1. Spirit Fanfics >
  2. Lonely Dance >
  3. Esta noite não dançarei sozinho

História Lonely Dance - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Primeira Fic ever aqui. To meio nervouser, e acho que não vai ter mt engajamento por ser de Death Note, mas tentamos né.
É que eu simplesmente amo esse shipp ( mais para o lado soft do que hard, acho o L tão fofíneo ) então não pude resistir sorry :D
Isso é tudo, Boa leitura <33

Aliás, Lonely Dance - Set it Off, beijos.

Capítulo 1 - Esta noite não dançarei sozinho


          Nada poderia piorar aquele dia. Uma manhã ruim levou àquela tarde ruim, quem sabe como terminaria a noite?  

Primeiramente: acordei completamente exausto após dormir por longas 17 horas, com um Yagami acorrentado a mim e reclamando por eu não ter mais descanso, dizendo-se preocupado.  Nenhum caso pelo qual eu passei foi tão desgostante como este, não tendo mais suspeitos decidi me acorrentar àquele que eu imaginei que fosse – e ainda imagino que seja – o principal Kira. Depois de deduzir que havia um segundo assassino, torturar Amane , confinar Light  e passar por toda aquela desordem, não tenho mais a quem apontar minhas dúvidas.  Estou insatisfeito. 

-Talvez eu realmente queira que você seja Kira – Suspirei, não ainda derrotado, apenas desapontado. Não o olhei, imaginei que ficaria irritado por este comentário, mas é tudo o que eu penso agora. - Você seria um ótimo oponente.  

-Ainda está nisso, Ryuuzaki? - Seu tom de voz parecia calmo; talvez tenha se acostumado comigo ‘falando pelos cotovelos’ tudo o que me vem em mente. - Eu estou cansado deste caso tanto quanto você, mas não estou lhe descontando minha desilusão. - Pude ouvi-lo se mexendo na cama que dividíamos; que parecia confortável o suficiente para meu “colega de quarto”, pois estava deitado nela há um bom tempo, mesmo acordado. 

-Não me entenda mal, não estou lhe descontando nada. - Nossos olhos se encontraram pela primeira vez naquela tarde. Os meus, fundos e escuros aos castanhos, afiados.  - Mas é verdade, eu estou muito frustrado. Na verdade, estou depressivo e não tenho nenhuma motivação agora. - Olhei para o piso polido, castanho, brilhante.   

-Está desistindo? - Aquilo certamente foi uma provocação.  

-Isso é uma ofensa escandalosa, Light. - Olhei para ele, derramado na cama, apenas com uma camisa social cinza e uma calça escura; carregando seu sorriso cínico.  Os braços atrás da cabeça o apoiava na cabeceira da cama. 

-Bem como a que você me fez, não? - Estranhamente, ele estava de bom humor naquele momento. Convenientemente eu também estava.  

-Sim, eu mereci essa. - Sorri junto a ele. Se Light Yagami fosse Kira – o que não me sai da cabeça - eu estaria em grandes problemas; admitindo ou não, gostava dele como companhia e admirava ele em segredo.  

Passamos ambos por um tempo em silêncio, aproveitando apenas do silêncio temporário que aquela tarde de folga traria.  Nunca tive ninguém próximo a mim antes além de Watari, por isso desde que o conheci nunca pude dizer exatamente o que sentia em relação ao de cabelos e olhos claros; nunca soube dizer o que sinto desde que me conheço bem.  

Sempre tive essa dúvida desde pequeno, quando houveram incidentes no orfanato – wammy's house – em que eu cresci, se eu teria algum amigo ou pessoa próxima com a qual pudesse realmente compartilhar sentimentos, assim como eu via nas novelas e romances;  um amigo seria o suficiente, mas não podia deixar de me questionar como os outros sentimentos fariam influência na minha personalidade. Nunca me preocupei ou pensei demais nisso, mas tendo essas pessoas ao meu lado – principalmente Light – eu não posso parar de refletir.  

