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História Lolita - Capítulo 6


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Notas do Autor


Desculpa a demora gente! Muitos trabalhos da faculdade kkkk
Capítulos 11 e 12.
Boa leitura!!

Capítulo 6 - V - Salted Wound


Fanfic / Fanfiction Lolita - Capítulo 6 - V - Salted Wound

 

 

Uma flutuação entrou no caminho

Você é o sentimento, eu sempre soube disso

Arrisque, não era o que você esperava

Pegue minha mão e não solte

 

 Salted Wound – Sia

 

 

Nova York, Nova York

Segunda-feira, 9 de maio

 A luz suave do sol da manhã invadia o quarto pelas janelas. A iluminação natural banhava o quarto dando bom dia aos dois. Dormiram abraçados a noite toda. Michael já havia despertado, mas não queria sair dali, não queria se desgrudar do corpo quente da menina. Ele abraçava Olivia pela cintura. O corpo dela estava encolhido. Os fios loiros faziam cócegas no pescoço dele que se continha em segurar a risada.

A garota se remexia hora ou outra, mas não acordava. Para Michael, ele poderia ficar ali para o resto da vida, não ligaria de jeito nenhum.

Ele beijou seu ombro coberto. Subiu para o pescoço. Depois o maxilar... A menina sorriu sem mostrar os dentes. A mão delicada encontrou a dele que segurava sua cintura e entrelaçaram os dedos.

-Faz quanto tempo que está acordado?

-Algumas horas eu acredito.

-E não me acordou por quê?

-Não quis.

Ela se virou ficando de frente para ele.

-Quais são seus planos para hoje?

-Central Park e museu.

A menina deu um pulo sentando-se na cama.

-E o que estamos esperando aqui ainda?

Ela se levantou correndo em direção as malas que estavam no banheiro. Separou uma roupa leve, vestiu-se e penteou os cabelos. Escovou os dentes e passou perfume. Encarou-se no espelho por alguns segundos e voltou para o quarto. Michael ainda estava estirado na cama.

-Não se mexeu ainda?

Ele levantou a cabeça.

-Já está trocada? – se endireitou – Achei que fosse demorar mais do que... Cinco minutos. Como conseguiu ficar pronta em cinco minutos?

-Eu estou em Nova York...

-Você não pensa assim quando tem que ir pra escola.

-Nem me fale de escola, por favor!

Ele riu se levantando da cama preguiçoso e caminhou até o banheiro. Em alguns minutos saiu vestido e cheirando ao famoso perfume que Olivia adorava.

-Não esqueça a câmera! – alertou a menina que abria a porta do quarto.

-Claro que não, é a peça mais importante do dia!

-Será que ainda estão servindo café?

-Claro que estão... Ainda são dez horas.

-Ainda bem porque estou morrendo de fome.

Acionaram o elevador.

-Estou louca para comer panquecas e bacon e ovos e bolo e waffles e...

-Calma Olivia! Não vai se entalar em comida e depois não conseguir aproveitar o passeio porque a barriga está cheia...

-Querido, eu estou em Nova York, eu jamais usaria essa desculpa...

A porta do elevador abriu e Olivia saiu rindo do mesmo. Seguiram direto para o restaurante do hotel.

Um amplo espaço decorado minuciosamente desde o teto rebaixado com luzes LED iluminando apenas pontos específicos até as mesas com talheres de prata postos ao lado de pratos com detalhes em verde escuro e dourado. Alguns lustres de cristal também faziam parte da decoração. O carpete e as cortinas em tom de vinho davam ao local um ar aconchegante e de acolhimento.

Algumas pessoas se serviam no Buffet, outras comiam quietas nas bancadas, outras se divertiam à mesa com a família, outras usando terno e conversando baixo, outras aproveitando a lua de mel...

-Olivia você realmente vai comer isso tudo? – disse Michael sentando-se a mesa que Olivia havia escolhido: perto da janela e ao lado do Buffet.

A menina o encarou com a boca cheia de bolo.

