História LOLITA . sprousehart version - Capítulo 5


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Clifford "Cliff" Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Jason Blossom, Kevin Keller, Personagens Originais, Reginald "Reggie" Mantle, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead, Cole Sprouse, Jughead, Jughead Jones, Lili, Lili Reinhart, Riverdale
Visualizações 18
Palavras 708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lírica, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey anjos ❤️

Capítulo 5 - 4


Folheio e torno a folhear estas tristes memórias e pergunto-me incessantemente se foi então, no brilho daquele remoto Estio, que começou o angustiante da minha vida. Ou o meu desejo excessivo por aquela criança terá sido apenas o primeiro sintoma de uma

singularidade inerente? Quando tento analisar os meus anseios, as minhas razões, os meus atos, etc., rendo-me a uma espécie de imaginação retrospectiva, que alimenta a faculdade analítica com alternativas sem fim e faz que o caminho visualizado bifurque e torne a bifurcar infinitamente na perspectiva enlouquecedoramente complexa do meu passado. Estou, no entanto, convencido de que, de certo modo mágico e fatídico, Lolita começou com Madelaine.

Sei também que o abalo da morte de Madelaine consolidou a frustração daquele Estio de pesadelo, o transformou num obstáculo permanente a qualquer novo romance nos anos frios da minha juventude. O espiritual e o físico tinham-se fundido em nós com uma perfeição por certo incompreensível aos jovens práticos, grosseiros e de mentalidade estandardizada nos nossos dias. Muito depois da sua morte continuarei a sentir os seus pensamentos flutuarem através dos meus. Muito antes de nos conhecermos tivéramos os mesmos sonhos. Comparamos as nossas recordações e encontramos estranhas afinidades. No mês de Junho do mesmo ano (1919), um canário perdido entrara na casa dela e na minha, em dois países muito distantes um do outro. Oh, Lolita, se tu me tivesses amado assim!

Reservei para remate da minha fase Madelaine o relato do nosso primeiro e frustrado encontro a sós. Uma noite, ela conseguiu iludir a odiosa vigilância da sua família. Num bosquezinho de mimosas de folhas esguias, do fundo do jardim da sua casa, encontramos lugar para nos sentarmos nas ruínas de um muro baixo, de pedra. Através da escuridão e do rendilhado das árvores, distinguíamos os arabescos das janelas iluminadas, que, retocadas pelas tintas coloridas da memória sensitiva, me parecem agora cartas de jogar – talvez porque um jogo de bridge mantinha o inimigo ocupado. Ela estremeceu e contorceu-se quando lhe beijei o canto dos lábios entreabertos me o lobo quente da orelha. Um cardume de estrelas brilhava palidamente por cima de nós, entre as silhuetas das folhas finas e compridas, e aquele céu vibrante parecia tão nu como ela estava, sob o vestido leve. Vi o seu rosto reflectido no céu, com uma nitidez extraordinária, como se emitisse uma ténue radiância. As suas pernas, as suas pernas encantadoramente vivas, não estavam muito unidas, e, quando a minha mão encontrou o que procurava, gravou-se-lhe nas feições infantis uma expressão sonhadora e misteriosa, em que havia prazer e dor. Estava sentada num plano um pouco mais elevado do que eu e, sempre que o seu êxtase solitário a impelia a beijar-me, inclinava a cabeça com um movimento sonolento, suave e lânguido, quase angustiado, e os seus joelhos nus prendiam e apertavam o meu pulso, para o libertarem em seguida. A sua boca tremula, franzida pela acidez de qualquer misteriosa poção, aproximava-se do meu rosto e sustinha a respiração, num hausto sibilante. Tentava, primeiro, apaziguar o sofrimento do amor comprimindo violentamente os lábios ressequidos contra os meus; depois, a minha amada afastava-se e sacudia nervosamente o cabelo, para a seguir se aproximar de novo, sombriamente, e me deixar beber a vida na sua boca aberta, enquanto, com uma generosidade disposta a oferecer-lhe tudo – o coração, a garganta, as entranhas –, eu lhe dava a segurar na mão inexperiente o ceptro da minha paixão.

Recordo-me do perfume de um pó-de-arroz qualquer – creio que o roubou à criada espanhola da mãe –, uma fragrância adocicada, ordinária, almiscarada. Confundia-se com o seu próprio odor a pãezinhos frescos, e os meus sentidos ameaçaram, subitamente, romper todas as barreiras. Um ruído inesperado, numa moita próxima, impediu-os de transbordar, e, enquanto nos desenlaçávamos e, de veias latejantes, doridas, esperávamos ver aparecer, talvez, um gato vadio, ouvimos, vinda de casa, a voz da mãe dela a chamá-la, num crescendo frenético – e o Dr. Cooper apareceu no jardim, a coxear pesadamente. Mas o bosquete de mimosas, a névoa de estrelas, o frémito, a chama, a seiva e a dor ficaram comigo, e aquela rapariguinha de membros tisnados pela praia e língua ardente nunca mais deixou de me perseguir – até que, vinte e quatro anos depois, quebrei o seu encanto ao encarná-la noutra.



Notas Finais


™: O que estão achando? Esta muito chato? Tenho uma notícia um pouquinho triste, Lili só irá aparecer no décimo capítulo.


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