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História Lonely - Capítulo 9


Escrita por: dekuriot

Notas do Autor


Hey!

Eu não tenho muito o que dizer, na verdade, apenas que tenham paciência, essa história precisa de tempo para ser desenvolvida do jeito certo :)

Boa leitura xx

Capítulo 9 - 00.08 - Novo Amigo


O dia amanheceu, e com a chegada do sol, ele também trouxe consigo os problemas mal resolvidos dos dias anteriores. Era sete da manhã de um sábado, Atem estava quase chegando ao colégio, pelo menos seus pés se encarregaram de levar seu corpo até ali, porque sua mente alterava entre a discussão com Yugi, o jogo perdido de sexta e a prova de recuperação que faria segunda, um ótimo jeito de encerrar e começar uma semana, certo?

Seto Kaiba, o famigerado capitão do time, se certificou de passar uma bronca ensaiada no estrangeiro minutos antes do jogo começar, reforçando que o lugar do mesmo era na reserva até resolver suas notas, o técnico do time por si só já não estava de muito bom humor pelas derrotas passadas, então aquele pequeno evento apenas agravou mais sua histeria típica — também causada pelo café em excesso que o homem consumia, mas com certeza o caminho mais fácil era culpar seus "alunos desordeiros". Atem queria sumir a cada palavra que saia da boca de Kaiba, mas se conteve em sua pose sarcástica, Joey e Honda até tentaram acalmar os ânimos dos dois garotos, mas o egípcio podia ser mais cínico do que imaginavam.

— Sabia o quão importante era esse jogo, dependemos dos pontos de hoje para o festival esportivo! Você foi irresponsável e agora pode prejudicar o time todo por isso! — o castanho esbravejava para o menor, Atem podia jurar que ele se aproveitava da diferença de altura entre eles para olhá-lo com certo desprezo.

— Você fala como se os outros aqui fossem uns idiotas que nunca pegaram em uma bola na vida, para de "xilique", Kaiba — o japonês o encarou sem entender a última palavra usada, Atem apenas respirou fundo levando uma das mãos até o rosto — Para de fazer cena, cara, eu sei que é um jogo importante, só que eu tenho certeza que o Duke dá conta no meu lugar.

O americano levantou a mão e fez um aceno, apenas para confirmar a fala do garoto de pele escura.

— A questão aqui é o quão irresponsável você anda sendo, isso é inadmissível! Se vai participar desse time, precisa levar as coisas a sério! — o maior apontava o dedo no rosto de Atem, a expressão do egipcio foi resposta o suficiente para os outros começarem a rir na sua próxima fala.

— Certo mamãe, eu vou me esforçar mais — ele respondeu com uma das sobrancelhas levantadas, as mãos cruzadas em frente ao peito e o sarcasmo era quase palpável, aquilo irritou Kaiba profundamente.

Seto cerrou os pulsos ouvindo o riso dos colegas de time, não era um evento isolado, o egipcio e ele já vinham discutindo desde jogos passados, sempre por algo idiota ou alguma implicância vinda do japonês estressado.

— Chega vocês dois, já estão me dando dor de cabeça — o treinador se intrometeu quando percebeu que seu capitão estava a um passo de socar Atem, o homem entrou no meio deles, ainda como o cigarro entre os lábios — Atem, vá atrás da sua prova com o Maximillion, Seto o jogo vai começar em minutos, deixe as broncas por minha conta, entendeu?

Eles se encararam por mais breves segundos, Atem continuava segurando sua pose de indiferença, enquanto Kaiba se obrigou a ignorar o menor e guiar seu time para o campo.

— Você sabe que tenho razão! — o garoto disse levantando o dedo para seu treinador e logo saiu.

Todos foram atrás do castanho, alguns ainda com risinhos frouxos enquanto passavam pelo egipcio, Joey e Honda eram os únicos que se mantiveram sérios, no fundo eles concordavam em partes com Kaiba, não achavam que era culpa do amigo, mas com certeza ele devia ter se esforçado mais. Duke acenou uma última vez para Atem antes de subir para o campo, o mesmo retribui andando para longe do treinador.

— Não gosto de dar razão para Kaiba, isso deixa ele muito convencido — o senhor começou segurando Atem pelo braço apenas para que o mesmo parasse de andar — Mas se continuar com essas notas, não vai ser só o time que você vai ter que abandonar.

