patrono para avisar um funcionário, porém nada saiu da ponta do pedaço de videira. – O que? Eu não... ­– Ela se virou para o ex-professor e fez uma cara de quem esperava uma orientação do que estava acontecendo.

 

Snape já vira aquilo antes, ah vira sim. Na semana passada, grande parte dos alunos e até mesmo alguns professores chegaram atrasados em suas aulas. Aparentemente, o relógio principal do Castelo, que anunciava a troca de períodos, horário das refeições e demais afins, havia parado de funcionar misteriosamente. A Escola se tornou um caos em desordem.

 

Quando ele e Argo Filch foram verificar o velho relógio, o Professor atentou a uma poeira curiosa sobre o metal, as engrenagens estavam travadas e nem um dos feitiços que utilizou o fez voltar a funcionar. Somente quando já virava as costas para ir embora foi que o relógio badalou e voltou a balançar o pêndulo.

 

Claro que Snape coletara amostras daquele pó e levara ao seu laboratório para estudar, tudo apenas para descobrir que se passava de um logro das Gemialidades Weasley, ele mesmo havia visto na loja quando fez a visita.

 

– Desista, Granger, isso é em vão. Nenhuma magia conseguirá fazer o elevador voltar a funcionar, nem vinda de dentro e nem de fora. Pelo visto seu amigo idiota quis pregar uma peça em mim.

 

 Snape corrigiu sua postura e bateu a poeira branca de suas vestes negras, colocando as mãos nos bolsos do sobretudo negro logo em seguida. Ele olhou para a Ministra que lhe direcionava um olhar confuso.

 

– É uma espécie de bomba cronologicamente programada para estourar no tempo escolhido pelo bruxo que a lança. Ela libera uma poeira que se dispersa pelo ar anulando em um raio de 5 a 10 metros qualquer feitiço, podendo durar até 30 minutos. E como estamos dentro de algo enfeitiçado… - Concluiu.

 

– Como eu sou... burra. – Ela arregaçou a manga e olhou para seu relógio de pulso constando que provavelmente não conseguiria estar presente no seu compromisso. – É por isso que Jorge estava me atrasando para não entrar no elevador. – Ela disse mais para si mesma. Encostou as costas nas grades, cruzou os braços e inclinou sua cabeça para cima enquanto constatava agora para o homem. – A travessura era para você, e eu vim de brinde...-

 

Sem nem se dar conta do duplo sentindo que a frase que havia acabado de falar tinha. Ela deslizou lentamente até que pode sentar no chão, e tirou de sua bolsa a caixa de bombons que havia ganho de um dos gêmeos.

 

– Pelo menos agora temos tempo para fazer reajuste do seu pagamento. Eu concordo que ultimamente temos pedido Poções que demandam mais de sua atenção e tempo. – Ela abriu o embrulho e retirou uma das bolinhas de chocolate, mordendo-a e sentindo licor explodir em sua boca, olhou para o homem e inclinou a caixa em direção a ele, oferecendo. – Aceita?-

 

Snape olhou para a bruxa com certa indignação por trás das linhas duras de sua face, ele cruzou os braços em frente ao corpo e andou até o outro canto do elevador onde ela estava sentada. Os orbes negros olharam-na de cima, queimando-a em repreensão.

 

– Claro, minha funcionalidade é tão "indispensável" para o Ministério da Magia, que a Ministra em pessoa acha que um reajuste salarial pode ser feito dentro de um elevador, enquanto ela está esculachada no chão comendo doces. – Disse-lhe em resposta quando ela lhe ofereceu um deles. – Talvez, Granger, em uma outra oportunidade, possamos discutir o assunto dentro de um banheiro, ou quem sabe em um armário de vassouras. -

 

Os dedos com unhas pintadas em nude alcançaram mais um bombom, e ao ouvir a palavra “esculachada no chão” ela abriu a boca em indignação e semicerrou os olhos para ele encenando estar ofendida, enquanto com um ar desafiante colocava outro bombom na boca, novamente mastigando-o.

