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História London Boy - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Kal


A semana se passou rápido, eu já tinha a primeira parte do script toda na minha cabeça. Se bem que ele nem era tão grande assim. Ficou determinado que eu estaria presente no set apenas nas terças, quintas e sextas. O que não era tão ruim e fazia o dinheiro que recebi valer MUITO a pena. Filmaríamos na cidade de Cotswolds, 140km da capital. Johanna já providenciava tudo, onde iríamos nos hospedar, comer e etc... Quando o grande dia chegou, tudo o que eu queria era morrer. Sério, essa era a sensação. Eu estava muito nervosa. Uma van veio me buscar do hostel que eu estava hospedada. Eram cinco da manhã. 

 

- Frio, frio. — Falei enquanto encolhia os braços indo em direção a van. Detalhe: eu estava sozinha. Tia Johanna não poderia estar presente no set. Abri a porta da van e dei de cara com Henry. —

 

— Está com frio? — Ele sorriu. — Mais tarde o tempo esquenta um pouquinho. —

 

Tudo que eu consegui falar foi um: "Errr.." e sorrir de leve.  Não levou muito tempo até chegarmos a uma pequena vila onde todo o set estava montado. Descemos da van e fomos caminhando até uma tenda onde estávamos prestes a ver nosso figurino e maquiagem. Me pergunto por qual motivo o Henry iria querer vir de van, ele poderia muito bem ir de carro, ou ir andando? Já que ele é super focado em exercícios físicos e tal... porém ele preferiu pegar uma carona com van (não muito confortável) junto com os figurantes e atores secundários. 

 

- Oi! — Zendaya me cumprimentou enquanto eu sentava na cadeira ao seu lado pra fazer minha maquiagem. —

 

- Oi, tudo bem? — Sorri levemente pra mesma, que estava com um enorme aplique ondulado que pelo que percebi, ia até sua cintura. — Vejo que seu cabelo vai ser trabalhoso. 

 

- Sim. — ela deu uma leve risada. — Eu ainda preciso fazer babyliss nele. 

 

 

               Uma das maquiadoras fez uma maquiagem não muito perceptível em mim, meu cabelo que ia até os ombros não deu muito trabalho. Em duas horas estávamos todos prontos. Iríamos filmar a primeira cena, Henry caindo do céu. E eu não vou mentir que estava ansiosa pra ver isso. Henry estava com um roupão e uma calça jeans. Ótimo, logo de primeira eu iria ver o tanquinho dele pessoalmente. 

 

- É realmente necessário um dublê? Acho que eu deveria fazer a cena, é bem simples até. — Henry questionava o diretor. — 

 

- Eu não quero receber um processo, Henry. — Ele se virou e caminhou até minha direção. —

 

- Ok Anna, você vai fazer a cena mais tarde. Se quiser pode ir pra casa, houve um imprevisto, Zendaya não está se sentindo muito bem agora. Então só vamos filmar a cena de Henry. Mas se preferir pode ficar aqui e esperar. — Ele deu de ombros. —

 

- Eu vou ficar estudando o resto das falas. — Sorri. — 

 

- Você que sabe, vamos a outro ligar filmar a cena de Henry, caso queira nos acompanhar... — Ele fez um gesto de reverência. — 

 

- Adoraria. — Indaguei. —

 

 

        Segui o diretor até a van, Henry estava lá com um cachorro, eu pensei duas vezes antes de entrar na mesma. Olhei pra Henry. 

 

- Tudo bem, ele é um bom garoto, não é, Kal? — Ele acariciou a cabeça do cachorro. —

 

- Ok... eu estou entrando, ok Kal? Eu sou amiga... — Me movi lentamente até o banco de trás. Henry riu. —

 

- Viu, eu disse. — Kal sentou-se ao lado dele e seguimos a viagem. Henry as vezes olhava pra mim pelo retrovisor, via que eu estava de fones de ouvido (propositalmente) e então não puxava assunto. Sim, eu não tinha o que falar com ele, eu provavelmente iria balbuciar algo e sorrir. Eu sempre faço isso. —

 

- Ei. — Ele tirou um dos fones do meu ouvido. E eu quase pulei. Não sei se foi de susto pois estava quase dormindo, ou porque a mão dele estava próxima demais de mim. — Não precisa se assustar. — Ele deu uma risadinha. — Você fala? 

 

- Ah... sim? Eu falo? Se eu falo? Falo sim. — QUE DROGA PORQUE EU ESTAVA AGINDO DESSE JEITO? — 

 

- Uma mulher de poucas palavras... — Ele fez um gesto com a boca. — 

 

 

               Eu não sei se mulher era uma boa forma de Henry se dirigir a mim. Eu tinha vinte anos, mas não é pra tanto. Eu ainda me sentia uma mocinha de dezesseis anos. 