Quando notei já anoitecia. Olhei para a cama e notei o Yagami mais jovem adormecido, tranquilamente, ainda naquela mesma posição. Ele deve estar exausto, pensei, mas não poderia deixá-lo dormir até o outro dia naquele estado. Levantei-me e parei ao seu lado, sua expressão estava mudando: ora se contorcia num desgosto indecifrável, ora se acalmava. Deve estar tendo apenas um sonho ruim.        

Ao aproximar meu rosto ao dele, notei que estava murmurando e expelindo sons indefinidos.  

-L... - Gemeu, seu rosto fechado, seu corpo inquieto. Ele estava tendo um sonho execrável do qual eu estava envolvido de alguma forma.  - Não... - Era isso, e a curiosidade ferveu em mim.  

Mas no momento seguinte ele acordou, assustado tanto pelo sono quanto pela proximidade dos nossos narizes.  

-L, Ryuuzaki..? - Pôs as mãos em meus ombros e me afastou, não sendo capaz de tirar seus olhos dos meus. - Por quanto tempo eu dormi, e... o que você estava fazendo? - Suspirou, recompondo-se. 

-Com o que estava sonhando? - Fui direto, e ele entortou os lábios com a pergunta, levantando-se e ficando agora de frente para mim. - Você está bem? - parecia estressado, diferente de mais cedo.  

-Não era nada. Me dê licença, eu preciso tomar um banho... - Pôs a mão frente ao rosto e esfregou os olhos, ignorando minha presença e indo diretamente ao banheiro. Ao andar até a porta e escorar-se no batente, o som da corrente em seu pulso arrastando-se no chão o parou. Definitivamente havia algo errado.  - Ah sim, isso. - Encarou o aço que lhe rodeava o braço, descontente. - Não pode tirar para eu poder me banhar? 

-Não. Mas eu posso entrar com você. - Sugeri, não tendo nenhuma outra opção. - Eu não gosto de me lavar normalmente, então eu posso ficar do lado de fora.   

Levantou uma de suas sobrancelhas assim que eu mencionei o fato sobre me lavar, e permaneceu, pensativo.  

-E como é que você se limpa? - previsível. 

-Tenho uma *lavadora humana que o Watari fez para mim.  É mais útil do que parece.  - Esperei seu veredito, afinal, eu não fazia o que fazia por vontade própria; a situação exigia que ficássemos juntos 24 horas por dia.  Apesar de eu não odiar, não sabia o que o outro pensava sobre isso.  

-E não há a possibilidade de você me deixar te limpar? - Sorriu de canto. Imaginei o que ele quis dizer com aquilo, não chegando a uma conclusão. Franzi meu cenho, o semblante provavelmente o mais confuso que ele veria. Eu nunca saberia se ele estava sugerindo algo de teor sexual ou não, a menos que experimentasse.  

-Se você não se importar... - Encolhi meus ombros, me aproximando, nunca tirando meus olhos dele.  

-É melhor que ter você me encarando do lado de fora, com certeza. - Abriu a porta, aliviado. Talvez tomar banho fosse bom para espairecer, afinal, a banheira dali era grande o suficiente para caber mais que apenas duas pessoas.   

Ambos entramos no cômodo, um após o outro, visivelmente nervosos. Não saberia reagir a qualquer coisa que ele tentasse ali, tinha plena noção disso. Mas não havia motivos para tal preocupação, certo?  Eu apenas esperei que ele preparasse tudo, assisti-o girar a extensão quente da banheira, apanhar as toalhas numa das gavetas de um pequeno armário dali e colocá-las numa bancada próxima, desabotoar sua camisa, puxar o zíper da sua calça, e a cada passo eu estava mais nervoso. 

-Não vai entrar de roupas, vai? - Ele me chamou, acordando-me de meus devaneios. Neguei com o rosto em resposta, incapaz de encará-lo enquanto se despia. Tirar minhas roupas não era algo que eu naturalmente fazia, Watari o fazia por mim, mas ele não poderia me ajudar agora, então eu deveria tentar. Pus as mãos na barra da minha camisa de mangas largas e a puxei para cima, me estorvando quando cheguei à altura dos ombros, prendendo meus dois braços entre meu rosto e aquele pedaço de pano. 

Pude ouvir Light rir depois de alguns segundos naquela posição.  