 

– Ainda bem que ganhei esses doces, ou seria definitivamente terrível esse tempo aqui. – Retrucou a Ministra. Uma onda de calor passou pelo corpo de mulher, ruborizando levemente as suas bochechas. – Acredito que existam assuntos mais apropriados a um armário de vassouras, se é que você me entende. – Como se isso fosse algo normal a ser dito, a mulher retirou seu blazer e fez um coque em seus cabelos.

 

Não bastava seu descontentamento com as explorações do Ministério, Snape ainda tinha que sofrer com a desagradável eventualidade de ficar preso dentro de um elevador com a irritante Sabe-Tudo. Haviam centenas de pessoas dentro do órgão responsável pelo mundo bruxo, por que diabos tinha que ser justamente ela?

 

– E respondendo sua conclusão acerca do plano dos seus dois amigos idiotas: não, a Senhorita não é um brinde… é mais um logro!

 

Ao ouvi-lo chama-la de logro, ela fez uma cara de deboche.

 

– Bom, isso depende do ponto de vista... – ela o olhou de cima a baixo. – Homem você não sente calor? Por Merlin tire essa capa, está me dando agonia.

 

Snape arqueou as sobrancelhas com a série de comentários da bruxa, que se despia e prendia os cabelos desajeitadamente enquanto comia. Aquilo era uma situação curiosa, definitivamente. Se ele a conhecia bem, imaginava que certamente ela devolveria suas alfinetadas de uma forma petulante, mas não o fez. Optou apenas por lançar no ar estranhas insinuações.

 

Aquele rubro de sua face acompanhava um olhar brilhante, onde as pupilas predominavam, quase escondendo o castanho de seus olhos. Aquele tom negro era tão grande que parecia que a própria bruxa havia derramado infusão de beladona nos próprios olhos, causando um efeito muito utilizado pelas mulheres na Roma Antiga. Envenenar os olhos com beladona a fim de dilatar as pupilas era uma espécie de padrão estético que, segundo a crença da época, deixa-as mais atraentes.

 

Snape aproximou-se mais alguns passos e pegou um dos doces de dentro da caixa. Ele o levou em direção ao nariz, partiu-os ao meio, rolou e um lado para o outro… não havia nada de anormal visivelmente. O Mestre de Poções então o mordeu e degustou.

 

Um brilho vitorioso pairou nos olhos amendoados da mulher ao ver o homem se inclinando e pegando um dos bombons, nesse movimento ele se aproximou o suficiente para que o cheiro de ervas e um perfume amadeirado desprendesse de suas vestes, lembrando-a das vezes em que ansiava pelo momento de avaliação nas aulas, onde ele passava pelas bancadas deixando seu rastro, essa lembrança trouxe borboletas em seu estômago e um leve formigamento em seu ventre. “Por Merlin, era só uma paixonite adolescente.” Pensou ela, e se levantou, inquieta.

 

Largando a outra metade do doce de volta para dentro da caixa, Snape ponderou por alguns instantes sobre a mudança brusca do comportamento da mulher, alterações físicas e para o gosto do chocolate em si. Para uma pessoa inexperiente no ramo de Poções e ingredientes mágicos, certamente era apenas um doce de licor qualquer. Mas não para Severus Snape, que constatou que havia uma alteração na receita.

 

-Quem lhe deu isso, Ministra? -

 

A bruxa fitou-o indignada e não conseguindo segurar, uma risada escapou de seus lábios.

 

– Não está envenenado, caso contrário eu já estaria morta aqui. – Aproveitando ela pegou mais um dos bombons, quando se tratava de chocolate a mulher tinha dificuldades em se refrear na degustação. Achando a pergunta estranha ela respondeu. – Molly Weasley, ela pediu que George me entregasse. –Não raciocinando o que acabava de falar, ela desceu seu olhar para a boca do homem e involuntariamente passou sua língua em seu lábio inferior umedecendo-o.

 

– Aqueles malditos idiotas! - Praguejou Snape quando finalmente compreendeu o que estava acontecendo.

 

Ele arrancou brutalmente a caixa das mãos da bruxa e a jogou no chão, pisando sobre o papelão e, consequentemente, esmagando os doces que ela guarnecia.

 

– Ei! – Gritou a mulher indignada pelo movimento repentino e brusco do homem. –Pare! – Ela segurou o braço envolto pela roupa preta tentando de maneira fracassada pará-lo de pisotear o presente que recebera mais cedo.