 

- É que eu sou meio tímida, então é um pouco difícil me enturmar. — Encolhi os ombros. —

 

- Eu entendo perfeitamente, mas vamos passar muito tempo juntos e eu não sei nada sobre você. Só que você é de Miami, tem vinte anos e provavelmente tem medo de cachorros. 

 

               Nós dois rimos.

 

- Não é medo, eu só não curto muito ficar por perto de cachorros grandes. Coisa de infância, sabe? — Sorri de lado. —

 

- Parece que os cachorros não foram muito legais com você na infância, né? 

 

- Não. — Sorri. —

 

- O Kal é um bom garoto, você vai se acostumar com ele. 

 

- Ele vai estar com a gente todo dia? 

 

- Sim, é impossível conhecer a mim sem conhecer o Kal. 

 

- Então eu vou precisar me acostumar com ele de todo jeito. 

 

               Sorri e acariciei Kal. Por um momento eu o ouvi rosnar? Ou eram só vozes da minha cabeça? Chegamos em uma enorme catedral. O dublê de Henry já estava colocando os equipamentos, até ele gritar e ir em direção ao rapaz. 

 

- NÃÃÃÃÃO! — O garoto olhou em direção ao mesmo que ia correndo até ele junto com Kal na coleira. Eu imagino se ele não havia se assustado com um homem de quase dois metros de altura e super musculoso indo em direção dele. — 

 

 

              Olhei ao redor e todo equipamento de filmagens já estava lotado. Caramba, eles eram rápidos. Ou será que estavam a madrugada inteira aqui? Fui interrompida de meus pensamentos por Henry. 

 

- Você pode ficar com o Kal?  — Eu o olhei com uma cara de "?" 

 

- Você me conhece a menos de um dia e quer que eu cuide do seu cachorro? — Dei um sorrisinho. — E se eu o sequestrasse? Ou jogasse ele em algum lugar? 

 

                  Henry riu.

 

- Você não seria capaz. 

 

- Será? 

 

- Aposto que não. — Ele me entregou a coleira de Kal e sussurrou algo do tipo: "Seja um bom garoto." — Obrigada e boa sorte. 

 

                 Ele foi embora, deixando eu e Kal sozinhos nos encarando. Eu ainda tenho a impressão que esse cachorro não é muito meu fã. 

 

- Ei Kal, vem cá, vamos passear um pouquinho. Mais tarde você vê o Henry. — Kal me olhou e fomos andando. —

 

 

              Cotswolds foi uma ótima escolha. Tem um clima bem agradável quando não são 05:00 da manhã, sem contar no visual que é bastante antigo. Peguei meu celular pra tirar uma foto e senti um puxão na corda. Kal havia se soltado e agora estava correndo atrás de um gato. Sério? O que eu mereci pra isso acontecer? Corri desesperadamente atrás de Kal.

 

- KAL! KAL! — Ele era muito rápido. Certeza que esse cachorro treina com o Henry. — KAL SEJA UM BOM GAROTO E VOLTE AQUI AGORA. 

 

              Depois de alguns metros percorridos o gato subiu numa árvore e Kal ficou na parte de baixo latindo freneticamente. 

 

- Você não está sendo um bom menino. — Segurei sua coleira e o puxei levemente. — Eu vou contar tudo pro seu pai.  — Kal me olhou e logo em seguida voltou ao seu "normal'' — Sério que é só eu falar do seu pai que você volta ao normal? 

 

                       Sorri. 

 

- Vamos, temos um longo dia pela frente. 

 

 

              Kal estava se acostumando comigo. Graças a Deus. Voltei aonde estavam filmando e notei uma roda de pessoas em volta de alguma coisa. Quando me aproximei, vi que estavam ao redor de Henry. 

 

 

                 Tesão coletivo. — Pensei. — Kal correu e entrou no meio da multidão, eu não sei como ele conseguiu, afinal, era quase impossível qualquer coisa passar no meio daquelas pessoas histéricas pedindo fotos com Henry. Era incrível como ele conseguia ser tão atencioso com todo mundo. Ninguém podia sair dali dizendo que foi mal tratado.

 

- Tudo bem meninas... acho que por hoje já deu. Henry tem muito o que fazer não é? — Um dos diretores entrou no meio da multidão e deu uma leve tapinha no ombro de Henry. —

 

- É... eu acho que sim? — Henry falou meio desconsertado. As garotas (bom, a grande maioria que estava lá eram garotas) lamentaram. Mas saíram de perto dele, desfazendo o círculo. —

 

                  Henry se abaixou e acariciou Kal.

 

- Você foi um bom garoto, não foi? 

 

- Você nem imagina... — Henry pareceu entender. —

 

- Obrigada por cuidar dele. — Ele sorriu... e que sorriso. —



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