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História Lonely Again - Capítulo 7


Escrita por: e Slay_


Notas do Autor


A fic será atualizada toda terça — que eu quiser. — Espero que gostem.

❝ Aos quinze anos, tudo é infinito. ❞ — Machado de Assis

Capítulo 7 - Adolescente Fluorescente


— Lonely Again


[Estados Unidos, Estado do Colorado — 15 de outubro de 2013. Cidade de Denver]

Residência dos Dawves | 22:30 pm.


— Senhora Williams, pela milésima vez, nós não sabemos onde está o seu cachorro- — após abrir a porta de carvalho escura e aturar seu ranger insuportável, a jovem fora sutilmente surpreendida pela reação convidativa das pessoas que a esperavam. Cobriu os olhos com as costas da mão direita e suspirou fundo, esperou alguns segundos e logo aquele clarão se extinguiu. — Mas que porra é essa… — murmurou, assim observando a situação por inteiro, notoriamente ficando mais decepcionada que o normal. Adolescentes com lanternas, de certa forma não era animador.

— Tô' falando sério, aquele cachorro é macabro, Julie. Parece que ta' sorrindo toda hora. — sussurrou uma voz masculina, nitidamente amedrontada. Tratava-se de Cole Smith, um pivete que tinha os fios castanhos recém pintados de verde. 

— A Sra. Williams não tem cachorros endemoniados, Smith. — disse o óbvio a ruiva sardenta.

— Uh! Não me diga Einstein versão tocha humana. — ironizou um loiro, fazendo uso do apelido "tocha humana" para se referir aos fios rubros de Julie. 

— Não é porque você pintou o cabelo que você deixa de já ter sido ruivo, Braeden. — a menor respondeu com indignação. 

— Pelo menos não me pareço um caipira como você e essas sardas. — Braeden sorriu de canto pelo avermelhamento que se manifestava pela face de Julie. A garota amava as próprias sardas, seu falecido pai sempre diria que cada um dos pontinhos no rosto da ruiva seria um beijo de um anjo e o loiro saberia muito bem desse valor sentimental, afinal Julie e Braeden eram irmãos gêmeos. 

— Parece que hoje é dia das crianças e ninguém me avisou. — Jéssica interrompeu a briga, se encontrava escorada na porta de entrada e estava visivelmente de saco cheio daquela palhaçada toda. Após atrair a atenção de todos os presentes, a britânica suspirou fundo e estalou a língua. — Eu tenho alguns pontos. — Cole engoliu em seco. — Primeiro: Braeden e Julie, o que caralhos vocês dois estão fazendo aqui? Literalmente do outro lado da cidade. Segundo: A Any vai merendar vocês dois na porrada, são quase 10 da noite pimentinhas do caralho.

— Ela confia mais na gente do que no Andrew e olha que ele tá' na faculdade. — ditou Julie, após olhar para o chão e observar os tênis Conserve surrados.

— Isso não é lá muito difícil. — a loira soltou uma tosse forçada e direcionou as íris verdes em direção ao jardim da casa do vizinho. Aquele local ficaria em silêncio quase que absoluto, sendo notário apenas socos e provocações trocadas entre Braeden e Cole. — Eu estava estudando, me falem o que querem. Não tenho tempo de sobra. 

— É sobre o Hellen. — murmurou o Smith com o resto de coragem que lhe restava, após receber uma série de xingamentos de Braeden direcionados a todas as suas gerações futuras e anteriores.

— O que o Hellen usou para tá' andando com pivetes da idade de vocês? — falou a Dawves, já deduzindo a história por inteiro. 

— Ele é gente fina, então nós o chamamos para ir à floresta conosco, já que é perto daqui. — respondeu o esverdeado, novamente.

— Ir à floresta para que? — indagou Jéssica, começando um interrogatório pelo próprio impasse e nervosismo. Um moreno que também se encontrava com o grupo em resposta apenas revirou os olhos em reação às inúmeras perguntas, Dylan Adams sempre fora descrito como alguém de pavio curto.

— O Dylan enterra maconha perto de uma casa sinistra abandonada na floresta. Como ele vai se mudar, nós quatro concordamos que queríamos nos despedir da melhor maneira possível. — disse Braeden, na maior naturalidade do mundo, recebendo um olhar rancoroso de Jéssica como resposta. 

— Hellen foi apenas para fazer companhia, suponho que ele não quer chegar no ensino médio sem se lembrar do que comeu ou até mesmo do seu segundo nome. — disse Dylan, após encarar Jéssica com seriedade, mostrando seus olhos negros como uma pedra ônix. “Esse garoto tem alma?’’, pensou a britânica. Pela primeira vez o moreno teria dito algo desde que chegou naquele recinto.  

— Quem fuma com 15 anos?

— O moço que mora no fim da rua fumava. — comentou Cole na defensiva. 

— Toby não é o melhor exemplo para se seguir, sabia?

— Enfim, o Hellen acabou se machucando e nós precisamos da sua ajuda. O pivete disse que você, Jéssica Dawves, tem um pai enfermeiro. — Braeden murmurou. 

— Padrasto. — corrigiu-o a britânica de maneira não muito dócil.

— Ajuda a gente, por favor. — suplicou Julie. 

Jéssica fechou os olhos, pareceu raciocinar e analisar com prudência aquela situação, da maneira mais crítica possível. Concluindo que a melhor opção fosse acionar uma ambulância, mas ainda assim saberia que Hellen odiava hospitais. Sua única solução fora balançar a cabeça, sinalizando um "sim" relutante. Entrou para dentro da propria residência e fechou a porta antes da comemoração exagerada daqueles adolescentes, assim indo atrás de primeiros socorros, uma lanterna e uma capa de chuva, afinal choveria. 


Aquela noite seria longa...


Notas Finais


Starring it right in the face, the next few year till the grave, or in other words… twenty-four.
❝ Olhando bem na (sua) cara, dos próximos anos até o túmulo, ou em outras palavras… dos' 24 anos. ❞


Nota: Julie e Braeden, ambos são irmãos de sangue da Any. Assim como Andrew, que é o cara que pediu pra' ver os pés da Jéssica. Foi citado no capítulo 6 (Ophelia).

ps: Sim, capítulo pequeno. Desculpa aí, to meio ocupada com às aulas online e não tive tempo suficiente para escrever, prometo que o próximo será maior.


[Se quiser, comente sobre o que está achando da estória, espero ansiosa.]


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