História Lolita (Live the Moment) - Capítulo 59


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Categorias Elle Fanning, Lolita, Michael Fassbender
Tags Drama, Romance, Segredo
Visualizações 309
Palavras 2.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DEMOREI, MAS CHEGAY. Perdoem! Ultimo semestre de cursinho é sempre o mais louco kkk ja começa muito louco e fica pior.. Quem está aqui há mais tempo sabe que ando na luta pela aprovação kkkk Mas ninguém se importa nee... ENFIM...
Bom, o próximo capítulo já está pronto, PORÉM vou deixar vocês um pouco ansiosas porque demorarei um pouco a postar já que o prox do prox ainda está inacabado e por isso meu saldo fica negativo.. E o prox ta doloroso, só adianto isso.
CHEGA NEE VAMOS PARA O CAP
Aproveitem a leitura!

Só uma curious :: 22 de junho foi meu aniver e é a data que acontece o cap kkkkkk só uma curiosidade mesmo.

Capítulo 59 - LVIII - Religion


Fanfic / Fanfiction Lolita (Live the Moment) - Capítulo 59 - LVIII - Religion

Zurich, Suíça

Quarta-feira, 22 de junho.

10:19am

Acordei cedo e deixei o café pronto em cima da mesa para Olivia. Fiz tudo o que ela gostava. Um pedido de desculpas disfarçado e miserável pelo grito que eu tinha dado pra ela e também uma forma de incentivo para fazê-la comer, afinal, já estava tudo pronto e ela só teria que colocar no prato.

Deixei um bilhete ao lado da xícara de café vazia.

“Volto logo. Coma, por favor”

Vesti uma camiseta, calça jeans e tênis. Peguei as amostras que precisava e coloquei-as em uma sacola plástica. Coloquei documentos e carteira no bolso da calça juntamente com o celular e sai do apartamento trancando a porta. Quando estava no elevador lembrei-me de não ter nem ao menos checado Olivia no quarto, mas não voltei para verificar. Fiquei com isso martelando em minha cabeça.

Peguei um táxi e o pedi que me deixasse no laboratório que tinha achado na internet. Laboratório especializado em exames genéticos. Eu estava pronto para tirar a limpo a minha condição em relação à Olivia. Eu já estava preparado para o pior, contudo ainda precisava de uma resposta final, de um veredito que explodiria na minha cara com a verdade.

Era preciso fazer um cadastro. Dei meu nome, meu endereço atual, número de celular, ano de nascimento, nacionalidade, sexo, e-mail e minha cor de pele. Também era preciso fazer o cadastro de Olivia e da mãe dela, mesmo eu os avisando que ela era falecida. Entreguei as amostras de Olivia e as minhas foram retiradas na hora. Eles passaram um cotonete no interior da minha bochecha e logo me liberaram. O teste estaria disponível no meu e-mail em pelo menos três dias ou mais.

Três dias.

Três dias...

 

 

...

 

 

Olivia acordou e logo saiu do quarto. Passou pelo corredor vendo que o quarto de Michael estava com a porta aberta, mas vazio. Ela entrou mesmo assim e fez questão de bisbilhota-lo. Chamou o nome dele. Gritou o nome dele, mas a casa permanecia silenciosa. A menina sentiu-se livre e jogou-se na cama a bagunçando ainda mais, deixando seu aroma nos lençóis propositalmente. Levantou-se e seguiu andando pela casa até que reparou na mesa vendo-a recheada de comida e com um papelzinho sendo segurado pelo pires da xícara. Ela o puxou lendo o conteúdo e logo o amassou. Acomodou-se na mesa prendendo o cabelo com os próprios fios e começou a comer. Serviu-se de ovos mexidos e bacon, torradas amanteigadas e suco de laranja de caixinha. Não estava com muita fome, mas comeu mais que o necessário, não pretendia comer de novo tão cedo. No final, ainda deu umas garfadas em uma generosa fatia de bolo de chocolate. Ela sabia o que aquilo significava.