-Claro que vou – e deu mais uma garfada. Ainda havia quatro panquecas com mel e manteiga, um pão com queijo quente, ovos mexidos, bacon crocante e dois waffles.

-Você não vai comer tudo isso – Michael pegou uma panqueca.

-Não vale roubar minhas panquecas!

-Estou te ajudando a comer, criatura. Eu conheço você, vai acabar passando mal no meio do caminho.

-Eu já disse que não vou.

-Vou fingir que acredito...

 

Dia 9 de maio – de manhã Central Park (passeio no zoológico); almoço no Café Boulud (próximo ao parque); de tarde Metropolitan Museum; noite livre.

 

-Olivia vire de costas – gesticulou o movimento com os dedos livres.

-Assim? – perguntou se virando.

-Isso – posicionou a câmera, deu foco e esperou o momento certo... Deu 2 clicks – Essa deve ter ficado ótima.

-Porque “deve”? Claro que ficou ótima – disse se aproximando.

-Que tal uma foto naquele banco de madeira?

Estavam numa sessão de fotos no zoológico do Central Park há mais de duas horas. Já haviam andado um pouco pelo complexo, mas logo depois decidiram que seria mais produtivo tirar fotos para o álbum de Olivia enquanto o sol estava colaborando e a movimentação de pessoas pelo parque também.

Tiraram fotos no gramado, depois no meio das árvores, depois no meio das pessoas e por fim estavam ali, num local do parque onde havia poucas árvores, um grande tapete verde e ao fundo milhares de arranha-céus, contrastando completamente o ar paradisíaco e bucólico que o parque transmitia. Era um cenário um pouco cliché, já que todos que vão à NYC tiram fotos ali, mas Olivia não se importava, era uma recordação para o resto da vida.

As fotos com os animais do parque foram tiradas pelo celular do Michael. Investiram em selfies fofas com os leões e as girafas, os dois animais preferidos de Olivia. Também pediram para desconhecidos fotografarem os dois. Conseguiram tirar mais de trinta fotos sem repetições.

Olivia sentou-se no banco de madeira com as pernas postas uma acima da outra. Colocou as mãos no joelho e sorriu espontânea.

-Essa pose não combina nada com o que está vestindo... Ou com você – disse Michael tentando achar algum direcionamento para a foto, mas estava difícil. A pose não ajudava, o banco não ajudava e o sorriso da menina havia desaparecido.

-O que você sugere então?

-Cruze as pernas... Pernas de índio.

-Ok – ela o fez – E agora?

-Faça um coque em seus cabelos.

A menina deu de ombros e assentiu levando os dois braços até a cabeça. Com os dedos, pegou todo o cabelo e começou a enrola-lo. Depois prendeu fazendo um “nó” com os fios no topo da cabeça.

-Desse jeito?

-Adorei as fotos – disse Michael olhando para o visor da câmera.

-Ué? Já tirou as fotos?

-Tirei fotos suas amarrando seu cabelo.

-Ah! – levantou-se do banco e se aproximou – Posso ver?

-Depois mostro todas... Vamos dar mais uma volta, sei que tem um lago aqui por perto.

-O lago ficou pra trás Michael.

-Sério? – encarou a menina.

-Você tirou fotos minhas no lago... Tinha até patos lá e você sabe que eu odeio patos!

-Acho que preciso de mais café... Que tal um lanche? E depois vamos ao museu.

-Ainda vamos ao museu? – a menina se entusiasmou.

-Claro que vamos... Eu disse isso pra você de manhã.

-Eu... – ela coçou a cabeça – Eu não me lembro, mas também não esqueci.

-Isso foi confuso...– Michael deixou a câmera pendurada no pescoço e abraçou os ombros da menina – Vamos comer alguma coisa... Só preciso me localizar – disse olhando de um lado para o outro.

-Pra sair do zoo é só seguir as placas.

-O problema é sair do zoo pelo lado errado...

-Não existe lado errado!

Michael sabia que o café onde planejava fazer um lanche com Olivia ficava em uma das ruas que davam acesso à 5th Avenue. Se saísse pelo lado errado do parque poderiam cair no Upper West Side, do lado oeste do parque, bem longe de onde pretendia levar a menina para um lanche da tarde.