-O que está fazendo? -  Ainda caçoando de mim, ouvi-o se aproximar. - Deixa eu te ajudar, vamos... Levante os braços.  - Fiz como pediu, e logo depois pude ver novamente; desta vez, Light estava seminu. Desviei os olhos para outro canto, mas não pude deixar de observar como seu corpo era belo, centenas de vezes mais que o meu.  - Não acredito que o maior detetive do mundo tem dificuldades em tirar as próprias roupas, não quer ajuda com as calças também, quer? - Ironizou. 

-Para mim isso é uma perda de tempo. - Pausei, fitando-lhe diretamente as íris carmesim. - E não.  - Respondi a sua pergunta, virando-me de costas e abaixando as calças.  

Após aquele procedimento, entramos ambos na banheira, Nus. O mais jovem se sentou na beirada e apoiou suas costas na parede, suspirando relaxado; enquanto eu sentei-me na costumeira posição de joelhos dobrados, de costas para ele e na outra beirada. Não poderia encará-lo naquela situação, ademais não poderia ainda imaginar como ele me limparia como disse.  

Em imaginar que eu passaria por uma situação assim na minha vida, quando estou acostumado com a completa solidão do meu quarto. Porque afinal sozinho eu posso respirar, longe da ansiedade social, mas Light está aqui agora, e ele vai estar até o caso terminar; e depois disso nos separaremos? 

-Diz Light, quando o caso Kira terminar você vai embora? -  Olhando para baixo, eu podia ver meus pés pela transparência da água.  

-Está preocupado que nos separaremos? - Soou incrivelmente suave, como se ele pensasse o mesmo. - Se você não se importar, podemos formar uma dupla.  

Eu não me importaria, juntos nós poderíamos resolver qualquer caso, estou certo disso.  Além do que eu teria uma companhia a mais.  

-Parece bom... - Sorri minimamente, pensando na ideia. É claro, se este caso não terminar com a morte de um de nós ou nós dois. Apenas se Light Yagami não for... - Ah! - Arqueei as costas assustado com o toque repentino nos meus ombros. - O que está fazendo? - Encarei-o por cima do ombro, procurando seus olhos. 

-Tentando esfregar suas costas, fique parado. - Era isso o que ele quis dizer com “me limpar”. Então não teve nenhum teor sexual, no final; fui eu quem pensou demais.  

Relaxei os ombros, suspirando. Não era tão ruim, a sensação da água quente na minha pele deixava a situação melhor, era confortável.  

-Você é tão pálido... - De repente parou os movimentos, apanhando água com as mãos e retirando a camada de sabão das minhas costas.  - Eu não imaginei que poderia existir alguém tão pálido quanto você. - Aproveitou para molhar meus cabelos, a água morna escorreu pelo meu rosto; fechei meus olhos - Mas, sabe, não fiquei tão surpreso quando te vi. Acho que já imaginava algo assim.  

Eu não tinha nada para responder, apenas me mantive em silêncio, aproveitando o momento. Ele lavou meus cabelos com algo espumante, esfregando seus dedos na raiz. Aquilo realmente me dava sono, eu poderia cochilar, se não o fosse terminando seu ato e levantando-se, saindo da banheira por fim.  

Apanhou a toalha e a rodeou em sua cintura, sugerindo que eu fizesse o mesmo.  

Esperei-o sair do cômodo para me levantar, puxar a tampa do ralo e agarrar a toalha, levando-a ao meu rosto. Suspirei, apenas então notei o cansaço do meu corpo, cansaço este que eu costumo ignorar.  Pus minha veste íntima, e logo após a calça; tomar banho realmente era algo que eu fazia com frequência - gostava de me sentir limpo – mas nunca daquela maneira, nunca com outra pessoa.   

Apanhei uma outra camisa exatamente como a anterior – limpa – e fui ao encontro do outro com o qual eu dividia celas, já vestido, me observou oferecer a roupa de cor clara para que me ajudasse mais uma vez.  O silêncio pairava no quarto, nenhum de nós tinha algo a dizer, apenas guardaríamos aqueles momentos na memória. Acompanhei Light até a cama, sentando em posição fetal contrário à ele, apanhando meu notebook e abrindo-o.  