 

– Definitivamente superestimei sua inteligência ao chamá-la de Sabe-Tudo, se quer percebeu que seu "amiguinho" adicionou na mistura ovos de cinzal e espinhos de rosas em pó. Ingredientes chaves comumente utilizados na Poção do Amor, que são os principais responsáveis pela... instabilidade hormonal, alterando formas de raciocínio e intensificando a volúpia. – Disse entredentes.

 

– Você deveria usar essa sua língua para algo mais útil do que só falar mal de mim, sabia? – disse ela enquanto olhava para o pobre embrulho achatado no chão. – Me deve uma caixa de bombons.

 

Aquela metade que ele havia devorado para se certificar de suas hipóteses, não era o suficiente para causar reações alarmantes, nada que não fosse impossível de controlar, mas agora o Professor teria que lidar com os efeitos de uma Hermione Granger incoerente e movida pela luxúria e a incapacidade de utilizar qualquer forma de magia como autodefesa. A estratégia era manter uma distância considerável, e foi o que fez.

 

Ela se virou para olha-lo e o viu no canto oposto ao dela, o mais distante possível, ela semicerrou os olhos de forma ameaçadora enquanto se aproxima dele lentamente, como uma leoa prestes a atacar, e foi o que ela fez.

 

– Você acabou com a única coisa que eu tinha para me entreter enquanto estivermos aqui, suponho... – ela levou a mão até a manga do sobretudo dele, e a puxou vagarosamente colocando-a em sua cintura. – ...que tenha uma forma de me recompensar. – Ao fim de seus dizeres ela o puxou pelo braço fazendo inclinar-se, e da forma mais ligeira que pode para que ele não se esquivasse, ela colou seus lábios nos lábios finos, e levou seus braços em volta do pescoço dele para segura-lo.

 

Snape poderia ter desviado quando ela parou em sua frente, mas não podia negar que estava interessado em ver até onde iam os limites da coragem Grifinória. Mas naquele momento, qualquer limitação parecia não existir mais, ela o guiou sob o olhar atento dos orbes negros do Mestre de Poções, que se via encurralado e amarrado contra os lábios da bruxa.

 

Um cheiro doce penetrou e suas narinas quando ela arfou ao beijá-lo. Não era apenas o cheiro do que ela havia acabado de comer, mas de um perfume característico que o Professor já sentira algumas vezes. Uma essência floral adocicada.

 

Uma sensação de formigamento formou-se involuntariamente em sua calça, despertando Snape de seu breve devaneio, que segurou firme a cintura da bruxa e se desvencilhou.

 

O afastamento imediato que a mulher esperava dele demorou um pouco mais do que ela previu, o que achou curioso. Ao sentir as mãos dele em sua cintura uma animação cresceu dentro de si, que logo fora enterrada.

 

– O que pensa que está fazendo, Ministra? Acha que sou seu brinquedinho sexual que serve para suprir um estúpido desejo momentâneo? – disse rudemente – Tem ideia das consequências disso? De acordar amanhã e pensar no que fez dentro do elevador do Ministério da Magia, e o pior…. saber com QUEM o fez? – Dando maior ênfase na última parte, Snape finalmente a soltou – Agora trate de se recompor! -

 

As palavras de rejeição fizeram com que seu lábio inferior tremesse involuntariamente, e envergonhada, ela deu as costas a ele e passou os dedos pelas grades desgastadas.

 

– Acordar amanhã e ter lembranças de que no dia anterior eu transei com o homem que eu gosto desde o meu sexto ano? – ela se virou dando um sorriso chateado. – Se bem que eu sempre havia fantasiado a mesa do seu escritório... e não um elevador. - Ela deu um passo na direção dele, havia levado um banho de água fria quando ele a afastou, mas a inquietação predominava novamente em seu corpo. – Não estou fazendo nada em que já não tenha pensado antes. -

 

Ela ficou com o rosto a centímetros do dele, e enquanto o olhava profundamente, levou as mãos nos ombros do homem, onde as deslizou pelo tórax em seguida e pela barriga, até que por fim descansou abaixo da braguilha de sua calça, onde depositou uma caricia. Ela olhou de relance para baixo, e mirou-o com agora um brilho travesso pairando nos olhos castanhos enquanto mordiscava o próprio lábio inferior entre os dentes.

