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História Loki - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo 8


Um lugar com pouca luz, iluminado apenas nos balcões e mesas de poker, na verdade, repleto de mesas de poker. Sons dos baralhos, olhares sorrateiros, mulheres e homens bem vestidos. Não tão cheio quanto Nicolette imaginou, mas simples como Loki imaginou. 

– E o chefe? – disse Loki, com seu olhar preso a qualquer mesa de cartas. Mesmo que fosse de outro mundo, ele sabia o que fazer naquela mesa de idiotas. 

– Ele nunca fica aqui. – respondeu o outro menor. 

Nicolette não estava neste mundo, observando cada gota de bebida que descia da boca da garrafa de vidro que o bartender segurava. 

– O que ele disse pra fazer? 

Lee não soube o que dizer para a pergunta da nova iorquina, sua garganta arranhava e por segundos perdeu a fala.

– Misturar, aja como se fosse da laia. – aquilo deixou irmão de Thor na ingonita, talvez o homem não tivesse um plano concreto, nem soubesse o que estava falando, mas talvez, nem Casablanca soubesse.

– Ótimo, venha… – Loki sussurrou baixo e próximo ao lóbulo esquerdo da mesma, puxou seu braço com certa força, mas não que sentisse que a segurava. Olhou para trás diversas vezes para saber se Lee ainda os acompanhava – Eu acho que ele está te enganando.

– Como assim? Ele é um tapado, mal sabe o que pensa. – citou sobre o asiático, deixando de lado qualquer chance dele estar o fazendo realmente.

Loki bufou, ela não lhe dava ouvidos.

– Ele quer algo contra você.

– Loki, a única pessoa nesse momento que quer algo contra mim, é você. – finalizou, virou-se e seguiu em direção ao barman. O mais alto fechou o punho e cerrou os dentes com força, balançou a cabeça e seguiu outro caminho.

Sentou-se Nicole, na cadeira almofadada coberta de couro vermelho. Ficou fitando o cardápio de coquetéis, na qual a havia deixado de olhos brilhantes. Amava bebidas.

Mas antes de fazer o único pedido daquela noite, o bardenter lhe chamou.

– Para a senhorita. – disse frio com um olhar seco mas educado, entregando a bebida da mesma em cima da mesa de madeira. Uma taça achatada e com um líquido colorido dentro, cheio de gelo e limão. 

– Quem mandou isso? – perguntou-lhe da mesma forma que ouviu dele. O empregado apontou para uma mesa atrás de si, um homem na faixa de seus quarenta anos a encarava vez ou outra. O barman se virou para as garrafas e deixou Nicolette ali, sozinha devolvendo o olhar para o desconhecido.

A morena revirou os olhos com desprezo. Não tinha o costume de seduzir alguém, ainda mais desconhecidos. A única pessoa da qual ela queria tirar uma casquinha, estava chantageando-a.

Se levantou, com a taça em meio dos dedos, ficou de frente a mesa que o senhor estava sozinho.

– Esta bebida é boa, não é mesmo? – perguntou o mais velho, com sua camisa de social com dois botões abertos e seu olhar fosco. Tinha pouco cabelo, mas uma barba muito bem feita.

Não era feio, mas poderia ser um louco igual Lee.

– Não provei ainda, já que você quem me deu, deveria desfrutá-la primeiro. 

Ele riu fraco, empurrando a cerveja no copo para a mesma e tomando a taça de sua mão.

– Acha que envenenei? – o mesmo tomou um gole daquilo, e sorriu. Entregou novamente para ela e puxou sua cerveja no mesmo instante.

Nicolette continuava intrigada. Mas ele havia tomado na sua frente, não deveria temer. Então puxou uma cadeira e se sentiu de frente ao outro ali, fracamente ela sorria sem demonstrar estranheza. 

– Você entrou aqui com dois homens… Não é uma espiã, é? – o questionamento do homem foi bem direto e fácil de resolver. Aquele era o chefe, Lee deveria saber. Colocou os braços em cima da mesa, ergueu as sobrancelhas em desdém.