Não tinha se esquecido de noite passada e do “fora” que tinha levado de Michael. Ela não deveria ter feito aquilo, mas não ouviu a própria consciência e se arriscou. Assim que voltou para o quarto começou voltou a pensar nas possibilidades dele estar agindo daquele jeito. Ela sabia que não eram só as fotos, como ele havia dito. Não eram as fotos, era a coisa toda. Era toda aquela situação desconfortável de alguém descobrir que você está fazendo algo errado.

Quando estava quase terminando, ouviu a porta do apartamento se destrancando e Michael surgiu passando por ela.

-Bom dia – disse entrando e fechando a porta em seguida.

-Onde foi? – ela levantou o olhar para ele.

-Resolver uns assuntos

-Que assuntos?

-Fui ao banco... Você comeu?

-Meu prato está sujo e meu copo quase sem suco – sorriu irônica – E você comeu?

-Não...

-Então sente e come.

Michael franziu o cenho estranhando o jeito da menina. Ele hesitou por alguns segundos, mas sentou-se como ela havia pedido.

-Vou pegar um prato pra você... – disse Olivia se levantando. Michael observou-a ir até os armários e pegar um prato pequeno e um copo – Pronto – disse colocando-os na mesa e voltou a se sentar.

-Dormiu bem? – tentou puxar conversa.

-Não graças a você.

-Desculpe-me... – Michael não olhou para menina, continuou concentrado em passar geleia em um muffin de baunilha industrializado.

Ela respirou fundo, colocou os cotovelos na mesa e começou.

-Michael, eu sei que isso nunca esteve nos planos, tenho ciência disso, quando alguma coisa sai dos trilhos a gente realmente se desespera, toma decisões precipitadas, tenta se proteger e se camuflar de alguma forma, tenta voltar atrás, reverter a situação...

-O que... – interrompeu Michael. Olivia apenas levantou o dedo indicador insinuando que ele se calasse.

-Isso foi um aviso, uma lição que aprendemos, um incidente que nos pegou de surpresa, mas essas coisas acontecem, não conseguimos definir as coisas com tanta certeza...

-Olivia... – interrompeu ele novamente.

-Eu não terminei... Isso te deixou assustado, me deixou assustada, mas nos deixou atentos... Veja o lado bom, agora nós sabemos que qualquer mínimo deslize pode ser visto...

-Olivia! – ele gritou fazendo a menina se assustar e dar um pulinho na cadeira – Está voltando nesse assunto?

-Eu não terminei...

-Eu sei sobre o que você está falando, eu não sou imbecil... É verdade, isso nunca esteve nos planos, é verdade que foi um deslize, mas não houve decisão desesperada e precipitada, eu sei muito bem o que eu fiz e eu vou manter isso, entendeu?

-Você me beijou!

-Foi pra que você parasse de pirraça e fosse comer.

-Mentira!

-Porque eu mentiria?

-Você não quer admitir que deseja voltar atrás!

-Eu já disse que...

-Porque está se reprimindo dessa forma? Você está se matando por dentro...

-Olivia, eu estou muito bem desse jeito e eu já dei a minh...

-TUDO BEM! – gritou interrompendo Michael.

-Tudo bem? – ele franziu as sobrancelhas.

-Você não está pensando de novo, eu vou te dar um tempo.

-Olivia, eu já... – ele se interrompeu. A loira ergueu as sobrancelhas esperando ele continuar a falar – É... Acho que eu preciso pensar – ele sorriu.

-Vai pensar? – ela se espantou. Tinha algo errado ali.

-Vou... Me dê alguns dias e eu te darei uma resposta.

-Alguns dias? Isso é abstrato demais...

-Três dias, pode ser?

-E porque você...

-Porque eu vou pensar... Tudo bem pra você?

-Ok – ela disse hesitante.

-Eu vou terminar meu café e nós podemos dar uma volta pela cidade, o que acha?

-É...

-É nossa chance de conhecer Zurich, não sabemos quando será possível voltar para cá.

-Pode ser.

-Então vá se trocar, eu te espero aqui na sala...