 

Snape não pode deixar de arquear suas sobrancelhas quando ouviu a declaração da bruxa logo a sua frente. Se passaram anos desde quando fora seu Professor, como ainda poderia nutrir algo após tanto tempo?

 

Talvez era por essa razão que todas as vezes que ele se aproximava durante as avaliações, podia sentir uma tensão peculiar vinda da garota. Pelo visto, não era de ansiedade para receber um elogio... ia além, disso.

 

E agora ela estava novamente diante dele, sussurrando fantasias próximo à sua face. Snape percorreu os orbes negros pela sua ex-aluna, que havia deixado de ser uma garotinha há muito tempo para se tornar uma bela e atraente mulher.

 

Ele seria um mentiroso se alegasse que suas confissões e toques ousados não despertaram um profundo desejo de tocá-la e beijá-la, apenas para sanar a curiosidade crescente que tinha de vê-la ceder às próprias vontades.

 

“Talvez aquele pedaço de doce que comeu também estava embaralhando seus sentidos.”

 

O Mestre de Poções empurrou-a para o lado oposto do elevador, prensando-a de frente para a parede gélida de ferro enquanto se posicionava em suas costas.

 

- A Senhorita definitivamente não tem noção do que acabou de fazer, não é? – Disse-lhe mordendo o lóbulo de sua orelha e esfregando em suas nádegas o notável volume que havia se formado dentro de suas calças.

 

Ela arfou em surpresa quando foi pressionada entre a parede e o corpo dele, fechou os olhos quando sentiu a respiração quente em seu pescoço quando a mordeu, e seu corpo todo se arrepiou em resposta. Hermione não pode deixar de soltar um gritinho ao sentir o membro duro coberto pela calça pressionado contra si. Espanto esse que se fora tão repentinamente quando chegara, dando espaço a um sorriso vitorioso de quem conseguira o que tanto almejava.

 

Ele virou-a de frente para si bruscamente e emaranhou os dedos esguios nos cachos castanhos presos no coque frouxo. Snape demorou-se fitando a boca entreaberta da mulher, imaginando como seria beijá-la. Finalmente, capturou seus lábios com volúpia.

 

Novamente ela arfou e permitiu-se fechar os olhos, sentindo seu desejo aumentar ainda mais com a pegada forte do bruxo que há tempos almejara aquela atenção. Mas logo voltou a abri-los, apenas para flagra-lo fitando sua boca, claramente havia desejo nos olhos negros, mas também havia uma pequena resistência, que fora quebrada quando ele colocou os lábios nos seus.

A mulher fechou os olhos e movimentou seus lábios sobre os dele com urgência como se dependesse daquilo para viver, logo ela deslizou sua língua para dentro da boca do homem explorando cada canto dela e sentindo o gosto adocicado do licor que agora impregnava a boca dos dois.

Ela envolveu os braços no pescoço dele e impulsionou-se dando um pequeno pulinho, circundando a cintura dele com suas pernas, pressionando sua intimidade quente contra o membro rijo, impedidos pelo toque por algumas camadas de roupas. Esse movimento fez com que Hermione soltasse um gemido abafado quebrando o contato com a boca do seu ex-professor, o que fez com que ela afastasse seu rosto e para mirá-lo.

Ela levou uma mão até o cabelo, que caia como uma cortina negra emoldurando o seu rosto pálido, e o puxou para trás de forma delicada, mas decidida, o que fez com que ele apontasse o nariz para o teto, deixando todo o pescoço amostra. Ela se aproximou da pele branca e exposta e inalou seu perfume profundamente, se inebriando pelo cheiro másculo que dele emanava, levou seus lábios até lá e começou a mordisca-lo, passando sua língua no pomo de Adão, onde fez uma trilha de beijos até chegar novamente os lábios finos e úmidos.

 

As provocações só serviam para que ele a puxasse cada vez mais ao encontro de seu próprio corpo, que demandava por mais contato, como se quisesse fundi-los em um só. Ele a desejava com urgência e não fazia mais questão de mascarar isso, não depois que ela lhe atacou com a boca um ponto extremamente sensível do seu corpo.