— Eu sei que preciso melhorar, não precisa me dizer de novo! — o garoto estava irritado, soltou seu braço com rapidez, fazendo o homem levantar uma das sobrancelhas pela reação.

— Atem, como intercambista, você precisa ser cuidadoso, acha que gosto de dar broncas em alunos o tempo todo!? — o professor bate o cigarro quando o mesmo começa a queimar seus dedos — Se apresse para marcar essa prova e volte pro banco, não vai ter folga.

Ele realmente saiu para marcar a prova, e depois de meia hora rodando pelos corredores do colégio para matar o tempo, voltou para o campo, o time estava perdendo de dois à zero, mas se recuperou no segundo tempo, apesar de ter dado tudo certo no final das contas, Kaiba ainda fez questão de mostrar o quanto estava irritado com tudo aquilo, quando viraram o placar nos últimos minutos do jogo, e o apitar do juiz encerrou a partida, todos correram para a arquibancada liderados por Jounouchi, Atem recebeu os colegas de time com a mesma empolgação, apenas Seto estava de cara amarrada dizendo que podiam ter feito isso muito antes, caso não tivessem com um titular a menos.

O garoto se conteve para não criar um atrito maior, eles tinham vencido, o festival de esportes era o próximo passo, agora para que ele pudesse jogar novamente teria que conseguir ao menos um 7 na maldita matéria de Maximillion, o professor que parecia ter cismado com ele mais do que com qualquer outro estudante daquele colégio, claro que tudo poderia ser apenas coisa de sua cabeça paranóica, ou não.

Enquanto a Yugi, eles estavam em um momento de paz, não estavam brigados, mas também não era como antes, depois da discussão de quarta-feira, eles não se falaram mais, Bakura se ofereceu para lhe ajudar a estudar e então marcaram para o sábado, já que a prova só poderia ser realizada na semana seguinte. O clima em casa era estranho, e até mesmo Salomon conseguiu notar, em alguns momentos ele perguntava se estava tudo bem, e tudo que os garotos respondiam era um breve "sim", aquilo já estava dando nos nervos, mas o que o menor havia dito ainda machucava toda vez que se lembrava, se sentia envergonhado por ter insistido tanto, para no final tudo ser uma grande "confusão de sentimentos", Atem sabia muito bem o que sentia, sabia exatamente o que aquele aperto no peito e seu coração acelerado toda vez que estavam sozinhos significava, mas não era assim que o menor se sentia quando estava ao seu lado, então precisava seguir adiante, afinal nunca deixou as emoções ditarem o rumo das suas e escolhas antes, não seria agora que iria mudar.

Notou que havia chegado ao seu destino apenas quando esbarrou na porta da recepção, era final de semana, então não era um dia típico de aula, precisava se apresentar na direção antes de seguir o caminho para sua sala. O garoto bate no vidro da porta para chamar a atenção do segurança que estava ali, o homem estava lendo um jornal, usava uma outra cadeira para apoiar as pernas, ele levantou uma das sobrancelhas esperando mais que aquilo do egipcio, Atem então bufou e levantou sua carteirinha de estudante, servindo como identificação, o senhor que estava de guarda se levanta — talvez contra sua vontade, já que parecia irritado, e libera a passagem para o garoto.

— Sabia que eu não deveria estar trabalhando hoje? — o homem disse quando Atem atravessou para o outro lado, logo em seguida trancando a porta novamente — Vocês estrangeiros já deviam estar cientes que se fala japonês no Japão.

— Jura? — o moreno respondeu com sarcasmo, ótimo começo de dia — Se você não tivesse me avisado…

— Insolente — o segurança resmungou com uma carranca enorme no rosto, voltando a se sentar em seu lugar de antes.

Atem ignorou o diálogo passado e seguiu pela portaria, caminhou pelas salas vazias até encontrar a certa. Estava nervoso, não podia negar, já havia faltado a primeira aula e não sabia quem eram seus colegas, sem contar o quanto aquilo estava ferindo seu ego, já que antes de viajar para aquele país, ele estudou e empenhou cada minuto disponível do seus dias para aprender a língua, mas toda vez que ficava agitado ou nervoso o sotaque carregado preenchia sua fala e as palavras pareciam se desmanchar em sua língua antes de saírem, por essa razão, e somente essa, ele aceitou tão naturalmente fazer parte de uma turma extra.