Ela sorriu e correu para o quarto.

Três dias.

 

 

 

Olivia lembrou-se da primeira vez que saiu com Michael. Foi algo como aquilo que estava acontecendo. Os dois caminhando lado a lado por uma avenida. A diferença é que na primeira vez eles andaram pela Parkside Avenue e naquele momento andavam pela avenida que beirava o rio Limmat.

Depois parou para analisar que, na verdade, eram inúmeras as diferenças.

Na época da primeira caminhada os dois ainda eram como estranhos um para o outro. Eram desconhecidos. Não sabiam exatamente o que estavam sentindo, sabiam apenas que era algo que poderia vir a se tornar forte. E foi o que aconteceu. Tanto naquele dia em Rochester quanto naquele momento em Zurich os dois compartilhavam os mesmos sentimentos, porém estavam retraídos. A primeiro instante pela falta de intimidade que os dois tinham e no presente instante pelo excesso de intimidade que os dois haviam adquirido após alguns meses de convívio.

Não era algo fácil para ela. Muito menos para ele.

Ela não sabia, mas ele sim.

O clima estava bom. A temperatura beirava os vinte graus. Estava sol, mas ventava um pouco. O rio estava com as águas frisando-se por conta da brisa. A avenida sempre movimentada com carros e a calçada parcialmente livre.

-Desculpe-me por ontem – começou ele. Olivia ouviu, mas não reagiu – Gritar não adianta nada, sei que só te deixa mais chateada.

-É, isso me chateia sim... – ela andava com os braços abraçando o próprio corpo enquanto Michael observava as águas do rio e os raros barcos que apareciam hora ou outra.

-Eu sei...

-Eu estou me sentindo sozinha, Michael... Eu não tenho ninguém além de você comigo e, pra você, eu não existo mais.

Michael pensou enquanto ouvia as lamentações de Olivia. Teria três dias para tratar Olivia da forma que ela merecia, pois passou a acreditar que assim que ela soubesse quem ela realmente era, ela mesma se afastaria. Além disso, ela ficaria puta o suficiente para não querer vê-lo por perto.

Seria melhor regredir para enfim progredir?

-Você está aqui, mas eu continuo me sentindo completamente sozinha.

-Olivia, você não está sozinha – ele abraçou os ombros dela. Olivia sentiu o peito contrair-se. Ela engoliu seco e circulou seu braço pelas costas de Michael. Ele a apertou mais para si – E você existe sim, eu não paro de pensar em você em momento algum...

-Então, porque isso agora? – ela se separou – Você grita e briga comigo e depois faz isso, me beija ou me abraça... O que é isso?

-Um dia está pior que o outro, mas podemos melhorar isso.

-O que está acontecendo, Michael? O que está acontecendo? – ela voltou a se aninhar nos braços do ruivo.

-Eu não sei te responder isso.

Sabia sim.

-Você ainda me ama? – ela encarou os olhos acinzentados dele.

-Amo – ele respondeu sem hesitar – E isso não vai mudar independente do que acontecer.

 

 

 

Eles passaram alguns dias sem brigar ou discutir ou gritar um com o outro. Foram dias de paz. Michael não fez nada além da sua obrigação. Ele se segurou para não explodir da mesma forma que se segurou para não fazer aquilo que já havia feito com Olivia depois de saber a verdade: beija-la. Ele não poderia dizer que não sentia absolutamente nenhuma vontade de pelo menos acariciar seu rosto, mas não era mais como antes. Qualquer ato já estaria passando dos limites. Estar ali ao lado dela o tempo todo e não poder fazer nada o destruía por dentro, ele sentia seu estômago revirar de ódio.

Olivia era uma menina forte, difícil de aceitar a derrota e não parava de tentar reverter as coisas. Ela era esperançosa até demais.

Nesses dias ele a poupou e lutou contra seus próprios demônios para não ceder, mas Olivia tinha certo poder que Michael, involuntariamente, era incapaz de reparar.

