História LOLITA . sprousehart version - Capítulo 3


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Clifford "Cliff" Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Jason Blossom, Kevin Keller, Personagens Originais, Reginald "Reggie" Mantle, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Cole Sprouse, Jughead, Jughead Jones, Lili, Lili Reinhart, Riverdale
Visualizações 64
Palavras 725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lírica, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, tudo bom? Mais um capítulo ❤️

Capítulo 3 - 2


Nasci em Paris, em 1910. O meu pai era pessoa branda e indolente, uma salada de genes rácicos: cidadão suíço de mista ascendência franco-austriaca, com umas gotas do Danúbio nas veias. Daqui a um instantinho mostrar-lhes-ei alguns deliciosos postais ilustrados, de um azul muito brilhante. Era dono de um luxuoso hotel da Rivicra. O seu pai e dois avós tinham vendido vinho, jóias e seda, respectivamente. Aos trinta anos desposou uma jovem inglesa, filha de Jerome Dunn, o alpinista, e neta de dois párocos de Dorset especialistas em assuntos obscuros palcopedologia, um, e harpas cólicas, outro. A minha muito fotogênica mãe morreu num singular acidente (piquenique, faísca) quando eu tinha três anos e, exceptuando uma bolsa de cálida ternura no mais negro passado, nada subsiste dela nos vales e fissuras da memória, sobre os quais, se ainda podeis suportar o meu estilo (estou a escrever vigiado), o sol da minha infância deixou de brilhar: todos vós conheceis, certamente, esses fragrantes restos de dia suspensos, com os mosquitos, sobre alguma sebe em flor, ou subitamente penetrados e atravessados pelo caminhante, no sopé de um monte, no crepúsculo estival, um calor de velo macio, mosquitos dourados.

A irmã mais velha da minha mãe, Sybil, que um primo de meu pai desposara e depois abandonara, servia na minha família imediata, como uma espécie de preceptora e governanta sem salário. Alguém me contou, mais tarde, que ela estivera apaixonada pelo meu pai e que, num dia chuvoso, ele se aproveitara despreocupadamente disso e já esquecera tudo quanto o tempo melhorara. Eu gostava muitíssimo dela, apesar da severidade, da fatal severidade de algumas das suas regras. Talvez desejasse fazer de mim, a seu tempo, um viúvo melhor do que o meu pai. A tia Sybil tinha olhos azuis, orlados de cor-de-rosa, e uma tez de cera. Fazia versos. Era poeticamente supersticiosa. Dizia saber que morreria pouco depois do meu décimo sexto aniversário, e morreu. O marido, um grande caixeiro-viajante de perfumes passava a maior parte do tempo na América, onde acabou por constituir uma firma e comprar alguns bens imóveis.

Cresci, criança saudável e feliz, num mundo alegre de livros ilustrados, areia limpa laranjeiras, cães bonacheirões, paisagens maritimas e rostos sorridentes. O magnífico Hotel Mirana girava em meu redor como uma espécie de universo particular, um cosmo pintado de branco dentro do outro, maior e azul, que cintilava no exterior. Desde a mulher de avental que areava as panelas até ao potentado vestido de flanela, toda a gente me adorava e enchia de mimo. Idosas senhoras americanas, apoiadas às suas bengalas, inclinavam-se para mim como torres de Pisa. Princesas russas arruinadas, que não podiam pagar ao meu pai, ofereciam-me bombons caros. Ele, o mon cher petit papa, passeava comigo de barco e de bicicleta ensinava-me a nadar, a mergulhar e a praticar esqui aquático e lia-me o D. Quixote e Os Miseráveis, e eu adorava-o e respeitava-o e sentia-me contente, por ele, sempre que ouvia as criadas discutirem acerca das suas amiguinhas, belas e gentis criaturas que me ligavam muita importância, me apaparicavam e derramavam deliciosas lágrimas por causa da minha alegre orfandade.

Frequentava uma escola inglesa a alguns quilômetros de casa, onde jogava tênis e à bola, tinha excelentes notas e dava-me às mil maravilhas, tanto com condiscípulos como com professores. Os únicos acontecimentos sexuais definidos que me recordo de terem sucedido antes dos meus treze anos (isto é, antes de ter conhecido a minha pequenina Madelaine) foram: uma conversa solene, decente e puramente teórica acerca das surpresas da puberdade, travada no roseiral da escola com um garoto americano, filho de uma então célebre estrela de cinema que ele raramente via no mundo tridimensional, e algumas reações interessantes, da parte do meu organismo, a certas fotografias, em luz e sombra, com linhas divisórias infinitamente suaves, o sumptuoso La Beauté Humaine, de Pichon, por mim surripiado debaixo de uma montanha de Graphirs, com encadernações a imitar mármore, da biblioteca do hotel. Mais tarde, à sua maneira deliciosamente benévola, o meu pai deu-me todas as informações acerca de sexo que julgou me seriam necessárias, antes de me mandar, no Outono de 1923, para um liceu de Lião (onde passaríamos três Invernos); mas, infelizmente, no Verão desse ano ele foi percorrer a Itália com Mme. de R., e a sua filha, e eu não tive ninguém a quem me queixar, ninguém com quem me aconselhar.


Notas Finais


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