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História Lolita - Capítulo 2


Escrita por: e cheentos


Notas do Autor


Oi oi

Demorou, mas aqui está o capítulo
Tinha dado 2.400 palavras, porém fui carregar o negocio e vi que deu menos que isso e ia até escrever mais coisa, mas deixei assim mesmo

Boa Leitura.

Capítulo 2 - Due - Two


Sehun suspirou, olhando a pilha de papéis em cima da mesa do pai.

— Ele acha que ficar me enchendo de papéis vai despertar algum tipo de vontade mágica de assumir tudo? — riu nasalmente

Tirou seus airpods do bolso de seu terno feito sob medida e conectou em seu celular. Sorriu fraquinho quando escutou a melodia contagiante com a voz de Justin Timberlake em Can't stop the feeling! Moveu o quadril num rebolado leve e andou pela enorme sala vazia, silabando com os lábios a letra da música, e pegou os papéis, se preparando para o refrão.

Nothing I can see but you when you dance, dance, dance. — cantou usando as folhas de contrato em suas mãos como microfone e se virou para a janela como se ela fosse sua plateia e o escritório seu palco.

Bateu palma e se inclinou para mover seu quadril levemente, podendo sentir a luz do sol invadindo a janela como se fosse seu refletor, e então se preparou para dar um giro, como parte de sua coreografia improvisada, mas quando se virou, paralisou no lugar, arregalando os olhos quando viu o enorme sorriso bonito do outro ali, se segurando para não cair na risada. Rapidamente tirou os fones, morrendo de vergonha por ter sido pego em flagrante em um de seus momentos mais únicos. Coçou a garganta, ainda sem jeito, e tudo pareceu ficar pior quando ouviu a risada do homem ali na porta.

  Inferno, até a risada desse filho da puta era gostosa?!

— Me desculpe, eu deveria ter batido novamente. — o mais alto dali falou, colocando a mão em frente a boca, ainda rindo do outro. Viu a cara feia que o mais novo fez e ergueu a outra mão, mostrando a pasta — Eu vim trazer para o seu pai, mas não achei que iria presenciar um show ao abrir a porta, me desculpe — fechou os olhos, se escorando no batente da porta, rindo.

Sehun suspirou, ainda envergonhado e passou as mãos na calça social clara que usava. Passou a língua sob os lábios finos e coçou a garganta fracamente, e então de novo, agora ganhando a atenção do moreno a sua frente, que secava uma lágrima no canto do olho.

— Pode deixar a pasta comigo, eu vou entregar para ele quando sair da reunião — falou parado em frente a grande mesa onde seu pai administrava tudo e tentou manter uma pose que não ferisse ainda mais sua dignidade.

Seu rosto parecia neutro por fora, mas por dentro estava surtando, surtando de vergonha, ainda mais por ter sido pego por… por aquele homem! O viu olhar para sua mão estendida e entrou na sala, deixando que a porta atrás de si se fechasse e viesse até sua direção. Poderia ser crime o fato de até andar ele continuar sendo perfeito. Kris continuou em passos lentos até que estivesse em uma distância razoável de Sehun. 

Wu passou a língua nos lábios quando encarou o garoto em sua frente e não se conteve em se aproximar mais, e mais, podendo ver o outro ficar cada vez mais nervoso, mas não demonstrava com suas expressões, e sim com as pequenas mudanças que seu corpo demonstrava, e… porra, que corpo maravilhoso! tendo de brinde o rosto angelical que com certeza tinha sido esculpido pelos mais belos artistas de seres superiores, se é que acreditasse em algum, mas, se houvesse, teria certeza que Sehun teria sido a mais bela obra.

Quando se deu conta, estava extremamente perto do Oh, vendo o mesmo prender a respiração e travar o maxilar pela proximidade repentina e seu cérebro pareceu dar um pane quando Yifan se inclinou. Sehun arregalou os olhos quando viu as ações do outro e sentiu seu corpo inteiro travar quando a mão grande tocou sua cintura, o fazendo dar dois passos para trás até que sentisse seu traseiro encostar na borda da mesa, tendo praticamente o corpo do novo sócio de seu pai quase grudado ao seu. Seu estava rosto quente, assim como onde Wu tocava com firmeza, piscou rapidamente quando viu o rosto dele em frente ao seu, e percorreu seu olhar até a boca dele.