– Espiãs ainda existem? Que coisa antiga! – atravessou um gole da bebida e cruzou as pernas – Se fosse uma espiã estaria louca para seduzir pelo menos um daqui. Mas não estou, pelo contrário… não é senhor?

Mais um gole da bebida cruzou sua garganta.

– Não sei. O que lhe trouxe aqui? – perguntou.

Nicolette ergueu o dedo de sua mão esquerda e apontou para o asiático. Viu de longe ele conversar com alguns homens dali como grandes amigos.

– Aquele ali disse que conhecia um bar, nos trouxe pra cá. Queria saber porquê mas ele não abre a porra da boca, o senhor sabe por quê? 

O negro engrossou o tom e arranhou a garganta, seus lábios se fecharam num meio sorriso. Bebeu de sua cerveja outra vez, e questionou-o de novo.

– Nós? 

Ela assentiu logo depois de tomar o resto daquele líquido alcoólico azulado.

– Eu, ele, e aquele ali ó. – dessa vez apontou para Loki que estava sentada numa das mesas, jogando poker, e obviamente ele estava ganhando de todos presentes ali ao seu redor.

Ele, o desconhecido, espalmou a mão na mesa e sem querer encostou com a da nova iorquina, mas, ela continuava encarando Laufeyson.

– E você não acha tudo isso estranho? Essa aglomeração, eles visivelmente estão se sentindo em casa… Já conheciam isso?

Nicolette não soube o que responder, ficou nervosa de um segundo pro outro. A raiva estacionou seu cérebro e seu olhar parou em Loki, que para si, mais uma vez estava mentindo. Ele tinha um plano.

– Eu acho que o senhor faz perguntas demais. – seu tom mudou, seu foco era outro e já não era mais influenciada pelo homem dali, o chefe. 

– Eu sou o dono daqui, preciso conhecer quem entra. – afirmou, lhe dando quase uma resposta sincera, se não fosse pelo seu batucar na mesa, ele queria que Nicole foca-se em seus dedos na mesa de madeira, e não nas respostas.

– Se fizer mais perguntas vou estar achando que isso é uma sessão de terapia.

– Psicólogo gosta de mentes, eu gosto de dinheiro. – Ele se levantou e disse e pegou na mão da garota, selando os lábios nas costas de sua mão esquerda. Deu um boa noite para ela e saiu dali – Tudo que consumir é por minha conta, senhorita.

Nicolette esperou que ele se virasse para soltar um sorriso travesso ao ouvir aquela frase. Não sabia o motivo, mas seus sentimentos pareciam estar a flor da pele, tudo que sentia expressava em sua face ou fala. E a tal bebida nem era com um teor alto de álcool.

– Onde Lee se meteu? Aquele filho da puta me paga! – sussurrou novamente em direção ao bar, vendo de longe todo o local a sua volta, procurando o dito.

Seus pés a levaram até o bar, pedindo outra dose ao empregado.


[...]


– O que está fazendo!? Não deveria ter entrado aqui! – gritou o mais velho para Lee, fechando a porta de madeira do andar de cima com leveza para não soar barulho algum.

O asiático desbloqueou o smartphone na hora e entregou o celular na mão do chefe que antes estava assentado com Nicole.

– Ele disse que queria uma foto do cofre, onde fica. Tive que subir e dizer que a sala está trancada. Alguém poderia ver. – Lee respondeu pegando o celular novamente e guardando no bolso direito. Foi até a mesinha e ficou se apoiando ali.

O negro assentiu, logo mudando de assunto enquanto acreditava em Lee.

– Ela é a filha do Casablanca? É mais gostosa que pensei. É inteligente também não vai ser fácil. – disse em paralelo, franzindo o cenho com força. Engoliu seco, Lee saiu do lugar e foi até o mesmo, tocando em seu ombro e entregando um diamante.

– O problema não é a Nicolette, ela só precisa gostar de você e acreditar que você é uma boa pessoa. O problema é com o cara que fica no pé dela. – prosseguiu, pegando um saquinho branco cheio de diamantes mínimos para o mais velho.