-Não vai dormir? - Questionou, cético.  

-Não estou com sono. - Mas de certo cansado, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Estar rodeado de tantas pessoas o tempo todo me deixa exausto, me sinto observado a todo momento.  

Quando a cama se mexeu tive certeza que Light estava se movendo junto; incerto de se ele estava se aproximando ou se afastando, aguardei.  Pelo canto dos olhos pude vê-lo sentar-se ao meu lado, me encarando diretamente. 

-Pois eu também não - encarei-o, e estava estampado em seu semblante aquele mesmo sorriso. Eu não saberia dizer qual o seu significado mesmo analisando por horas a fio.  - Eu acho que você deveria desmazelar-se. Toda essa tensão pode ser prejudicial... - Não o notei se aproximando até então, mantendo a face serena de quem planeja algo. 

-Eu posso descansar o quanto eu quiser depois que este caso terminar. - Diferente dele, não movi um músculo. A proximidade já começara a me deixar ansioso. - mesmo que eu provavelmente não o faça.  

-Você é muito sério. - Um breve farfalhar escapou de seus lábios, antes de pressioná-los contra os meus; sua mão livre de correntes pousou sobre o meu pescoço aumentando a proximidade, enquanto eu permanecia de olhos bem abertos fitando os seus, cerrados. Todo aquele turbilhão de pensamentos que sempre passa pela minha mente subitamente desapareceu, deixando-a em branco, vazia.  Nenhuma reação veio a mim, eu apenas permiti que roubasse de mim minha primeira troca de afeto, incapaz de negá-lo.  Prendi a respiração inconscientemente.  

Passados alguns segundos, Light se afastou mirando meus olhos; era claro como o dia que nenhum de nós desgostou daquela sensação e então, novamente, foi ele quem tomou a iniciativa. Apesar da posição não favorecer, prosseguimos; arrastou seus dedos dos meus ombros até meu ouvido, causando-me arrepios. Todos aqueles sentimentos novos se misturavam no sabor da sua saliva. Timidamente as línguas se encostavam e, lentamente, fechei meus olhos buscando sentir melhor o contato. 

Light retinha experiência naquilo que fazia, por breves segundos me perguntei quantas pessoas ele beijou antes de mim; mas retirei esses pensamentos da cabeça em seguida, focando-me nele.  

Encolhi meus braços, juntando-os ao meu peito; não sabia como reagir neste tipo de situação, deveria esperar o outro criar mais contato. A fricção incessante dos lábios se tornou massiva, logo, necessitada. Impaciente, senti seus dentes contra meu lábio inferior, deixando-os levemente vermelhos.  Separamo-nos para capturar o ar que faltou.

-Desculpe – Ele se afastou. De nada adiantaria se desculpar agora, já estava feito; mas eu não me ofendi com seu feito, pelo contrário fiquei apenas interessado.  

-Faça novamente – Soltei, imprudente. 

-Em? - seu semblante mudou de criticável à confuso rapidamente, mas eu estava certo de que ele ouviu bem.  Num fio de audácia tive minha vez de pôr as mãos nas laterais do seu rosto, puxando-o para perto e selando outro beijo, beijo este que veio mais voraz que o anterior; as mãos agora passeavam, buscando contato. A dança sensual que se formava entre as cavidades bucais trazia a sensação de calidez, tudo o que desejávamos estava ali.  

Pela manhã eu nunca saberia que a noite terminaria assim. Se todos os dias ruins trouxerem noites como esta, eu me prepararei para receber todas as péssimas notícias que virão ao amanhecer; quando ao anoitecer eu terei Light Yagami junto a mim.


Notas Finais


* Gente, é sério, o Watari literalmente fez uma lavadora humana pro L. Tem isso nos especiais!!
Obrigado à quem leu até aqui, me desculpem qualquer erro :D
Sim talvez eu faça um outro capítulo só para um Lemonzinho; eu faria nesse, mas é que não consigo mentalizar o L transando gente desculpa kkkkkkkkkkkkk ;-;
É isso, bye <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...