-Espera aqui, vou perguntar pra alguém.

Olivia viu Michael se afastando e indo falar com uma mulher que carregava um carrinho de bebê. A moça sorria, mas não parecia demonstrar interesse, segundo Olivia. Está com um carrinho de bebê então provavelmente é casada. Viu Michael tirando algum papel do bolso e mostrando à mulher, depois virou-se para a menina e a mulher fez o mesmo acenando para Olivia. Ela sorriu e acenou de volta. Michael guardou o papel no bolso e pegou o celular...

-Ei!

A menina se virou sentindo alguém cutucar seu ombro.

-Oi... – era um garoto. Moreno, porte atlético, um pouco alto, algumas poucas espinhas no rosto e um sorriso meigo. Olhos e cabelos castanhos. Parecia latino – Tudo bem? Sou Fernando – disse esticando a mão.

A menina sorriu amarelo e o cumprimentou.

-Oi... Quem é você?

-Eu te vi no St. Regis.

-Também está hospedado lá? – Olivia sorriu.

-Estou... Com a minha família, estamos passando as férias aqui.

-Ah, jura? Eu também estou... Desculpe-me a falta de educação, meu nome é Olivia.

-Olivia – disse ele pausadamente.

-Ok então... – ela olhou para os lados sem graça.

-Eu vi você com um cara... É seu pai?

A menina respirou fundo apertando os lábios.

Urrrgh, como eu odeio isso.

-É – respondeu hesitante – Por quê?

-Pais divorciados?

-Não...

-Relaxa, os meus também são. Meu “pai” – gesticulou os dedos – na verdade é meu padrasto.

-Não, meus pais morreram... Sou adotada.

-Isso é sério? Desculpe-me – o garoto tocou o ombro de Olivia que imediatamente se afastou.

-Tudo bem, eu...

-Olivia, algum problema? – disse Michael se aproximando e encarando o menino.

-Não – virou-se para Michael – Está tudo bem, esse é o Fernando, está hospedado no St. Regis também junto com a família.

-Vejo que fez amigos então.

-É – contestou relutante – Nos vemos por ai Fernando.

-É um prazer conhece-lo... – disse o garoto. Tinha quase a mesma altura que Michael.

-Michael – sorriu de canto apertando a mão do menino com certa força.

-Nos vemos por ai Olivia – sorriu para a menina e se afastou indo em direção a um grupo de pessoas que tiravam fotos por ali. Deve ser a família, pensou a menina.

-Ele está no St. Regis também?

-Eu já respondi essa pergunta... Vamos comer? Sabe como sair do parque agora?

Michael deu de ombros e pegou a mão da menina.

-Vem, a saída do parque é por ali.

A garota cravou os pés no chão.

-Não saio daqui sem antes... – engoliu seco quando Michael a encarou com as sobrancelhas arqueadas – Sem antes me dar um beijo – disse baixo.

-Está louca?

-Então não saio daqui.

-Olivia...

-Não quer me beijar em público?

-Olivia. – a voz ganhou um tom perigoso.

A garota respirou fundo virando-se de costas para ele. Ouviu os passos dele se aproximarem e se surpreendeu quando seu braço foi puxado e seu corpo bateu contra o dele. Os olhos se encontraram. Michael segurou o rosto da menina e deu um beijo demorado em sua bochecha.

-Satisfeita?

 

 

Caminharam bastante até chegarem no Café Boulud. Olivia já havia reclamado alguns milhares de vezes do calor e do porque Michael queria fazer uma pausa para comer em um lugar tão longe. Ele havia pensado muito durante o caminho, mas queria seguir o cronograma completo. A menina também havia questionado do porque não ir de carro.

-Nunca tem vaga para estacionar lá – respondeu ele.

-Como sabe? – indagou irritada.

-Google Maps.

Olivia revirou os olhos passando o peito da mão na testa.

-Estou suando igual louca! Pelo amor de Deus, diga-me que estamos chegando.

-Quase...