Ele sorriu abertamente, vendo o diamante brilhar em meio a luz da sala, no teto.

– Eu vi, ele está jogando. Tem uns caras aqui que podem apagar ele. Só precisa me dar o triplo disso aqui. 

Lee negou com a cabeça.

– Não. Tem que ser anônimo, algo como fogo, explosão. Sem explicação ou pistas de homicídio. – concluiu, elevando ainda mais o plano de matar o filho de Odin. Para os dois ali, ele era o problema, e para acabar com o problema, queimariam Loki vivo.

– Ótimo. Me dê o triplo da mesma forma, já que vou ter que apagá-lo.


[...]


– Venci! Outra vez! – Loki gritou contra os homens a sua frente. Havia ganho mais de dez vezes em menos de quarenta minutos, já era um cara rico, já podia se bajular o quanto quisesse. 

Os milionários chegavam a tremer os dedos, molhando os lábios para que secassem novamente. Seus olhos demonstravam medo.

– Não temos mais o que jogar! Só se eu colocar meu marido! – um deles disse, se levantando da mesa e entregando um bolo de dinheiro antes de se virar e sair do bar.

Loki estava sorrindo feliz.

– Chega pra mim hoje, perdi mais do que devia. – outro afirmou, fazendo o mesmo que o outro. 

Já não havia mais ninguém ali com o trapaceiro. Ele pegou todo o dinheiro vivo que tinha em cima da mesa, colocando tudo debaixo do terno.

Também haviam anéis ali, os homens que estavam jogando com si eram realmente loucos por ter colocado quase tudo. Mas era uma perda de tempo jogar com fichas, então só tinham dinheiro vivo. Loki ficou ainda mais feliz por ter enganado eles e ganho muitas vezes mais o dinheiro que pegou escondido de Nicolette. 

Hoje, ele poderia viver em paz sem seus gritos.

Colocou os anéis nos dedos e bolsos, mudou a visão do que queria, viu Nicole de pé com suas bochechas vermelhas e um sorriso largo para o barman que parecia estar dando a maior corda.

Corroeu uma dor na espinha por dois segundos, ele negou mentalmente e tentou mudar o caminho para algumas mulheres no andar de cima, mas olhou para trás e continuou vendo a mesma coisa.

Cerrou o punho e foi até ela. Arrumando o terno como se estivesse gostando de vestir aquilo. Levantou um olhar enjoativo para a menor, fitando-a enquanto bebia uma cerveja dentro do copo. 

– Você não disse que não iria se embebedar? – perguntou sorrindo, mas outra semicerrou as orbes e tocou no ombro do mesmo com força.

O barman continuou ali, diante os falsos olhares que Nicole lhe deu, não deveriam ser aceitos já que ela estava claramente bêbada. Pelo menos seu perfume americano cobriu o odor de álcool.

Loki rangeu levemente para o empregado, que engoliu seco o acontecido, com medo de lhe acontecer algo. Saiu dali às pressas, deixando-a sozinha com o trapaceiro.

– Eu nunca bebo! É chato ficar sóbria todo dia! – disse, dando outro gole na cerveja amarela e cheia de espuma. Laufeyson negou, retirando a cena de seu cérebro, era muito melhor a cena da mesma seminua a sua frente do que a com um olhar caído de bêbada.

Puxou o copo da mesma e o colocou no balcão de madeira, puxando seu braço num aperto seguro, fazendo-a se sentar num dos bancos dali.

Mas ela apenas continuava lhe olhando como se fosse um objeto precioso, Nicolette estava lhe encarando com persistência, e isso lhe rendeu várias perguntas uma seguida da outra. Ninguém nunca lhe olhou daquele jeito, talvez fosse porque estava sendo levada pelo álcool.

– O que foi? – questionou, colocou uma das mãos na mesa ao lado, apoiando-a enquanto pedia um copo d'água ao barman.