 

Snape apertou-a ainda mais contra a parede do elevador, espalmando uma das mãos pelas coxas nuas da bruxa e erguendo sem demora a saia midi marrom, enquanto devorava seus lábios.

 

Ele levou a mesma mão em direção ao tecido rendado da calcinha, sentindo que o mesmo já se encontrava encharcado. O Professor rompeu o beijo para que pudesse fitá-la: o coque havia se desfeito e seus cabelos desgrenhados caiam para todos os lados de sua face; os lábios encontravam-se avermelhados e levemente inchados; ela respirava ofegante e fitava os orbes negros do Mestre de Poções com intensidade e expectativa.

 

Snape, então, afastou o tecido de sua roupa íntima e passou os dedos por entre os lábios até sua entrada, em uma carícia leve, sem penetrá-la de fato. Involuntariamente a mulher começou a mover os quadris para frente e para trás, implorando para que ele deslizasse seus dedos nela, seu ventre pulsava e ela choramingava na busca por alívio.

 

 Ele percebeu quando a bruxa prendeu sua respiração e fechou os olhos, esperando por um contato que não veio. Ao invés disso, Snape deu um sorriso cínico e levou dedos em sua própria boca, degustando o sabor agridoce da mulher.

 

Os olhos da mulher brilharam em luxúria enquanto contemplava o homem se deliciando com seu néctar, se antes ela não conseguia eleger uma visão da qual já tivera que fosse sua preferida, agora sem dúvidas ela sabia qual era. Saindo de seu transe ela agora via o sorriso cínico dançando nos lábios dele, o que a fez sorrir também e lhe dar um tapinha no ombro.

– Safado. -

 

Deixando de lado as provocações, o Professor finalmente a penetrou com um dos dedos, suspirando quando sentiu-a apertar-lhe os ombros e gemer em resposta. Ora com movimentos de vai e vem, ora trabalhando em uma parte específica de sua intimidade. Snape mordeu o lábio inferior da bruxa que, ao sentir os dedos longos deslizando totalmente em si, arfava alto, e gemia no mesmo ritmo em que o dedo penetrava nela.

 

– Mais baixo, Ministra, não sabe em que lugar específico estamos. Acredito que não vai querer que alguém lance um Bombarda na porta achando que está em perigo e se decepcione ao encontrá-la fornicando com o ex-professor! -

 

A mente da mulher mal registrou as palavras que ele falara, a única coisa que a afetou foi o som da voz grave e arrastada, o que lhe deu a sensação de se derreter completamente ouvindo-a assim tão de perto. Ela apoiou seu queixo no ombro do homem fazendo com que sua respiração atingisse um ponto específico no pescoço dele.

 

– Severus... quero você... por favor! -

 

O prazer que o homem lhe dava era bom, mas não o suficiente para saciá-la, e sim apenas para atiçá-la mais ainda. De repente, uma voz doce soou pelo elevador tendo sua origem o teto enquanto o cubículo começava a se mover.

 

– Devido a falha técnica voltaremos ao ponto inicial de partida, o nível 1, onde se localizam o Gabinete da Ministra da Magia; Serviços Auxiliares; Comissão de Registro de Nascidos Trouxas. -

 

 Hermione soltou suas pernas da cintura dele, voltando a ficar de pé e perdendo o contato com a mão do bruxo. Ela puxou a barra de sua saia para baixo arrumando-a, e passou a mão em seus cabelos alinhando-os. Olhou para frente vendo que seu ex-professor também estava se recompondo.

 

O Mestre de Poções grunhiu quando o efeito do logro das Gemialidades Weasley terminou e a voz do elevador anunciou a parada. Os bruxos tiveram poucos segundos para se recompor apresentavelmente, a fim de evitar deixar completamente escancarado o que havia acontecido. Ele apenas foi para o canto oposto do elevador e, segundos antes da grade abrir, a Ministra arregalou os olhos apontando para a ereção visível do homem para que ele escondesse. Sem demora, Snape tratou de puxar a capa negra em frente ao corpo.