Olivia não ficou nem um pouco satisfeita quando chegou ao café. Fuzilou Michael com os olhos quando o mesmo alegou que haviam chegado.

-Eu não vou entrar! – a menina cruzou os braços do outro lado da rua do restaurante.

-Vai sim, vem... – puxou o braço da menina – Olivia!

-Michael olha só meu estado, olha minha roupa e olha minha cara – apontou para si mesma – Você acha mesmo que deixarão a gente entrar? Estamos suados e cheirando a água de foca graças àquela foca que resolveu tacar água na gente.

Michael caiu na gargalhada.

-Pare de paranoia e vamos!

-Não! – ele tentou puxar o braço dela, mas a menina estava grudada no chão. Parecia até que raízes haviam fixado seus pés no chão.

-De onde vem tanta força para uma menina tão pequena como você? – ele puxou novamente.

-Anos e anos de tênis.

-Já é a segunda fez que faz isso hoje. Acha que é engraçado?

-Acho – respondeu firme.

-Chega! – Michael segurou a menina pelas costas e pelas articulações do joelho pegando-a no colo – Agora você vai.

Olivia deu um gritinho quando sentiu as mão grandes dele a segurando com força no colo.

-Golpe baixo – disse em seu ouvido enquanto os dois atravessavam a rua. Michael a devolveu para o chão. A menina ajeitou sua blusa de regata e seu short de renda – Meu Deus, eu não posso entrar desse jeito ai.

-Você está linda, acredite.

Ele esticou a mão. Olivia hesitou, mas não tinha como fugir. Segurou na mão dele e finalmente entraram no restaurante.

-Eu só vou porque estou com fome e aqui parece ter comida boa.

Foram recebidos por simpáticos garçons que os guiaram até uma mesa. Pediram a comida e aguardaram. Durante a caminhada até a mesa, Olivia reparou nos olhares de outras mulheres para ela. Sentiu-se envergonhada, mas só depois foi perceber que na verdade o foco não era ela e sim seu acompanhante. Por mais que ele não vestisse uma roupa apropriada para o local ele ainda estava estonteante. A barba estava um pouco maior do que deveria, estava de óculos aviador, bermuda azul marinho e uma camisa branca da Tommy Hilfiger.

A garota sorriu ao pensar em beijá-lo no meio de toda aquela gente. Seria um choque para elas, pensou a menina.

E então começaram as provocações...

-Eu não disse nada ainda sobre isso.

-Sobre o que?

-Sobre como as mulheres paqueram você na cara dura.

-Você sempre repara?

-Elas acham que você é pai solteiro, divorciado, viúvo... Sei lá, elas ficam olhando.

-Está com ciúmes? – ele piscou para ela.

Olivia olhou para os lados esperando que algumas das mulheres bonitas do café estivessem olhando para ela, mas não estavam.

Merda. Voltou a atenção para ele.

-E você sentiu ciúmes quando o Fernando veio falar comigo?

-Eu já fui adolescente um dia, eu sei o que garotos pensam quando falam com outras garotas.

-Eu não me interesso sobre o que eles estão pensando...

A comida havia chegado.

-Só me interesso pelo que você pensa – Olivia continuou dando uma garfada na omelete com fritas que pediu.

-O que eu penso sobre...? Você tem a mania de não completar as frases!

-Sobre mim oras! Sobre nós dois...

Michael deu um gole no vinho.

-O que tem tudo isso?

-Quer mesmo continuar com isso né? – Olivia o encarava serena.

-Você sabe.

-Aproveite que em NYC ninguém sabe sobre a nossa vida em Rochester e do status que a gente carrega lá... Aqui ninguém sabe sobre a gente.

-Aonde quer chegar?

-Vai ficar comigo mesmo em público.

-Isso é um assunto delicado.

-Delicado por quê? Porque sou nova? Porque podem achar que somos realmente pai e filha?

-Exatamente – disse dando pequenas pausas.

-Eu tenho praticamente dezoito anos, não há problema... Daqui alguns dias faço dezoito.

-Tudo bem – Michael se rendeu fechando os olhos.

Olivia deixou os talheres no prato e o encarou.

