História Lonely Eyes - Capítulo 4


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Haechan, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Johnny, Jungwoo, Kun, Lucas, Mark, RenJun, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Donghyuck, Fluffy, Haechan, Lemon, Mark, Markchan, Markhyuck, Minhyung, Nct 127, Nct Dream, Nct U, Shounen Ai, Soulmate!au, Yaoi
Visualizações 163
Palavras 1.884
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eita, quase que isso não sai hj mas tive que postar pra deixar um aviso nas notas finais kkkkrindo de nervoso

Capítulo 4 - IV: Unexpected Visit


Fanfic / Fanfiction Lonely Eyes - Capítulo 4 - IV: Unexpected Visit

Ao chegar no abrigo, recebendo durante o caminho diversos avisos - não podia chamá-los de broncas, Taeyong não fazia suas palavras parecerem como estas - Donghyuck fora direto para o quarto pensar no que acabara de acontecer. Tinha conseguido desenhar apenas Mark e metade do banco em que estava sentado, o que não era ruim, poderia fazer a paisagem outro dia, o parque não ia sair de lá, mas mesmo que saísse, conhecia-o como a palma de sua mão.

Tirou o desenho da mochila e encarou-o. Observou os detalhes de Mark, que conseguiu desenhar melhor do que achou que conseguiria, já que nunca tinha o visto de perto por mais que dois minutos. Ele era muito mais bonito do que tinha reparado até antes de desenhá-lo. Tinha cabelos loiros, apesar de serem descoloridos, e levemente ondulados, um lindo sorriso, olhos que mesmo com os tons tristes, ainda eram bonitos, ombros largos, que não pode deixar de desejar descansar a cabeça enquanto conversavam por horas, e muitas outras qualidades somente quanto ao físico, já que ainda não conhecia sua personalidade. 

Imaginou se o canadense era gentil, se era o tipo de pessoa que adorava ajudar os outros, se estava sempre rodeado de garotas, se tinha muitos amigos e se ele tinha muitas outras coisas que Donghyuck gostaria de ter, como uma família feliz e um lar aconchegante. Logo parou de pensar nestas coisas que, certamente, o deixariam triste de novo. Colocou o desenho de Mark, que terminaria outro dia, em sua pasta de desenhos e foi se preparar para dormir, não ficaria acordado até de madrugada ou sofreria muito para acordar cedo quando as aulas voltassem, daqui uma semana.

Quando entrou no banheiro para escovar os dentes, se assustou com o próprio reflexo no espelho. Seus olhos não estavam mais tão castanhos quanto foram durante toda sua vida. Estavam mais claros, prontos para mudar de cor completamente a qualquer momento. Desesperou-se. Pensou que tudo que tinha feito para não receber sinais de sua soulmate estava indo ralo abaixo. Os 17 anos de sua vida rejeitando quase todo mundo que tentasse se aproximar estavam sendo jogados fora. 

Deslizou pelo azulejo do banheiro até estar sentado no piso frio. A mudança em seus olhos significava que agora conhecia sua soulmate ou que pelo menos ela estava mais próxima que antes e mesmo rejeitando-a, os sinais em seus olhos começariam a aparecer. Pensou em todas as pessoas com quem havia interagido, mesmo que uma troca de pouquíssimas palavras, nos últimos dias. Não conseguindo ocorrer ninguém além de Taeyong, alguns outros funcionários do abrigo e das crianças, lembrou de Mark. 

Será que Mark era seu soulmate? Não sabia se pensar que o loiro era a pessoa com quem passaria o resto de sua vida lhe fazia feliz. Muitos anos atrás, tinha decidido que não deixaria sua soulmate lhe afetar e agora seus olhos estavam, aos 17 anos, começando o processo de mudança de cor, que existe para ajudar os casais a se encontrarem. Por hora, achou melhor ir tentar dormir. Sabia que não conseguiria, pois passaria a noite pensando no ocorrido, mas deitou-se e fechou os olhos, apenas pedindo para que as coisas não saíssem de seu controle, pelo menos agora e, involuntariamente, começou a chorar baixinho, como sempre fazia para não ser pego em seus momentos de infelicidade.

