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História London Boy - Capítulo 20


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Capítulo 20 - Sempre estarei aqui por você


Só haviam cento e cinquenta dólares na minha conta. Naquele momento eu não consegui sentir raiva de tia Johanna. Na verdade, eu não conseguia sentir quase nada, tudo parecia ser um sonho ruim. Olhei pra Henry que permanecia com uma expressão séria, seu semblante finalmente mudou e ele conseguiu dizer algumas palavras. 

 

- Faz quanto tempo que a conta foi movimentada? — Ele se apoiou na cadeira em frente a mesa do gerente. —

 

- Oito meses. Senhorita Anna, tem certeza que o dinheiro foi depositado nessa conta? — O gerente me olhou com dúvida. —

 

- Deveria ser depositado nessa conta. Mas vejo que não foi. — Coloquei as mãos na cabeça, Henry tocou levemente as minhas costas. —

 

- Obrigado pela ajuda. — Henry apertou a mão do gerente. —

 

- Disponha. Qualquer coisa é só me procurar. E Anna... — Eu levantei a cabeça para olhá-lo. — Boa sorte, vai dar tudo certo. — Tentei sorrir, mas tudo que consegui foi um sorriso amarelo. —

 

- Ei, vamos dar um jeito nisso, eu prometo. Vai ficar tudo bem. 

 

       Henry me ajudou a levantar. Assim que saímos do banco, alguns paparazzis estavam lá fora, tiraram algumas fotos minhas e dele. Eu não estava no meu melhor dia. Dopada de remédio e totalmente desolada por achar que minha tia havia me roubado. Achar? Achar não, ter certeza. Tudo o que eu queria era que aquele dia acabasse logo. Que fosse um engano e tia Johanna aparecesse dizendo que colocou na conta dos meus pais ou sei lá. Mais é claro que isso não iria acontecer, não na vida real. A pior coisa de uma decepção é que você não espera que ela venha de alguém que você ama e admira tanto. Me encolhi no banco do passageiro e senti a língua áspera de Kal na minha bochecha. Ele havia me lambido. 

 

- Ei garoto... — Me virei para acariciá-lo, que fechou os olhos quando alisei sua cabeça. — Você sabe o que eu estou sentindo? Você sabe que eu estou triste? 

 

                             Kal latiu. 

 

- Bom menino. — Henry olhou pro mesmo pelo retrovisor. — Ele sabe, Anna. Eles sempre sabem.

 

- Eu quero ir pro hotel. Me leva pra lá, por favor. — Henry segurou minha mão enquanto dirigia com a outra. —

 

- Tem certeza? Não quer ficar comigo? Amanhã eu vou pra Nova Iorque, só volto na semana que vem. — Ele desviou os olhos da estrada, pra mim. —

 

- Sim, eu preciso colocar os pensamentos em ordem. Eu não sei o que estou sentindo agora. Eu não sei se eu odeio minha tia ou se só estou triste com ela. 

 

- Eu vou respeitar seu espaço. Mas caso precise de mim, me liga. Mesmo que eu esteja em outro país, vou te atender. — Ele apertou minha mão. — Sempre estarei estar aqui por você. 

 

- Obrigada. O Kal vai com você? — Sorri. — 

 

- Ele vai, mas caso queira ficar com você, eu entendo. Eu também ficaria. — Ele riu. — 

 

- Você quer ficar comigo, Kal? — Me virei pra encara-lo, que estava deitado no banco de trás. — Se você ficar, a gente vai se divertir muito. O Henry só vai fazer aquelas coisas chatas de entrevistas, sei que você não gosta. 

 

                Ele deu uma latida.

 

- Parece que ele quer ficar. — Henry riu. — Ou ele só está se precipitando. Talvez quando me ver indo embora, queira ir comigo. Não é Kal? — Ele permaneceu em silêncio. —

 

- É, ele quer ficar sim. — Afaguei a cabeça de Kal, que logo depois deitou novamente no banco de trás. — 

 

- Ah, Kal... — Henry balançou a cabeça. — Chegamos. — Ele parou o carro em frente ao hotel. — Tem certeza? 

 

- Tenho. Você quer subir? 

 

- É claro que eu vou subir. — Ele riu. — Ou você acha que eu ia passar uma semana longe de você e só me despedir com um beijinho no carro? 