Quando se aproximou da porta onde a aula aconteceria, conseguiu ouvir vários murmúrios, alguns ele identificou em inglês, outros em línguas que não entendia, mas estavam vindos altos e animados da sala 1-A, logo no inicio do corredor. Ele respirou fundo e tentou colocar a expressão mais simpática em seu rosto, porém mesmo fingindo, ainda estava estampado em seus olhos que não era ali que queria estar. Empurrou a porta para entrar e assim que colocou os pés para dentro da sala, ouviu alguns gritos animados, os adolescentes ali olhavam para a porta com expectativa, mas tudo que ganharam em troca àquela recepção foi um estrangeiro confuso e quase dando meia volta para poder ir embora, já se arrependendo de estar ali.

¡Buenos Días! (Bom dia!) — ouviu ao seu lado, uma garota de olhos grandes e sorriso divertido estava sentada na carteira da primeira fileira, conseguiu identificar a língua como espanhol, mas não sabia como responder.

I said! He speaks english, like us! (Eu disse! Ele fala inglês, como a gente) — uma garota um pouco mais baixa disse ao fundo, ela tinha o cabelo loiro, óculos que deixavam  seu rosto redondo e o uniforme do colégio amarrotado, ela estava em um grupinho ao lado de Duke Devlin.

Yes, I do, but it's not my mother tongue (sim, eu falo, mas essa não é a minha língua materna) — o egípcio respondeu com um leve sorriso envergonhado, fazendo a garota murchar um pouco.

— O que faz aqui, Atem? Não acho que você realmente precise disso — Duke perguntou levantando uma das sobrancelhas, estava mesmo estranhando aquilo.

— Eu meio que ando tendo dificuldades — o garoto disse apoiando o próprio peso de um pé para o outro.

— Mentira que vocês já se conhecem, por que não falou antes, Devlin!? — uma outra garota surgiu do grupo ao lado, dando um tapa no braço do garoto, ela falava com um sotaque carregado, provavelmente era americana também.

— Queria ver a cara dele com vocês gritando — Duke respondeu dando de ombros, um sorriso divertido surgindo em seu rosto ao ver a expressão do egipcio mudar.

— Claro, por que mais seria? — Atem revirou os olhos, logo se apoiando na porta ao seu lado, ainda não tinha entrado de fato na sala, talvez na esperança de ter tempo de fugir dali.

O garoto observou a sala, alguns murmúrios aqui e ali, rostos nada conhecidos o encaravam às vezes, ainda esperando por sua apresentação formal, outros apenas falavam dele na cara dura para a pessoa ao lado, a única alma familiar ali era Devlin, mas eles não eram grandes amigos, apenas colegas do time de futebol, nada mais que isso. O egipcio respirou fundo, seria um longo dia.

— Bom, então vamos direto ao ponto! Bem vindo a turma dos rejeitados, eu sou a Rebecca e vim dos Estados Unidos — a garota de antes resolve mudar sua fala para o japonês para se apresentar — Essa aí é a Luna, ela veio do México… Eu acho.

A garota fez uma careta logo em seguida a fala de Renecca, o egipcio sorriu de canto para tentar amenizar a situação. Conforme a garota aponta, sem medo de dizer seus nomes e nacionalidades, todos acenam para o novo companheiro de turma, ficou sabendo que a Aula Extra acontecia desde o começo do ano letivo, e alguns estavam lá desde a primeira aula, Atem fazia o mesmo de volta, ainda receoso com tantos rostos, ele não era um dos mais sociável em sua antiga escola, mas estava tentando morar aquilo, enquanto as informações eram jogadas em sua cara, ele pôde notar uma coisa no pouco tempo que estava ali, Rebecca era mandona e levemente descuidada, aparentemente ela cuidava de dar as boas vindas para os novos alunos, já que ninguém contestou toda aquela algazarra.

— O Duke você ja conhece, aquele ali no canto é o Andrew, veio da Holanda por isso tem sempre algum chocolate novo — Rebecca gostava de falar, com toda certeza ela gostava —  E por fim, aquele é o Marik, ele veio do Egito — Atem não conseguiu disfarçar a expressão de surpresa ao ouvir aquilo, o que chamou a atenção da loira.

— Oi — é a única coisa que o garoto disse, ergueu uma das mãos para um breve aceno, parecia entediado, distante olhando pela janela.