A nova iorquina deitou a testa no ombro que estava apoiando, de cabeça baixo, ele não conseguiu ouvi-la direito, então adiantou e pegou o copo de mão do outro a sua frente. Iria entregá-lo a mesma. Abaixou a cabeça também, suficiente para ela perceber o ato e encostar os lábios na orelha do Deus nórdico.

– Se você chegar mais perto… 

Mas Loki apenas ouviu murmuros, Nicole misturava as palavras, e isso irritou ela, irritou quando Loki soltou um "anh?".

– Se toda vez que beber, você chegar perto assim, eu vou estocar minha casa com cerveja. 

Não pôde conter uma risada falha sendo solta pelo seu semblante. Continuou ali, esperando que ela se levantasse.

– Você nem viu o tempo que passou por aqui… Está tarde. – afirmou o irmão de Thor sussurrando no mesmo tom da moça, queria que ela saísse de seu ombro, por um momento, não sabia lidar com aquele tipo de situação, era estranho ficar com alguém deitado no seu ombro sem que estivesse morrendo.

– Já pegou toda a grana deles? – perguntou balbuciando as palavras, esticou o braço um pouco para trás, tentando puxar o copo que Loki havia tirado de sua mão. Mas ele previa isso. Ouviu sua pergunta e engoliu seco, ele não queria dar um real para ela, não por raiva, mas por saber que ela tinha muito mais dinheiro guardado.

– Suficiente. E você, já não ingeriu álcool demais? – seu questionamento direto para uma bêbada como Nicolette estava, não adiantaria de nada já que ela mal entendia o que ele falava. 

– Vá cuidar da sua vida. – terminou e levantou o rosto com brutalidade, raspando sua boca rapidamente ao pé da orelha do moreno, no momento, o outro se manteve em arrepios rápidos.

Loki endireitou a coluna, ainda segurando na borda do balcão, olhando-a nos olhos antes de ouvir passos perto de si.

Lee estava próximo, ofegante como se estivesse correndo, talvez pq ele realmente correu de pessoas. Ou não. 

– Está se divertindo princesa? – veio ele sorrindo com os olhos, de frente para os dois ali.

Nicolette puxou o copo por cima do braço de Loki, tomou tudo num gole só, se levantou. Nicole não gostava dele, e mesmo que estivesse sendo levada pelo álcool, ela ainda o odiaria. 

– O que você foi fazer no andar de cima? – perguntou o mais alto, encarando o outro com desprezo, e até um pouco de determinação, sabia que era sim mau caráter. Sabia reconhecer um.

Lee engasgou com a própria saliva, procurando um alvo para olhar a não ser Loki.

– Nicole queria saber do chefe, fui procurar. – Respondeu arisco, carregado de sarcasmo, fez um sinal com as duas mãos como se soubesse qualquer coisa, balançou os ombros, esticou a mão para a nova iorquina que apenas abaixou-a.

– O chefe daqui é gato – sussurrou baixo demais, mas os dois conseguiram a ouvir, repetiu mais uma vez – muito gato mesmo.

Não se podia medir as palavras da garota, tudo que dizia passava pela sua mente, mas ela não conseguia explicar. Não tinha bebido tanto, tinha alguma coisa estranha naquelas bebida, ou "naquela" bebida.

– Eu quero ir embora. – falou segurando a manga do trapaceiro.

– Você está se sentindo bem? – perguntou, mas ela não o respondeu, negou com a cabeça e rumou até a porta, afastada dos dois homens, tentando ser o mais coordenada possível.


[...]


– Eu 'tô' tonta, espera. – disse em paralelo, ouvindo o deus fechar a porta com brutalidade, se sentou no sofá e aportou sua cabeça nas duas mãos, jogando todo seu peso em cima dos cotovelos nas coxas. 

Parecia que estava numa bola gigante que vez ou outra resolvia girar. Loki cruzou os braços ao lado da mesma, vendo Lee ir até a cozinha da moça e pegando um copo de água para ela. 

– Nicole, beba isso. 

Em um pulo, ela tomou toda a água gelada do copo que o dito havia entregue. Piscou algumas vezes, tentando falhamente olhar para a lâmpada no teto, caiu novamente aos cotovelos. 