 

- Eu vou fingir que não entendi. — Ri. Descemos do carro e Henry entregou a chave pro manobrista. — 

 

- Bom dia senhorita Anna, bom dia senhor Cavill. — O recepcionista cumprimentou eu e Henry, respondemos em uníssono. —

 

- Ok, mais tarde vão ter boatos na internet que eu vim pro seu hotel. — Henry apertou o botão do elevador. Rimos. — 

 

- Eu tenho certeza disso. 

 

- Você tem que morar no último andar? — Henry olhou pro espelho do elevador. —

 

- Na verdade eu estou lá por uns dias, até consertarem o chuveiro do meu quarto. — Dei de ombros. Em segundos Henry apertou um botão no elevador, fazendo-o parar instantaneamente. — 

 

                   Ele mordeu o lábio inferior. 

 

- A câmera está desligada. — Henry apontou pra mesma. Eu dei uma risadinha e comecei a beija-lo. —

 

- Eu vou sentir sua falta. — Ele colocou a mão por baixo da minha blusa, me fazendo arfar. — 

 

- Henry... — Eu tentava desviar, mas o meu corpo implorava por qualquer toque dele. — A gente não vai fazer isso aqui. 

 

- Claro que não, a gente vai começar aqui. 

 

         Ele rapidamente deslizou as mãos até minha calcinha, Henry começou a fazer movimentos circulares, minhas pernas estavam enfraquecendo, até que o telefone do elevador toca. Fazendo com que ele parasse de me fazer ver estrelas. 

 

- Alô? — Henry atendeu como se nada tivesse acontecido. — 

 

- Algumas pessoas estão reclamando que o elevador não está descendo, você está preso aí? — Henry deu um arzinho de riso. — Ah... sim, faz alguns minutos que ele parou, não tive tempo de ligar, a moça que está comigo estava tendo uma crise de claustrofobia. — Nesse momento eu tapei minha boca com as duas mãos, evitando que o som da minha risada ecoasse pelo elevador. — 

 

- O senhor pode pressionar o botão que está ao lado do telefone, acredito que ele pode resolver o problema. — Henry pressionou o botão, fazendo o elevador voltar a funcionar. — 

 

- Nossa! Obrigado! Nem tinha visto esse botão. — Ele desligou. Caímos na risada. —

 

- Não faz mais isso. — Abri a porta do quarto.— 

 

- Vou tentar. — Ele falou enquanto entrava no meu quarto, junto com Kal, que subiu na minha cama como se fosse dele. — Ei... Você não pediu. — Kal abaixou as orelhas, desconfiado. —

 

- Tudo bem, Henry, deixa ele. Minha casa é sua casa, Kal. — Falei enquanto tirava os sapatos.—

 

- E agora, o que a gente faz? — O celular de Henry tocou. Era minha mãe. —

 

- Oi senhora Fitzgerald! Já resolveu tudo? 

- Sim, Henry. Muito obrigada por nos ajudar, isso significa muito, minha filha tem muita sorte de ter você como amigo. 

- Eu que tenho sorte de ter conhecido alguém como ela. — Henry me olhou docemente. — Então, me diga a quantia. 

- Então, Henry, precisamos de trinta mil. 

 

             Henry rapidamente abriu o aplicativo do seu banco. 

 

- Me passe os dados da conta, vou depositar tudo agora. Tem certeza que é só isso? 

- Sim, temos certeza. 

- Tudo bem. 

 

             Me senti tão grata por ter Henry no meio de tanta confusão, por ele me ajudar e ajudar minha família. Mas ao mesmo tempo me sentia traída e enganada, o que me fazia sentir pior era saber que havia sido traída por alguém que eu amava e admirava. Henry desligou o celular e me olhou sorrindo.

 

- Pronto, uma parte já está resolvida. — Ele veio em minha direção. — O que foi? 

 

- Nada, eu só estava pensando. 

 

- Você não quer ir pra Nova Iorque comigo? Você pode ver seus pais, descansar um pouco. Tudo por minha conta. Você pode levar seus pais pra Nova Iorque ou algo do tipo. Ou pode ir pra Miami também, você que sabe. — Ele me abraçou. — 

 

- Eu não quero deixar você sozinha. Por favor, vamos. Eu vou amanhã de manhã. 

 

              Pensei por alguns segundos.

 

- Tudo bem, vamos pra Nova Iorque. Mas antes preciso avisar a minha mãe. E ao meu pai, claro. — Sorri. — 

 

- Como quiser.



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