                                                                            *

Procurou as chaves do apartamento nos bolsos e desajeitadamente abriu a porta, entrando e indo direto para o banheiro, checar num espelho de verdade se seus olhos continuavam verdes. Eles estavam quase imperceptivelmente verdes, já haviam voltado aos tons azuis. Eram mais como uma mistura da nova cor com as antigas, formando um tom triste e acinzentado de anil. Não sabia se isso era bom ou ruim, provavelmente ruim, porquê seu soulmate havia tido alguns minutos de felicidade, mas já estava de volta à tristeza.

Tentava pensar no que poderia ter acontecido com seu soulmate para seus olhos se tornarem de uma cor tão bagunçada, mas nada passava por sua cabeça. Será que sua soulmate realmente era Donghyuck? Estaria ele, mesmo que minimamente, feliz por ver Mark tocando e, possivelmente, por ter desenhado-o? Agora que tinha suspeitas de quem era seu soulmate, precisava prestar mais atenção ainda à cor de seus olhos e às ações do suspeito, o que seria difícil, já que ele não ajudaria.

Se jogou na cama e começou a pensar no que fazer. Não tinha certeza de quem era sua soulmate, mas estava disposto a descobrir. O que mais o preocupava no momento eram as mudanças de seus olhos. Nos anos anteriores, seus olhos passavam apenas de azul para cinza e lilás, só sabia que sua soulmate era uma pessoa muto triste e mais nada. 

Sempre que conhecia pessoas novas, observava-as para tentar entender mais sobre o mundo dos soulmates. Tinha o hábito de observar, principalmente, casais, por mais que o deixasse para baixo. Quando um casal de soulmates estava junto, sorrindo, os olhos de ambos ficavam em tons de rosa, às vezes com mais uma cor expressando bem estar ou alegria. Havia notado em Taeyong e Jaehyun, no dia que os conhecera, que o primeiro tinha os olhos apenas rosas mas o segundo tinha reflexos amarelos, o que significava que estava, além de apaixonado, alegre, na companhia de seu soulmate.

Desistiu de pensar em coisas que não conseguiria resolver sozinho e foi dormir, desejando que seu plano, que já pretendia colocar em ação no dia seguinte, funcionasse.

                                                                            *

— Yukhei, você quer que eu perca meu emprego? Já disse que é proibido fazer visitas ao orfanato. — Jungwoo explicava ao telefone pela milésima vez desde que começara a trabalhar.

— Por favor, Woo, eu prometi ao Mark que ajudaria. — Implorava. — Eu deveria ter ouvido o plano antes de concordar. — Fazia uma nota mental para nunca mais aceitar as propostas do primo antes de ouví-las.

— Hoje eu não posso fazer nada, mas amanhã, quando chegar no trabalho, posso tentar conversar com o Taeyong. E já vou avisando que ele não vai aceitar isso fácil, sabe como ele protege o Donghyuck. — Prometeu ajudar mas não sabia se conseguiria. 

— Obrigado, Woo, você é o melhor soulmate do mundo! — Afastou o celular do rosto para dar gritinhos em comemoração enquanto pulava pelo quarto. — Sabe que eu te amo né? 

— Por que você só me diz isso quando precisa de um favor? — Lamentava pelas ações de sua alma gêmea. — Agora eu preciso ir dormir, vou chegar no trabalho mais cedo pra conversar com o Taeyong. Também te amo, Yukhei. — Despediu-se.

                                                                           *

Donghyuck estava em um parque, sentado debaixo de uma árvore, mas não em "seu" parque, era um que não conhecia. Percebeu que alguém se aproximava. Não conseguiu focar em seu rosto para descobrir sua identidade. Era como se suas feições estivessem borradas, só conseguia identificar que que esta pessoa era um garoto. Ele caminhava rumo ao moreno e quando chegou perto o suficiente, estendeu a mão em sua direção. 

Não reagiu, apenas observou-o, mesmo que não soubesse o que estava acontecendo nem quem ele era. Ambos continuaram imóveis, apenas encarando um ao outro. O garoto desconhecido parecia sorrir, mas Donghyuck estava confuso demais para fazer o mesmo. 

— Vamos. — O garoto quebrara o silêncio, bagunçando os pensamentos de Donghyuck, que também não conseguira identificá-lo pela voz.

Mas para onde estaria o convidando para ir? Não sabia quem ele era, não tinha motivos para ir, para onde quer que fosse, com ele, já que não sabia onde estava.

— Para onde? — Sabia que provavelmente não teria resposta, mas perguntou.