– Ótimo, pode ir, já fez demais. – não era de muitas palavras, não com outros trapaceiros como si, ainda mais, antiquados em enganar uma moça. Fez um sinal para que Lee saísse da casa da morena, esperando que ele realmente o fizesse. O que não aconteceu.

– E deixar você aqui sozinho com ela? Não confio em gente como você. – estava parado apoiado no sofá, cada vez se aproximando mais da garota. 

Loki rangeu os dentes, forçando o maxilar. Sorriu.

– Nicolette, minha querida, não é melhor eu ficar? – seu tom charmoso e meloso só fazia a menina se sentir ainda mais irritada. Nunca soube de onde tirou tanto ranço daquele homem, podia ser culpa de Casablanca. 

A contrabandista ergueu os olhos lentamente, molhou os lábios e os entreabriu.

– É sério Lee, por favor…

Precisou apenas de um minuto para o asiático entender que ela não o queria dentro da própria casa, não se sentia bem perto daquele homem, alguém que não transparecia verdade.

Chegou perto do mentiroso e apontou o dedo para ele, com raiva da situação.

– Isto é culpa sua, eu ainda vou foder com essa sua vida. – um cochicho, fez o outro soltar uma risada perversa, desafiando-o. Lee saiu batendo o pé e a porta, colocando o copo de vidro com força na mesinha, rachando-o.

Laufeyson riu alto, trancou a porta na intenção do contrabandista não voltar para a residência de Nicolette. Jogou a chave onde a via jogar, na mesinha. 

Estava subindo as escadas e a largando ali, sem ligar muito para o que ela iria fazer. Não entendia nem como ele estava se comportando tão confortável numa casa de estranhos, de humanos.

Nicole talvez fosse uma bruxa.

Parou depois de subir dois degraus, virou um pouco o rosto e a viu em escanteio, fixando seu olhar nela, e imaginando o que a deixou daquela forma. 

Viu a mesma conversando com um homem, apenas isso, depois, ela estava no bar. Loki descartou a ideia de alguém tê-la drogado, ele não queria saber disto, o melhor e mais ciente foi ter pensado que ela estava bêbada.

Mas nenhum bêbado água daquele jeito. Na verdades bêbados não agiam.

– Não consigo subir com você agindo desta forma. – soltou, e desceu novamente, de frente para Nicole, agora ele se manteve calado e com um ar zangado por não saber o que estava acontecendo.

Mas por força do que ela estava sentindo, se levantou e o respondeu com fôlego forte e alto.

– Não precisa ficar com essa cara, eu vou subir e tomar um banho. – afirmou, seus olhos pareciam tremer, assim como seus braços, e mesmo assim, ela forçou a andar mas Loki a segurou quando viu--a escorregando e praticamente caindo direto aos chãos.

Segurava pelo seu braço esquerdo, fazendo-a se equilibrar no corpo do trapaceiro, segurando o terno que ele vestia.

Piscou algumas vezes e tocou ainda mais no terno dele, passando a os dedos desde os botões até a gola, até mesmo arranhando o pescoço.

Ela sussurrava alguma coisa indecifrável. Uma única palavra sempre.

Laufeyson ainda a segurava com força, para que não caísse novamente. Mas a visão da garota estava turva, e em pleno segundos ela o encarou com os olhos marejados, segurando-o pelos ombros…

Não tinham palavras saindo de suas bocas, ela estava cada vez mais perto, e o outro ao mesmo tempo que se perdeu dentro de si, não queria. Ela estava estranha.

Os segundos foram se fechando. Parecia cada vez menor aquele espaço, ele se tornava sério, silencioso e escuro. Loki não conseguiu soltá-la, arrastou a mão até as costas da mulher, se perdendo ainda mais. Por que não conseguia largar?

Nicolette não estava aqui mais. Neste momento, estava focada em se prender ainda mais nos lábios do Deus da trapaça. Seu beijo era lento, e um tanto quente, ele previa cada passo da moça, mordendo os lábios dela.



Notas Finais


Postei e sai correndo


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