 

O Professor ensaiou a pior carranca possível para apresentar quando a porta se abrisse, na verdade não precisaria de muito esforço para isso, a situação em si já era desagradável. A grade se abriu revelando uma mulher baixinha e gorducha, era uma das Assessoras do Ministério, que olhava de forma inquisitiva para ambos os presentes no elevador.

 

– Olá Mérida. – Disse a Ministra com intimidade de usar o primeiro nome da senhora, uma vez que tinham contato frequente. Em resposta, apenas recebeu um “Ministra” em troca, e um olhar muito curioso. Se dando conta de que seu blazer ainda estava no chão, Hermione se agachou e pegou-o.

 

Snape dera um olhar repreensivo à Assessora, que ficou estupidamente petrificada em frente a porta, fitando-os sugestivos. Mas logo entendera o porquê do seu olhar quando viu a Ministra recolher o casaco do chão e não pode deixar de esboçar um sorriso presunçoso. Certamente o ocorrido viraria fofoca de corredores.

 

– Como eu ia dizendo, Senhor Snape, este documento que vou deixar em sua posse deverá ser entregue a Diretora McGonagall... – Disse Hermione passando pela porta.

 

 A grade do elevador se fechou e levou a Assessora para longe, Hermione olhou para o longo corredor que nem lhe permitia a vista da porta de seu Gabinete de tão distante que se encontrava. Ela virou a cabeça e localizou uma porta que sabia que não tinha muito acesso. Levou uma de suas mãos até a de Snape e o guiou para lá, abrindo-a e deixando que ele entrasse primeiro.

 

Seguindo a orientação da bruxa, ele dirigiu-se para dentro de outro cubículo ainda mais apertado, crispando os lábios irado e voltando-se de frente para ela.

 

- Um armário de vassouras, Ministra? Pelo visto está ansiosa para fazer meu salário aumentar! -

 

A mulher revirou os olhos pelo uso de seu título naquele momento, mas logo entrou e pressionou o professor contra a uma prateleira, fechando a porta em um baque. Ela levou seus lábios novamente aos dele, e as mãos nos botões do colarinho do sobretudo negro, abrindo-os com extrema pressa. A bruxa apurou-se em voltar a beijá-lo, mas antes que pudesse despi-lo de suas vestes superiores escuras, Snape sacou a varinha e a apontou em direção a porta.

 

– Abaffiato! Colloportus! Agora pode gritar o quanto quiser, Senhorita. -

 

Ela observou o Professor levantar as proteções e tomar as devidas medidas para usufruírem de seu momento sem interrupções, que poderiam vir a ser constrangedoras e geradoras de uma repercussão negativa.

 

Ele mesmo tratou de terminar de abrir o próprio sobretudo sob o olhar admirado da bruxa, que atentava aos dedos longos desfazendo os botões com grande agilidade, agilidade esta que ela conhecia muito bem em manusear vidrarias, e agora também no manuseio de outra coisa. Ela corou com o pensamento.

 

Largando a varinha no chão entre o monte formado pelo seu sobretudo e sua capa, Snape voltou a beijá-la com fervor. Ele a empurrou em direção aos armários de produtos de limpeza, fazendo alguns deles tombarem para o lado e caírem no chão.

 

As mãos do homem deslizaram por toda a extensão de suas costas até chegarem ao zíper da saia, que caiu aos seus pés quando aberta. Em um puxão, estourou os botões da camisa social branca que ela vestia, apenas para descobrir que estava sem sutiã. O Professor arfou quando mirou os seios medianos e mamilos rosados e ela deu um grito de surpresa quando sentiu o puxão em sua roupa e os botões indo ao chão.

 

– Bombons.. agora minha camisete... –  Ela comentou, mas pelo olhar faminto que ele dirigia para seus seios, ela tinha certeza que ele nem mesmo escutara, foi questão de segundos até sentir a língua quente contornando seus mamilos, eriçando-os ainda mais com o toque cálido. Snape não a despiu da camisa, deixou-a onde estava, aberta e amarrotada, envolvendo parte da pele alva de seu corpo.

 

Ele trilhou beijos pelo seu peito e colo, abaixando-se cada vez mais até ficar de joelhos. Ela sentiu os pelos de seu corpo eriçarem com o arrepio que sentiu com a trilha de beijos, e quanto mais ele descia mais o frio na sua barriga aumentava.