E Donghyuck estava certo, só não esperava que o outro desaparecesse. Em um passe de mágica, estava sozinho naquele lugar estranho. Ergueu-se e começou a andar pelo local. O parque não era grande, tinha apenas algumas árvores, um pequeno lago e dois bancos. 

Chegou mais perto do lago e viu seu reflexo na água. Assustou-se com seus olhos, que estavam completamente verdes e, alguns instantes depois, sentiu alguém o empurrando e caiu no lago.

Despertou, abriu os olhos e se levantou da cama em um pulo. Havia sido apenas um sonho. Além de seus olhos estarem mudando de cor, estava começando a ter os tão falados "sonhos norteadores", que eram nada mais nada menos que outra ajuda do destino para os casais se encontrarem. Agora tinha certeza que estava completamente ferrado.

Saiu do quarto, apressado, e foi em direção ao banheiro para ver se seus olhos estavam como no sonho. Para sua sorte, não estavam. Suas orbes ainda tinham apenas alguns reflexos verdes, assim como no dia anterior.

Um pouco mais calmo, voltou para o quarto. Ainda era cedo, mas sabia que não conseguiria voltar a dormir, então desceu para tomar café da manhã, havia ido dormir sem jantar então estava morrendo de fome.

Enquanto descia as escadas, ouviu muitas vozes vindo da cozinha, mas não havia sido avisado por Taeyong que teriam visitas. Continuou descendo, afinal, achou que deveria ser alguém que havia passado meses, ou até anos, na fila de espera para ver uma criança e, talvez, adotá-la. Ao chegar na porta da cozinha, percebera que estava errado. Os visitantes definitivamente não eram pessoas interessadas em adotar, eram os dois garotos do parque, o soulmate de Jungwoo e Mark. Mark estava lá.

Antes mesmo que alguém pudesse lhe desejar um "bom dia", pensou o quanto lhe afetaria ouvir isso de Mark, Donghyuck correu em direção às escadas e subiu para o quarto novamente, deixando todos que estavam sentados à mesa confusos.

                                                                           ~

Não podia acreditar que seu plano estava seguindo do jeitinho que havia planejado. Taeyong aceitara que fizessem uma visita, claro que não havia dito o motivo, sabia que ele pensaria duas vezes se soubesse que Mark tinha grande interesse em Donghyuck. Se tudo continuasse seguindo bem, conseguiria pelo menos trocar algumas palavras com seu, talvez, soulmate.

Estava, junto ao primo, o soulmate dele e Taeyong, na cozinha. Conversavam sobre algo que Mark não prestava antenção, pois estava ocupado demais repassando seu plano mentalmente. Haviam sido instruídos pelo mais velho dos quatro que deveriam chegar bem cedo, ou alguém poderia vê-los e denunciar a visita, o que seria ruim para todos os funcionários, já que era contra as regras.

O loiro observava cada detalhe do abrigo. Havia visto apenas a área de visitas e a cozinha, mas percebera que o lugar era muito bem cuidado e não aparentava ser um ambiente triste, apesar das histórias dos que vivem lá. As crianças também não eram tristes, ao contrário do que pensava, e logo que ele e Lucas chegaram, as que já estavam acordadas foram alegremente os cumprimentar.

Não demorou muito para que a presa de Mark aparecesse. Ouviu passos rápidos e barulhentos vindos da escada, não deveria ser uma criança descendo, parecia alguém maior, logo imaginou que fosse Donghyuck. Os passos pararam por alguns segundos e depois recomeçaram, mas mais calmamente, e o garoto de olhos castanhos apareceu na porta. 

Ao ver a imagem de seu possível soulmate, Mark não soube o que fazer. Talvez devesse dizer "bom dia", talvez devesse esperar que outra pessoa dissesse primeiro, ou pareceria estranho, já que não se conheciam. Mas antes que conseguisse decidir o que fazer, Donghyuck subiu as escadas mais rápido do que havia descido. Se antes não sabia o que fazer, agora, que achava que o mais novo estava com medo, sabia menos ainda. 


Notas Finais


Não queiram me matar, mas como as aulas começam amanhã, provavelmente eu só vou atualizar uma vez por mês, eu juro que vou tentar não demorar tudo isso, mas tbm n vou prometer uma data específica pq a chance de não postar nela é enorme
É isso, comentem aí e qualquer erro podem avisar que eu arrumo <3
Podem falar comigo no twitter tbm, lá sou TaemintARMY ;)


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