Ahlaan — ele disse de volta, o loiro apenas mudou o foco de sua visão, agora o encarando, sua expressão mudou para curiosa logo em seguida.

— E você, vem de onde? — Rebecca perguntou animada, ela parecia uma criancinha, e aquilo estava quase irritando o moreno.

— Do Egito também…

— Qual parte do Egito? — Marik se levantou, finalmente mostrando alguma reação, abandonou os matérias em seu lugar no fundo da sala e caminhou até a porta, onde os outros dois estavam, ele era um pouco maior que Atem, mas sinceramente, não era tão difícil assim alguém não ser.

Rebecca observou os dois mudarem de idioma, ficando levemente confusa já que, de todos os idiomas que dominava, o árabe não era um deles, antes que pudesse se intrometer na conversa mais uma vez, Luna, a suposta garota mexicana, puxou a loira para o fundo da sala, onde outro grupinho havia se formado à espera do professor.

Eles conversavam em árabe agora, e por um breve segundo, Atem se sentiu menos estranho em estar naquela sala lotada de estrangeiros.

— Eu sou do Cairo, nada revelador — o tricolor respondeu ainda na mesma posição de antes — E você?

— Sou de lá também, da parte civilizada, não do deserto — a piada o pegou de surpresa e acabou lhe tirando um sorriso.

— Qual a possibilidade disso acontecer? — Atem apontou para eles — Quer dizer, eu imaginei que tivessem mais pessoas no programa, mas não um conterrâneo.

— Eu cheguei faz pouco tempo, na verdade — o garoto cruzou os braços em frente ao corpo, ele mantinha a postura ereta, como se sempre estivesse julgando alguém — Quando fiquei sabendo dessa palhaçada, pensei em dar meia volta e correr pra casa no primeiro vôo.

— Confesso que isso tá pisoteando o meu ego, mas eu realmente quero aprender mais desse idioma — respondeu com um ar risonho, talvez aquele dia não fosse tão ruim assim.

— Bom, pelo menos agora não vamos nos sentir tão sozinhos aqui — Marik disse apontando discretamente com a cabeça para os outros na sala, e então se inclinou para frente para dizer em um sussurro — Nunca vi tantos americanos juntos no mesmo lugar.

— Nem eu, olha que eu já estive lá — Atem faz o loiro rir, era bom alguém com o mesmo senso de humor.

Eles conversaram por mais alguns minutos, Marik era bem articulado, sabia como não deixar a conversa morrer de um jeito quase natural, já Atem se sentia ainda um tanto acuado com a nova possibilidade de amizade, os egípcios ignoraram a maior parte dos olhares e cochichos direcionados a eles, devia mesmo ser muito estranho ver duas pessoas da mesma nacionalidade conversando em seu idioma, a ironia daquela situação era mais um dos tópicos que os dois tiveram para continuar conversando.

O loiro disse que estava ali apenas porque sua irmã havia o mandado, uma espécie de "castigo intelectual", desde que os pais deles faleceram, sua irmã quem ficou responsável por ele, e pelo jeito que Marik falava dela, parecia que possuía um enorme carinho e admiração pela mais velha. Também deixou escapar, quando Atem perguntou sobre o tal castigo, que ele não havia sido um dos melhores irmãos do mundo nesse tempo, ainda que amasse Ishizu, ela não o entendia de fato.

— Mas bem, acho que já falei demais pra um desconhecido, não é? — Marik disse voltando a analisar o garoto à sua frente — E você? Como veio parar aqui?

— Eu meio que ando fugindo — Atem encolheu os ombros tentando desviar o olhar para qualquer outro lugar — Gosto muito de viajar, mas esse intercâmbio foi… Mais uma desculpa para não resolver meus problemas.

— Entendo… — ele respondeu simples, e ainda encarando Atem ele deixa uma risada escapar, o que chamou sua atenção — Desculpa, mas, acho que acabamos desabafando um com o outro, só porque falamos o mesmo idioma.

Aquilo fez Atem rir também, era verdade.

— Quem precisa de terapia quando se tem o companheirismo patriota? — o tricolor gesticulou dramático, arrancando mais risadas do loiro.

Eles iam continuar aquela conversa, mas a presença de mais alguém atrás de Atem e a expressão decepcionada de Marik, fez com que eles se calassem, a sala toda ficou quieta também e começou a se organizar em seus respectivos lugares.