Sentiu ele emaranhar os dedos na renda branca e lhe retirar a calcinha. Agora, frente a frente com sua intimidade ainda molhada devido ao contato anterior, ele colocou uma de suas pernas sobre seu ombro, posicionando-a a fim de lhe dar total acesso a sua intimidade.

 

 Ela o olhava com expectativa, e quando ele passou a língua em seu ponto mais sensível ela fechou os olhos e inclinou sua cabeça para cima, seus dentes cravaram em seu lábio inferior, e o ar que seus pulmões puxaram foi totalmente audível. Ela levou uma mão até os cabelos dele, e jogou-os pra cima, segurando, dando-lhe uma excelente visão do homem trabalhando com sua língua nela, essa visão só fez para que Hermione sentisse ainda mais prazer, e se aproximasse mais de um orgasmo. Extasiado, o Professor demorou-se em alguns pontos específicos, sugando e lambendo, sentindo-a queimar em desejo e fervendo junto a ela.

– Severus.. – Chamou ela.

 

 Quando percebeu que ela dava sinais de atingir o próprio ápice, ele parou e ficou em pé. Mas essa atitude fez com que Hemione o olhasse com irritação por tê-la abandonado naquele momento.

 

- Ainda não, Ministra! -

 

– Pare de me chamar de Ministra! – Disse irritada.

 

Snape abriu a fivela do seu cinto de couro escuro e o zíper da calça em seguida, abaixando-a junto com a cueca. Seu membro saltou rígido em sua direção, ele voltou a se aproximar. Isso foi o suficiente para que o brilho de irritação fosse passageiro, assim como a distância entre eles.

A boca da mulher chegou a salivar quando viu o membro duro apontado para ela, estava prestes a agachar para senti-lo em sua boca quando foi segurada pelo homem na mesma posição em que estavam no elevador. Ele segurou ambas suas pernas, circundando-as em torno do próprio corpo enquanto guiava-se até sua entrada para, enfim, penetrá-la de uma única vez. Mais um gritinho saiu de sua garganta quando ele se enfiou inteiro nela.

 

Ele soltou o ar que mal havia percebido que estava prendendo quando seu membro foi envolvido pela intimidade úmida e quente da mulher. Sentiu todo seu corpo enrijecer e uma corrente de calor invadi-lo de fora para dentro, aquecendo-o. Os movimentos iniciaram calmos e firmes para que ela se adaptasse ao seu corpo, até adquirirem um ritmo frenético e constante, fazendo o temível Mestre de Poções perder-se entre os cachos castanhos que deslizavam pela curva do pescoço da bruxa.

 

A respiração dele estava diretamente em seu pescoço levando-a a loucura. Ciente da força dele, ela começou a se impulsionar para cima de forma que quando recuasse toda extensão do homem ficasse dentro dela, em um ângulo que atingia seu ponto G com precisão. Logo os suspiros abafados deram lugar a gemidos altos de prazer e palavras desconexas.

 

Snape pouco desprendeu o olhar da face na bruxa, queria mentalizar aquela memória, mesmo que o arrependimento que possivelmente viria a posteriori causasse uma certa sensação de aproveitamento da situação, este advindo de ambas as partes, obviamente.

 

Mas agora não queria pensar nisso, não quando mirava encantado a face rubra da mulher, maculada por alguns fios castanhos de cabelo que colavam sobre a fina camada de suor. Ela ressonava gemidos de prazer próximo ao seu rosto e aquilo era música para seus ouvidos.

 

 

 – Severus... eu quero..- Sem nem conseguir concluir a frase a mulher sentiu suas paredes se apertarem, e um formigamento atingir seus dedos dos pés, assim como uma pulsação em sua intimidade que a fazia se contorcer toda até que seus músculos relaxaram totalmente. O Professor diminuiu os movimentos quando se sentiu pressionado pelas paredes íntimas da mulher, esperando para que ela se recuperasse do esforço físico que a levara ao ápice, sentindo seu líquido transparente escorrer por toda a extensão do seu pênis. Ela parou por um instante e passou a língua entre seus lábios umedecendo-os, abriu seus olhos e olhou diretamente para os negros a sua frente. – .. gozar. – Concluiu ela e lhe dera um selinho nos lábios.