-Então você está de acordo comigo? – a menina perguntava sorrindo.

-Estou.

A menina se levantou arrastando a cadeira chamando, propositalmente, a atenção de algumas pessoas ali. Ela foi até ele e deu-lhe um selinho. Despois voltou para a cadeira satisfeita com alguns olhares de reprovação que as mulheres bonitas haviam lançado.

Missão cumprida!

 

Olivia POV

É verdade.

Eu havia mudado muito desde que Michael e eu ganhamos intimidade. Antes eu tinha vergonha de algumas coisas em relação a outros homens e também era muito insegura. Diria que estava me surpreendendo cada dia mais com as coisas que eu fazia e as decisões que eu tomava. Não, não estou nem um pouco arrependida das coisas que eu fiz ou pretendia fazer. Parece que a cada dia que passava eu tinha a vontade de me surpreender mais comigo mesma.

Eu gosto dele e o quero pra mim. Jamais teria coragem de dizer tais palavras na frente dele, mas tentava demonstrar isso aos poucos com pequenas atitudes, como o beijo no quarto e o selinho do meio do restaurante.

É errado? Sim, claro. De acordo com alguns papéis idiotas ele tem a minha guarda, o que o torna meu pai adotivo, porém não somos assim, não agimos assim e nem queremos. Isso já está bem claro. Apesar disso, ele ainda não tinha a plena coragem de demonstrar tanto afeto em público porque ele reconhece que pode gerar problemas.

Mas eu não ligo pra isso.

Olivia POV off

 

 

-Você é louco de ter escolhido esse lugar! – disse Olivia assim que saiu do café. Michael estava logo atrás lendo a nota fiscal.

-É... Sou louco mesmo – disse dando a nota à garota.

-Olhe isso! Quase cem dólares num cafezinho da tarde!

-Exagerei, mas não se acostume. O próximo passeio caro será só no seu aniversário.

-Deveria ser o único – ela guardou a nota e Michael se aproximou.

-Não se preocupe, está tudo planejado.

-Então planejou gastar todo o seguro de vida numa viagem?

Michael riu da menina.

-Bom agora vamos voltar ao parque para pegar o carro, depois vamos direto para o hotel tomar um banho e à tarde tem museu.

-Ahhh! Eu vou ter que andar até o parque? Mas que merda, eu me esqueci disso!

-Vamos, te dou uma carona – Michael bateu a mão no ombro.

-Carona?

-Suba nas minhas costas.

-Michael eu só pareço leve, me carregue por um quilômetro e vai parecer que tenho uma tonelada.

-Sobe logo – Michel encurvou o corpo para frente e Olivia deu um pulo em suas costas. O homem grunhiu ao sentir o peso da menina – Por enquanto está leve.

-Daqui a pouco a gravidade dirá olá à suas articulações.

-Obrigado por me avisar.

O trajeto de volta para o parque parecia bem mais longo, ainda mais para Michael que carregava pelo menos cinquenta quilos nas costas. Ele estava suando, assim como Olivia. Suas costas estavam molhadas e aos poucos deixava a blusa de Olivia úmida.

-VOCÊ ESTÁ SUANDO NA MINHA BLUSA! – gritou a menina.

-Shiu, ninguém precisa saber.

-Me desce pro chão.

Michael assentiu colocando a menina de volta para o chão. A menina começou a rir descontroladamente.

-O que tem de errado com você?

-Suas costas estão encharcadas!

-Claro, você está quente e está calor, queria que eu continuasse seco?

-Precisava me molhar? – a menina olhou para a própria blusa – Que desastre... Pelo menos você continua com cheiro de perfume.

-Não é perfume, é meu cheiro mesmo – ele sorriu sedutor.

Olivia o encarou com indiferença.

-Vamos acelerar o passo, a gente precisa de um banho urgente.

Demoraram mais ou menos vinte minutos para chegarem ao parque. Depois mais dez só para acharem o carro e logo quando encontraram o veículo voaram para o hotel.

-Você viu a cara do homem no elevador? – disse a menina caminhando apressada pelo corredor do andar onde ficava a suíte deles.