Inconscientemente molhou seus lábios quando ele fez o mesmo e engoliu seco, notando o quanto os lábios eram bem desenhados, num tom rosa escuro mais bonito que o Oh já tinha visto. Sentiu a respiração morna do outro bater contra seu rosto e quando se deu conta, já estava de olhos fechados, aproximando ainda mais seu rosto para perto. Por um segundo sentiu a pontinha do nariz do sócio roçar levemente contra o seu próprio, mas sabia que a vida não era nem um pouco perfeita para o seu lado, e nunca teve tanta certeza assim como agora, quando notou que o que esperava não iria chegar. Abriu os olhos e encontrou o homem parado em sua frente, ainda numa distância absurda de perto, mas não inclinado como antes, quase o beijando.

Viu aquele sorriso presunçoso pairando sob os lábios bonitos e quis morrer quando ouviu a voz rouca. — A pasta está na mesa.

Sehun virou o rosto e viu a pasta posta na mesa atrás de si. Se xingou mentalmente por realmente estar esperando algo. Onde estaria com a cabeça? Beijar o sócio de seu pai extremamente autoritário e ainda por cima… homofóbico? Não! Definitivamente isso não iria acontecer, não ali, não agora, não com aquele maldito homem lindo. Nem tinha certeza se o outro não estava fazendo isso por diversão, porque qualquer um que olhasse bem para suas expressões corporais, por mais que fossem neutras e reservadas, saberia que Oh Sehun era gay.

Todos menos seu próprio pai. E queria que continuasse assim, pois não queria enfrentar o ódio de Siwon naquele momento de sua vida, ainda mais por ser tão dependente dele.

Desviou seus pensamentos de volta para o que estava acontecendo naquele momento e quando pareceu que o outro iria falar mais alguma coisa, vozes altas, acompanhadas de risadas se fizeram presentes, fazendo os dois dentro da sala se afastarem rapidamente.

— A reunião foi melhor do que esperávamos! — Sehun ouviu o pai dizer enquanto abria a porta, e viu o sorriso do homem quando os viu ali — Ah, Sehun, Kris, eu estava atrás de vocês. — falou contente entrando na sala junto de mais alguns sócios e viu Wu arrumar a gravata vermelha que usava, parecendo um pouco nervoso. — Está tudo bem, Wu?

— Hm? Ah! Sim, sim. Eu estou bem, é só um pequeno mal estar. — desconversou e limpou a garganta. — Me desculpe por não chegar a tempo para participar da reunião, tive uns imprevistos durante o caminho, acabei esquecendo dos documentos e voltei para buscar. — mentiu na cara dura. Obviamente não tinha esquecido os documentos que eram de extrema importância para si, mas não iria dizer que demorou pois ficou provocando o filho lindo de seu sócio.

— Não se preocupe com isso, a reunião ainda não acabou, apenas demos uma pequena pausa, pois a mulher de um dos nossos sócios não parava de ligar e precisamos adiar para daqui a pouco. — disse rindo junto de um dos homens que estavam ao seu lado, Kris apenas assentiu em silêncio e arrumou a postura — Sehun, aproveitando que você está aqui, posso falar com você um pouquinho? — Sehun engoliu em seco e assentiu, abaixando a cabeça em seguida.

Entendendo o recado, os homens se retiraram da sala deixando á sós pai e filho, Kris deu uma última olhada para trás e ao ver que o menor o encarava também, deu uma piscadela para o mesmo antes de sair da sala e fechar a porta.

— É algo importante, pai? — Sehun perguntou tentando agir o mais natural possível.

— Na verdade é sim, meu filho. — sorriu pequeno tentando acalmar o mais novo, mas não funcionou, aquilo o deixou mais nervoso ainda. — A reunião vai começar daqui a pouco e quero que dessa vez você compareça comigo.

— C-como assim?

— Como você será o novo dono disso tudo, quero que comece a comparecer às reuniões comigo, assim com o tempo você já vai se acostumando a essa rotina e pegará o jeito dos negócios em breve. — disse simples e sorriu para o filho que continuava incrédulocom as palavras desferidas.

— Eu não quero. — Sehun disse com a voz calma, porém em um tom birrento que seu pai conhecia muito bem e cruzou os braços, Siwon respirou fundo tentando manter a calma e dessa vez forçou um sorriso para encarar seu filho.