 

Hermione se desvencilhou, ficando em pé e de costas a ele. Ela empurrou o resto dos produtos que havia no armário para o chão, e tendo-o livre, apoiou seus antebraços nele, enquanto empinava sua bunda. Ela virou seu rosto e o olhou convidativamente.

 

Os orbes negros acompanharam-na atento enquanto se posicionava contra o outro armário, olhando-o sugestivamente. Snape não demorou para voltar para dentro dela, investindo com mais força e ferocidade à medida que aumentavam os gemidos e grunhidos dentro do cômodo apertado.

 

Esperava que o feitiço não tivesse limite de barulho para abafar. O choque entre seus corpos ecoava pelo recinto, acompanhando das espalmadas que o Professor volta e meia depositava contra o traseiro da mulher.

 

Snape pegou-a pelos cabelos e a puxou em sua direção, colando suas costas contra seu peito entrelaçando o outro braço entorno da sua cintura. Ele depositou uma mordida em seu ombro e aproximou o rosto de seu ouvido.

 

– Sabe por que insisto em chamá-la de “Ministra”? – disse respondendo a reclamação que ela havia feito há um bom tempo atrás. – Porque soa muito bem aos meus ouvidos relembrar que apesar de seu alto cargo, a Senhorita ainda é uma pervertida. O que diriam seus funcionários se soubessem o que faz pelos cantos do Ministério com um Professor mequetrefe? -

 

Ele gargalhou roucamente contra seu ouvido. Snape guiou uma das pernas da mulher sobre uma das prateleiras do armário, de modo que ficasse mais elevada da outra. Ele a penetrava profundamente e sem piedade, como se dependesse disso para viver, buscando o próprio alívio e relaxamento, que se aproximava cada vez mais.

 

Foram poucas as estocadas seguintes até que ele atingiu o próprio clímax, derramando-se dentro dela e praguejando algumas palavras fora do contexto. Hermione gemeu alto quando recebeu a última estocada que a contemplou com um líquido quente.

 

Ele apoiou o rosto em suas costas, recuperando a moleza que se acometeu em seu corpo, até que se retirou lentamente. Snape reajustou sua postura altiva e virou a mulher de frente, que sentiu o líquido escorrer por suas coxas, depositando um sutil beijo em seus lábios.

 

– Oras, pois me parece que o senhor Professor mequetrefe gostou muito de conhecer o armário de vassouras com a pervertida aqui... -

 

Ela cruzou os braços e levantou as sobrancelhas enquanto olhava para a cabeça do pênis dele, onde no centro, escorria um líquido perolado, evidência do que a pouco fora praticado. Ela piscou para ele e pegou sua varinha lhe lançando um feitiço de limpeza, olhou no chão procurando sua calcinha que estava enroscada no cabo de uma vassoura, ela riu e perguntou sem esperar resposta.

 

– Em que momento ela veio parar aqui? – Terminando de se vestir e virando-se para o homem, constatou que ele também já estava em seus trajes. Ela se aproximou e deu nele um beijo, onde lhe sugou o lábio inferior. – Obrigada... há muito queria isso. -

 

– Talvez devesse agradecer aos seus amiguinhos cabeças-de-cenoura pela oportunidade! –  Debochou.

 

Hermione caminhou até a porta, a abriu e olhou sorrateiramente para fora. Constatando que não havia ninguém ela segurou a porta aberta esperando que ele passasse. Snape fechou o último botão do sobretudo negro e a acompanhou pela saída. Ela rumou em direção à sua sala e ele ao elevador, mas antes que ela se distanciasse o bastante, o Professor a chamou.

 

– Hermione! – A mulher olhou para trás quando foi chamada e um sorriso se formou em seus lábios por ele ter feito o uso de seu primeiro nome. – As Poções que solicitou ficam prontas na próxima semana. Venha buscá-las em meu escritório pessoalmente.-

 

Ela assentiu enquanto ele erguia um canto da boca sugestivo. Em seguida as grades do elevador se fecharam.

 


Notas Finais


Espero que a leitura tenha sido agradável, obrigada por chegar até aqui.


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