-Ele provavelmente voltou para tomar outro banho – respondeu rindo.

-Que vergonha, meu Deus! – a menina escondeu o rosto com as mãos.

Michael pegou o cartão dourado da carteira e passou pela fechadura. Ouviu um click e então entraram.

-PRECISO DE UM BANHO! – cantarolou a menina saltitando em direção ao banheiro.

Michael esperou que a porta do banheiro fosse fechada e trancada pela menina, mas a porta do banheiro continuou aberta.

Olivia ligou o chuveiro e começou a se despir. Os olhos atentos no canto da porta.

Michael coçou a nuca se aproximando e ouvindo o barulho da água corrente batendo no chão. A menina entrou debaixo do chuveiro molhando os cabelos, estava de costas para a porta, mas conseguia ouvir os passos dele. Respirou fundo...

-Pode me ajudar com uma coisa? – a voz da menina era abafada pelo barulho do chuveiro. Michael estava encostado no batente da porta, evitando encarar a garota tomando banho.

-Ajuda? – ele riu.

Ela virou-se o encarando na porta. Michael mirava o chão.

-Como o que você quiser... – Olivia abriu o box do chuveiro e esticou a mão – Vem, nós dois sabemos o quanto você precisa de um banho – disse rindo, fazendo Michael olhar para ela.

 

Diga a ela como se sente

Faça os discursos que ela precisa ouvir

Dê o seu coração, e diga "venha pegar"

E ela verá que você é um bom homem

Salted Wound – Sia

 

Michael POV

O corpo molhado, os cabelos molhados e com os fios grudados e espalhados pelo tronco. O rosto estava levemente corado, os olhos mais brilhantes e um sorriso no rosto. Um sorriso meigo e sincero, típico dela. O corpo nu preenchia meu campo de visão.

A mão esticada me lembrou aquelas sereias que cantam e encantam pescadores. O perigo que existia entre os pescadores de se renderem à Vênus do Mar era o mesmo perigo de me render à Olivia, minha Vênus, minha Lolita.

Respirei fundo.

Queria poder resistir, mas aquele corpo me chamava. Aquela silhueta perfeita. Os seios bonitos, as coxas bonitas e o rosto encantador. Era o conjunto perfeito para o pecado.

Caminhei em direção a ela e toquei sua mão.

Michael POV off

 

 

Olivia entrelaçou os dedos com os de Michael e o puxou para dentro do chuveiro fechando o box.

-Vai pra água – sussurrou a menina. Ele obedeceu e logo mais estava completamente encharcado. Ele fechou os olhos e passou as mãos pelos cabelos. Olivia mordeu os lábios sem perceber. A camiseta branca marcava todo seu abdômen. A menina não resistiu em tocar a barra da blusa.

Sem abrir os olhos, Michael levantou os braços facilitando a retirada da camiseta.

Michael pegou na nuca da menina com violência e a puxou para um beijo. Olivia imediatamente correspondeu permitindo a entrada de sua língua na boca dele. A menina levou suas mãos para a barba ruiva. Michael desceu os dedos do pescoço para as costas de Olivia. O corpo dela vibrou ao sentir o toque molhado de suas mãos.

Michael hesitou em descer suas mãos para as nádegas da menina, mas logo o fez. Olivia sentiu as mãos a apertando e desgrudou dos lábios dele soltando um doce gemido.

As mãos pequenas dela passaram pelo abdômen até chegar ao cós da bermuda.

-Tire isso – suplicou com a voz falhada. Michael desatou o cinto e desceu o zíper fazendo a bermuda cair do chão. A menina encarou suas partes baixas. A boxer estava volumosa. Olivia sabia que ele estava excitado. Os dedos finos o tocaram.

Michael gemeu baixinho ao sentir os dedos da menina em sua intimidade. Era excitante demais tê-la ali.

Voltaram a se beijar. As línguas estavam inquietas na boca de ambos. A água quente do chuveiro molhando os corpos deixava tudo mais caloroso e ardente. Olivia explorava o corpo do homem alto com os dedos enquanto ele segurava o rosto dela. Afastaram-se quando não havia mais ar nos pulmões.