— Certo, vamos acabar com essa algazarra, quero todos sentados — a voz de Maximillion Pegasus percorre a sala, Atem que ainda estava parado ao lado da porta se apressou em olhar para trás, sorriu sem graça quando o professor o encarou com uma carranca no rosto — Eu disse todos.

— Já tô indo — sussurrou enquanto se virava para tomar um lugar para si, ele seguiu Marik até o final da sala, se sentando na fileira de mesas ao lado, os dois seguraram o riso antes que arrumassem confusão com o professor ranzinza.

Maximillion praticamente jogou suas coisas sobre a mesa, seu olhar era de poucos amigos, mas apesar da pose intimidadora, alguns alunos não se abalaram, agiam como de costume, talvez fosse da rotina deles. O moreno observou com atenção como o professor agia, talvez no final das contas a tal implicância não fosse apenas com ele, e sim o jeito nada simpático que o homem tinha, julgando que ele era o responsável pelas aulas normais de praticamente todos os alunos do segundo ano, ele ainda trabalha aos sábados em uma espécie de reforço para os intercambistas.

— As regras são claras — o homem se sentou, abriu um dos botões do terno que usava e começou a organizar alguns papéis que estavam na pasta que carregava — Vocês são intercambistas, se suas notas caem, quer dizer que ou os professores estão fazendo um péssimo trabalho, ou vocês estão sendo preguiçosos o suficiente para não entender uma simples equação de segundo grau… Ou um verbo em uma frase.

O egípcio levantou uma das sobrancelhas se sentindo atacado com a última parte, ele não era um preguiçoso, apenas um pouco lerdo.

— Então, o que a escola faz? — o homem se levantou ao terminar de juntar todas as folhas em um monte, seu tom de voz mudando de ríspido para sarcástico — Pega todos os estrangeiros, das mais variadas classes, lugares, idiomas e problemas, os jogam em uma única sala — ele distribuía os papéis enquanto falava — E espera que o professor mais severo se vire com o bando de desmiolados.

O tricolor percebe que apenas alguns alunos recebem a folha que Maximillion distribuía, e ele é um dos que não recebeu uma. Marik ao seu lado pegou o papel com uma careta no rosto, aquilo estava o deixando confuso.

— Eu não estou aqui para ser amigo de vocês, tudo que quero é umas horas extras, menos dor de cabeça e um pouco de vinho ao final da tarde — ele finalmente terminou de entregar as folhas e parou na frente da sala, os braços para trás do corpo enquanto analisava a sala — Então se esforcem, porque a partir de agora, eu digo se o intercâmbio de vocês está, ou não, perto do fim.

A frase fez o garoto arregalar os olhos por alguns instantes, aquilo era mesmo verdade!? Atem procura o novo possível amigo com um olhar desesperado, mas Marik já estava com o rosto afundado em seu caderno esbravejando alguma coisa em árabe, de sua mão pendia a tal folha que o professor estava distribuindo e viu vários círculos em vermelho e a nota não era uma das melhores. Então era um teste.

Ele olhou em volta e pôde ver alguns sorrirem satisfeitos com o resultado que receberam, outros nem tanto, logo em seguida Maximillion começa a entregar outras folhas para os alunos que faltavam, e então ele recebeu uma cópia de sua prova passava, vendo novamente as anotações que acabaram com seu final de semana, o professor encarou o egípcio por alguns segundos antes de abandonar sua mesa.

— O novo aluno da turma entendeu o recado, não é? — o homem de fios grisalhos perguntou em um tom ríspido.

— Sim, senhor — respondeu baixo, acompanhando os passos do mesmo com os olhos.

Se o que o professor havia dito alguns instantes atrás fosse mesmo verdade, Atem tinha acabado de descobrir que a senhora Muto era mais empenhada do que imaginava.

— Que droga — Marik finalmente se recuperou de seu mini surto e sussurrou para Atem — Hoje vai ser um longo dia.

— Bem longo — o moreno se afundou na cadeira, levantando o papel em frente ao rosto.

A voz de Maximillion voltou a soar, agora explicando como a aula iria funcionar naquele dia, e mais uma vez Atem desejou estar bem longe dali.


Notas Finais


Quem vocês acham que estão certos nessa discussão? Atem ou Yugi?


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