— Sehun, nós já conversamos sobre isso. Eu jamais deixaria a chefia dos negócios nas mãos de algum estranho. — Sehun ouviu seu progenitor dizer com calma, ou o que deveria ser calma. — Nós da família Oh estamos com a empresa em ativa a vários e vários anos. Meu bisavô foi quem a criou, e então seu sucessor foi meu avô, que logo passou para meu pai, e ah! Veja que surpresa, que se passou para mim, e agora irei passar para meu filho, o único que fui capaz de colocar no mundo.

— Até porque se ficasse mais em casa, com certeza eu teria mais irmãos. — o Oh mais novo falou baixo, para si mesmo.

— Disse alguma coisa? — perguntou sério virando para o mais novo que arregalou os olhos de leve e negou rapidamente.

— Não, nada, estava apenas pensando alto. — murmurou e respirou fundo descruzando os braços. – Pai, eu só queria que você entendesse, eu sou a ultima pessoa no mundo que você deveria confiar sua empresa. — disse sério.

— E porque acha isso? — deu uma risadinha sem graça, porém Sehun continuava sério.

— Eu levaria essa empresa a falência na primeira semana administrando, não levo jeito para esse tipo de coisa, e-mails para ler, montanhas de documentos e contratos para assinar, você acha que eu nasci pra fazer isso?

— Quando eu tinha a sua idade eu também pensava assim, não levava o menor jeito para esse tipo de coisa, mas com o tempo fui me acostumando e olha só onde estou. — foi até o centro da sala e abriu os braços para que Sehun olhasse em volta, conseguindo apenas arrancar um suspiro tedioso e cansado do "garoto". — Sehun, ninguém nasce sabendo, por isso quero que me acompanhe nas reuniões, quem sabe assim você se acostume mais rápido.

— Mas, pai...

— Sehun, eu assumi a empresa sem ter nenhum auxilio. Seu avô morreu de repente, deixando a empresa dele para mim. — Sehun ficou em silencio e ouviu o suspiro de seu pai — Eu nem sequer entendia o que eles falavam nas reuniões, eu era um garotinho perdido no meio daqueles homens sérios que falavam palavras difíceis, então aproveite que estou aqui com você e quero te ajudar para que não tenha tanta dificuldade.

— Pai, eu não quero assumir a empresa e passar o resto da minha vida presa a ela igual a você, eu queria seguir meu sonho.

— Que sonho, Sehun? — perguntou um pouco alto e com a voz mais rouca, Sehun se encolheu e mordeu o lábio inferior em nervosismo. — Não me diga que está querendo fazer balé junto com as menininhas, pensei que essa fase tivesse passado a muitos anos, Sehun! — Sehun engoliu em seco ouvindo as palavras duras e extremamente preconceituosas do mais velho. — Ponha-se no seu lugar, você  já é um homem bem crescidinho e querendo ou não, vai administrar essa empresa quando eu me aposentar.

— Eu sempre quis dançar, por que é tão difícil para você entender isso? — criou coragem para perguntar.

— Eu não criei meu filho para agir feito um viadinho dançarino, eu criei para ser um homem de verdade. — Sehun mordeu o interior da bochecha com força segurando a vontade avassaladora de chorar enquanto apenas o ouvia, podendo sentir o gosto levemente metálico se espalhando em seu paladar, devido ao corte que seus dentes haviam feito em sua bochecha. — Acha mesmo que eu pagaria uma faculdade de dança para você? Nem que eu estivesse louco. — riu em escárnio, já nem ligava mais para o que falava, se estava ou não magoando o filho. — Você vai comigo na reunião, e fim de papo. — disse por ultimo saindo da sala deixando seu único filho sozinho.

Sehun passou a mão pelo rosto tentando limpar qualquer resquício se quer de lágrimas, mas ao fazer isso foi que começou a chorar mesmo, sentindo seu coração se apertar com força intensificando ainda mais sua dor e soltou um soluço durante o choro enquanto tentava abafar com a mão na boca, escondeu o rosto nas mãos e se deixou chorar para tirar aquela dor ardente do peito.

Do lado de fora daquela sala, Kris assistia tudo da porta, sua vontade era de entrar e abraçar o mais novo com força, deixá-lo chorar em seu ombro para extravasar a dor, mas não podia fazer isso de repente, ia contra todos os seus princípios, então apenas suspirou e saiu dali para não só o seu próprio bem, mas sim também para o bem de Sehun, que neste momento a última coisa que precisaria era de mais palavras maldosas em sua vida.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e perdoem os erros
Vai ser revisado ainda

Até a próxima.

<~Bjokas~>


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