-A gente precisa tomar banho – disse a menina ofegante.

Michael pegou um pouco de sabonete líquido.

-Vire-se – ordenou. A menina obedeceu e logo sentiu as mãos grandes massagearem suas costas. Ela tombou a cabeça para o lado mordendo os lábios para conter os gemidos. Aquilo poderia ser normal para algumas meninas, mas para Olivia era completamente excitante. Sentia sua intimidade pulsar...

Ela foi para baixo da água tirando toda a espuma do seu corpo. Michael a observava enquanto passava sabonete em si mesmo. Quando Olivia terminou ele foi para água tirar o sabão do corpo.

A menina abriu o boxe e saiu pegando uma toalha.

-Te espero... – disse saindo do banheiro e fechando a porta.

Michael tirou a boxer e percebeu o estado que estava. Não podia sair do banheiro daquele jeito então fechou os olhos e tocou em seu membro. Depois de alguns minutos, estava aliviado.

 

 

-Acho que podemos ir ao museu amanhã – disse Olivia assim que Michael saiu do banheiro. A menina estava debaixo das cobertas, por conta do ar condicionado no mínimo, enquanto Michael usava uma bermuda de moletom e camiseta e secava os cabelos com a toalha.

-Porque?

-Minhas pernas estão doendo.

-Começou a doer agora? – indagou com as sobrancelhas arqueadas.

-Já estava doendo antes.

-Está brincando né? – Michael se aproximou sentando na beira da cama – Seu cabelo está úmido, vai encharcar o travesseiro.

-Primeiro, ele só parece úmido, mas está seco e segundo: Não, não estou brincando, a minha perna está doendo e meus pés também! Se eu soubesse que caminharíamos tanto eu teria ido de tênis de corrida e não chinelos desconfortáveis.

-Eu queria que fossemos no museu – fingiu estar triste.

-Eu também quero... Vamos amanhã?

-Acho que dá pra ir amanhã.

Olivia sorriu.

-Porque está com as cobertas até o pescoço? – Michael parecia curioso.

-Ar condicionado.

-Não está tão forte para se enrolar toda.

-Está no dezesseis.

-Porque colocou no mínimo?

-Odeio calor... Vem aqui pra baixo também... Vamos ver TV – bateu a mão no colchão.

Michael assentiu levantando a coberta. Assim que bateu o olho no corpo da menina a abaixou imediatamente.

-Olivia, você está...?

-Vem aqui logo.

Ele se ajeitou ao lado dela meio receoso.

-Porque não vestiu suas roupas?

-Porque você vestiu as suas? – ela montou nele ficando por cima. Michael levou suas mãos para a cintura da menina. Tinha a visão perfeita de seus seios.

-O que está fazendo? – murmurou rouco enquanto observava Olivia tirar a camiseta dele. Os dedos finos foram para o cós do moletom.

-Faça isso por mim? – perguntou apelativa.

-Olivia...

-Eu quero que você faça isso Michael, por favor.

Ele deitou a menina na cama e ficou por cima dela. Passou a mão pelo rosto da menina e beijou seus lábios delicadamente.

-Você sabe o que... – Michael a interrompeu.

-Eu sei.

Michael se levantou tirando a calça de moletom junto com a boxer. Olivia desviou o olhar e encarou o teto. Michael foi até a suas coisas e tirou de dentro de um dos zíperes da mala um preservativo. Voltou para a cama e se posicionou entre as pernas da menina.

-Podemos nos cobrir? – perguntou Olivia sem encará-lo.

-Está com vergonha? – ele se arqueou para frente e beijou a bochecha dela. Ela assentiu com os olhos – Tudo bem.

Ele jogou o cobertor sobre as costas cobrindo o corpo de ambos.

-Não está com medo? – perguntou se ajeitando na cama.

-Eu deveria estar com medo?

-Não sei... É a sua primeira vez?

Ela balançou a cabeça positivamente.

-É normal meninas sentirem medo na primeira vez.