Na noite de sábado (25), eles resolveram pedir pizza. Escolheram a de quatro queijos e uma de chocolate com morango. Michael pagou no cartão, meio relutante, com medo da compra não ser aprovada, mas no final deu tudo certo. Depois do jantar, os dois ficaram na sala vendo televisão. Passava um documentário sobre uma antiga banda famosa que ainda fazia muito sucesso. Mais uma vez, Olivia lembrou-se de um episódio parecido com aquele. Um dia depois de voltar do hospital em Rochester por causa de uma infecção alimentar causada por burritos. Michael massageava seus pés e depois fez cafuné até ela cair no sono. A diferença da vez? Michael estava em uma ponta do sofá com o cotovelo direito apoiado no braço do estofado e Olivia estava do outro lado encolhida como um cãozinho.

-Você nunca citou seus gostos musicais – disse Olivia sem olhar para ele.

-Eu acho que sou eclético.

-O quão eclético você é?

-Desde Beatles e Rolling Stones até Bobby Womack e Frank Sinatra.

-Nossa! – ela riu se sentando – Nada de pop?

-Beyonce é legal – ele sorriu.

-Madonna e Lady Gaga também entram?

Ele fez uma careta.

-Poxa, elas são legais também...

-Mas Beyonce ainda é melhor... E você? Só sei sobre sua paixão por Coldplay.

-É, uma música deles é especial pra mim, mas eu também sou eclética... Quer ouvir uma das minhas musicas favoritas?

-Tem muitas favoritas?

-Tenho uma pra cada gênero – ela sorriu se levantando – Vou pegar meu celular.

Quando voltou ela conectou o aparelho no home theater e colocou a música pra tocar.

 

 

Tudo está bem agora

Vamos dormir aonde os cães dormem

Nossas decisões já foram tomadas

Nós causamos isso

Ninguém está fora do tempo, não

O que será, será

Deixe tudo para trás, deixe o oceano levar tudo embora

Religion – Lana del Rey

 

 

-Acho que não preciso dizer nada né? – ela o encarou ainda de pé segurando o celular.

Ele só balançou a cabeça e continuou prestando atenção na melodia que se espalhava por todo o apartamento.

 

 

Porque você é minha religião, você é meu estilo de vida

Quando todos meus amigos dizem que deveria dar um tempo

Bem, não consigo visualizar isso por um minuto

Quando estou de joelhos, você é como eu rezo

Aleluia, eu preciso do seu amor

Religion – Lana del Rey

 

 

Olivia deixou o celular em cima do móvel e esticou o braço na direção do homem. Ela sussurrou um “Dance comigo, por favor”. Michael levantou-se e alcançou a mão da menina entrelaçando os dedos. A outra mão dela foi até seu ombro e a dele desceu até o cóccix da menina. A canção lenta embalou uma valsa tão devagar quanto o ritmo da música. Ela recostou seu rosto no peito dele e por alguns instantes pode ouvir a batida acelerada e ansiosa do coração dele.

 

 

Tudo está claro agora

Não há mais dias nublados, mesmo quando

As tempestades vêm, no olho dela nós ficamos

Não é preciso sobrevivermos agora

Tudo o que fazemos é tocar, tudo o que eu escuto é

Uma música como Lay Lady Lay

Religion – Lana del Rey

 

 

-Por favor, não me abandone, não agora...

-Eu não vou, mas talvez você vá – ele disse.

-Não, isso... Isso não vai acontecer – ela levantou a cabeça para olhar para ele.

-Tem... Tem mais coisas Olivia.

-Que coisas?

-Lembra-se do que eu disse? Três dias?

-É o tempo que pediu para...

-É, segunda resolveremos isso, certo?

-Michael, que coisas são essas? Você me deixou nervosa – ela se afastou dele.

-Não se precipite – ele a puxou de volta abraçando-a – Aproveite, só aproveite esse momento...

Pode ser o último, ele pensou enquanto beijava o topo da cabeça dela.

 

 

 

 


Notas Finais


Dramáaatico hein... Preparadas para o tapa na cara que será o próximo?
Vejo vocês nos comentários!


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