-Eu confio em você – ela puxou ele pela nuca e deu-lhe um selinho – Pode ir.

Michael passou os dedos pela intimidade da menina para certificar se estava úmido do suficiente. Olivia soltou um suspiro baixo ao sentir os dedos dele. Impressionou-se quando percebeu que a menina estava completamente lubrificada.

Abriu o pacote do preservativo com os dentes e sentiu os dedos da menina segurarem seu pulso.

-Não. Sem isso.

-Olivia, isso é necessário.

Ele a encarou e se deu por vencido deixando o preservativo no criado-mudo.

-Não se preocupe – assegurou a menina – Não vai acontecer nada.

Ele passou o membro pela entrada e Olivia se remexeu na cama mordendo os lábios. Antes de penetrá-la, passou novamente e ouviu um gemido escapando de sua boca.

Não fez muita cerimônia e invadiu a menina num movimento. Olivia soltou um grito. Ele reconhecia aquele som. Saiu de dentro dela e entrou novamente.

-Michael... – suspirou.

-Eu sei.

Ele ia e voltava devagar. Olivia segurava o lençol com força enquanto suspirava cada vez mais intensamente. Michael percebeu a agonia da menina e saiu de dentro dela.

-Está machucando? – perguntou apreensivo.

-Não... Sei... – Olivia tocou a própria intimidade e depois olhou os dedos. Nada de sangue por enquanto – Continua.

Michael novamente passou o membro pela intimidade e a penetrou. Desta vez foi fundo o suficiente para que Olivia arqueasse o corpo e gritasse. Voltou e a estocou novamente. Ele estava começando a se excitar, mas Olivia estava longe daquilo. A dor de ter algo a invadindo ainda persistia. Michael percebeu a expressão de aflição vindo da menina e parou.

-Você quer que eu...

-Só continue, por favor – a menina levou as mãos para as costas dele. Michael sabia que não era uma boa ideia. Olivia sentiu a invasão novamente e cravou as unhas nas costas nuas. Michael urrou ao sentir a agressão involuntária da garota.

Pegou os pulsos e Olivia e os segurou acima de sua cabeça. Conseguiu segurar os dois pulsos com uma só mão. Beijou os lábios dela e começou a penetrá-la com sem pausas.

Olivia se remexia debaixo dele. Mordeu os lábios até não aguentar mais e começou a gemer alto. Não sabia se era muita dor ou prazer, mas estava gostando do fato de tê-lo dentro de si.

Os pulsos de Olivia estavam vermelhos. A pele corada e levemente suada. O edredom estava começando a atrapalhar.

Olivia forçou os braços, mas não tinha forças o suficiente para sair das mãos grandes dele.

Michael grunhia a cada vez que entrava e saia. A menina era apertada e isso o deixava excitado. Olivia encolhia os dedos do pé e se agarrava no lençol abaixo de si cada vez que sentia a invasão. Era uma sensação deliciosamente inexplicável. Sentia dor ao mesmo tempo em que sentia prazer. Os pulsos estavam dormentes e isso só deixava as coisas mais excitantes.

Olivia sentia que estava chegando no clímax. Tocou a intimidade e começou a se estimular. Michael não resistiu em vê-la fazendo aquilo. Deu três estocadas fundas na menina e gozou dentro dela. Olivia sentiu algo quente a preencher e chegou no seu ápice. Michael urrou baixo enquanto Olivia abafou o gemido no pescoço dele.

Respiravam ofegantes.

Michael caiu na cama ao lado da menina. Ele a observou de canto de olho. O peito subia e descia rapidamente. Os olhos estavam fechados e os braços abraçava a barriga. O cabelo estava espalhado pelo travesseiro e alguns fios estavam grudados na testa. A respiração foi se acalmando até tornar-se serena. Ele chamou por ela, mas ela não respondeu. Havia dormido.

O que aconteceu?

Michael levantou-se da cama e procurou as roupas. Vestiu-se e foi ajeitar Olivia quando percebeu que havia uma enorme mancha de sangue no lençol.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Prometo não demorar a postar. Digam o que acharam nos comentários.


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